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Resenha: Bom Dia, Verônica!

25.2.20
"Bom Dia, Verônica" foi escrito a quatro mãos por Raphael Montes e Ilana Casoy, ele um autor de thrillers nacionais de sucesso e ela uma criminóloga renomada. O livro vai acompanhar a história de Verônica, uma escrivã da polícia que começa a investigar por conta própria dois casos, o de uma mulher enganada por um vigarista na internet e de outra que diz que o marido mata mulheres.

Verônica é uma mulher que vive uma vidinha bem pacata, encostada na função de secretária e em um casamento já bem defasado. Quando ela se depara com os dois casos, acredita que seja o momento dela mudar de vida. No primeiro momento a impressão é de que ela é apenas uma mulher comum, porém ela tem vários segredos.

O livro é bem curtinho, tem mais de 200 páginas, mas a história é muito bem construída, sem deixar pontas soltas e com um enredo que desenrola muito bem. Devorei o livro em alguns dias, queria saber o que ia acontecer com todos os personagens e mesmo tendo diversas teorias não consegui adivinhar qual seria o desfecho da história, terminei o livro muito impactada.

O livro é um thriller maravilhoso, muito envolvente e que não deixa nada a desejar para os livros de mesmo gênero lá de fora. Raphael e Ilana mostraram que sabem como contar uma boa história com o conhecimento que possuem, fazendo com que ela seja verossímil e envolvente.

"Bom Dia, Verônica" foi lançado pela DarkSide Books com o pseudônimo de Andréa Killmore, que só foi revelado no ano passado, quando também foi anunciado que ele ganharia uma série na Netflix, que sai em 2020. Já estou ansiosa para assistir e ver como a história de Verônica ficará na tela.

Até o próximo post!

Resenha: Helena

11.2.20

"Helena" foi o terceiro romance escrito por Machado de Assis, considerado um dos romances menos machadianos do autor, por ter um tom mais folhetinesco que todos os outros escritos por ele. Aqui temos a protagonista Helena, que após a morte do Conselheiro do Vale se torna herdeira e membro de sua família. A família do Conselheiro é composta pelo filho Estácio e a irmã D. Úrsula, que recebem a jovem,  em um primeiro momento desconfiam dela, mas acabam se encantando. Porém Helena guarda um segredo que pode mexer com a maneira com que sua nova família a enxerga.

Como já disse, esse livro é o livro mais diferente de Machado de Assis, a começar pela personagem feminina, Helena difere muito das demais, ela é uma moça frágil, muito correta, honesta e sem muitas camadas. Apesar do mistério que envolve suas saídas, a moça não faz nada que nos faça desconfiar ou tem um comportamento ambíguo, ela é preto no branco, ela não é complexa, ela é a típica mocinha dos novelões, que sofre muito, o que fez com que eu não me envolvesse tanto na história, não me identifico com essa persona.

Apesar de não ter me identificado e envolvido tanto com  a trama, não consigo dizer que um livro do Machado é ruim, a escrita dele como sempre é impecável e mesmo não tendo um enredo que me interessa, o autor conseguiu me surpreender com certas revelações e o seu "quê" de polêmica também me chocou um pouco.

E mesmo não conseguido dizer que "Helena" é um livro ruim, esse é o livro que menos gostei do autor e tudo isso acontece porque a minha mente desconstruída de 2020 se incomodou com um ponto dessa história, estou falando do Estácio, o irmão de Helena. Estácio é o típico cara que se considera um partidão, um homem de posses, inteligente e de boa família, que julga as mulheres de cima de sua "superioridade", ele me irritou tanto com seus cometários a respeito da sua noiva Eugênia e até mesmo de Helena, em algum momento da história. Sei que era o pensamento da época, mas o seu comportamento machista me fez demorar a ler o livro.

"Helena" não é o melhor livro do Machado de Assis, e isso não é uma opinião só minha, mas de várias pessoas, porém, o autor consegue deixar sua escrita brilhar apesar do enredo não ser lá grandes coisas.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana