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Resenha: Clube do Livro dos Homens

3.5.21

 

“Clube do Livro dos Homens” é o primeiro livro de uma série antológica, que vai acompanhar homens que lêem romances para conseguir resolver os seus problemas amorosos. Neste primeiro livro acompanhamos Gavin Scott, jogador de beisebol que está tendo problemas no casamento, após descobrir que a mulher esteve fingindo orgasmos.⁣

⁣A primeira vista, essa sinopse pode parecer problemática, afinal, um homem ficar puto porque a mulher não tem orgasmos é bem ridículo, até porque ele tem grande culpa nisso. Mas o livro é bem mais que isso, a falta de prazer vai além dos problemas na cama, é sobre feridas e cicatrizes que precisam ser tratadas para que os dois possam ficar juntos.⁣

O livro fala sobre relacionamentos de uma maneira leve e divertida, mas também real, ao mostrar que o casamento não é fácil, que é preciso diálogo, dedicação e claro, muito amor, para que tudo dê certo.⁣

Além de um romance gostoso, o livro ainda traz uma graça com aquele grupo de homens lendo romances para conquistar diariamente suas mulheres. O clube do livro é hilário e eu não vejo a hora de conhecer as próximas histórias.⁣

A escrita da autora é ótima e flui muito bem, trazendo uma história envolvente que te faz não querer largar o livro até terminar. Adorei o livro e super indico para quem gosta de um bom romance. ⁣

PS: Esse livro é tão bom, que me arrancou de uma ressaca literária de meses. Devorei em apenas 2 dias. ⁣

Até o próximo post!⁣

Resenha: O Mal Nosso de Cada Dia

28.4.21

“O Mal Nosso de Cada Dia” é escrito por Donald Ray Pollock, e é um livro que aborda principalmente a maldade, escancarando a sordidez e perversão do ser humano. Nele vemos assassinos, pedófilos, serial killers, abusadores, fanáticos religiosos e corruptos. ⁣

⁣O livro acompanha a história de vários personagens, que aos poucos vão se entrelaçando e se tornando uma só. E cada uma dessas histórias mostra um pouquinho da maldade humana, tornando impossível sentir empatia ou torcer por algum daqueles personagens.⁣

⁣A escrita do Donald é muito gráfica, ele não nos poupa dos detalhes e crueldade. É um  livro banhado de cenas de violência e muito sangue. Por isso, a leitura é um pouco angustiante, principalmente nos primeiros capítulos, mas apesar disso, é uma história muito envolvente.⁣

⁣A leitura desse livro foi muito rápida pra mim, mas as últimas 50 páginas eu entrei em um ritmo alucinante, por causa das diversas reviravoltas. Não conseguia parar de ler até descobrir como tudo ia acabar. E fui surpreendida com um ótimo final.⁣

⁣“O Mal Nosso de Cada Dia” é um livro muito pesado, mas que é impossível de largar. Para quem gosta de um bom thriller eu super recomendo a leitura, você não vai se arrepender.⁣

⁣O livro foi adaptado em um filme pela Netflix e recebeu o nome de “O Diabo de Cada Dia”, com um elenco recheado de estrelas e recebeu críticas positivas. Já estou ansiosa para ver como ficou.⁣

Até o próximo post!

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Resenha:Nona Casa

1.3.21

 


“Nona Casa” é escrito pela Leigh Bardugo, mesma autora da trilogia Grisha, mas em nada se parece com o Grishaverso.


O livro vai acompanhar Alex, ela tem um passado muito sombrio no mundo das drogas e após uma série de assassinatos, ela vai estudar em Yale e integrar uma sociedade secreta. Isso porque, Alex consegue ver fantasmas e eles precisam de sei dom.


“Nona Casa” é um suspense que envolve assassinato, sociedades secretas, magia e fantasmas.


Vale a pena destacar que é uma fantasia dark, permeada de cenas de violência e gatilhos de abuso e estupro.


O livro é narrado em dois tempos, passado e presente. Os capítulos do passado são narrados pelo Darlington, o mestre da Alex na sociedade secreta, que está misteriosamente desaparecido. E o presente quem conta é a própria Alex.


No início fiquei um pouco confusa com a história, mas aos poucos alguns fatos vão sendo revelados e tudo faz sentido. E o final é bem surpreendente e já deixou um gancho para uma continuação. 


Apesar de ter gostado do livro, achei que demorou para a história alavancar e a autora poderia ter se aprofundado mais nos personagens. Mas estou ansiosa para a continuação.


Até o próximo post!

Resenha: A Sociedade do Anel

8.2.21


Esse ano resolvi reler “O Senhor dos Anéis”, depois de 18 anos da minha primeira leitura. Peguei “A Sociedade do Anel” para ler achando que me lembrava muito bem da história, mas descobri que a minha memória foi alterada por causa do filme.

Nesse primeiro livro vamos acompanhar o Bilbo, de O Hobbit, abandonando o Condado e deixando para o seu herdeiro, o jovem Frodo, o Anel que ele roubou do Gollum no outro livro. E Frodo mal sabe que esse Anel é muito poderoso e que ele precisará embarcar em uma viagem para destruí-lo, antes que a jóia volte para as mãos do mal.

O Frodo apesar de já ter certa idade é considerado muito jovem e nunca saiu pelo mundo à fora, e agora ter de enfrentar forças maléficas para cumprir sua missão. Mas ele não está sozinho, irá contar com vários amigos e a tal Sociedade do Anel.

A escrita de Tolkien é deliciosa, ele conta histórias como ninguém, suas descrições que incomodam a muitas pessoas, para mim são incríveis e fazem com que você recrie em sites imaginação todo o universo da Terra Média com perfeição.

“A Sociedade do Anel” é uma leitura mais lenta, afinal são dias e meses dessa viagem rumo a destruição do Anel, e o jovem hobbit vai enfrentar todos os perigos e conhecer muitas pessoas.

Mas apesar das descrições e da lentidão, “O Senhor dos Anéis” é um livro incrível, e a releitura da primeira parte da história já me deixou ansiosa para ler os próximos capítulos. Um universo imenso e muito bem criado, com personagens cativantes e um enredo envolvente, um livro que eu posso dizer achei beira a perfeição. Daqueles livros que os fãs de fantasia não podem deixar de ler.

Ate o próximo post!

Resenha: A Troca

22.1.21

 

"A Troca" da Beth O'Leary, mesma autora de "Teto para Dois", vai contar a história de Leena e Eileen, as duas são neta e avó e resolvem "trocar de vida" por um período. Leena acaba de ser afastada do trabalho, porque teve uma crise de pânico durante uma reunião, ela não é a mesma desde a morte da irmã. Eileen acaba de se abandonada pelo marido e está a procura de um novo amor. 

O livro vai mostrar o quanto o luto pode acontecer de maneiras diferentes para cada pessoa, enquanto alguns se jogam no trabalho, outros não conseguem se recuperar e outros tentam viver a sua vida da melhor forma possível.

Além de retrata a questão do luto, nesse livro a Beth O'Leary volta a falar sobre relacionamentos abusivos, mas desta vez, em um casal mais velho, que vivem muitos anos em um casamento. Achei muito importante ela mostrar, que relacionamentos abusivos nem sempre são em casais de namorados jovens, pode acontecer há anos em casamentos de décadas.

Esse livro também mostra muito o quanto os idosos são solitários e sem espaço na sociedade. A autora traz essa discussão e prova como a terceira idade tem muito a viver ainda e que podem fazer o que quiserem, basta querer.

Um livro que fala de vários assuntos importantes, mas que não deixa de lado de falar sobre o amor. Gostei dos romances, mas achei que faltou mais interação entre os casais, para que a paixão fizesse mais sentido para o leitor. Mas mesmo assim, adorei o amor romance de Eileen, uma fofura!

E não foi só o amor de Eileen que me encantou, a verdade é que a avó é bem mais interessante que a neta, e rouba a cena no livro. Acho que se fosse um livro apenas sobre ela, eu teria gostado mais. Porque preciso confessar que "A Troca" não ganhou tanto meu coração quanto o seu antecessor.

Eu adorei "Teto para Dois" e estava com as expectativas altíssimas para esse novo livro, talvez isso tenha sido um problema. Isso porque, eu não consegui gostar tanto assim de "A Troca". Mas longe de ser um livro ruim, a premissa da história é muito interessante, as personagens são cativantes e a escrita da Beth O'Leary é deliciosa. Porém a narrativa foi muito acelerada e ficou difícil acreditar na mudança e nas relações amorosas que aconteceram.

Conclusão, um livro fofinho e que aborda temas importantes, mas que poderia ter sido mais bem trabalhado. Mas recomendo a leitura, talvez só não tenha sido a hora certa para que eu lesse.

Até o próximo post!


Resenha: Anna Kariênina

13.1.21


“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”


É com essa frase que Tolstói começa o seu “Anna Kariênina”, que apesar e levar o nome de uma das personagens, não é um livro sobre uma mulher. É um livro sobre famílias, sobre relacionamentos, paixões, sobre identidade e também sobre fé.


“Anna Kariênina” em suas mais de 800 páginas vai mostrar como eram as pessoas da sociedade russa. Um livro repleto de personagens e tramas, que vai discutir temas que até hoje são muito atuais. Um retrato da vida da sociedade russa, com todos seus preconceitos e valores, escancarados.


Apesar de ter vários personagens, Tolstói se foca em dois casais da história, Liévin e Kitty, e Anna e Vronsky. O primeiro, um casal que se forma e segue o tradicional caminho: casamento e filhos. Já o segundo, um casal de amantes, que se entregam a uma paixão avassaladora. Vamos acompanhar esses dois, tão opostos, mas que vez ou outra tem suas histórias cruzadas.


Esse livro me gerou vários sentimentos, em alguns momentos sentia raiva dos personagens, em outros tinha empatia por eles, fiquei incomodada pela maneira que as mulheres eram tratadas naquela sociedade e também me revoltei com o descaso que alguns senhores de terras tinham pelos mujiques. Foi uma leitura que me instigou, me fez refletir e me fez perceber como ainda estamos discutindo as mesmas questões até hoje.


“Anna Kariênina” foi uma leitura lenta, mas incrível. Daqueles livros que você termina de ler entendendo o porquê dele ser chamado de clássico. Não tenho nem palavras para descrever a magnitude desta obra. Que livro, meus amigos!

Até o próximo post!

Resenha: Talvez Agora

9.12.20

“Talvez um dia” é um dos meus livros favoritos da Colleen Hoover, inclusive, foi o meu livro favorito por muito tempo. Então você imagina o quanto eu estava ansiosa para a continuação. Porém, “Talvez Agora” não foi bem o que eu esperava.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que não é o melhor livro da Colleen, a escrita  continua incrível, os personagens estão ali, sem serem descaracterizados. Mas mesmo assim, não consigo dizer que gostei do livro.

O livro vai acompanhar Ridge e Sidney agora que estão oficialmente juntos e também vai mostrar um pouco sobre Maggie, a ex-namorada do Ridge. Quando eu digo que só vai mostrar um pouco, é um pouco mesmo, se você está esperando muito sobre Maggie, pode se decepcionar, esse livro é muito mais sobre Ridge e Sidney.

Eu gostei de ver mais do namoro de Ridge e Sidney, principalmente, porque Colleen não os poupou e mostrou que nem tudo foi flores nesse novo relacionamento que surgiu. Não é fácil lidar com a questão de que querendo ou não, esse romance nasceu ainda na época que Ridge estava com a Maggie. E tem também a questão, de que Ridge e Maggie não são apenas namorados, eram amigos, e mais do que isso, ele era responsável por ela. Então no começo do livro as coisas não foram fáceis. 

Apesar de o relacionamento de Ridge e Sidney ter tido uma fase difícil no início, rapidamente as coisas se resolvem e a Colleen reforça toda a questão que os dois tem tudo a ver. Inclusive, teve alguns momentos que as constantes afirmações sobre a perfeição e compreensão da Sidney me irritou.

Agora sobre a história de Maggie, que foi o ponto que me incomodou. Começamos a história com ela conhecendo um cara incrível, o que me fez acreditar que esse livro ia contar a história de amor dos dois, mas não foi isso que aconteceu. O relacionamento entre Maggie e Jack não é bem desenvolvido, desde o primeiro momento um se sente totalmente atraído pelo outro, e já têm a certeza de que nasceram  para ficar juntos. Mas mesmo assim os dois não conseguem se acertar por causa das inseguranças de Maggie. Então Colleen resolve tudo magicamente, em poucas páginas.

Conclusão, senti que esse livro só foi feito pra tentar melhorar a situação de quem se sentiu incomodado com a traição do livro anterior, mas que Colleen não quis perder tempo construindo a história de amor da Maggie, preferindo reafirmar como o amor de Ridge e Sidney é incrível e foi por isso que tudo aconteceu. Achei um livro fraco e mal construído e sinceramente, terminei o livro com a sensação de que era melhor ele não ter existido. 


 Até o próximo post!

Resenha: Lady Killers: Assassinas em Série

2.12.20

 

“Lady Killers: Assassinas em Série” reúne história sobre mulheres letais que assassinaram em série, tão cruéis quanto os serial killers masculinos famosos por seus crimes. O foco deste livro é em assassinas pouco conhecidas e mais antigas, sendo a mais recente de 1950.


Mesmo para quem é um grande fã de True Crime e já conhece muitas histórias de serial killer, vai se surpreender com esse livro que é sobre mulheres pouco conhecidas, mas que nem por isso, pouco interessantes. A autora é uma ótima contadora de histórias, que te envolve e deixa curiosos sobre qual será o desfecho de cada uma daquelas mulheres assassinas.


Além de relatar sobre os crimes e punições, Tori levanta questões importantes de como as mulheres muitas vezes foram julgadas como inocentes por serem beldades, em casos em que claramente eram culpadas. Ou que são vistas como demônios sexuais, libertinas ou bruxas, e que só por isso são capazes de matar. 


Outro ponto interessante abordado no livro é que a maioria das mulheres matam seus maridos e grande parte das vezes usando o veneno como arma. A autora mostra que muitas vezes o crie era uma forma das mulheres se libertarem de homens violentos, bêbados ou apenas maridos ruins (não que isso justifique o assassinato).


“Veneno: para sempre, a arma das mulheres. Infiltra-se facilmente no lar. É sutil, silencioso, limpo. Veneno não deixa sangue no assoalho nem buracos nas paredes. Despejar um pouco de líquido incolor na sopa ou no vinho é a coisa mais simples do mundo. E quem, historicamente, fica em casa, cozinha a sopa e serve o vinho? Mulheres, é claro.”


O livro ainda conta com uma galeria sobre serial killers mais atuais, que não é escrito pela Tori, mas pela equipe da Darkside. E uma galeria com dica de filmes, livros, documentários e séries que abordam o assunto


“Lady Killers” é um livro muito bonito esteticamente, o projeto gráfico da editora está impecável. Mas mais que um livro bonito, é um livro com um conteúdo relevante e interessante, vale a pena tê-lo na sua estante, se você é uma pessoa que gosta de True Crime. 


Até o próximo post!



Resenha: A Corrente de Ouro

24.11.20


“Corrente de Ouro” é o primeiro livro da trilogia “As últimas horas”, da Cassandra Clare. E se passa um tempo depois de “As Peças Infernais”, no período eduardiano, tendo como protagonistas da história os filhos dos personagens da trilogia anterior, com foco principal nos filhos de Will e Tessa.

Nesse primeiro livro vamos acompanhar Londres, depois de um longo período de tranquilidade, sendo alvo de ataques de demônios, que não aparecem só à noite, mas também a luz do dia. O alvo dos ataques são principalmente os caçadores de sombras, que acabam envenenados mortalmente.

Como sempre, os jovens caçadores de sombras são quem se empenham em descobrir o mistério desses ataques, se envolvendo em uma trama de vingança.

São muitos personagens na trama, cada um com sua própria história e é impossível não se envolver com eles e torcer por alguém. Claro, que temos casos em que também dá para odiá-los. 

Cassandra Clare continua com uma escrita incrível, muito envolvente, com personagens bem construídos, romances arrebatadores e muita diversidade. Porém, achei que o livro foi apenas morno, faltando mais reviravoltas e interações, principalmente, entre os casais. Esperava mais do livro, mas estou curiosa do que vai acontecer nos próximos livros.

Até o próximo post!





Resenha: Se não fosse você

16.11.20

“Se não fosse você” é um dos mais recentes livros da Colleen Hoover publicados no Brasil. Diferente de seus livros anteriores o foco dessa história não são os relacionamentos amorosos, mas sim o relacionamento entre mãe e filha.


Grace ficou grávida aos 17 anos do seu namorado da escola, Chris. Os dois se casaram e criaram juntos a filha Clara. Os anos passam e agora é Clara quem tem 17 anos. Após um acidente, mãe e filha terão que lidar com a dor do luto e com as dificuldades do relacionamento entre as duas.


O livro tem como foco o relacionamento de Grace e Clara, mas também aborda as relações amorosas das duas.Clara em seu primeiro relacionamento sério e Grace revivendo uma história que ficou no passado. Eu adorei os dois relacionamentos e torci para que os dois casais dessem certo. 


Como todos os livros da Collen “Se não fosse você” aborda assuntos delicados, do jeito que só a autora sabe fazer. Nessa história vemos como uma traição pode ferir várias pessoas, como é preciso ter responsabilidade ao se envolver com alguém e principalmente, sobre decisões na vida que podem mudar tudo.


Gosto da maneira muito dos romances criados por Colleen e nesse livro não é diferente, as interações são meio maluquinhas, mas tão doces e cheias de química. Impossível não ler os livros dela e ficar com o coração quentinho.


Não é um livro ruim, como vi várias pessoas comentando, é uma história bem diferente do que geralmente a Colleen faz, mas uma bela história sobre família. Eu poderia ter gostado mais, se não tivesse ficado tão irritada com a personagem da Clara, que é a típica adolescente revoltada. No mais, é um bom livro, mas não entrou para os meus favoritos. 


Até o próximo post!




Resenha: Meu Ano de Descanso e Relaxamento

9.11.20


“Meu ao de Descanso e Relaxamento” é descrito como um romance ácido com toques de humor negro. E classificado em muitas críticas como um livro estranho. Para mim é uma história muito triste sobre um pessoa com depressão que quiser viver uma sobrevida.

O termo humor negro por si só já é péssimo e não deve ser usado, e acho que isso não descreve bem esse livro. Temos aqui a protagonista que não consegue lidar bem com a morte dos pais, o término de um relacionamento tóxico e com os problemas de sua melhor amiga, Reva, então ela decide passar um ano dormindo a base de remédios. Ela acredita que esse “descanso” dela vai evitar que ela se mate. Mas viver em um estado semiconsciente também não é bem um bom modo de se viver.

A protagonista relata suas experiências malucas, suas consultas com uma médica questionável, seus problemas e emoções, tudo com um tom embotado, de quem está sob efeito de drogas.

Uma pessoa que tem tudo, mas vive vazia e que prefere dormir a ter que lidar  com a vida, é sobre isso que se trata “Meu ano de descanso e relaxamento”. Uma história garrada de forma descolada, mas muito triste, que te faz terminar a leitura com um gosto ruim na boca.

Não consigo dizer que gostei do livro, mas também não odiei, a leitura fluiu muito bem, teve adiciona momentos que de tão absurdo ele conseguiu fazer rir, mas em grande parte do tempo me deixou incomodada. Não sei se recomendo.

Até o próximo  post!

Resenha: Medo Imortal

2.11.20


Essa resenha de “Medo Imortal” era pra ter saído na segunda passada, por causa do Halloween, mas acabei me atrapalhando e só consegui soltar ela hoje. Mas vamos lá as minhas considerações.

“Medo Imortal” é um livro de contos de terror, escritos por autores brasileiros que foram membros da Academia Brasileira de Letras, que se autointitularam imortais.

Apesar do tema central do livro ser o horror, cada conto explora uma vertente do terror, algumas histórias vão falar sobre assombrações, outra sobre criaturas folclóricas, ou perversões e até mesmo sobre assassinato.

O livro começa muito bem, com contos escritos por Machado de Assis, que curiosamente adora inserir o ciúmes até mesmo em suas histórias de terror. O conto que abre a coletânea, intitulado “A Igreja do Diabo”, é incrível.

Alguns dos contos desse livro são muito conhecidos e famosos, como “Noite na Taverna” e “Demônios”, histórias incríveis que vale a pena conferir se você gosta do gênero.

“Medo Imortal” mostra que a literatura brasileira é muito diversa e que não deixa nada a dever nas histórias de terror. Terminei a leitura com vontade de conhecer mais obras dos atores presentes nesse livro. 

Até o próximo post!

Resenha: Conversas Entre Amigos

19.10.20

 

"Conversas Entre Amigos" é o primeiro livro da Sally Rooney", mesma autora de "Pessoas Normais", e vai acompanhar as duas amigas Bobbi e Frances, que já foram namoradas, mas hoje são apenas amigas que se apresentam recitando poesia. As duas conhecem o casal Melissa e Nick, que vivem um casamento falido, e acabam se envolvendo com eles, criando uma espécie de quadrado amoroso.

Esse livro tem um estilo bem parecido com "Pessoas Normais" uma escrita direta, sem a formatação tradicional dos diálogos, com os pensamentos entrelaçados as conversas. O que para algumas pessoas pode ser um problema, eu particularmente gosto muito da escrita da autora e a maneira fluída com que ela conta histórias.

Os personagens dessa história são bem construídos, cheio de camadas e defeitos. Nada é preto no branco em "Conversas Entre Amigos" tem diversas nuances, em certos momentos vamos gostar ou até odiar os personagens, é tudo muito complexo.

Apesar de acompanhar Bobbi e Frances, a segunda é quem é a protagonista da história, uma jovem autodestrutiva, que se envolve em situações para se ferir e até mesmo se automutila. Ela ataca para que não possa sofrer, um comportamento que afasta as pessoas.

Eu gostei muito de "Conversas Entre Amigos", que é bem o que diz o título, uma série de conversas, que vão desde discussões políticas até discutir relacionamentos. Uma história com um tom melancólico e com uma protagonista que precisa de ajuda, inclusive, ela me lembrou muito a Marianne de "Pessoas Normais". Mais uma história da Sally Rooney que vale a pena ler.

Até o próximo post!

Resenha: A Princesinha

12.10.20

 

Quando eu era criança era apaixonada por um filme que contava a história de uma garotinha com uma imaginação incrível e uma grande habilidade para contar histórias, que após a morte do pai é maltratada no internato onde estudava. Esse filme é a adaptação do livro “A Princesinha”, da Frances Hodgson Burnett, mesma autora de “O Jardim Secreto”, e foi o livro que eu escolhi para ler nesse mês das crianças.


“A Princesinha” é a história de Sara Crewe, uma menina que nasceu na Índia e foi criada como uma princesa pelo pai. O senhor Crewe leva a filha para um colégio interno em Londres, para que ela aprenda ainda mais. Sara se destaca por sua inteligência e bondade, incomodando até mesmo a diretora da escola. Então, quando a garotinha fica órfã, após a morte do pai, a mulher resolve tratá-la como uma empregada.


A escrita da Francês Hodgenson Burnett é deliciosa e envolvente. Seus personagens são muito carismáticos e é impossível não se apaixonar por eles.


Apesar de ser um livro infanto-juvenil, “A Princesinha” é daquelas histórias que devem ser lidas por todos. A bondade e coragem de Sara é um exemplo a ser seguido. E ela, mesmo quando perde tudo, continua sendo uma criança impressionante. 


O livro tem seus momentos de muita tristeza, escancara como as crianças pobres eram ignoradas e maltratadas. E além disso, mostra como o ser humano invejoso é cruel.


Uma história lindíssima que mostra que ser uma princesa está muito além da fortuna, tem a ver com caráter. 


Até o próximo post!

Resenha: A Memória de Babel

7.10.20

 

"A Memória de Babel" é o terceiro livro da série "A Passa-Espelhos" da Christelle Dabos, que acompanha Ophélie uma jovem que tem o poder de atravessar espelhos e ler objetos com as mãos. O livro se passa 3 anos após os acontecimentos de "Desaparecidos em Luz da Lua", com Ophélie novamente em Anima, sofrendo pelo desaparecimento de Thorn.

No primeiro momento da história vemos uma Ophélie está prostrada,  enfiada no quarto, sem vontade de fazer nada, quando Archibald lhe oferece a chance de ir para outra arca. Ela então segue para Babel, uma arca totalmente diferente de Anima e do Polo. Ela abandona todos seus amigos e familiares e segue sozinha na sua busca por Thorn e por pistas sobre como destruir Deus.

Depois do livro anterior, eu estava ansiosa para saber como seria a interação entre Ophélie e Thorn, mas o reencontro do casal demora a acontecer e como sempre, Thorn permanece frio e reservado. Porém é nesse livro que os dois vão se abrindo um para o outro e permitindo viver essa história de amor, que é rodeada de problemas.

Se o romance nos livro de Christelle Dabos demoram a acontecer é porque a autora prefere focar na construção do universo fantástico e nas conspirações políticas. A autora não poupa na hora de criar o universo das arcas, Babel é tão fascinante quanto o Polo e Anima, mas também muito diferente. E os mistérios estão cada vez mais embaralhados e nós não sabemos como os personagens vão conseguir se livrar de todos os problemas.

Mesmo estando em uma nova arca e convivendo com outros personagens Ophélie continua sendo alvo de ataques, essa protagonista nasceu para sofrer. Mas gostei muito do quanto ela evolui e como se mostrou ser digna de ser a parceira de Thorn. Acredito que veremos uma Ophélie ainda mais forte no próximo livro.

Além da narração da protagonista, temos alguns capítulos que acompanham Victoire, a filha da Tia Berenilde com Farouk, que tem um poder muito intrigante.

A cada novo livro me sinto mais e mais apaixonada pela história de Christelle Dabos e não vejo a hora de ler o próximo, que encerrará essa história. Tenho gana de descobrir os mistérios de Deus e suas criações e claro, quero saber como esse casal tão diferente vai fazer para ficar junto.

Até o próximo post!

Resenha: A Sangue Frio

29.9.20

 

“A Sangue Frio” é um livro de não-ficção, escrito pelo Truman Capote, mesmo autor de “Bonequinha de Luxo”. O livro conta a história do assassinato dos quatro membros da família Clutter, no Kansas.⁣

O livro é dividido em quatro partes, onde somos apresentados aos Clutter e também aos dois assassinos. Na primeira parte acompanhamos como foi o dia do crime, a segunda acompanhamos a fuga dos bandidos, a terceira a investigação da polícia e por fim a quarta parte narra o julgamento dos acusados.⁣

Truman Capote tem uma escrita muito envolvente, mesmo narrando uma história sobre um crime. Ele vai muito além do simples fato reportar um crime, ele vai a fundo nos pensamentos dos “personagens”, desnudando a história de cada um.⁣

Apesar de adorar a escrita do autor, tenho algumas pontuações, quanto a descrição dos dois assassinos, Truman Capote pesa a mão na humanização do Perry Smith. E já para o final do livro a descrição de outros criminosos no corredor da morte deixa a leitura um pouco maçante.⁣

“A Sangue Frio” é um marco na literatura de não-ficção, ficando entre a literatura e o jornalismo. Um livro incrível que merece a fama que tem e uma leitura indispensável.⁣

Até o próximo post!


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Resenha: Vale do Arco-íris

22.9.20

 

“Vale do Arco-íris” é o sétimo livro da série Anne de Green Gables, porém, esse livro a Anne é uma personagem coadjuvante da história, o foco é na família Meredith. John Meredith é um pastor viúvo, pai de quatro filhos, que vive com a cabeça nos livros que lê, deixando a família um pouco de lado.


As crianças Meredith, Carl, Jeremy, Faith e Una são amigas dos jovens Blythe. Essas duas famílias aprontam horrores no Vale do Arco-íris, um lugar lindo onde eles se encontram. E é lá também que uma órfã com a história bem parecida com a de Anne, mas nada igual a jovem ruiva, surge.

 

O livro narra as histórias das crianças, que como sempre me fizeram rir muito. Mas também tem espaço para o romance, através das irmãs West que vivem sozinhas aos desilusões amorosas na juventude.


O livro é fofo tal qual os anteriores, mas alguns personagens me incomodaram com suas atitudes, como o pastor Meredith e seu descaso com os filhos, Mary Vance e suas maldades e Ellen West com seu egoísmo.


Esse sétimo livro em que só temos relances de Anne e Gilbert me deixou nostálgica, com saudades dos tempos em que eram os dois que aprontavam em Avolea. Mas também ansiosa pelo o que vem por aí, quando as crianças crescerem.

Até o próximo post!

Resenha: Kindred - Laços de Sangue

14.9.20

 

Certa vez conversando com uma colega de trabalho que é negra, ela me disse que não gostava de assistir filmes e séries que falavam sobre a escravidão, porque era algo muito dolorido para ela. Enquanto lia "Kindred" da Octavia E. Butler, essa conversa me veio a cabeça, porque no livro, Dana é uma mulher do século XX que é transportada ao século XIX, em plena escravidão, no sul dos Estados Unidos. Essa mulher livre, enfrenta as dores da escravidão, vê de perto como os negros eram tratados naquela época e até mesmo sente na pele os castigos aplicados pelos senhores de escravos.

Dana se destaca no século XIX, está muito distante daquelas pessoas, mas a mesmo tempo, está muito próxima, porque apesar de ser de outro mundo, ali ela é vista como os demais negros. Porém, ela não é aceita pelos escravos, é vista como uma negra branca, isso porque sua missão no passado é salvar Rufus, um jovem branco que é seu antepassado. Isso faz com que ela viva em um dilema constante, proteger seu antepassado branco e senhor de escravos ou ajudar os negros a se livrarem dele.

"Kindred" é um livro que machuca, escancara como as coisas eram naquela época e o quanto a escravidão destruía as pessoas aos poucos, lhe tirando tudo. Não vou dizer que é uma leitura fácil, mas é um livro tão incrível, com personagens bem construídos e com uma narrativa tão fluída e envolvente que é impossível parar de lê-lo. E até mesmo eu, que não sou uma grande fã de ficção científica, fui encantada pela escrita da Octavia Butler. Acredito que "Kindred" é uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o gênero.

Durante a minha leitura eu refleti muito sobre a minha origem, fiquei me questionando quem eram meus antepassados e como viveram, isso porque a história de Dana mostra que nossos laços de sangue podem ter sido formados em meio a medo e dor. E por um momento, pensando sobre isso, relembrei a conversa com a minha colega e compreendi ainda mais o quanto é dolorido ver tudo o que aconteceu em um passado nem tão distante.

Ler "Kindred" foi uma experiência incrível, que me fez abrir os olhos para várias questões, daquelas leituras que terminam nos transformando. Quero muito conhecer outras histórias da Octavia E. Butler.

"A escravidão era um processo que matava pouco a pouco"
Até o próximo post!


Resenha: Your Name

7.9.20

 

Meu primeiro contato com “Your Name” foi em 2018, quando eu assisti ao filme de anime produzido pelo Makoto Shinkai, inclusive tem post falando sobre ele aqui blog. Desde aquela época eu me encantei pela a história de Mitsuha e Taki, que trocam de corpo vez ou outra e que decidem se comunicar através de mensagens para tentar entender o que está acontecendo. Então, quando a JBC anunciou que iria publicar o mangá, eu fiquei muito ansiosa para redescobrir essa história.


O mangá veio depois do filme, junto com um livro que também conta a mesma história. O mangá tem 490 páginas, em sua versão de volume único. E apesar de ser um mangá “gordinho”, a leitura flui muito e você lê em uma sentada. Afinal, você fica  curioso para descobrir o porquê de aqueles dois trocarem de corpo.


“Your Name” é uma história de amor que fala sobre como os nossos caminhos são como fios, que se embaraça com fios de outras pessoas, unindo nossos destinos. Uma maneira muito linda de abordar o amor.


Além de ficar encantada com essa história de amor, eu dei boas gargalhadas com as confusões que Mitsuha e Taki aprontavam quando trocavam de corpo.


Terminei esse mangá sua mais apaixonada com a história do Makoto Shinkai e com vontade de reassistir ao filme pela terceira vez.



Até o próximo post!

Resenha: Rota 66 - A História da Polícia que Mata

2.9.20

 
Sou formada em Jornalismo e durante a faculdade aprendi sobre o livro-reportagem, que é um gênero literário e jornalístico que narra uma detalhada e extensa reportagem, que não seria suportada pelas mídias convencionais, como jornal e revista. Como exemplo do gênero, um professor passou "Rota 66 - A História da Polícia que Mata" do Caco Barcellos para lermos. Eu com os meus 20 poucos anos, me encantei pelo livro e pelo gênero, era esse tipo de reportagem que eu queria fazer, afinal, isso une duas das minhas paixões, o jornalismo e a literatura.
⁣⁣
O Caco Barcellos vai narrar aqui a história dos policiais militares de São Paulo que vivem para matar, principalmente pobres, periféricos, pretos e pardos. Ele vai contar tudo o que descobriu em anos de investigação, sobre uma polícia que condecora assassinos, os números absurdos e te mostrar que nem todo bandido morto pela polícia é um criminoso perigoso.⁣⁣
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O livro começa a partir do assassinato de 4 jovens da classe média de São Paulo, filhos e netos de pessoas importantes, que foram perseguidos pela Rota 66 e covardemente assassinados. O assassinato desses jovens, tão diferentes do padrão de vítimas da Rota, chama atenção e é a partir desse ponto que o jornalista começa a investigação para descobrir quem são os policiais matadores.⁣⁣
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Apesar de ser um livro de uma história real, permeado de dados, "Rota 66" não é nada massante, Caco Barcellos conta uma história como ninguém e já no início te prende com o relato da perseguição e dos jovens assassinados. E mesmo quando ele te apresenta dados, ele coloca uma história para ilustrá-los, as histórias das vítimas da polícia. ⁣⁣
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Se lá atrás, quando li esse livro e tinha o pensamento de que bandido bom é bandido morto, esse livro foi uma porrada, agora, que sou outra pessoa, a leitura foi ainda mais forte. Hoje entendo o quanto é problemática a política de extermínio da polícia e que nem sempre "bandido" bom é bandido morto, muitas vezes nem bandido ele é. ⁣⁣
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Rota 66 é um livro extremamente necessário, daquelas leituras que de tempos em tempos eu vou refazer, um debate que infelizmente ainda é atual.⁣⁣
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Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana