21 outubro 2013

Resenha: Cidades de Papel

Meu autor queridinho nos últimos tempos está tendo todos os seus livros traduzidos esse ano, logo o ano que eu estou de promessa e não posso comprar, mas aí veio o Dia das Crianças (meu pai me dá presente e daí?!) e adivinha o que essa criança aqui ganhou?! "Cidades de Papel" do John Green. E AIMEUDEUS! não podia ter presente melhor, porque esse livro tornou-se meu segundo queridinho do Sr Green.


Sinopse: "Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia."


Eu queria antes de mais nada dizer que eu amo muito as capas dos livros do John, acho sensacional tudo ser meio torto, parecendo que foi feito à mão.

John Green tem um padrão, isso é inegável, mas um padrão que ainda consegue surpreender. Suas personagens sempre são muito inteligentes, nerds, tem amigos sensacionais e são apaixonados por garotas fortes (ás vezes umas fdp). Além disso tudo eles sempre possuem dúvidas existenciais, que para mim, é a melhor característica dos livros de John.

Preciso dizer que amei todos os personagens, juro, já nos primeiros capítulos já me encantei com eles e queria virar amiga. John Green conseguiu se superar dessa vez, nunca vi tantas pessoas diferentes reunidas em um livro. Achei real, achei legal!

O enredo demora um pouco para esquentar, não que seu começo seja ruim, mas depois do sumiço de Margo é que as coisas começam a ficar boas. A maneira como o autor conseguiu fazer pistas malucas sobre o paradeiro dela, mas que fizessem todo o sentido, e levassem-nos ao destino exato da garota foi genial. Mais um motivo para eu dizer, ele pode até seguir um padrão, mas sabe bem o que é o tal efeito surpresa.

"Cidades de Papel" pra mim foi o livro mais hilário do Green, ele conseguiu me envergonhar dentro dos ônibus, já que não conseguia parar de rir das loucuras desse livro. Sério, como que o cara consegue pensar em pessoas que colecionam papais noéis pretos?! Tô escrevendo isso e rindo muito. Achei que esse também foi um diferencial, porque não é um livro melancólico, mas um livro para se divertir.

O desfecho da estória de Quentin não foi previsível (eu não achei pelo menos), foi bonito e quase me fez chorar. Acho que naquele instante me senti um pouco como Margo ou quem sabe um pouco Q, eu não sei bem, só sei que as palavras de "Cidades de Papel" se misturaram com a minha realidade e naquele instante parecia que eu era parte da estória.

Agora no quesito lições de moral, John Green continua sendo um deus. Ele consegue falar coisas tão simples, mas que nós não percebemos, e você para e pensa: Putz isso é tão óbvio, porque nunca pensei assim?!. Sei que quando acabei de ler esse livro me sentir uma pessoa melhor e mudada, passei a ver as pessoas de outra forma e parei de criar imagens que nem sempre são a realidade. Se você leu essa resenha e não entendeu nada do que eu quis dizer com isso só posso lhe dar um conselho: Leia esse livro o mais rápido possível, porque eu tenho certeza que ele vai mexer com você também.

Boa Leitura!
Até o próximo post!





20 comentários:

  1. Cheguei ao final do livro. Também curti bastante, embora, alguns trechos presentes no livro sejam desnecessários. Mas valeu, continuo fã de John Green. Abraços.
    Casemiro de Andrade

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  2. Serio, como assim você odiou a Alasca e gostou da Margo? Quer dizer, eu particulamente amo as duas, sao minhas personagens favoritas, mas, venhamos e convenhamos, a Margo é meio(muito) egoista, mais que a própia Alasca, que pelo menos tinha um motivo(concreto) para ser do jeito que era, alem disso, a Margo deu inumeras vezes a entender que queria atenção, todos em volta dela, enfim... não entendi.
    Ps: Radar e Ben sao uns chatos na minha humilde opinião.

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  3. Com certeza quem é você Alasca é melhor. acho que me decepcionei um pouco com cidades de papel apesar de ser um livro engraçadíssimo. toda essa estória do sumiço de Margo tomou muito o livro e acabou ficando repetitivo. Pistas, pistas e pistas e nada!!! Até quase morrer de em um acidente até encontrar a garota e ela ainda apontar o dedo na cara de Quentin (o que eu achei muito egoísta da parte dela). amei o Ben e sua infecção urinária. Radar é meio careta mas é legal. agora aquele ventinho que tiveram por causa da falta de roupa íntima foi mesmo muito hilário, só podia ser coisa do John Green mesmo!!!
    Amo as estórias dele, sou muito fã! Deixou a desejar, mas eu sempre vou querer ler por que cada livro tem uma lição de vida legal..
    Beijos :*

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  4. cara esse livro é espetacular!
    vou atraz agora do escrito nas estralas de jhon... muito bom mesmo....

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  5. esse radar é muito foda mais o ben... kkkk sem comparação...

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  6. Oi adorei.. muito obrigado, amei a maneira que vc usou para descrever essa resenha...me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda, ela traz o universo como parte principal.
    www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  7. Acabei de comprar este livro na revista da Avon. Estou muito ansiosa para lê-lo! John Green é sempre espetacular, me apaixonei pela história de A culpa é das estrelas, espero que aconteça o mesmo de fato com esse livro. Sua forma de resenhar o livro foi muito interessante e bem diferencial, adorei.

    letiiciaamaral.blogspot.com

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  8. Oi, gostei muito da sua resenha, você descreveu muito bem a estória do livro. Apesar de preferir Quem é você, Alasca?, Cidades de Papel não tem aquele clima de tristeza que sentimos em algum momento nos outros livros do John Green, é uma estória bem mais alegre que os outros livros que eu li dele. Ah, escrevi uma resenha do livro também, se ficar interessada em ler, aqui está o link: http://kamilacavalcante.wordpress.com/2014/07/18/resenha-cidades-de-papel/

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  9. É o meu livro preferido do John Verde! De primeiro eu fui cativado por todos os personagens e *BOOM* já tava viciado e li isso em dois dias :( dps veio aquela depressão básica hahaa
    amei seu blog
    bjs

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  10. Eu acabei de ler o livro e adorei, mas não consigo perceber porque é que se chama cidades de papel

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  11. Amoooooo de paixão, meu preferido do John Green!!


    www.semdrama.net

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  12. gostei do livro,apesar de ser demorar um pouco pra as coisas acontecerem no livro,agora vamos agurdar o filma e esperar que seja fiel ao livro como foi a culpa das estrelas

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  13. Amei os meninos, são do tipo amigos loucos que todos queriam ter, uma das características dos livros do Green. O Quentin, fiquei esperando o heroísmo dele no finalzinho do Livro. Afinal, ainda bem q ele à beijou. Mas quem não gostaria de uma breve continuação?!

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  14. Gostei bastante da resenha, li o livro e achei o mesmo incrível! John Green manda muito bem, uma inspiração na minha carreira de escritor.

    www.autormatheusmelo.com

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  15. Gosto mais de Quem é você, Alasca?, porque é mais sentimental, sei lá, kkk e também essa personagem Margo, parece que ele fez uma mistura de Alasca, com uma personagem meia louquinha e séria '-', dando a impressão de assustadora kk, gosto mais da Alasca e uma coisa que eu acho hilário, é que as duas personagens do livro são misteriosas e os dois bobos, Miles e Quentin fala isso no livro e os dois tem cara de serem um pouco meio bobos, sei lá, o nerd bobo, sabe? Prefiro mil vezes Quem é você, Alasca? beijos!!

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    1. Divulguei sua resenha no meu tumblr, formei um tumblr com resenhas de vários autores de sites :3 e selecionei a sua, espero que não se importe http://megaplanetaliterario.tumblr.com/

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    2. Que isso, Ester.
      Fico lisonjeada.

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  16. Hahaahaha, li e amei Cidades De Papel, no final ficamos com coração apertado e LOUCOS para saber oque acontece no final!rrrsrsrsrsrsrsrsrsrBjs =*

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  17. Eu adorei o livro, mas achei o final ruim e também achei que algumas partes ficaram repetitivas. A viagem do final é a melhor parte do livro.

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