TBR de Maio de 2018

20.5.18
Até o próximo post!

Resenha: O Temor do Sábio

14.5.18
Sinopse: "Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.
Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.
Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.
Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo."

"O Temor do Sábio" é o segundo livro da trilogia "A Crônica do Matador do Rei", e se passa no dia seguinte em que Kvothe começou a contar sua história ao cronista. Nesse livro o jovem de cabelos vermelhos acaba tendo que se afastar da Universidade por um tempo e sua imagem de herói começa a alcançar mais que os terrenos em volta de onde ele vive. Com sua genialidade Kvothe passa por diversas aventuras e assim começa a amadurecer para se tornar o homem que agora finge ser apenas um hospedeiro.

Esse livro é gigantesco, chegando a ter quase mil páginas, e muita coisa acontece na história. Temos detalhes dos estudos do Kvothe na Universidade, depois sua viagem para conquistar um mecenas, a missão de acabar com ladrões que atacam as estradas, a passagem pelo mundo dos encantados, o treinamento e por fim sua volta para "casa". Ou seja, mesmo sendo um livro gigantesco, ele não é arrastado, pelo contrário ele é cheio de reviravoltas. Porém acho que se o autor tivesse dividido em mais livros a história seria ainda mais fluída.

A escrita do Patrick Rothfuss é muito deliciosa, dos típicos escritores de fantasia, que conseguem te envolver tanto em seu universo que você se vê dentro daquela história. Adorei a maneira como ele foi desenvolvendo os personagens, principalmente Kvothe, que amadurece muito neste segundo livro, se tornando ainda mais encantador. Mas além do protagonista da história temos outras figuras muito interessantes, como o Bast, que me desperta muita curiosidade. 

Claro que o livro não apenas mil maravilhas, eu pelo menos me irritava bastante com os interlúdios, em que voltamos ao presente. Eu queria saber o que iria acontecer na narração de Kvothe e tinha que parar pra vê eles conversarem sobre trivialidades e comer.  Mas entendo que isso é um recurso pra dar um respiro na história.

O Encontro com a Feluriana

Mas por falar em interlúdios, preciso criar um neste momento pra falar sobre o meu momento preferido do livro, o encontro de Kvothe com a Feluriana. Meu Deus, o que foi aquilo, o autor conseguiu fazer com que a aura de magia escapasse das páginas do livro e ao mesmo tempo criou um clima muito erótico. Mostrou que fantasia pode sim sr adulta, quando bem feita. Espetacular. 

Sem mais delongas, voltando ao assunto, "O Temor do Sábio" é ainda melhor que "O Nome do Vento" e eu me tornei mais uma fã enlouquecida que precisa do terceiro livro, para poder entender o que acontece depois daquele final, e o porque de Kvothe estar tão desiludido com a vida. Livrão! Não por seu um calhamaço, mas por ser um livro bem construído e maravilhoso.

Até o próximo post!

Book Haul Fevereiro, Março e Abril

6.5.18

Até o próximo post!

Resenha: Fraude Legítima

23.4.18
Sinopse: "Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás."

"Fraude Legítima" é o terceiro livro da E. Lockhart publicado no Brasil e o mais interessante é que os três tem muito pouco em comum, ao não ser o fato de terem personagens femininas como protagonistas da história. Mas não são qualquer personagem feminina, a autora gosta de garotas fortes e com personalidade. Porém nem sempre essas garotas são agradáveis e esse é o caso das personagens de "Fraude Legítima".

O livro vai contar a história da Jule West Williams, mas de uma maneira bem diferente, porque a história vai ser contada de trás para frente com alguns lances do presente. A vida de Jule é um mistério, ela é uma incógnita e você só vai entender como ela foi parar em Londres com  amiga Imogen Sokoloff lendo a história, porque se eu te der mais detalhes vou estragar todo o encanto desse livro.

A história de Jule é muito interessante e você se vê envolvido naquelas reviravoltas, querendo descobrir como aquela garota foi se tornar o que é. Mas não é apenas sua jornada que é interessante, a própria Jule é muito cativante, com todos os seus disfarces, seu desejo de ser a grande heroína de sua história. A escrita da E. Lockhart é muito diferente neste livro do que em "Mentirosos" , mas continua primorosa tanto quanto.

"Fraude Legítima" talvez não seja um livro que agrade a todo, principalmente por conta de seus personagens que vão te incomodar com seus comportamentos. Mas se você gosta de histórias cheias de reviravoltas e com personagens que amamos odiar, esse é o seu livro.

Até o próximo post!


Resenha: Deuses do Egito - A Coroa da Vingança

16.4.18
Sinopse: "Em A Coroa da Vingança, terceira e última aventura da série Deuses do Egito, Colleen Houck nos presenteia com um desfecho tão surpreendente e inspirador quanto o elaborado universo mitológico que criou.
Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Liliana Young está praticamente de volta à estaca zero.
Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.
Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.
Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito."

Chegamos ao capítulo final da trilogia "Deuses do Egito" da Colleen Houck, e eu já disse em outras resenhas os vários problemas que essa história tem e neste terceiro livro não foi diferente. A autora continua seguindo os passos de "A Maldição do Tigre" e temos a personagem principal sem memória em "A Coroa da Vingança", tal como Ren ficou em "A Viagem do Tigre", e uma batalha pela a frente, para exterminar o de deus Seth.

Colleen pegou a base de sua série antiga e resolveu aumentar a proporção, afinal, temos aqui um hexágono amoroso, e muita, mais muita fantasia. E isso da fantasia me incomodou, porque ela tinha uma mitologia egípcia para explorar, mas do nada resolveu enfiar unicórnios e fadas, o que na minha opinião não fazia nenhum sentido naquele contexto. Ou seja, esse livro foi na verdade uma série de excessos.

O livro não é de todo ruim, acredito que se tivesse lido "Deuses do Egito" antes de "A Maldição do Tigre" até poderia a gostar, apesar dos pesares. A escrita da Colleen é envolvente e acho que quando ela se focou na mitologia egípcia foi muito bem e muito interessante. 

Os personagens deste livro me deram a impressão de pouca profundidade, não sei se porque eram tantas pessoas reunidas, até mesmo dentro de uma só garota,e acabou que tinha muita faceta e pouca informação sobre cada um.

Agora como sempre a autora erra um pouco na mão na hora de tratar de romance, acho que é legal mostrar a relação amorosa, mas eles estão prestes a passar por uma guerra e ficam se preocupando com quem será o parceiro da vida.

No mais "Deuses do Egito" é uma trilogia bem mediana, com vários problemas e muuuuuuuiiiiiitoo romance. Para algumas pessoas pode ser divertido, mas pra mim, continuo gostando muito mais da história dos tigres.

Até o próximo post!

TAG: Lindíssima, leu tudo!

15.4.18

Até o próximo post!

Resenha: Com amor, Simon

9.4.18
Sinopse: "Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas - afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada."

Resolvi ler "Com amor, Simon" depois de assistir o trailer da adaptação para o cinema, uma vez que quando ele foi lançado em 2016 como "Simon e a agenda homo sapiens" não me atraiu. Mas ainda bem que eles trocaram o título e a capa, porque esse livro é muito amor.

O livro vai contar a história do Simon, um garoto gay, que se corresponde por e-mail com outro menino, que ele não sabe quem é, e que por conta de uma deslize acaba sendo chantageado por um colega de escola.  Basicamente a história é um típico young adult com um romance.

Adorei a escrita da Becky Abertalli, que fluí muito bem e o que eu mais gostei foi que ela não se focou totalmente na sexualidade do Simon e nas dificuldades que ele passa por isso, pelo contrário, ela levou tudo isso com naturalidade (algo que deveria ser sempre assim) é apenas uma romance adolescente. Claro, que ela é uma pessoa que é a favor da representatividade, uma vez que em seus livros temos personagens muito variados.

Os personagens do livro são muito legais, Simon e sua família, os amigos, Blue, todo mundo é muito cativante e ao mesmo tempo muito reais, me deu muita vontade de conviver com eles. Meus preferidos com certeza são Simon, Blue e as irmãs do Simon.

Gostei o romance, que foi sendo construído aos poucos, e achei o mistério envolvendo a identidade de Blue também foi importante para a criação do relacionamento deles. O que eu senti dessa história é de que não importa como você é, basta que role uma química.

"Com amor, Simon" entrou pra lista de YA's fofinhos, divertidos e adoráveis e vale muito a pena dar uma chance pra essa história.

Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana