Resenha: Asiáticos Podres de Ricos

16.11.18
Sinopse: "Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano.

Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. 
Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro.
Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo."

Encarei "Asiáticos Podres de Ricos" uma leitura leve e divertida e foi exatamente isso que eu encontrei. O livro é uma espécie de comédia romântica com ares de "O Diabo Veste Prada" que há muito tempo eu não pegava para ler, mas o estilo que gosto bastante. Temos aqui Rachel Chu que não sabe que seu namorado é podre de rico, até ir a Cingapura para o casamento do melhor amigo dele, e apesar de ser asiática ela não é muito bem aceita pela família high society do namorado.

A escrita do Kevin Kwan é leve, mas seu livro é cheio de descrições gastronômicas, de roupas, carros e luxo, o que para muitas pessoas pode incomodar, o que não foi o meu caso. Dois outros detalhes também podem incomodar como a imensidão de personagens e suas histórias, e o fato do livro ser enorme. Pra mim tudo isso são grandes vantagens.

O livro é muito rico na cultura asiática, um deslumbre de uma riqueza, poder e influência que eu não imaginava que existissem na Cingapura. Tem também coisas que me incomodaram, como o fato das mulheres se tornarem apenas "donas de casa", mesmo sendo estudadas e muito bem preparadas, elas nascem para apenas se casar. Enquanto os homens sempre tem amantes e querem distância de suas casas.

O romance principal, é bem bonito, principalmente quando você vê que para o Nick nada mais importa a não ser ele e a Rachel. Claro, que a falta de comunicação na hora de contar que é multimilionário me irritou muito, mas perdoei porque ele é muito apaixonado.

Uma história cheia de conspirações, divertidas e muito dinheiro, daqueles livros para se deliciar co  tudo e ainda se surpreender com  o final.

Até o próximo post!



TBR de Novembro

11.11.18
Até o próximo post!

Resenha: O Cemitério

5.11.18
Sinopse: "Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.

Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível."

"O Cemitério" era um dos livros do Stephen King que eu tinha mais vontade de ler, uma vez que adoro o a adaptação dele para o cinema. Mas sempre adiei porque gostaria de começar a ler o autor sem ser por seus livros de terror. Logo, essa foi a minha primeira experiência com o horror do King.

Louis Creed e sua família se mudam para uma casa ao lado de uma rodovia por onde circulam caminhões em alta velocidade. Eles conhecem o vizinho Jud Crandall que lhes apresenta o cemitério de bichos do local, afinal a estrada já ceifou muitas vidas, porém além de ser um lugar para se enterrar os bichos de estimação, o local tem um mistério que o envolve e que logo vai tragar a família de Louis.

O livro vai tratar sobre morte e a dificuldade com que as pessoas tem de lidar com ela. É um livro de horror em que os "sustos" demoram a acontecer, mas quando resolvem dar as caras, tudo fica bem horripilante. Ele é dividido em três parte, a primeira é a que se cria todo o mistério e contextualiza, a segunda é quando tudo começa a dar errado e a terceira é o ato final em que tudo já deu errado e caminha para o pior.

A escrita do Stephen King é muito boa, porém me incomoda muito quando em meio a um alinha de raciocínio ele envereda para outro assunto e por isso tudo demora muito aconteceu, acho que isso é cansativo, ´principalmente quando chegamos aos momentos finais, em que estamos na pontinha da cadeira, ansiosos pelo que vai acontecer e ele se perde em devaneios.

Neste livro você não vai ficar morrendo de medo sem dormir, eu pelo menos não me senti assim, você vai ficar ansioso e incomodado com o rumo que a história vai tomando. E a maneira como a morte é abordada é muito inteligente, te mostra exatamente que tentar fugir dela só te causará o mal. Um livrão de horror, que mais te dá lições do que medo.

Até o próximo post!

Resenha: O Sonho do Tigre

22.10.18
Sinopse: "Com a derrota do feiticeiro Lokesh, só parecia restar ao príncipe Kishan Rajaram passar a eternidade cumprindo a promessa de proteger a linda e irascível deusa Durga. Preso no passado, ele sofre depois que seu irmão, Ren, e Kelsey, a garota que ambos amam, voltam ao presente e começam a viver o seu “felizes para sempre”.
Então, quando o xamã Phet aparece pedindo sua ajuda para salvar Kelsey, Kishan agarra a oportunidade com unhas e dentes, disposto a voltar atrás na sua decisão de ficar no passado e assim mudar seu destino. O tigre negro está prestes a descobrir que aquilo que parece o fim pode ser apenas um recomeço...
Com um desfecho extraordinário, a autora Colleen Houck apresenta neste quinto volume uma visão completa da empolgante saga dos tigres. Numa complexa teia de viagens pelo tempo, Kishan e Durga concluem, entre idas e vindas, uma tarefa após a outra para garantir que a linha traçada para o destino da humanidade seja cumprida – o tempo todo lutando contra a tentação de interferir e redesenhar o futuro."

Não é segredo para ninguém que me conhece ou que acompanha o blog que eu sou uma grande fã de "A Maldição do Tigre", devorei os quatro livros, chegando a ler cada um mais de uma vez. Adoro a magia, o romance e a cultura presente nessa série. Quando terminou, fiquei satisfeita, apesar de não achar o final o melhor de todos e acreditar que algumas pontas ficaram soltas. Porém, nunca fui a favor do quinto livro, na verdade não acreditava que ele iria sair do papel, mas fui surpreendida com o anúncio de que depois de longos anos "O Sonho do Tigre" seria publicado. Fui com várias pedras nas mãos, pronta para discorrer sobre os defeitos da história e o quão desnecessária era essa continuação, mas tive que dar o braço a torcer porque gostei bastante do livro.

"O Sonho do Tigre" é a história de Anamika e Kishan, a deusa e seu tigre, que tiveram que abrir mão de muitas coisas e cumprir seu papel de "divindade". A Colleen Houck não quis apenas encerrar a história dos dois com o dever cumprido e o sacrifício, ela quis contar sobre o relacionamento do dois, como foi construído e como os anos em que Durga e seu tigre viveram juntos foram maravilhosos. Afinal, ela não podia deixar que o tigre negro fosse apenas o herói que se sacrifica no final. Porém a história não é só sobre isso, a autora volta a abordar a viagem no tempo, e nos mostra que nada do que aconteceu foi por acaso.

Eu particularmente, não gostava muito de Ana e Kishan, a primeira era insuportável em "O Destino do Tigre"com toda sua pose de guerreira e ele, na minha visão, era apenas um garoto mimado que queria tudo que o irmão mais velho tinha. Mas Colleen desconstruiu os dois, deu profundidade e mostrou que as duas personagens tinham motivos para terem esta postura.

A autora uniu as pontas soltas, deu um final digno aos outros personagens que não fossem Ren e Kelsey e ainda conseguiu dar um vislumbre ainda maior de como foi a vida de todos depois de matarem Lokesh e acabarem com a maldição do tigre. Um livro que me surpreendeu do início ao fim e ainda conseguiu trazer de volta o prazer de se ler Colleen Houck, depois do fiasco de "Deuses do Egito".

Até o próximo post!

Dorama: I Need Romance

20.10.18
"I Need Romance" é uma antologia composta por 3 temporadas, que conta a história de três amigas e seus amores. Mesmo acompanhando estas três amigas, uma ganha mais destaque na história. O K-drama é conhecido como o Sex and City coreano, porque tem uma temática bem mais adulta e onde assuntos como sexualidade são debatidos normalmente.


Esta primeira temporada vai acompanhar Sunwoo In Young, uma mulher de 33 anos que trabalha como concierge de um hotel e namora Kim Sung Soo, um diretor de cinema pouco conhecido, há 10 anos. Um dia a vidinha tranquila dos dois é balançada pelo lançamento do novo filme dele, porque a atriz principal se interessa por ele e ele também se sente atraído pela garota.


Mas não é só Kim Sung Soo que tem uma admiradora, In Young acaba se envolvendo com o colega de trabalho, Bae Sung-Hyun. Ele é jovem, bonito e está muito encantado por ela. E é assim que começa esse quadrado amoroso.

Esse romance central vai falar muito sobre traição e como isso pode marcar pra sempre um relacionamento. Mas também vai falar de como é difícil começar um novo relacionamento depois de anos juntos e do que muitas vezes fazemos para que nosso parceiros nos aceitem.

Já as amigas de In Young tem problemas bem diferentes, uma não gosta de compromissos e gosta de sair com homens casados, já a outra tem problemas sexuais e amorosos com o noivo.

O dorama é divertido e tem várias reviravoltas, mas em uma consideração geral, considero a história bem mediana, e não vai ser daqueles que irei assistir novamente. Mas é um a diversão boa e o Sung-Hyun é bem gato, e tem um a cenas bem sensuais, então vale a pena.
Até o próximo post!

Resenha: O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude

15.10.18
Sinopse: "Uma aventura romântica do século XVIII para a era moderna. Simon Versus a Agenda Homo Sapiens, encontra os anos 1700.

Henry "Monty" Montague nasceu e foi criado para ser um cavalheiro, mas nunca foi domado. Os melhores internatos da Inglaterra e a constante desaprovação do pai não conseguiram conter nenhuma das suas paixões - jogos de azar, álcool e dividir a cama com mulheres e homens.

Mas agora sua busca constante por uma vida cheia de prazeres e vícios está em risco. O pai quer que ele tome conta dos negócios da família. Mas antes Monty vai partir em seu Grand Tour pela Europa, com a irmã mais nova, Felicity, e o melhor amigo, Percy - por quem ele mantém uma paixão inconsequente e impossível. Monty decide fazer desta última escapada umafesta hedonista e flertar com Percy de Paris a Roma. Mas quando uma de suas decisões imprudentes transforma a viagem em uma angustiante caçada através da Europa, isso faz com que ele questione tudo o que conhece, incluindo sua relação com o garoto que ele adora."

"O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude" é um romance de época, mas com vários assuntos bem atuais. Para começar temos Monty, nosso personagem principal que não tem nada de cavalheiro, afinal, ele gosta mesmo é de jogatina, bebedeira e romances tórridos com ambos os sexos, ele é bissexual. Mas apesar disso o jovem cavalheiro é apaixonado pelo melhor amigo Percy, mas lhe falta coragem para se declarar. 

O livro vai acompanhar Monty, Percy e sua irmã Felicity fazendo uma tour, que acaba se tornando algo bem diferente do que o planejado. Eles se envolvem em confusões, perseguições, assaltos, pirataria e até mesmo alquimia. Tem de tudo um pouco nessa história que começa muito divertida e engraçadinha, mas depois se tornou uma aventura caótica, que eu particularmente achei meio sem propósito, para uma história de resistência e amor.

O que mais gostei no Guia foi que a autora abordou muito bem a relação de um pai que não aceita o filho e o quanto isso pode ser prejudicial. Gosto também que os personagens são diversos, não se encaixando no padrão. Claro, que tudo isso fica ainda melhor, porque a escrita da Mackenzi Lee é leve, fluída e muito divertida.

Esse livro é muito bom, mas ficou um pouco sem sentido no meio, mas nada que estrague a história. Uma ótima pedida pra fugir dos clichês e se divertir com uma boa história de amor.


Até o próximo post!

TBR de Outubro

8.10.18
Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana