Resenha: Todo Dia

18.6.18
Sinopse: "Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor."

Eu sou uma das poucas pessoas que não leu "Todo Dia" na época em que o livro ficou estourado, mas que ficou com vontade de ler depois de ficar sabendo que ele ia ganhar um filme. Então eu não tinha muita expectativa a respeito desse livro e fiquei muito surpresa, porque o livro é muito bom.

Esse livro tem um plot bem diferente e a sensação que tinha era que acompanhava a história central que era sobre o A. e a Rhiannon e tinha as histórias paralelas dos "hospedeiros" que A. entrava. E achei isso muito legal, porque ao mesmo tempo que ele era aquela pessoa que troca de corpo todos os dias, ele era aquela pessoa que estava sendo por um dia. Achei que isso mostra como a vida de cada um é de um jeito e como cada pessoa tem que lidar com seus problemas diariamente.

Os personagens são muito diversos, então temos vários pontos de vista de seres humanos bem diversos. Claro que os mais aprofundados são A. e Rhiannon que são muito incríveis, ele que consegue fazer coisas pelos outros que só sendo muito empático. E Rhiannon é aquela personagem que dá vontade de cuidar e de ajudar, uma fofa.

Não tenho muito o que falar da história sem dar spoilers, o que você precisa saber é que a escrita do David Levithan fluí muito bem, é envolvente e seus personagens muito reais. O livro tem um enredo criativo e diferente, posso dizer que até ousado, mas é lindo até falar chega. Logo, se você tem o deixado de lado, dê uma chance a essa história de amor linda, que me fez terminar com um suspiro.



Até o próximo post!



Criticando: Falta de Comunicação

17.6.18


Até o próximo post!

Resenha: Restaura-me

11.6.18
Sinopse: "A história de Juliette e Warner continua no eletrizante novo volume da série Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, autora best-seller do The New York Times. Juliette Ferrars acreditava ter vencido. Assumiu o controle do Setor 45, foi nomeada nova Comandante Suprema da América do Norte e agora conta com Warner ao seu lado. No entanto, quando a tragédia se instala, Juliette precisa confrontar a escuridão que existe tanto à sua volta quanto em seu interior."

O lançamento mais aguardado de 2018, pelo menos pra mim, era o quarto livro da série Estilhaça-me da Tahere Mafi. Afinal, "Incendeia-me" foi um dos livros que mais gostei de ler em 2014, terminei esse livro devastada por não ter mais de Warner e Juliette, mas principalmente da escrita da autora. Logo eu peguei "Restaura-me" cheia de gana e saudades daquele universo, mas terminei o livro um pouco confusa.

O livro começa logo depois do fim de "Incendeia-me", Juliette é a nova suprema comandante e tem que lidar com várias responsabilidades e com essa nova vida. Ela se sente perdida e despreparada para o papel que precisa desempenhar o papel que assumiu depois de matar Anderson. E em meio essa adaptação ela ainda tem que lidar com o seu relacionamento com Warner, que é a imagem do Restabelecimento, mas a pessoa que ela ama acima de tudo.

Tahere Mafi deixa um pouco de lado o seu jeito poético de ser neste livo, agora ela está mais focada em construir as intrigas políticas e a tensão da instabilidade. Isso não é ruim, até porque Estilhaça-me é uma série distópica, não apenas o romance. E a autora não abandonou de todo o seu estilo, a intensidade está toda ali, presente em Juliette e Warner.

Por falar em Warner, um dos meus personagens preferidos da história, está tão exposto, tão vulnerável, tão diferente do impecável comandante de "Estilhaça-me" e isso é tão incrível, porque vemos a desconstrução dele, que foi em grande parte causada pelo contato dele com a Juliette.

Mas nem tudo são flores, principalmente no quesito Warner, porque a autora usou do recurso que mais detesto, a falta de comunicação. E o casal da história começa a se desentender porque Warner não conversa com Juliette e isso me irritou bastante. 

No mais o livro é bom, terminou com um ótimo gancho para sua sequência, mas estou um pouco apreensiva com os rumos que a história pode tomar nos próximos dois livros que a autora disse que vai lançar. Só espero que a história cresça e se torne mais maravilhosa do que ela já é. 


Até o próximo post!



Resenha: O Exorcismo

4.6.18
Sinopse: "Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty, O Exorcista, não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.

A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro EXORCISMO, do jornalista Thomas B. Allen, lançamento da DarkSide Books em 2016. Exorcismo narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos.
Thomas B. Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren definiram a obra de Thomas B. Allen como “um documento fascinante e imparcial sobre a lluta diária entre o bem e o mal”."

Sou uma das milhares de pessoas que cresceu com medo de "O Exorcista", mas que ainda brincava com jogos como o do copo ou do compasso para tentar se comunicar com espíritos. Demorei muito tempo para ler o livro do William Peter Blatty, preciso confessar que por muito medo, mas quando finalmente dei a chance me deparei com um livro espetacular que se tornou um dos meus favoritos. Então chegou a vez de saber a história real por trás da história de Regan, afinal, "O Exorcista" foi inspirado em um exorcismo real de um garoto no final da década de 40. E é sobre isso que se trata "O Exorcismo" de Thomas B. Allen.

Esse livro vai ser um relato sobre o caso de possessão de Robie Mannheim, um garoto de 14 anos que após a morte de uma tia passa a conviver com ataques e eventos sobrenaturais. O livro foi escrito com base no diário do padre responsável pelo exorcismo do garoto e claro, com a pesquisa do autor de depoimentos de pessoas que presenciaram os fatos. O autor não cria nada além das informações que lhe foram passadas, o que podemos confirmar quando lemos o diário do padre, que também consta neste livro. Thomas B. Allen não dá sua opinião sobre os fatos ou romantiza tudo o que aconteceu ele narra o que lhe foi contado e ao não ser em suas notas e prefácios ele não demonstra acreditar o desacreditar que Robbie foi possuído.

Mesmo sendo um livro baseado em uma história real (o que pra mim, geralmente, causa mais impacto), "O Exorcismo" não me causou medo, mas estranhamento e até mesmo um cansaço. Os longos dias e dias que o garoto e sua família ficaram submetidos ao exorcismo são cansativos e aterrorizantes. Até mesmo para os padres tudo aquilo era muito desgastante e parecia não ter fim. Mesmo sendo uma longa repetição de orações e ataques, o livro não é cansativo, pelo contrário, fluí muito bem e não fica apegado a detalhes repetidos ou coisas do tipo. A única coisa que me deu um pouco de preguiça foi o diário estar no livro, porque a sensação que tive foi que estava relendo a história escrita de outra maneira, acredito que seja dispensável.

Ao fim da leitura, a sensação que tive foi parecida com a da leitura de "O Exorcista", inconclusivo, afinal aquele relato não prova a existência do demônio ou que ele tenha possuído aquele garoto, fica a dúvida se aquilo não era alguma doença ou distúrbio mental pelo que a criança passava. O que não transforma esse livro em algo ruim, pelo contrário, pra mim isso transforma a obra incrível, porque te deixa a chance de escolher o que acreditar. 


Até o próximo post!

TBR de Junho de 2018

3.6.18
Até o próximo post!

Resenha: Anne da Ilha

22.5.18
Sinopse: "O terceiro livro da série Anne de Green Gables! Anne Shirley decide deixar Green Gables e seu trabalho para ir atrás de seu sonho original: completar os estudos em Redmond College. Apesar de sentir-se dividida entre partir rumo ao desconhecido ou permanecer no ambiente familiar, Anne faz as malas e vai morar em Kingsport com Priscilla Grant. Gilbert Blythe também está indo para Kingsport para estudar e se tornar médico, e nada o tornaria mais feliz do que se Anne revelasse que sente mais do que amizade por ele. Novas aventuras descortinam-se além da curva do caminho, enquanto Anne guarda as lembranças da rotina rural de Avonlea, uma vida repleta de surpresas aguarda por ela, incluindo um pedido de casamento e a perda de algumas de suas preciosas ilusões juvenis."

Chegamos ao terceiro livro da Anne Shirley, que não é mais aquela órfã magrela e sardenta que chegou a Green Gables por engano. Anne agora é uma jovem mulher, bonita e que vai completar seus estudos na "universidade". Muita coisa mudou. Neste terceiro livro Lucy Maud Montgomery vai focar  nos relacionamentos amorosos, principalmente, no entre Anne e Gilbert, que começou lá no primeiro livro, quando ele a chamou de cenoura.

Como nos outros livros nós vamos acompanhar a vida dessa jovem e das pessoas ao seu redor. Agora que Anne já é adulta, a imaginação fica um pouco de lado na história, ela agora é mais centrada, mas ainda ali no fundo ela precisa abandonar sua terra de sonhos e inspirações. É interessante que ela mesmo começa a perceber que aquela garota de antigamente já não tem lugar na sua vida.

Neste livro os outros personagens são meio que deixados de lado e temos muito mais foco na vida de Anne do que antes, afinal, agora ela é uma bela mulher e não precisa mais ser a princesa Cordélia para chamar atenção. Mas apesar de Anne ser o o foco central temos momentos interessantes para Davy, o jovem órfão adotado por Marilla e Anne que pra mim não é apenas levado, Phil, uma garota bonita e desmiolada, que eu também achei bem fútil, Roy Gardner, o príncipe encantado nem tão encantado assim.

Adora a Anne e me identifico muito com ela, mas meu personagem preferido continua sendo Gilbert Blythe, que foi crescendo ao longo dos livros e se tornou um homem encantador. Era inegável que todas suas tentativas de se aproximar de Anne quando criança foi porque ele gostava dela e esse sentimento foi crescendo e se tornou amor. Adoro todos os momentos em que ele aparece e a maneira como ele olha e fala com sua paixão é muito encantador.

"Anne da Ilha" é tão delicioso quanto seus antecessores e "fecha" muito bem a história da garotinha ruiva que foi adotada por engano. Daqueles livros que você lê com um sorriso no rosto e um calorzinho no coração. Mais do que indicado para os fãs de uma boa história.

Até o próximo post!

TBR de Maio de 2018

20.5.18
Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana