14 novembro 2017

Resenha: Príncipe Leopardo

Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo! 

A única coisa que uma dama jamais deve fazer... 

Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. 
É se apaixonar...
Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. 
Por um criado. 
Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor"


"Príncipe Leopardo" é o segundo livro da trilogia dos príncipes da Elizabeth Hoyt, que conta as histórias de amor de três amigos e seus interesses românticos. Contos de fada são entrelaçados nesses romances com um toque de erotismo.

Neste segundo livro vamos acompanhar a história de Harry Pye um administrador de terras que acaba se sentindo atraído pela patroa Georgina Maitland, uma jovem rica e irmã de um conde. Os dois começam a se envolver a princípio para descobrir um mistério que ronda as terras em que vivem, mas aos poucos o interesse um pelo outro vai crescendo e os dois acabam se entregando a paixão.

Como já disse na resenha de "Príncipe Corvo" a escrita da Elizabeth Hoyt é muito viciante e me vi mais uma vez devorando esse romance. E o que ainda melhor foi que alguns detalhes que me incomodaram no outro livro, nesse não estiveram presentes, e a autora ainda criou um mistério em meio a toda aquela tensão sexual. 

Adorei as personagens desse segundo livro, porque Georgiana é uma mulher a frente de seu tempo que tem uma família adorável, me diverti horrores com seus irmãos e a maneira como eles tratam a irmã mais velha. Harry Pye me irritou um pouco com seu complexo de inferioridade. Ainda falando em personagens tivemos um vislumbre do conde de Swartingham, de o "Príncipe Corvo" e de Simon Iddesleigh, que acredito ser o protagonista do terceiro livro da trilogia. 

Este segundo livro é mais um exemplo de romance histórico divertido, que você vai devorar em poucos dias ou até mesmo horas. Já estou ansiosa pelo terceiro livro, afinal, quero saber qual é a do visconde Simon Iddesleigh. 

Até o próximo post!

06 novembro 2017

Resenha: Tartarugas até lá embaixo

Sinopse: "Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses."

Depois de longos seis anos John Green finalmente lançou um novo livro e eu como uma fã (que leria té sua lista de compras) corri para comprar "Tartarugas até lá embaixo", porém peguei livro com um certo receio, porque ouvi muita gente dizendo que o livro era o mais diferentão dele e que quem não gostou dos anteriores ia gosta bem mais desse. Fiquei apreensiva, mas foi um medo bobo, porque reencontrar com a escrita do John foi incrível. 

O livro vai contar a história de Aza, uma garota que tem TOC, transtorno obsessivo-compulsivo. Ela tem uma melhor amiga aficionada por Star Wars e juntas estão buscando o paradeiro de um bilionário fugitivo da polícia. Em meio a essa investigação Aza reencontra Davis, uma garoto que ela conheceu na infância e que é filho do tal bilionário. 

Não achei esse livro do John Green tão diferente dos outros, acho que o autor tem a capacidade de nos inserir dentro da mente dos seus personagens, fazendo com que nos tornemos eles. E aqui não é diferente, eu me sentia a Aza, sentia sua angústia, sua dor e dificuldade de se viver com o TOC. Passei a compreender que o TOC é mais do que algumas manias, é uma doença séria e que precisa ser levada a sério.

O livro não é um young adult muito levinho (John Green não consegue), os personagens tem questionamentos profundos. Acho incrível o John sempre ter essa preocupação de transformar seus livros com diálogos consistentes e interessantes. Os livros deles são YA de qualidade que deviam ser leitura obrigatória para os jovens.

A história de "Tartarugas até lá embaixo" tem um romance, mas não é somente sobre isso ou um dramalhão sobre amores adolescentes. gostei que o autor resolveu focar em outros pontos da história e falar mais sobre autoconhecimento do que descobrindo o outro.

John Green não me decepcionou, me fazendo rir, me emocionar e me encantar como fez alguns anos atrás com "A Culpa é das Estrelas". Tá aí um autor contemporâneo que escreve para jovens e que tem algo a dizer. Apenas não espera mais longos 6 anos para lançar outro livro.

Até o próximo post!

04 novembro 2017

Resenha: Corte de Asas e Ruína

Sinopse: "O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína" a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime."

Chegamos ao capítulo final da história de Feyre e Rhysand, mas não de Prythian. "Corte de Asas e Ruína" é o terceiro livro da série Corte de Espinhos e Rosas, que terá outros livros, mas que irão focar em outros personagens da histórias. O livro começa após a Feyre ter sido levada por Tamlin de volta a Corte Primaveril, que só conseguiu isso por se aliar a Hybern e iniciar uma guerra.

Feyre está cheia de ódio pelo que Tamlin fez a ela e sua família e precisa fingir que está tudo bem para poder se vingar. Enquanto isso a Corte Noturna tenta unir forças para poder combater Hybern. Ou seja, esse livro tem um começo de  preparação, como todos livros em que temos um confronto final. Então as primeiras cento e poucas páginas, além de intrigas e articulações, mas sem se tornar um livro arrastado, pelo contrário, a gente quer saber o que vai acontecer e devora as páginas. E quando finalmente a batalha chega é incrível, Sarah J. Maas sabe mesmo escrever cenas de ação, me senti em meio a lama e o sangue enquanto lia o confronto entre Hybern e as cortes.

A autora faz um quebra cabeças de história, com os diversos personagens desse mundo que ela criou, deixando várias pontas soltas para os próximos livro. porém a história de Feyre e Rhysand, tem um ponto final. Depois de uma longa jornada que começou lá atrás sob a montanha e foi se desenvolvendo até se tornar amor. A autora  deu um show de relacionamento maduro e saudável, sambando na cara do amor doentio de Tamlin em Corte de Espinhos e Rosas.

Pra mim o ponto forte do livro é o Rhysand, que personagem incrível, a maneira como ele sabe empenhar cada papel para conseguir o que precisa, para ajudar as pessoas ou defender quem ama. A maneira como ele coloca Feyre como sua parceira e não apenas como "sua mulher" é muito bonita. E quando ele mostra que mesmo sendo um dos grão feéricos mais forte ele ainda é sensível. Parabéns Sarah J. Maas por não perpetuar personagens masculinos abusivos.

Esse livro está incrível, com doses certas de romance, humor, ação, mas faltou um pouquinho de desapego da Sarah na hora da guerra, porque ela deu uma de roteirista de Game of Thrones e só matou personagens aleatórios. Afinal, guerra é guerra, não tem como tudo sair lindo e maravilhoso. Mas no mais amei, virou um queridinho e já quero os próximos livros.


Até o próximo post!

25 outubro 2017

Resenha: O Nome do Vento

Sinopse: "Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança."

"O nome do vento" é o primeiro livro da trilogia A Crônica do Matador do Rei, do Patrick Rothfuss, que é um livro que está sempre presente nas estantes dos leitores fãs de fantasia. E eu adoro o gênero, porém anos e anos se passaram antes que eu resolvesse encarar a história do Matador do Rei, tudo isso por receio de seu tamanho. Porém finalmente dei uma chance ao calhamaço e gostei muita da história.

O livro narrar o encontro e um estalageiro chamado Kote e um cronista, que afirma que o primeiro é na verdadeiro o famoso Kvothe, matador do rei. Então Kote resolve contar sua história e desmistificar todas as lendas envolvendo Kvothe.

Esse livro não é um livro qualquer de fantasia, que geralmente nos explica todo o universo fantástico, pelo contrário, entramos de cabeça naquele mundo, sem muitas explicações e aos poucos o autor vai nos dando detalhes sobre o cenário e as personagens. Mas sem deixar de ser detalhista como vários outros autores do gênero.

Falando em personagens é preciso dizer que Kvothe é uma pessoa encantadora, gostei dele de cara, por sua inteligência, esperteza e sagacidade. E a vida dele é tão cheia de altos e baixos, que ele mesmo sendo fantástico, não é um herói em um pedestal. Me apaixonei por ele.

O livro é mais arrastado, mas não é nada monótono, temos vários acontecimentos e reviravoltas na história. E é impossível não se deliciar com a Universidade, principalmente se você é um fã de Harry Potter, o local é uma espécie de Hogwarts, mas para jovens e adultos. 

"O nome do vento" conseguiu me conquistar e já me fez desejar suas continuações, quero muito saber o que aconteceu a Kvothe para que ele chegasse a se tornar um mero estalageiro. Apenas um personagem me fez ficar um pouco em dúvida sobre o livro, Denna (OH MULHERZINHA SEBOSA!!!). Mas no mais preciso dizer que o livro é tudo aquilo que diziam e é um prato cheio para os fãs de fantasia.

Até o próximo post!

13 outubro 2017

Resenha: Legião

Sinopse: "Legião é a verdadeira continuação de O Exorcista. Personagens e acontecimentos importantes do primeiro livro encarnam novamente nas páginas deste romance que Blatty publicou em 1983 e que finalmente sai no Brasil com seu título original. Alguns segredos da história de 1971 são revelados aqui, então é aconselhável ler O Exorcista antes de encarar Legião.
A história começa dez anos depois do exorcismo de Regan MacNeil, a jovem menina endiabrada que Linda Blair incorporou no cinema. Só que agora o sobrenatural ganha também uma pegada de romance policial. O detetive (e cinéfilo nas horas vagas) William F. Kinderman volta à cena, investigando uma série de assassinatos brutais — entre eles, a crucificação de um garoto de apenas doze anos. O modus operandi dos crimes parece indicar a assinatura mórbida do assassino em série Geminiano. Mas como solucionar um caso em que o principal suspeito está morto há mais de uma década?
Pegue água benta, um crucifixo, faça o sinal da cruz e vá ler. Legião espera por você."


Mesmo tendo "O Exorcista" como um dos melhores livros que já li na vida, não sabia que a história tinha uma continuação de 1983, e só fui descobri isso quando recentemente a DarkSide Books resolveu publicar esse livro no Brasil, em uma edição incrível. Porém essa continuação é bem diferente do primeiro livro.

"Legião" é um romance policial com toques de sobrenatural, e nesse livro o autor continua a fazer questionamentos interessantes fugindo um pouco do plot central de "livro de terror". Willian Peter Blatty utiliza seus personagens para discutirem sobre o bem e o mal e a dor. Esse pra mim é um dos pontos fortes da história, que nos faz pensar de onde vem o mal ou porque Deus nos deixa sofrer.

O livro, apesar de não se tratar de mais um caso de exorcismo, traz de volta personagens conhecidos do anterior. Temos o detetive Kindermann e Padre Dyer de volta, desta vez tentando entender quem é o assassina com modus operandi de um serial killer morto há 12 anos.

A história começa como um quebra-cabeças de historias, em que vários personagens passam por coisas diferentes, mas ao longo do enredo, o autor reúne essas peças e consegue fazer uma reviravolta que me fez gritar. Meu Deus, o que foi aquele plot twist, ainda não me recuperei.

O livro "Legião" é um bom livro, pesar de deixar algumas pontas soltas, talvez para uma possível continuação (que não vai acontecer depois da morte do autor) e de um final previsível, principalmente para quem já viu algum filme de terror em que ouvimos o termo legião. Mas é um romance policial interessante, que te prende, porém não chega aos pés de seu antecessor, "O Exorcista".

Até o próximo post!

08 outubro 2017

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