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"Helena" foi o terceiro romance escrito por Machado de Assis, considerado um dos romances menos machadianos do autor, por ter um tom mais folhetinesco que todos os outros escritos por ele. Aqui temos a protagonista Helena, que após a morte do Conselheiro do Vale se torna herdeira e membro de sua família. A família do Conselheiro é composta pelo filho Estácio e a irmã D. Úrsula, que recebem a jovem, em um primeiro momento desconfiam dela, mas acabam se encantando. Porém Helena guarda um segredo que pode mexer com a maneira com que sua nova família a enxerga.
Como já disse, esse livro é o livro mais diferente de Machado de Assis, a começar pela personagem feminina, Helena difere muito das demais, ela é uma moça frágil, muito correta, honesta e sem muitas camadas. Apesar do mistério que envolve suas saídas, a moça não faz nada que nos faça desconfiar ou tem um comportamento ambíguo, ela é preto no branco, ela não é complexa, ela é a típica mocinha dos novelões, que sofre muito, o que fez com que eu não me envolvesse tanto na história, não me identifico com essa persona.
Apesar de não ter me identificado e envolvido tanto com a trama, não consigo dizer que um livro do Machado é ruim, a escrita dele como sempre é impecável e mesmo não tendo um enredo que me interessa, o autor conseguiu me surpreender com certas revelações e o seu "quê" de polêmica também me chocou um pouco.
E mesmo não conseguido dizer que "Helena" é um livro ruim, esse é o livro que menos gostei do autor e tudo isso acontece porque a minha mente desconstruída de 2020 se incomodou com um ponto dessa história, estou falando do Estácio, o irmão de Helena. Estácio é o típico cara que se considera um partidão, um homem de posses, inteligente e de boa família, que julga as mulheres de cima de sua "superioridade", ele me irritou tanto com seus cometários a respeito da sua noiva Eugênia e até mesmo de Helena, em algum momento da história. Sei que era o pensamento da época, mas o seu comportamento machista me fez demorar a ler o livro.
"Helena" não é o melhor livro do Machado de Assis, e isso não é uma opinião só minha, mas de várias pessoas, porém, o autor consegue deixar sua escrita brilhar apesar do enredo não ser lá grandes coisas.
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Sinopse: "O Último dos Moicanos trata da solidariedade vivida por um grupo de
pessoas de origens bastante diferentes durante o processo de formação
dos Estados Unidos da América no século XVIII. Duas jovens precisam
atravessar o território americano dominado pelos franceses, durante a
Guerra dos Sete Anos. Para tanto, contam com a companhia de um leal
oficial inglês, um divertido cantor de música sacra, um caçador ousado e
seus dois amigos índios. Pai e filho são os últimos representantes da
valorosa tribo dos moicanos, cuja dignidade irá influenciar os rumos da
trama, ressaltando a contribuição fundamental da cultura indígena na
construção da identidade norte-americana. Caminhando por paisagens
inóspitas, eles vão descobrir o que há de mais selvagem e de mais
civilizado nas próprias relações humanas."
Depois de um longo mês eu consegui terminar de ler "O último dos Moicanos", livro do James Fenimore Cooper que vai ter como pano de fundo a Guerra dos Sete Anos nos Estados Unidos. Duas jovens precisam atravessar o território americano dominado pelos franceses para se encontrarem com o pai, um oficial inglês. Elas são acompanhadas por um jovem oficial, um cantor de música sacra, um caçador e dois índios da tribo dos Moicanos.
Apesar de para mim ter sido uma leitura extremamente lenta, o livro não tem esse perfil, pelo contrário, a história é cheia de reviravoltas e embates entre franceses e os índios que são seus aliados com essa comitiva que leva as jovens. A todo momento eu pensava que já estava ao fim e que todos iriam morrer, porque eles se enfiavam em cada enrascada, que MEU DEUS! E em meio a confrontos e uma vingança, o livro segue para um desfecho doloroso, mas muito bonito.
Gostei da história, apesar de ter tido dificuldade em ter uma leitura fluída, achei tudo muito incrível, e como grande fã de romances históricos fiquei deliciada com todas as informações. Mas, para mim, faltou um "romance" na história e acredito que essa sensação de falta aconteceu por causa da adaptação cinematográfica. Antes de ler o livro, eu li a sinopse do filme e fiquei esperando que a história tomasse o mesmo rumo e como isso não acontecia fiquei frustrada. Porém, acredito que se tivesse pegado o livro sem "conhecimento" da história do filme, a leitura teria sido muito mais prazerosa.
O livro é muito bom, mas tem algumas críticas a respeito dos personagens, achei a construção deles um pouco ruim. Primeiro vamos falar das personagens femininas, que são pouco exploradas e servem apenas para serem salvas na história, uma inclusive só sabe desmaiar e chorar, o que eu achei um pouco machista. Segundo, os índios, fiquei com a impressão que eles foram descritos de forma caricata e em alguns momentos desrespeitosa até, principalmente, o Magua, o "vilão" da história, que é visto como alguém cruel, selvagem e vingativo. Apesar desses personagens, preciso dizer que gostei muito dos Moicanos e do caçador Olho de Falcão, que são os verdadeiros protagonistas da história, queria que o autor tivesse contado mais sobre eles.
"O último dos Moicanos" é um ótimo livro, se você não se apegar a adaptação cinematográfica de 1992 a experiência de leitura será ainda melhor.
Até o próximo post!
Sinopse: “É na cozinha que Tita, a protagonista, passa a maior parte do tempo. Sua vida está relacionada aos pratos que afetuosamente prepara. Este romance narra a história de Tita desde o seu nascimento em um rancho no norte do México, com destaque para sua juventude, o amor por Pedro, e a missão de cuidar da dominadora Mãe Elena. O tempero combina a revolução mexicana no início do século XX com o realismo fantástico marcante na literatura latino-americana. Uma obra para ser apreciada em todos os sentidos.”
“Como Água para Chocolate” se inicia com uma receita e o primeiro momento da história já é na cozinha, a culinária é o pano de fundo dessa história de amor, que se tornou proibida por uma tradição cruel da família de Tita. Porém, se o casal não poderia ficar junto, seu amor seria transmitido pelos pratos feitos por Tita, a jovem que nasceu na mesa da cozinha, quando a mãe picava cebolas.
Como protagonista da história, Tita, essa mulher maravilhosa, que consegue ser muito boa, mas não tem sangue de barata, tem momentos em que ela se revolta com tudo aquilo que lhe é imposto e em vários momentos a sua indignação sai em forma de maldição, e coitado daquele que for alvo dela.
O livro de realismo mágico dá sabor a história de amor com pitadas de fantástico, o bebê que chora dentro do ventre, os sentimentos que são passados para a comida e as aparições de fantasmas. Um prato cheio para os fãs do gênero, mas também para quem gosta de um bom romance. Afinal, o amor é o grande protagonista da história.
O romance tem uma delicadeza deliciosa, mas ao mesmo tempo um erotismo que permeia por toda história, a todo momento a atração entre Tita e Pedro está presente e mesmo que os dois não se toquem, aquele calor irradia dos seus encontros.
Além de todo o drama que envolve a história de amor proibido, o livro de Laura Esquivel é divertidíssimo, quase impossível não rir de alguns momentos na história, como no episódio do bolo de casamento ou até mesmo das codornas com pétalas de rosa.
O livro tem apenas um pequeno defeito, por ser curto, em alguns momentos a história não tem espaço para se desenvolver melhor, em um momento por exemplo, fiquei sem entender como tudo aconteceu e tive que retornar algumas páginas, para concluir que na verdade o caminho para aquele fim não foi muito bem explicado. Um pequeno incômodo em uma leitura que quase perfeita.
A adaptação cinematográfica de 1992 foi meu primeiro contato com a história de “Como Água para Chocolate” e eu já me vi encantada com toda aquela fantasia, com o livro não foi diferente, devorei suas 200 e poucas páginas, me refastelando nessa leitura saborosa e terminei satisfeita, mas querendo que o livro durasse um pouco mais.
Até o próximo post!
Sinopse:"Crônica da casa assassinada" é a história de uma família em franca derrocada social e moral. Uma história que somente é conhecida pelo relato de seus próprios personagens, por meio de cartas, diários, memórias, confissões, depoimentos, e cujos temas centrais são o adultério e o incesto, a loucura e a decadência. Numa linguagem altamente metafórica, monta-se um esquema estruturalmente complexo, no qual verdade e mentira chegam aos limites do paroxismo.”
Há 9 anos atrás tive meu primeiro contato com “Crônica da Casa Assassinada”, livro do Lúcio Cardoso, publicado em 1959, quando prestei vestibular da UFMG pela primeira vez. Já naquela época, com os meus 19 anos, gostei do livro e de sua história cheia de intrigas, mentiras, ciúmes, inveja, rancores e traições. Porém só agora tive coragem de pegar o livro para reler, e grata foi a surpresa de que a história continuou me agradando, desta vez até mais que da primeira.
O livro narra através de cartas, diários e depoimentos a decadência e extinção da família Meneses, um tradicional família do interior de Minas Gerais. Todo o declínio da família começa quando Valdo, o filho do meio, se casa com Nina, uma jovem do Rio de Janeiro. Nina é totalmente diferentes de todos que vivem na chácara da família e como um furacão, chega para balançar aquele local.
O enredo não é linear, muitas vezes vai e volta no tempo, e apenas uma versão de um fato, uma vez que o narrador é personagem naquela história, e como bem sabemos, narrador personagem não é muito confiável. Só com a chegada do final da história é que todas as cartas são colocadas na mesa e que entendemos como aquela família chegou aquele ponto.
A história é muito boa, cheia de reviravoltas e mistérios, então é impossível não devorar o livro, pra vê até onde aquelas pessoas vão chegar. O livro, apesar de ser dos anos 50 é muito fácil de entender, por isso a leitura flui muito bem.
Um ponto forte deste livro são os personagens todos são muito bem construídos, cheio de camadas e complexos. Outra coisa interessante a respeito dos personagens é que ninguém ali são 100% bonzinhos, eles são muito reais, cheios de defeitos e com atitudes terríveis, mas mesmo assim é impossível não se interessar totalmente por eles.
Gosto de todos os personagens, mas digo isso, porque até mesmo aquele que mais odeio eu consigo ver a beleza na criação feita por Lúcio Cardoso e por isso mesmo consigo gostar daquele personagem. Gosto de Timóteo, o irmão que se esconde no quarto, com certeza meu personagem preferido, gosto de sentir pena de Valdo, o pobre irmão que só cometeu o erro de se apaixonar pela mulher errada, gosto do misterioso Demétrio, com sua raiva por Nina, gosto de detestar Ana, aquela mulher invejosa e rancorosa, gosto da intensidade do André, pobre pecador, e gosto desta vez um pouco menos de Nina, essa mulher cheia de vontades e um pouco cruel.
O livro é todo bom, mas em seus momentos finais alcança a perfeição, é angustiante, claustrofóbico e doentio a sucessão de acontecimentos que levam ao derradeiro fim da família Meneses. O autor conseguiu deixar a maior surpresa da história para o último capítulo, para ser mais exata em seus últimos parágrafos e é chocante ver o que o rancor foi capaz de causar.
“Crônica da Casa Assassinada” é um livrão, daqueles que merecem ser lidos, mesmo aquelas pessoas que viram a cara para literatura brasileira precisam conhecer essa história incrível. Com certeza entrou para a lista de melhores livros que eu já li na vida.
Até o próximo post!
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Sinopse: “Pollyanna agora é uma encantadora adolescente, amada por todos os que conviveram com ela e aprenderam o Jogo do Contente. Sua fama de pessoa especial ultrapassa os limites de Beldingsville. Quando recebe um convite para passar uma temporada em Boston, novas experiências vêm enriquecer sua vida. Ela passa a conviver com pessoas interessantes, faz amizades, ensina e aprende muito, e ajuda pessoas necessitadas que vai encontrando em seu caminho. É nesse livro, também, que Pollyanna descobre o amor e experimenta a inquietação, as dúvidas e as emoções pelas quais passam as pessoas apaixonadas.”
“Pollyanna Moça” é a continuação do livro “Pollyanna” e vai acompanhar a vida da jovem Pollyanna Whittier em dois momentos, um quando tem 12 anos e vai passar uma temporada em Boston e aos 18 anos depois de passar um tempo na Europa. Agora ela tem que lidar com novas realidades e com situações diferentes da que ela viveu na pequena Beldingsville.
O segundo livro é tão bom quanto primeiro, tudo isso porque Pollyanna continua sendo adorável e sempre conseguindo enxergar o lado positivo de tudo. Claro, que agora os temas abordados são bem mais densos até que no primeiro livro e a menina se vê cara a cara com a pobreza, algo que até pra ela que consegue ver o lado bom de tudo, é difícil de entender.
Novos personagens entram em cena, alguns tão encantadores quando a protagonista da história, deixando tudo ainda melhor. Além de uma nova ambientação e novos personagens, Pollyanna também tem que lidar com sentimentos que ela nunca vivenciou, o amor.
Apesar de ter gostado bastante do segundo livro e dos temas abordados, tenho algumas ressalvas com a história, acho que a passagem em Boston poderia ter acontecido com ela já mais velha, fiquei um pouco incomodada com essa “divisão” e ficou parecendo que duas histórias foram juntadas a esmo, apenas para ter uma continuação.
Mesmo tendo ficado incomodada com a estrutura do livro, gostei muito de “Pollyanna Moça” e super recomendo que seja lido, afinal, é sempre bom relembrar que em tudo podemos encontrar um motivo para ficar contente.
Até o próximo post!
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Sinopse: "Da autora da Trilogia dos Príncipes que já vendeu mais de 30 mil exemplares no Brasil.
Tudo que Jasper Renshaw precisa é se casar e gerar um herdeiro para o título de visconde de Vale. Ele espera encontrar uma dama bonita capaz de cumprir esse papel e, então, voltar para a vida de libertinagem que sempre levou ― uma vida que mantém afastadas as lembranças de um passado que ainda o assombra. No entanto, a sorte que Jasper tem para encontrar amantes não parece ajudar o visconde a mantê-las ao seu lado. Depois de ser abandonado pela segunda noiva em seis meses, ele recebe uma proposta irrecusável: Melisande Fleming se oferece para ser a futura viscondessa de Vale. Aos 28 anos e ainda morando com o irmão, Melisande busca a independência que só um casamento pode lhe proporcionar. Ou, pelo menos, é o que ela conta a Lorde Vale. Mas a dama tem um segredo: há anos, ama Jasper e está disposta a viver um casamento sem amor só para ficar ao lado dele. Afinal, ela já amou uma vez, há muito tempo, mas teve o coração partido e não pretende passar por isso novamente. Mas, para seu desespero, Jasper logo se vê atraído por ela ― recatada durante o dia, sedutora à noite ― e garante que vai descobrir seus segredos. Os dois têm um passado que querem esconder, mas nenhum deles está disposto a revelar esses mistérios um para o outro. Quando começam um jogo de sedução, porém, os segredos que tanto queriam guardar vêm à tona, ameaçando separá-los."
"O Sabor do Pecado" é segundo livro da quadrilogia " A Lenda dos Quatro Soldados" da Elizabeth Hoyt, e vai contar a história do casal Jasper Renshaw e Melisande Fleming, que já apareceram no livro anterior "O Gosto da Tentação". Jasper é abandonado pela segunda noiva e Melisande resolve pedi-lo em casamento, uma vez que sempre teve uma paixão platônica por ele. Renshaw ainda tenta lidar com o ataque que seu regimento sofreu na guerra e descobrir quem foi que os traiu.
Como no livro anterior, este tem um romance, sem deixar de focar no mistério que envolve ao ataque que o regimento sofreu, mas diferente do outro, esse mistério não toma tanto espaço, deixando com que o romance se desenvolva melhor.
O que mais gostei do livro foi da personagem Melisande, ela tem os pés no chão e não se deixa levar por falsos elogios, ela tem consciência de quem é e sobre sua aparência. Gosto também do fato de ela ser muito mais livre sexualmente, do que a grande maioria das mocinhas dos romances de época, ela gosta de sexo e não esconde isso. Renshaw também não é um mal personagem, apesar de que achei que ele precisava ter sido mais bem desenvolvido, faltou focar mais em sua personalidade.
O mistério sobre o ataque ao regimento ganha novos detalhes, mas ainda é um mistério, acredito que só será solucionado no último livro da quadrilogia, isso me faz desejar a continuar ainda mais a série e descobrir de vez quem foi o traidor e porquê.
A história é mais um livro de romance de época de um casal que se casa por conveniência, mas que acaba percebendo que fizeram um "acordo" muito vantajoso, pois encontraram o verdadeiro amor. Daqueles livros que você lê em uma sentada, vi se divertir, mas que já vimos a história contada em vários outros livros.
Até o próximo post!
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Sinopse: "Órfã de pai e mãe, Pollyanna, uma menina de 11 anos, é acolhida pela tia Polly, sua única parente viva. Rica e intransigente, a tia é desprovida de compreensão e afetividade, e recebe a menina em sua casa como um dever. Pollyanna, por sua vez, é uma menina encantadora, que a todos conquista com sua paixão pela vida e pelas pessoas, seu otimismo, sua alegria de viver... e o Jogo do Contente, que pratica e ensina a quem quiser aprender. Um jogo em que ninguém perde, todos ganham - e se transformam. Clássico da literatura juvenil universal, publicado em 1913, esse livro vem encantando gerações de leitores de diferentes idades em diversas línguas, tendo se tornado leitura obrigatória e necessária a quem quiser ver a vida sem amargura, descobrindo sempre o lado bom de tudo."
Sempre ouvi falar de Pollyanna, mas nunca tive muito interesse pela história da órfã de 11 anos que vê sempre o lado bom da vida. Mas nos últimos anos várias edições desse clássico escrito por Eleanor H. Porter surgiram e preciso confessar que as capas bonitinhas me convenceram a pegar esse clássico para ler e ainda bem que eu fiz isso, porque essa história mexeu muito comigo e se tornou um daqueles livros que vou indicar para todo mundo.
Pollyanna é sim uma garota que vê o lado bom de tudo, mas não de uma maneira chata, como todos nos fazem acreditar, tem um porquê daquela garota conseguir ver motivos para ficar contente em qualquer situação e quando você descobre de onde vem todo este contentamento, pelo menos eu, você para de enxergá-la como uma garotinha super alegre e irritante, mas a vê com uma menina muito sábia e que tem muito a ensinar as pessoas.
O livro é leve e divertido, mas tem suas críticas, o que eu particularmente acho fantástico, uma vez que essas críticas que foram escritas em 1913 por Eleanor H. Porter são extremamente pertinentes até os dias de hoje. Ela vai falar sobre a caridade apenas como uma obrigação para que as pessoas admirem os seus atos, vai falar do quanto somos pessoas reclamonas que se fecham para a felicidade na primeira dificuldade e o quanto perdemos tempo com mal entendidos.
Eu adorei a leitura, dei gargalhadas das confusões que Pollyanna arrumava, mas mais que tudo senti que recebi uma lição e que absorvi o que autora quis passar com essa história. E mais do que nunca quero divulgar esse livro para que as pessoas aprendam o jogo do contente e vejam que tudo pode ter um lado positivo.
Até o próximo post!
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Sinopse: "Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais."
"É Assim que Acaba" foi um dos livros mais aguardados da Colleen por se tratar de uma história em que ela se inspirou em sua própria experiência para escrever. O livro vai ser narrado pela Lily uma jovem que foi criada em um lar onde havia violência doméstica, ela acabou de conhecer o Ryle, um cara que tem receio de relacionamentos, mas por quem ela se sente muito atraída. Além disso ela ainda tem uma história de amor inacabada com o Atlas, um garoto que ela conheceu na adolescência.
Eu não fazia a mínima ideia do que se tratava esse livro, fui as cegas, e me deparei com assuntos que me incomoda profundamente, que são a violência contra mulher e os relacionamentos abusivos. Mas a maneira como a Colleen escreveu essa história foi muito diferente, você consegue entrar no lugar da vítima e entender o porque de certas atitudes dela, você também se encanta pelo agressor e acredita que ele pode mudar e isso é tão dolorido, mas você acaba deixando de apontar o dedo e isso é um soco no estômago.
A escrita da Colleen continua maravilhosa, eu devorei as 300 e poucas páginas e por mim se tivesse mais 300 eu leria. Principalmente, porque eu queria saber mais sobre o Atlas e eu acho que a autora poderia ter desenvolvido melhor o relacionamento dele com a Lily. Eu sei que a história era mais sobre Lily e Ryle, mas acho que a partir do momento que temos essa terceira ponta ela precisa ser mais bem desenvolvida.
Esse livro é um dos melhores da Colleen com certeza, mas não ganhou o lugar de favorito na minha lista, acho que ele está em 3º ou 4º lugar. Pra mim é um livro essencial por tratar de um assunto que precisa ser discutido e que tratou de uma forma muito delicada e eficaz, mas queria mais de Atlas e Lily.
"É Assim que Acaba" foi um dos livros mais aguardados da Colleen por se tratar de uma história em que ela se inspirou em sua própria experiência para escrever. O livro vai ser narrado pela Lily uma jovem que foi criada em um lar onde havia violência doméstica, ela acabou de conhecer o Ryle, um cara que tem receio de relacionamentos, mas por quem ela se sente muito atraída. Além disso ela ainda tem uma história de amor inacabada com o Atlas, um garoto que ela conheceu na adolescência.
Eu não fazia a mínima ideia do que se tratava esse livro, fui as cegas, e me deparei com assuntos que me incomoda profundamente, que são a violência contra mulher e os relacionamentos abusivos. Mas a maneira como a Colleen escreveu essa história foi muito diferente, você consegue entrar no lugar da vítima e entender o porque de certas atitudes dela, você também se encanta pelo agressor e acredita que ele pode mudar e isso é tão dolorido, mas você acaba deixando de apontar o dedo e isso é um soco no estômago.
A escrita da Colleen continua maravilhosa, eu devorei as 300 e poucas páginas e por mim se tivesse mais 300 eu leria. Principalmente, porque eu queria saber mais sobre o Atlas e eu acho que a autora poderia ter desenvolvido melhor o relacionamento dele com a Lily. Eu sei que a história era mais sobre Lily e Ryle, mas acho que a partir do momento que temos essa terceira ponta ela precisa ser mais bem desenvolvida.
Esse livro é um dos melhores da Colleen com certeza, mas não ganhou o lugar de favorito na minha lista, acho que ele está em 3º ou 4º lugar. Pra mim é um livro essencial por tratar de um assunto que precisa ser discutido e que tratou de uma forma muito delicada e eficaz, mas queria mais de Atlas e Lily.
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Sinopse: "Obra-prima de Bram Stoker, Drácula narra o assustador confronto entre o vampiro mais famoso da literatura, apoiado por sua legião crescente de mortos-vivos, e um grupo decidido a aniquilá-lo, liderado por Jonathan e Mina Harker e o médico holandês Van Helsing.
Publicado originalmente em 1897, este livro é considerado marco fundador de um gênero, a literatura de terror. Esta edição traz o texto original sem cortes e uma breve apresentação, no padrão de qualidade dos Clássicos Zahar. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo. "
Drácula de Bam Stoker vai contar a história do conde vampiro que resolve abandonar a Transilvânia e viver em Londres. Com a sua chegada vários acontecimentos estranhos ocorrem e áurea de medo e terror cerca as pessoas. Um grupo então decide se livrar desse ser obscuro que se alimenta de sangue. Basicamente é essa história, sem dar muios spoilers.
O livro é narrado através de cartaz, diários e notícias de jornais, então temos vários pontos de vista da história. Porém, nunca temos vampiro narrando esse acontecimentos. Ele é apenas um personagem presente em todos os relatos do livro. Dando um tom de mistério sobre a figura do conde, que é cheio de mistérios e emana terror.
A história do conde Drácula é considerada um livro de terror, porém não é daqueles livros que te faz sentir medo e querer dormir de luz acesa. Bram Stoker cria um tensão no leitor, que fica ávido por saber quem é aquela criatura que atormenta os personagens daquela história. Claro, que temos alguns momentos bem assustadores, principalmente, os que se passam no Castelo dele.
Pouco sabemos das características pessoais de cada personagem, mas uma em especial é sempre citada, Mina Haker. Mina é uma personagem bem interessante, pois tem pensamentos bem à frente de seu tempo e é admirada por todos por sua inteligência e bondade. Achei ela uma personagem feminina muito boa, e é de se espantar que ela tenha sido criada em 1897.
Por falar em 1987, fiquei muito impressionada como a escrita de Bram Stoker é atual, sem rebusco e de fácil entendimento, qualquer pessoa consegue realizar a leitura sem dificuldades. Um livro incrível, com uma história aterrorizante e que te prende até o último minuto. Daqueles que você precisa ler em algum momento da vida, principalmente, se você gosta do gênero de terror.
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Sinopse:
"É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer
o bem?
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no crescimento delas.
Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, Gustavo Ávila cria uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos, em uma história que vai manter o leitor fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade."
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no crescimento delas.
Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, Gustavo Ávila cria uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos, em uma história que vai manter o leitor fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade."
"O
Sorriso da Hiena" do Gustavo Ávila foi publicado pela primeira
vez de forma independente e nessa época já foi um sucesso, lembro
de ver diversos booktuber comentando o quanto era incrível a
história criada pelo Gustavo. Então você imagina que eu comecei a
leitura cheia de expectativas e não fui decepcionada.
O livro vai começar com um casal sendo assassinado de forma brutal na frente do filho, 20 anos depois essa cena se repete, só que agora o garotinho que assistiu tudo está no lugar do assassino, que se tornou um serial killer. No encalço dele temos o detetive Arthur, que é excepcional no que faz e tem a síndrome de Asperger, e ele vai contar com a ajuda do psicólogo Willian, que é especializado no tratamento de crianças que sofreram traumas. E vou parar por aí para não estragar o desenvolvimento da história.
Gustavo Ávila escreve muito bem e o que mais me chamou atenção em sua escrita foi o fato dele não dar características regionais a sua história, que pode se passar tanto no Brasil como em qualquer lugar do mundo. O autor cria uma rede de acontecimentos todos entrelaçados que nos levam ao um final digno de um bom thriller.
Claro que o livro não é perfeito, temos alguns pontos em que eu fiquei incomodada, por exemplo, um momento de um assassinato em que ele só é notado alguns dias depois, sendo que o personagem é ativo na história. E claro, o fato de tudo dar muito certo para o assassino, mas essa questão eu até perdoo, porque acabei me afeiçoando ao "vilão" da história. Ah, isso foi uma das coisas que me fez gostar do livro, temos um personagem que tem motivos para ser tão cruel como é e isso pra mim sempre é válido.
'O Sorriso da Hiena" é um ótimo livro e eu tenho certeza que ainda vamos ouvir falar bastante do Gustavo Ávila, que tem tudo para ser um dos grandes nomes da literatura contemporânea brasileira. E espero que a Globo faça algo bem digno com os direitos desse livro, adoraria vê-lo em uma série de TV.
Até
o próximo post!
Sinopse: "Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo."
"Misery" é mais um dos livros do Stephen King que não aborda o sobrenatural, porém esse livro vai falar sobre a obsessão e onde isso pode levar. Annie Wilkes é uma enfermeira e fã número um da série de livros protagonizados por Misery Chastain, escritos por Paul Sheldon. Um dia o destino desses dois se encontram quando Paul sofre um acidente e é salvo por Annie. E o que começa como uma salvação acaba se tornando um inferno.
O livro é cheio de sangue, porque Annie é psicótica, ela tortura Paul Sheldon o tempo todo, tudo para conquistar o que quer, que é trazer sua personagem favorita de volta. E as descrições no livro são bem gráficas, então é pra quem sangue frio.
Achei bem interessante no livro é que ele tem muitas referências sobre literatura. E quem é leitor assíduo vai se identificar bastante com algumas situações, como a revolta com o fim e algum personagem ou a falta de coerência em uma solução dada pelo autor. Mas diferente de Annie não trancamos nossos autores em quartinhos e os torturamos.
O que mais fez com que esse livro perdesse pontos comigo foi os trechos do livro escrito por Paul Sheldon, eu achava uma chatice quando a história de Misery era narrada. Ficava coma sensação de que estava perdendo tempo e o ritmo de leitura, porque queria saber o que ia acontecer entre Annie e Paul, não com uma personagem de um livro que o próprio autor acha ruim.
A escrita do Stephen King é maravilhosa e envolvente, fluí muito bem e mesmo esse não sendo o melhor livro dele que eu li, é inegável que a história é bem construída, seus personagens são complexos e a ideia é bem original. Acho que na verdade foi que eu não estava na vibe do livro.
Até o próximo post!
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Sinopse: "Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante
Chega uma hora na vida de uma dama...
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável...
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego.
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."
"O Príncipe Corvo" vai contar a história do conde Swartingham que perdeu toda sua família para a varíola e ficou apenas com as marcas da doença e Anna Wren uma viúva que foi infeliz em seu casamento. A vida desses dois personagens se cruzam quando ele precisa de um secretário e ela de um emprego. E os dois acabam se interessando um pelo outro quando vão se conhecendo aos poucos.
A narração de Elizabeth Hoyt é muito envolvente e é impossível não devorar todas aquelas páginas. O enredo não é nada muito revolucionário e tem vários clichês, porém é delicioso ver o desenrolar do relacionamento de Edward e Anna, que começa no estilo "Orgulho e Preconceito", mas que leva para outras tramas.
A trama também conta com cenas hot, ou seja, inapropriadas para menores de 18 anos. Mas não é nada exagerado e repetitivo, são poucos os momentos em que elas são descritas. Claro, que quando o livro tem essa pegada mais erótica, me incomoda o apelo sexual desnecessário, tipo o cara se excitar só de olhar para os lábios da mocinha, não precisa disso.
As personagens do livro são bem interessantes, pois ao mesmo tempo que tem opiniões fortes, também demostram uma grande fragilidade quando retratadas as suas inseguranças. E nesse caso tanto o homem quanto a mulher se sentem dessa maneira.
Por fim, o nome do livro "O Príncipe Corvo" remete a história de um livro da biblioteca do conde de Swawtingham, que vai contar retratar o romance entre uma jovem e um corvo, uma mistura de A Bela e a Fera com Eros e Psique. Pra mim não acrescentou no enredo do livro e se não tivesse não faria diferença, mas também não incomoda.
O livro é um romance histórico delicioso, com altas doses de amor e muito viciante. Uma leitura extremamente viciante. Foi impossível parar de ler até chegar ao final, devorei o livro em dois dias. Super recomendado para os fãs do gênero.
Até o próximo post!
Sinopse: "Para a adolescente Lucy, nada é mais importante que o balé. A dança a
transporta para um mundo onde a dor, as lembranças ruins e a violência
não existem. Um mundo só dela. Um dia, porém, aquela garota certinha é
obrigada a mudar de escola. E é nesse novo ambiente, repleto de
descobertas e Inseguranças, que conhece um garoto que só usa cinza e
vive com uma toca de lã na cabeça. Jude, o maior bad boy da escola, é
lindo e seria o sonho de toda garota, e talvez até o genro que todo pai
pediu a Deus... se não tivesse sido preso várias vezes e não morasse num
abrigo para garotos desajustados. Lucy não liga para a opinião dos
outros: o mais importante é o que Jude sente por ela. E o rapaz parece
disposto a abrir seu coração, ainda que um segredo que assombra o
passado e o presente dos dois esteja prestes a estraçalhar essa paixão.
“Jude era a doença para a qual eu não via cura. A droga da qual eu não
queria me livrar nunca" Lucy"
"Crash" da Nicole Williams foi um dos primeiros New Adults que eu li, há muito tempo em inglês. Então quando anunciaram que ele ia ser lançado no Brasil fiquei super empolgada, mas ao mesmo tempo receosa de o livro não ter o mesmo encanto da primeira leitura, mas eu continuei gostando muito dele, mesmo a história sendo cheia de clichês.
Lucy é aquela personagem típica dos livros new adult, uma garota linda, cabeça dura, que encanta todos o homens a sua volta, que se apaixona pelo bad boy. Já o Jude é o garoto problemático e envolto por mistérios, que precisa ser salvo de si mesmo. Esses dois juntos teriam tudo para ter um relacionamento vai e volta chato e cheio de abusos, porém não é bem assim. Porque mesmo Jude sendo problemático ele gosta mesmo da Lucy e graças a Deus não maltrata ela, mesmo tendo uma vida muito difícil. Lucy a cabeça dura às vezes me confundia com seu comportamento, mas nada na escala de ódio Bella Swan.
O livro é cheio de reviravoltas e tragédia pouca é bobagem para esses dois, mas a autora destrói tudo nos momentos finais, quando a gente não esperava que tudo aquilo pudesse acontecer. Mesmo esses altos e baixos não sendo uma coisa que eu gosto muito, a escrita da Nicole ajuda a nos envolver naquela história e devorar todas as páginas. Gostei muito da escrita da autora que conseguiu mexer fisicamente com meu coração, sempre me fazendo voltar a ser uma adolescente apaixonada de 16 anos.
Conclusão, "Crash" tem tudo aquilo que eu sempre critico em vários outros new adults, mas de uma maneira muito melhor, sendo bem delicioso e viciante, fazendo com que eu queira a continuação da história de Jude e Lucy, que ainda não tem previsão de lançamento. Livro de romance daquelas para sair se divertir e sentir um quentinho no coração.
Até o próximo post!
Sinopse: "O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso — mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um dimon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar.
Lyra é uma menina levada que vive na tranquila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores.
Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino."
"A Bússola de Ouro" é o primeiro livro da série Fronteiras do Universo do Philip Pullman, em que os seres humanos tem a sua alma externamente, na forma de um animal. Como todo primeiro livro de uma série ou trilogia em um primeiro momento temos uma leitura mais arrastada, até porque o autor precisa nos inserir naquele novo universo. O mundo criado por Philip Pullman é bem complexo em sua mitologia e cheio de críticas a religião.
Em um primeiro momento temos a impressão de que o livro é mais um young adult de fantasia, mas não, pra mim podemos encarar esse livro como fantasia adulta. Mesmo que tenhamos uma personagem infantil, animais falantes, bruxas e muita magia, esse livro não é nada infantil e tem críticas bem pesadas a imagem da igreja.
Neste primeiro momento não consegui me envolver com os personagens, eles ainda não tiveram a chance de se mostrar profundamente. Lyra é uma protagonista interessante, muito esperta. Ela vai descobrindo os mistérios que envolve sua própria vida e o que a Igreja quer esconder, então ao mesmo tempo que nós ela está sendo inserida em todo aquele universo junto com o próprio leitor.
Achei o livro muito bom, com uma construção de narração bem amarrada, um universo fantástico bem complexo e personagens com potencial. Porém achei a história um pouco arrastada e me senti perdida até começar a entender o que era o pó. Mas não vou desistir da trilogia e já estou curiosa com o que vai acontecer a Lyra depois daquele final.
Até o próximo post!
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Até o próximo post!
Sinopse: "Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?"
"O Apanhador no Campo de Centeio" foi publicado como livro pela primeira vez em 1951 e é um dos livros mais lidos e comentados no mundo. Entre os que amam e os que odeiam a história de Holden Caulfield, há também várias polêmicas, como o caso do assassino de John Lennon que afirmou ter matado o cantor por causa do livro. Mas afinal do que se trata esse livro?E por que ele é tão importante na literatura?
O livro escrito por Salinger vai narrar um final de semana da vida do jovem Holden Caulfield, um jovem de 16 anos que acaba de ser expulso da escola, mas ao invés de voltar para casa fica perambulando por Nova Iorque. O narrador da história é o próprio garoto, que utiliza de uma linguagem coloquial cheia de gírias e palavras de baixo calão. Pode-se dizer que esse livro é um dos primeiros Young Adults, afinal vamos ter um jovem contando sobre as algúrias da sua vida.
A narração é feita com o recurso de fluxo de pensamento, então Holden oscila e mistura suas histórias. Em certo momento ele até disse que gosta de quando uma pessoa conta uma história e a mistura com outra, coisa que ele faz a todo tempo.
A primeira impressão que temos é de que Holden é um adolescente reclamão, que se incomoda com tudo e com todos. Porque é isso que ele faz durante toda história, reclama e reclama. Porém com o tempo você vai percebendo que o problema dele não é ser um rebelde sem causa e que alguns acontecimentos fizeram com que ele ficasse daquele jeito. Aquele garoto está desanimado, não consegue se interessar por nada, desacreditado da humanidade, com fortes indícios de estar vivendo uma depressão. E acredito que as pessoas que não perceberam isso, ficaram apenas achando que ele era um adolescente mimado em crise.
Holden além de dar várias pistas do porquê de estar daquele jeito, tão desgostoso da vida, nos dá a entender que sente medo de crescer, digno de um Peter Pan da vida moderna, que foge após ouvir os pais programando sua vida. Ele tem grande paixão pelas crianças e são os únicos momentos que ele parece estar bem. E é nessa paixão que vem a explicação para o nome do livro.
Um livro que não tem uma fluidez, por termos um personagem que está farto de tudo, porém a história é fácil de se compreender e com suas poucas páginas vai passar rápido. Um livro muito interessante que deve ser lido, nem que para ser encarado como a pior leitura de todas, o que de longe foi minha opinião. Gostei muito do livro e me senti tocada por Holden Caulfield, torci para que alguém intercedesse por ele e o salvasse. Então apenas leia "O Apanhador do Campo de Centeio" e tire suas próprias conclusões.
Até o próximo post!
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