Resenha: Orgulho e Preconceito

16.7.18
Sinopse: "Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa". O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o Sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada."

Esta não foi minha primeira leitura de "Orgulho e Preconceito", mas muito tempo já havia se passado e minhas memórias do filme e do livro se confundiram, então eu precisava reler essa história e confirmar que sim, esse é um dos meus livros preferidos da vida. 

"Orgulho e Preconceito" é um romance de costumes, que reproduz e crítica a sociedade. E a obra de Jane Austen representa muito bem o gênero, porque a autora faz exatamente isso retrata a sociedade e critica tudo aquilo. Ela vai mostrar a busca desenfreado por casamentos vantajosos, os orgulhosos, os preconceituosos e até mesmo os ignorantes. E em meio a tudo isso ela cria um belo romance, sem deixar de expor os defeitos de seus personagens e lhes dá a devida lição.

Nosso casal principal, Elizabeth e Sr. Darcy, são personagens com personalidades muito fortes, ela sempre crítica e cheia de opinião e ele orgulhoso e superior. Quase impossível acreditar que dali nasceria alguma forma de amor. Afinal, nos primeiro momentos os dois não se suportam, preferem viver a trocar farpas e implicar um com o outro. Mas cada um recebe o que merece e acabam tendo que encarar as consequências de seu orgulho e preconceito.

As demais personagens são bem diversas e tão reais, que podemos encontrar muitas pessoas semelhantes até mesmo nos dias de hoje. Temos as irmãs de Elizabeth que só querem correr atrás de oficiais e não se preocupam com mais nada, a mãe casamenteira, os jovens inocentes apaixonados, os puxa-sacos e canalhas. "Orgulho e Preconceito" é um livro muito rico em seus enredos e personagens

A narrativa de Jane Austen é deliciosa, apesar de que no começo o livro é um pouco mais arrastado, mas quando a "ação" começa, a história fluí e é impossível largar sem saber aonde dará aquela história. Os diálogos são inteligentes e deliciosos e é impossível não se envolver com tudo que está acontecendo. Você se revoltará, sorrirá, se surpreenderá e terminará a leitura com um sorriso no rosto.

Pra mim esse livro é o melhor da autora, porque ela consegue consertar tudo que eu reclamo em "Razão e Sensibilidade". Tudo é perfeito e bem construído, quem dera se metade  dos romances fossem tão incríveis quanto esse. Com certeza terminei essa releitura confirmando que esse é um dos meus livros preferidos da vida, se não o mais querido deles. Leitura mais que obrigatória.

Ate o próximo post!

Resenha: Lírio Azul, Azul Lírio

2.7.18
Sinopse: "A complexa teia de intrigas, magia e ação torna-se ainda mais enigmática no terceiro volume da série
Blue Sargent encontrou coisas. Pela primeira vez na vida, ela tem amigos em quem pode confiar e um grupo ao qual pertencer. Os ¬garotos corvos a acolheram como se ela fosse um deles. Os infortúnios deles tornaram-se dela e vice-versa.
O problema de coisas encontradas, porém, é a facilidade com que podem se perder. Amigos podem trair. Mães podem desaparecer. Visões podem iludir. Certezas podem se desfazer.
Em Lírio azul, azul lírio, o leitor vai descobrir para onde Blue, Gansey, Adam, Ronan e Noah serão levados em sua jornada para encontrar o lendário rei galês Glendower."

O primeiro livro da Saga dos Corvos, "Garotos Corvos", série não me conquistou, acreditava que era porque ela tinha uma mitologia, mas não é bem isso. E no segundo livro "Ladrões de Sonhos" tive a esperança de estar começando a pegar o ritmo da história e me entregando a legião de fãs desta série. Porém "Lírio Azul, Azul Lírio" voltou a esfriar a série pra mim e chego a dizer que esses não são os livros de que mais gosto da Maggie Stiefvater.

O livro começa bem onde Ladrões de Sonhos terminou, com o desaparecimento da mãe de Blue e durante todo o livro o mistério permanece, não sabemos onde Maura está e muita coisa acontece, mas ao mesmo tempo nada acontece. Porque ficamos sem saber o que está acontecendo com a desaparecida e até mesmo com os outros personagens. Ninguém conversa de verdade, todos estão cheios de segredos e o mistério de Glendower meio que passa a ser o segundo plano. E aí eu me perdi na história e não sei mais sobre o que se trata a Saga dos Corvos.

Apesar de sentir que o enredo estava um pouco confuso, gosto da escrita da Maggie e me delicio com o universo e os personagens que ela cria, esse na verdade é o ponto forte de seus livros, seus personagens são cheios de camadas e muita personalidade, claro, que em sua grande maioria eles são bem maluquinhos, mas isso é deliciosamente divertido.

O romance continua quase que inexistente, apenas uma insinuação de que temos um romance proibido e uma paixão secreta. E todo esse romance que não acontece me enlouquece, afinal, amo a maneira como a Maggie cria os envolvimentos amorosos. Queria tanto que Gansey e Blue já tivesse evoluído, porém tivemos apenas um quase beijo.

Como sempre, o final dos livros da desta série sempre tem um plot twist já dando um gancho para a continuação. Então, apesar de ter descoberto que essa série não é pra mim, estou curiosa com o que vai acontecer no quarto e último livros.

Até o próximo post!

TBR de Julho 2018

1.7.18

Até o próximo post!

Resenha: Todo Dia

18.6.18
Sinopse: "Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor."

Eu sou uma das poucas pessoas que não leu "Todo Dia" na época em que o livro ficou estourado, mas que ficou com vontade de ler depois de ficar sabendo que ele ia ganhar um filme. Então eu não tinha muita expectativa a respeito desse livro e fiquei muito surpresa, porque o livro é muito bom.

Esse livro tem um plot bem diferente e a sensação que tinha era que acompanhava a história central que era sobre o A. e a Rhiannon e tinha as histórias paralelas dos "hospedeiros" que A. entrava. E achei isso muito legal, porque ao mesmo tempo que ele era aquela pessoa que troca de corpo todos os dias, ele era aquela pessoa que estava sendo por um dia. Achei que isso mostra como a vida de cada um é de um jeito e como cada pessoa tem que lidar com seus problemas diariamente.

Os personagens são muito diversos, então temos vários pontos de vista de seres humanos bem diversos. Claro que os mais aprofundados são A. e Rhiannon que são muito incríveis, ele que consegue fazer coisas pelos outros que só sendo muito empático. E Rhiannon é aquela personagem que dá vontade de cuidar e de ajudar, uma fofa.

Não tenho muito o que falar da história sem dar spoilers, o que você precisa saber é que a escrita do David Levithan fluí muito bem, é envolvente e seus personagens muito reais. O livro tem um enredo criativo e diferente, posso dizer que até ousado, mas é lindo até falar chega. Logo, se você tem o deixado de lado, dê uma chance a essa história de amor linda, que me fez terminar com um suspiro.



Até o próximo post!



Criticando: Falta de Comunicação

17.6.18


Até o próximo post!

Resenha: Restaura-me

11.6.18
Sinopse: "A história de Juliette e Warner continua no eletrizante novo volume da série Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, autora best-seller do The New York Times. Juliette Ferrars acreditava ter vencido. Assumiu o controle do Setor 45, foi nomeada nova Comandante Suprema da América do Norte e agora conta com Warner ao seu lado. No entanto, quando a tragédia se instala, Juliette precisa confrontar a escuridão que existe tanto à sua volta quanto em seu interior."

O lançamento mais aguardado de 2018, pelo menos pra mim, era o quarto livro da série Estilhaça-me da Tahere Mafi. Afinal, "Incendeia-me" foi um dos livros que mais gostei de ler em 2014, terminei esse livro devastada por não ter mais de Warner e Juliette, mas principalmente da escrita da autora. Logo eu peguei "Restaura-me" cheia de gana e saudades daquele universo, mas terminei o livro um pouco confusa.

O livro começa logo depois do fim de "Incendeia-me", Juliette é a nova suprema comandante e tem que lidar com várias responsabilidades e com essa nova vida. Ela se sente perdida e despreparada para o papel que precisa desempenhar o papel que assumiu depois de matar Anderson. E em meio essa adaptação ela ainda tem que lidar com o seu relacionamento com Warner, que é a imagem do Restabelecimento, mas a pessoa que ela ama acima de tudo.

Tahere Mafi deixa um pouco de lado o seu jeito poético de ser neste livo, agora ela está mais focada em construir as intrigas políticas e a tensão da instabilidade. Isso não é ruim, até porque Estilhaça-me é uma série distópica, não apenas o romance. E a autora não abandonou de todo o seu estilo, a intensidade está toda ali, presente em Juliette e Warner.

Por falar em Warner, um dos meus personagens preferidos da história, está tão exposto, tão vulnerável, tão diferente do impecável comandante de "Estilhaça-me" e isso é tão incrível, porque vemos a desconstrução dele, que foi em grande parte causada pelo contato dele com a Juliette.

Mas nem tudo são flores, principalmente no quesito Warner, porque a autora usou do recurso que mais detesto, a falta de comunicação. E o casal da história começa a se desentender porque Warner não conversa com Juliette e isso me irritou bastante. 

No mais o livro é bom, terminou com um ótimo gancho para sua sequência, mas estou um pouco apreensiva com os rumos que a história pode tomar nos próximos dois livros que a autora disse que vai lançar. Só espero que a história cresça e se torne mais maravilhosa do que ela já é. 


Até o próximo post!



Resenha: O Exorcismo

4.6.18
Sinopse: "Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty, O Exorcista, não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.

A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro EXORCISMO, do jornalista Thomas B. Allen, lançamento da DarkSide Books em 2016. Exorcismo narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos.
Thomas B. Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren definiram a obra de Thomas B. Allen como “um documento fascinante e imparcial sobre a lluta diária entre o bem e o mal”."

Sou uma das milhares de pessoas que cresceu com medo de "O Exorcista", mas que ainda brincava com jogos como o do copo ou do compasso para tentar se comunicar com espíritos. Demorei muito tempo para ler o livro do William Peter Blatty, preciso confessar que por muito medo, mas quando finalmente dei a chance me deparei com um livro espetacular que se tornou um dos meus favoritos. Então chegou a vez de saber a história real por trás da história de Regan, afinal, "O Exorcista" foi inspirado em um exorcismo real de um garoto no final da década de 40. E é sobre isso que se trata "O Exorcismo" de Thomas B. Allen.

Esse livro vai ser um relato sobre o caso de possessão de Robie Mannheim, um garoto de 14 anos que após a morte de uma tia passa a conviver com ataques e eventos sobrenaturais. O livro foi escrito com base no diário do padre responsável pelo exorcismo do garoto e claro, com a pesquisa do autor de depoimentos de pessoas que presenciaram os fatos. O autor não cria nada além das informações que lhe foram passadas, o que podemos confirmar quando lemos o diário do padre, que também consta neste livro. Thomas B. Allen não dá sua opinião sobre os fatos ou romantiza tudo o que aconteceu ele narra o que lhe foi contado e ao não ser em suas notas e prefácios ele não demonstra acreditar o desacreditar que Robbie foi possuído.

Mesmo sendo um livro baseado em uma história real (o que pra mim, geralmente, causa mais impacto), "O Exorcismo" não me causou medo, mas estranhamento e até mesmo um cansaço. Os longos dias e dias que o garoto e sua família ficaram submetidos ao exorcismo são cansativos e aterrorizantes. Até mesmo para os padres tudo aquilo era muito desgastante e parecia não ter fim. Mesmo sendo uma longa repetição de orações e ataques, o livro não é cansativo, pelo contrário, fluí muito bem e não fica apegado a detalhes repetidos ou coisas do tipo. A única coisa que me deu um pouco de preguiça foi o diário estar no livro, porque a sensação que tive foi que estava relendo a história escrita de outra maneira, acredito que seja dispensável.

Ao fim da leitura, a sensação que tive foi parecida com a da leitura de "O Exorcista", inconclusivo, afinal aquele relato não prova a existência do demônio ou que ele tenha possuído aquele garoto, fica a dúvida se aquilo não era alguma doença ou distúrbio mental pelo que a criança passava. O que não transforma esse livro em algo ruim, pelo contrário, pra mim isso transforma a obra incrível, porque te deixa a chance de escolher o que acreditar. 


Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana