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Resenha: Outlander - Os Tambores de Outono (Parte 1)

8.1.20
Sinopse: "Neste livro emocionante, repleto de ação, intrigas e detalhes históricos, as barreiras do espaço e do tempo são postas à prova pelo amor de um casal e pela coragem de sua filha em mudar o destino para salvá-los.

Será possível alterar o passado?
Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.
Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.
Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la."

Primeira parte do quarto livro da série Outlander, mais um livro dividido porque Diana Galbadon não consegue escrever menos de mil páginas. Nessa nova fase Jamie e Claire estão vivendo nas colônias, enquanto Brianna tenta lidar com a partida da mãe para o passado e a existência desse novo pai.

Apesar de divisão “Os Tambores do Outono” é um livro muito bom, com momentos divertidos e de tensão. O livro é ótimo para  aprender sobre a colonização dos Estados Unidos e como tudo se formou. E ainda tem muito romance entre Claire e Jaime e até mesmo Brianna e Roger.

Posso dizer que gostei muito desse quarto livro, me deu até vontade de reassistir a série, mas como já havia dito na resenha de O Resgate do Mar (parte 1) acho que dividir o livro prejudica essa primeira parte, porque ela é muito introdutória, falando mais sobre as dificuldades na adaptação nesse novo local e as dúvidas de Brianna, a ação mesmo ficou para a segunda parte. Por isso, acredito que a leitura foi um pouco mais lenta e o final um pouco decepcionante, afinal, não era bem um final.

Mesmo achando esse livro mais lento, estou ansiosa para ler a segunda parte e saber o que vai acontecer. Acho que a história vai ter uma reviravolta importante. No mais Outlander continua sendo uma série incrível, rica e apaixonante.

Até o próximo post!

Resenha: A Chama de Ember

22.10.19
Sinopse: "Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou condenado a uma eternidade de servidão. Como um lanterna, seu único dever é guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltre onde não é bem-vinda. Jack sempre fez um excelente trabalho... até conhecer a bela Ember O’Dare.
Há tempos, a bruxa de 17 anos vem tentando enganar Jack para atravessar o portal. Insistente, sem temer os alertas dele, Ember enfim consegue adentrar a dimensão proibida com a ajuda de um vampiro afável e misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.

Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos."

Depois do fracasso que foi a leitura da trilogia Deuses do Egito da Colleen Houck, eu pensei que não teria coragem de ler mais nada dela, mas aí saiu O Destino do Tigre, último livro da série A Maldição do Tigre, que eu gostei bastante, então quando a Editora Arqueiro anunciou o novo livro da Colleen Houck eu não consegui resistir e acabei comprando. Claro que muito dessa vontade veio também pela temática, uma nova versão da história do Jack Lanterna, um símbolo do Halloween nos Estados Unidos e que já ganhou diversas versões.

Na versão da Colleen Houck o Jack Lanterna vigia uma encruzilhada que leva até o Outro Mundo, e é tentando proteger esse local que ele conhece Ember uma jovem bruxa que exerce um atração tão forte no lanterna que faz até com que ele não cumpra bem o seu trabalho. A bruxa consegue ir para o Outro Mundo com a ajuda de um vampiro bonitão. Então Jack vai em busca da bruxa para tentar salvá-la.

O livro é bem young adult, muito fofinho e nada assustador, me lembrou muito o filme O Estranho Mundo de Jack do Tim Burton. Além da famosa lenda do Jack Lanterna, a autora ainda usou várias referências das histórias de horror clássicas, como Frankstein, A Ilha do Doutor Monreau, O Homem Invisível e Drácula. E claro que além de referências a autora colocou uma dose de romance na história.

Apesar de ter um romance na história, esse não é o foco de A Chama de Ember, a autora quis mais mostrar um mundo de fantasia, com várias criaturas peculiares e mistérios. Eu particularmente gosto de livros assim, mas como ela resolveu colocar um romance no meio disso tudo, senti falta dele ser mais bem construído e desenvolvido, além de achar totalmente desnecessário essa história de triângulo amoroso.

Concluindo, o livro é uma ótima aventura para o público jovem, daqueles livros deliciosos com um romance para completar. Não é o melhor livro da Colleen, mas achei melhor do que a terrível trilogia Deuses do Egito.


Até o próximo post!

TBR de Outubro

6.10.19

Até o próximo post!

Resenha: O Sonho do Tigre

22.10.18
Sinopse: "Com a derrota do feiticeiro Lokesh, só parecia restar ao príncipe Kishan Rajaram passar a eternidade cumprindo a promessa de proteger a linda e irascível deusa Durga. Preso no passado, ele sofre depois que seu irmão, Ren, e Kelsey, a garota que ambos amam, voltam ao presente e começam a viver o seu “felizes para sempre”.
Então, quando o xamã Phet aparece pedindo sua ajuda para salvar Kelsey, Kishan agarra a oportunidade com unhas e dentes, disposto a voltar atrás na sua decisão de ficar no passado e assim mudar seu destino. O tigre negro está prestes a descobrir que aquilo que parece o fim pode ser apenas um recomeço...
Com um desfecho extraordinário, a autora Colleen Houck apresenta neste quinto volume uma visão completa da empolgante saga dos tigres. Numa complexa teia de viagens pelo tempo, Kishan e Durga concluem, entre idas e vindas, uma tarefa após a outra para garantir que a linha traçada para o destino da humanidade seja cumprida – o tempo todo lutando contra a tentação de interferir e redesenhar o futuro."

Não é segredo para ninguém que me conhece ou que acompanha o blog que eu sou uma grande fã de "A Maldição do Tigre", devorei os quatro livros, chegando a ler cada um mais de uma vez. Adoro a magia, o romance e a cultura presente nessa série. Quando terminou, fiquei satisfeita, apesar de não achar o final o melhor de todos e acreditar que algumas pontas ficaram soltas. Porém, nunca fui a favor do quinto livro, na verdade não acreditava que ele iria sair do papel, mas fui surpreendida com o anúncio de que depois de longos anos "O Sonho do Tigre" seria publicado. Fui com várias pedras nas mãos, pronta para discorrer sobre os defeitos da história e o quão desnecessária era essa continuação, mas tive que dar o braço a torcer porque gostei bastante do livro.

"O Sonho do Tigre" é a história de Anamika e Kishan, a deusa e seu tigre, que tiveram que abrir mão de muitas coisas e cumprir seu papel de "divindade". A Colleen Houck não quis apenas encerrar a história dos dois com o dever cumprido e o sacrifício, ela quis contar sobre o relacionamento do dois, como foi construído e como os anos em que Durga e seu tigre viveram juntos foram maravilhosos. Afinal, ela não podia deixar que o tigre negro fosse apenas o herói que se sacrifica no final. Porém a história não é só sobre isso, a autora volta a abordar a viagem no tempo, e nos mostra que nada do que aconteceu foi por acaso.

Eu particularmente, não gostava muito de Ana e Kishan, a primeira era insuportável em "O Destino do Tigre"com toda sua pose de guerreira e ele, na minha visão, era apenas um garoto mimado que queria tudo que o irmão mais velho tinha. Mas Colleen desconstruiu os dois, deu profundidade e mostrou que as duas personagens tinham motivos para terem esta postura.

A autora uniu as pontas soltas, deu um final digno aos outros personagens que não fossem Ren e Kelsey e ainda conseguiu dar um vislumbre ainda maior de como foi a vida de todos depois de matarem Lokesh e acabarem com a maldição do tigre. Um livro que me surpreendeu do início ao fim e ainda conseguiu trazer de volta o prazer de se ler Colleen Houck, depois do fiasco de "Deuses do Egito".

Até o próximo post!

TBR de Outubro

8.10.18
Até o próximo post!

Resenha: O Temor do Sábio

14.5.18
Sinopse: "Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.
Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.
Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.
Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo."

"O Temor do Sábio" é o segundo livro da trilogia "A Crônica do Matador do Rei", e se passa no dia seguinte em que Kvothe começou a contar sua história ao cronista. Nesse livro o jovem de cabelos vermelhos acaba tendo que se afastar da Universidade por um tempo e sua imagem de herói começa a alcançar mais que os terrenos em volta de onde ele vive. Com sua genialidade Kvothe passa por diversas aventuras e assim começa a amadurecer para se tornar o homem que agora finge ser apenas um hospedeiro.

Esse livro é gigantesco, chegando a ter quase mil páginas, e muita coisa acontece na história. Temos detalhes dos estudos do Kvothe na Universidade, depois sua viagem para conquistar um mecenas, a missão de acabar com ladrões que atacam as estradas, a passagem pelo mundo dos encantados, o treinamento e por fim sua volta para "casa". Ou seja, mesmo sendo um livro gigantesco, ele não é arrastado, pelo contrário ele é cheio de reviravoltas. Porém acho que se o autor tivesse dividido em mais livros a história seria ainda mais fluída.

A escrita do Patrick Rothfuss é muito deliciosa, dos típicos escritores de fantasia, que conseguem te envolver tanto em seu universo que você se vê dentro daquela história. Adorei a maneira como ele foi desenvolvendo os personagens, principalmente Kvothe, que amadurece muito neste segundo livro, se tornando ainda mais encantador. Mas além do protagonista da história temos outras figuras muito interessantes, como o Bast, que me desperta muita curiosidade. 

Claro que o livro não apenas mil maravilhas, eu pelo menos me irritava bastante com os interlúdios, em que voltamos ao presente. Eu queria saber o que iria acontecer na narração de Kvothe e tinha que parar pra vê eles conversarem sobre trivialidades e comer.  Mas entendo que isso é um recurso pra dar um respiro na história.

O Encontro com a Feluriana

Mas por falar em interlúdios, preciso criar um neste momento pra falar sobre o meu momento preferido do livro, o encontro de Kvothe com a Feluriana. Meu Deus, o que foi aquilo, o autor conseguiu fazer com que a aura de magia escapasse das páginas do livro e ao mesmo tempo criou um clima muito erótico. Mostrou que fantasia pode sim sr adulta, quando bem feita. Espetacular. 

Sem mais delongas, voltando ao assunto, "O Temor do Sábio" é ainda melhor que "O Nome do Vento" e eu me tornei mais uma fã enlouquecida que precisa do terceiro livro, para poder entender o que acontece depois daquele final, e o porque de Kvothe estar tão desiludido com a vida. Livrão! Não por seu um calhamaço, mas por ser um livro bem construído e maravilhoso.

Até o próximo post!

Resenha: Deuses do Egito - A Coroa da Vingança

16.4.18
Sinopse: "Em A Coroa da Vingança, terceira e última aventura da série Deuses do Egito, Colleen Houck nos presenteia com um desfecho tão surpreendente e inspirador quanto o elaborado universo mitológico que criou.
Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Liliana Young está praticamente de volta à estaca zero.
Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.
Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.
Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito."

Chegamos ao capítulo final da trilogia "Deuses do Egito" da Colleen Houck, e eu já disse em outras resenhas os vários problemas que essa história tem e neste terceiro livro não foi diferente. A autora continua seguindo os passos de "A Maldição do Tigre" e temos a personagem principal sem memória em "A Coroa da Vingança", tal como Ren ficou em "A Viagem do Tigre", e uma batalha pela a frente, para exterminar o de deus Seth.

Colleen pegou a base de sua série antiga e resolveu aumentar a proporção, afinal, temos aqui um hexágono amoroso, e muita, mais muita fantasia. E isso da fantasia me incomodou, porque ela tinha uma mitologia egípcia para explorar, mas do nada resolveu enfiar unicórnios e fadas, o que na minha opinião não fazia nenhum sentido naquele contexto. Ou seja, esse livro foi na verdade uma série de excessos.

O livro não é de todo ruim, acredito que se tivesse lido "Deuses do Egito" antes de "A Maldição do Tigre" até poderia a gostar, apesar dos pesares. A escrita da Colleen é envolvente e acho que quando ela se focou na mitologia egípcia foi muito bem e muito interessante. 

Os personagens deste livro me deram a impressão de pouca profundidade, não sei se porque eram tantas pessoas reunidas, até mesmo dentro de uma só garota,e acabou que tinha muita faceta e pouca informação sobre cada um.

Agora como sempre a autora erra um pouco na mão na hora de tratar de romance, acho que é legal mostrar a relação amorosa, mas eles estão prestes a passar por uma guerra e ficam se preocupando com quem será o parceiro da vida.

No mais "Deuses do Egito" é uma trilogia bem mediana, com vários problemas e muuuuuuuiiiiiitoo romance. Para algumas pessoas pode ser divertido, mas pra mim, continuo gostando muito mais da história dos tigres.

Até o próximo post!

TBR de Abril 2018

8.4.18

Até o próximo post!

Wishlist Lançamentos

1.4.18

Até o próximo post!

Resenha: Outlander - O Resgate do Mar - Parte 2

27.3.18

Sinopse: "A extraordinária saga continua.
Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.
Se a intensa paixão e o desejo entre eles parecem não ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.
A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço."

Outlander é uma das séries que eu mais gosto de ler atualmente, mas os dois últimos livros que li, o segundo e a primeira parte do terceiro não foram tão maravilhosos quanto "A Viajante do tempo", primeiro livro da série. Até porque Claire e Jaime viveram a guerra e passaram 20 anos separados, então era de se esperar que teríamos momentos difíceis em toda a história, porém eu ainda sentia uma falta de toda a aventura e reviravoltas do primeiro livro e foi na segunda parte de "O Resgate no Mar" que Diana Galbadon voltou com as grandes aventuras dos Fraser.

Adorei todas as reviravoltas da história, começando na Escócia, passando pela Jamaica e indo parar na América, tudo que acontece no livro tem muita ação, mas ao mesmo tempo muita informação histórica, sem ser aquela coisa bagunçada. A autora cria um enredo muito interessante e é impossível não devorar todas as páginas do livro, que é enorme.

Esse terceiro livro, com toda certeza é um dos meus livros preferidos da série, pelas aventuras é claro, mas pela maneira como a autora fortaleceu o amor de Jaime e Claire, os dois tem uma ligação muito forte, tanto física quanto emocional, mesmo tendo vivido 20 anos um longe do outro os dois ainda tem aquela parceria muito forte. E acho interessante também que apesar deles sentirem ciúmes um do outro, os dois sabem respeitar o que o outro viveu durante a separação. Um casal memorável. 

Claro que o livro não é perfeito, a meu ver teve alguns momentos que ficaram com rebarbas e outros fatos foram apenas esquecidos, como por exemplo, o vilão Jack Randall que simplesmente desapareceu na batalha de Culloden. Outra coisinha é John Grey, ele tinha que ser apaixonado pelo Jaime? Achei meio forçado depois de todos os problemas com Randall.

No mais "O Resgate do Mar" é um livro muito bom, a série continua com uma qualidade espetacular, mesmo com seus calhamaços, não perdendo o ritmo, nem mesmo as características dos personagens. Agora veremos o que nos aguarda nos próximos livros.

Até o próximo post!

TBR de Março de 2018

4.3.18
Até o próximo post!

Resenha: Origem

26.2.18
Sinopse: "De onde viemos? Para onde vamos?
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo."


Antes de começar a falar sobre "Origem" quero que vocês entendam minha relação com o Dan Brown. Eu sempre gostei dos livros do autor, me lembro até hoje do meu encantamento quando li "O Código da Vinci" pela primeira vez e como esse livro ficou na minha lista de favoritas por muito tempo. Gosto muito dos outros livros dele, inclusive acho "Anjos e Demônios" espetacular. Mas já faz um tempo que as histórias dele não me pegam, para ser mais exata desde "Inferno". Mas o meu interesse pelo o que ele escreve foi enterrado de vez com "Origem".

"Origem" mais uma vez tem o esqueleto formado pela receita usual de Dan Brown, temos aqui uma revelação que irá mudar os rumos da história, um mistério envolvendo o responsável por essa revelação, Robert Lagdon e sua memória fotográfica, uma companheira maravilhosa que ajuda na busca por respostas, um perseguidor, muita arte e claro, uma crítica religiosa. Porém desta vez a receita não funcionou e o livro acabou solado. E isso acontece porque na verdade a base foi a mesma, mas o autor mudou algumas medidas nos ingredientes e isso prejudicou na fluidez do livro, transformando aspectos interessantes como descrições e informações sobre arte, tecnologia e cultura em algo maçante e cansativo. E cansativo é a melhor palavra para descrever esse livro.

Além das descrições terem se tornado chata ao invés de interessantes, temos também um Robert Lagdon apenas como um mero acessório, pra interligar esse livro com os demais do Dan Brown. O professor está perdido na história, em que nada tem haver com ele, com suas artes modernas e abstratas ou a tecnologia avançada, ele fica apenas como telespectador e quem é o grande "detetive" da história é Winston, o secretário de Edmond Kirsh. Lagdon se torna um espectador, não se parecendo em nada com o incrível professor que ajudou a descobrir a família de Cristo, ou que evitou que um papa errado fosse escolhido, ele se tornou ultrapassado, tal qual as antigas religiões e simbolismo que ele estuda.

Outra coisa que me incomodou foi que as histórias paralelas as do mistério de Edmond Kirsh não se conectavam e mesmo com a conclusão da história o autor não conseguiu amarrar todas juntas, pra mim ficou tudo solto, como se fizessem parte de livros diferentes. Fora que nenhuma história me interessou, a história da família real da Espanha é chata e teve um final muito sem sentido, o próprio Almirante Ávila não é tão interessante como os outros perseguidores da história de Brown e Ambra Vidal pra mim não passa de uma acompanhante medíocre.

O livro tinha tudo para ser interessante, com sua promessa de revelar de onde viemos e para onde vamos, mas as explicações da teoria de Edmond eram chatas e para mim só pareciam uma forma de criticar a religião. Mas aí no final o autor deixa pistas de que não é bem assim, que a religião não é esse monstro (que ele afirma em diversos livros dele), ficou parecendo uma tentativa de se desculpar das críticas ferrenhas que o autor fez anteriormente.

Concluindo, Dan Brown errou porque não fez nada de novo, mas errou também quando resolveu inovar demais. Na verdade, "Origem" é um livro com uma sucessão de erros, que não envolve ou encanta, pelo contrário, decepciona aos fãs de Dan Brown. No meu caso, me decepcionou tanto, que estou seriamente inclinada a não ler mais nenhum livro do autor, que vem decaindo livro após livro, o que é uma pena, afinal, seus primeiros livros eram um deleite para os fãs de literatura policial.


Até o próximo post!


Resenha: Outlander - O Resgate no Mar - Parte 1

22.1.18
Sinopse: "Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden. 
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois. 
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida. 
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?"

O terceiro livro da série Outlander da Diana Gabaldon, vai começar exatamente no momento depois da Claire descobrir que o Jaime não morreu na Batalha de Culloden, como ela pensava. A partir daí, com a  ajuda de Brianna e Roger ela começa a procurar o paradeiro do escocês para que possa voltar para o século XVIII. Ao mesmo tempo temos a visão de tudo que Jamie Fraser passou depois da revolta jacobita.

"O Resgate do Mar - Parte 1" ficou ao meu sendo uma espécie de livro que retrata os horrores que a guerra pode causar nas pessoas e principalmente sobre a força do amor. Jaime ficou na Escócia, sofrendo com as más condições, fugindo dos ingleses e sentindo a falta da Claire, então seus capítulos são sempre dolorosos, principalmente depois de tudo que ele já passou em apenas dois livros. Já Claire estava com Brianna, resolveu estudar medicina, fez amigos, por acreditar que não tinha para onde voltar, mas sempre lembrando de Jaime. 

Como era de se esperar, temos finalmente o reencontro  dos dois e aí começam novos problemas, porque apesar de todo amor que um sente pelo outro, foram 20 anos separados e muita coisa aconteceu na vida deles. Mas aí vem o maior problema, Jaime está deixando de contar algumas coisas a Claire e eu tenho certeza que essa bomba vai estourar a qualquer momento.

A escrita da Diana continua maravilhosa e eu devorei esse livro tal como os outros, me diverti, me emocionei e fiquei encantada pelo amor de Jaime e Claire. Mas apesar de ter gostado do livro, detestei o fato de terem o dividido, porque eu estava envolvida com a história e do nada acabou e eu queria mais, agora vou ter que esperar até comprar a parte 2. Ansiosa para saber quais serão as próximas aventuras desse casal.

Até o próximo post!

TBR de Janeiro 2018

14.1.18
Até o próximo post!

Resenha: O Nome do Vento

25.10.17
Sinopse: "Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança."

"O nome do vento" é o primeiro livro da trilogia A Crônica do Matador do Rei, do Patrick Rothfuss, que é um livro que está sempre presente nas estantes dos leitores fãs de fantasia. E eu adoro o gênero, porém anos e anos se passaram antes que eu resolvesse encarar a história do Matador do Rei, tudo isso por receio de seu tamanho. Porém finalmente dei uma chance ao calhamaço e gostei muita da história.

O livro narrar o encontro e um estalageiro chamado Kote e um cronista, que afirma que o primeiro é na verdadeiro o famoso Kvothe, matador do rei. Então Kote resolve contar sua história e desmistificar todas as lendas envolvendo Kvothe.

Esse livro não é um livro qualquer de fantasia, que geralmente nos explica todo o universo fantástico, pelo contrário, entramos de cabeça naquele mundo, sem muitas explicações e aos poucos o autor vai nos dando detalhes sobre o cenário e as personagens. Mas sem deixar de ser detalhista como vários outros autores do gênero.

Falando em personagens é preciso dizer que Kvothe é uma pessoa encantadora, gostei dele de cara, por sua inteligência, esperteza e sagacidade. E a vida dele é tão cheia de altos e baixos, que ele mesmo sendo fantástico, não é um herói em um pedestal. Me apaixonei por ele.

O livro é mais arrastado, mas não é nada monótono, temos vários acontecimentos e reviravoltas na história. E é impossível não se deliciar com a Universidade, principalmente se você é um fã de Harry Potter, o local é uma espécie de Hogwarts, mas para jovens e adultos. 

"O nome do vento" conseguiu me conquistar e já me fez desejar suas continuações, quero muito saber o que aconteceu a Kvothe para que ele chegasse a se tornar um mero estalageiro. Apenas um personagem me fez ficar um pouco em dúvida sobre o livro, Denna (OH MULHERZINHA SEBOSA!!!). Mas no mais preciso dizer que o livro é tudo aquilo que diziam e é um prato cheio para os fãs de fantasia.

Até o próximo post!

Resenha: Tudo e Todas as Coisas

17.7.17
Sinopse: "TUDO ENVOLVE RISCOS.

NÃO FAZER NADA TAMBÉM É ARRISCADO.
A DECISÃO É SUA.
A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça, jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.
Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe."

Eu acredito que a expectativa sempre estraga tudo, pelo menos pra mim é assim que funciona, pois é só esperar muito de um livro que vou acabar frustrada. Mas quando eu vou sem expectativa nenhuma, na grande maioria das vezes, a leitura fluí melhor e acabo gostando muito do livro. E foi exatamente isso que aconteceu com "Tudo e Todas as Coisas" da Nicola Yoon, um young adult despretensioso que me encantou com sua história de amor.

O livro vai contar a história da Madeline, que sofre de uma doença que a impede de entrar em contato com mundo, por isso ela vive em uma casa especial a 18 anos sem nunca ter saído de lá. Ela segue uma rotina que é abalada quando um novo vizinho muda para a casa ao lado. Olly tem uma vida complicada, mas nem por isso deixa de se aproximar da garota que tem problemas maiores que o dele. Os dois acabam se envolvendo romanticamente.

"Tudo e Todas as Coisas" pode se encaixar no gênero sick lit, mas ele é mais do que isso, o livro de Nicola Yoon vai falar muito mais de correr riscos, que isso sim é viver de verdade. E a autora tem uma escrita divertida e leve, com personagens interessantes e inteligentes. Os diálogos do livro são bem interessantes e o envolvimento do casal principal é natural.

Eu gostei muito do livro, mesmo ele tendo alguns pontos fora da realidade, mas isso não me incomodou e tive uma leitura muito prazerosa, que há muito tempo não tinha com um livro de YA contemporâneo. Bem no estilo John Green e Stephanie Perkins, recomendadíssimo para quem gosta desses dois ou apenas de um bom romance adolescente. 


Até o próximo post!

TBR de Julho

2.7.17


Até o próximo post!

Resenha: Memórias de uma Gueixa

31.5.17
Sinopse: "Olhos cinza-azulados. Muita água em sua personalidade, é o que diz a tradição japonesa. A água que sempre encontra fendas onde se infiltrar, cujo destino não pode ser detido. Assim é Sayuri, uma das gueixas mais famosas de Gion, o principal distrito dessa arte milenar em Kioto. Com um olhar, ela é capaz de seduzir. Com uma dança, ela deixa os homens a seus pés. O que ninguém sabe é que, por trás da gueixa de sucesso, há um passado de perdas e desilusões de uma mulher que, desde o dia em que o pai a vendeu como escrava, fez cada uma de suas escolhas motivada pelo amor ao único homem que lhe estendeu a mão. Neste livro acompanhamos sua transformação enquanto ela deixa para trás a infância no vilarejo pobre e aprende a rigorosa arte de ser uma gueixa: dança e música, quimonos e maquiagens; como servir o chá de modo a revelar apenas um vislumbre da parte interna do pulso; como sobreviver num mundo onde o que conta são as aparências, onde a virgindade de uma menina é leiloada, onde o amor é considerado uma ilusão. Já idosa, vivendo nos Estados Unidos, ela narra suas memórias com a sabedoria de quem teve uma vida longa e o lirismo de quem soube encontrar nela seu lado mais doce. Neste relato único, que reúne romance, erotismo e, muitas vezes, a dura realidade, Arthur Golden desenvolve uma escrita refinada e dá voz a uma personagem instigante e humana que conquistou milhões de leitores em todo o mundo."

O que são as gueixas? Artistas, prostitutas, amantes? Tudo isso é um mistério para grande parte dos ocidentais, ninguém entende muito bem o que são aquelas mulheres em quimonos luxuosos e maquiadas de forma tão artística. E em "Memórias de uma Gueixa", Arthur Golden nos apresenta esse universo através das memórias de Sayuri.

Sayuri não existiu de verdade, mas a introdução do livros cria a atmosfera de que tudo que será narrado neste livro será real. Começamos acompanhando a gueixa quando ela ainda era criança, morava com o pai pescador em uma vila e se chamava Chiyo até os dias atuais em que ela é uma famosa gueixa.

Sayuri desde sempre é sonhadora e sempre é enganada e levada por caminhos diferentes dos que ela quer, E ela sempre aceita tudo e procura retornar a seu objetivos, como água que se molda ao meio que está, e é exatamente isso que as pessoas dizem quando olham para seus olhos cinzentos. Em contraponto a toda essa aceitação temos Hatsumomo, a grande antagonista desse livro, ela é como o fogo, destrói tudo por onde passa. Todas as duas são personagens cheias de camadas e muito bem construídas.

Além das mulheres temos os personagens masculinos, que estão ali para serem bem tratados e entretidos pelas gueixas. E desde o primeiro momento percebemos que Sayuri tende a se encantar pelos homens que são bondosos com ela, podemos perceber isso na primeira forte figura masculina que surge em sua vida, o senhor Tanaka, que em muito se parece com o presidente, grande amor da vida de Sayuri. Então para contrapor esses homens sempre tão atenciosos temos Nobu, um homem amargo que sempre diz o que pensa, mas que é encantado pela gueixa.

Em vários momentos do livro me incomodava a passividade de Sayuri e as atitudes dela em alguns momentos, porém ao longo da história o autor consegue te mostrar que as escolhas dela não são como a de todo mundo, ela é uma gueixa e a vida dela não é simples, ela não terá uma história de amor convencional. E acho que tudo isso é ainda mais bonito a partir do momento em que vemos a teia do enredo bem tecida e com a justificativa de que o destino ajudou todos os personagens a chegarem até ali.

Memórias de um Gueixa não é apenas uma história de amor, é a história de uma vida, de uma mulher que fez de tudo para ir de encontro a seus sonhos. Mas uma história de memórias do Japão, porque vemos ali o relato do período de guerra e o que essa guerra causou em um lugar de tanta arte e beleza. Um livro maravilhoso tanto para quem gosta de romance, quanto para quem gosta de aprender sobre a cultura de outros países ou simplesmente uma leitura muito prazerosa.

Obs; Se você tal como eu já assistiu ao filme, verá que temos um final a frente de como ele termina. O que pra mim foi bem interessante.

Até o próximo post! 

Resenha: Outlander - A Libélula no Âmbar

22.5.17
Sinopse: "Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"

E Diana Gabaldon conseguiu o feito que muitos autores falham, que é fazer um segundo livro de uma série ser tão bom quanto o primeiro. O livro dois da série "Outlander" consegue ser tão envolvente quanto o primeiro e ter uma história que completa perfeitamente o livro anterior. "A libélula no âmbar" já começa 20 anos depois de Claire ter retornado para o seu tempo, exatamente, ela abandonou Jamie e voltou para Frank, carregando uma criança do guerreiro escocês. Agora ela está de volta a escócia com sua filha Briana, para contar sua história no século XVIII.

O livro dois é maior que "A viajante do tempo", com mais de 900 páginas, mas para mim a leitura fluiu e 100 páginas passavam como se fossem nada. O livro é cheio de acontecimentos e reviravoltas, começando com as revelações de Claire a filha, seguido pela chegada dos Fraser a França, a volta a Escócia, a Guerra de Charles Stuart e por fim as descobertas de Claire sobre os que ficaram no passado. Como sempre os momentos oscilam em felicidade e tragédias, porque o casa Jamie e Claire não conseguem ficar longe de confusões.

Além dos vários acontecimentos desse livro, temos também as consequências das ações  do livro anterior. O casal precisa aprender a lidar com os traumas de Jamie em Wentworth, a intensidade do amor que um sente pelo outro e até mesmo a escolha de Claire em viver no passado com Jamie. Mas tudo isso só nos mostra o quanto a união e o amor de um sente pelo outro é forte, impossível não se encantar por essa história de amor.

Outlander é uma série de romance muito boa, mas não podemos nos esquecer do lado histórico, que pra mim é um ponto fortíssimo nesta série. É delicioso em meio a toda a magia criada por Diana termos ainda um vislumbre da história da Escócia.

Se no primeiro livro já me apaixonei por Outlander, em "A libélula no âmbar" tudo foi confirmado e já me tornei uma grande fã, que está esperando ansiosamente pelos próximos livros.


Até o próximo post!

TBR de Maio

30.4.17

Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana