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Resenha: Outlander - Os Tambores de Outono (Parte 1)

8.1.20
Sinopse: "Neste livro emocionante, repleto de ação, intrigas e detalhes históricos, as barreiras do espaço e do tempo são postas à prova pelo amor de um casal e pela coragem de sua filha em mudar o destino para salvá-los.

Será possível alterar o passado?
Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.
Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.
Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la."

Primeira parte do quarto livro da série Outlander, mais um livro dividido porque Diana Galbadon não consegue escrever menos de mil páginas. Nessa nova fase Jamie e Claire estão vivendo nas colônias, enquanto Brianna tenta lidar com a partida da mãe para o passado e a existência desse novo pai.

Apesar de divisão “Os Tambores do Outono” é um livro muito bom, com momentos divertidos e de tensão. O livro é ótimo para  aprender sobre a colonização dos Estados Unidos e como tudo se formou. E ainda tem muito romance entre Claire e Jaime e até mesmo Brianna e Roger.

Posso dizer que gostei muito desse quarto livro, me deu até vontade de reassistir a série, mas como já havia dito na resenha de O Resgate do Mar (parte 1) acho que dividir o livro prejudica essa primeira parte, porque ela é muito introdutória, falando mais sobre as dificuldades na adaptação nesse novo local e as dúvidas de Brianna, a ação mesmo ficou para a segunda parte. Por isso, acredito que a leitura foi um pouco mais lenta e o final um pouco decepcionante, afinal, não era bem um final.

Mesmo achando esse livro mais lento, estou ansiosa para ler a segunda parte e saber o que vai acontecer. Acho que a história vai ter uma reviravolta importante. No mais Outlander continua sendo uma série incrível, rica e apaixonante.

Até o próximo post!

Resenha: O Último dos Moicanos

30.9.19
Sinopse: "O Último dos Moicanos trata da solidariedade vivida por um grupo de pessoas de origens bastante diferentes durante o processo de formação dos Estados Unidos da América no século XVIII. Duas jovens precisam atravessar o território americano dominado pelos franceses, durante a Guerra dos Sete Anos. Para tanto, contam com a companhia de um leal oficial inglês, um divertido cantor de música sacra, um caçador ousado e seus dois amigos índios. Pai e filho são os últimos representantes da valorosa tribo dos moicanos, cuja dignidade irá influenciar os rumos da trama, ressaltando a contribuição fundamental da cultura indígena na construção da identidade norte-americana. Caminhando por paisagens inóspitas, eles vão descobrir o que há de mais selvagem e de mais civilizado nas próprias relações humanas."
Depois de um longo mês eu consegui terminar de ler "O último dos Moicanos", livro do James Fenimore Cooper que vai ter como pano de fundo a Guerra dos Sete Anos nos Estados Unidos. Duas jovens precisam atravessar o território americano dominado pelos franceses para se encontrarem com o pai, um oficial inglês. Elas são acompanhadas por um jovem oficial, um cantor de música sacra, um caçador e dois índios da tribo dos Moicanos.

Apesar de para mim ter sido uma leitura extremamente lenta, o livro não tem esse perfil, pelo contrário, a história é cheia de reviravoltas e embates entre franceses e os índios que são seus aliados com essa comitiva que leva as jovens. A todo momento eu pensava que já estava ao fim e que todos iriam morrer, porque eles se enfiavam em cada enrascada, que MEU DEUS! E em meio a confrontos e uma vingança, o livro segue para um desfecho doloroso, mas muito bonito.

Gostei da história, apesar de ter tido dificuldade em ter uma leitura fluída, achei tudo muito incrível, e como grande fã de romances históricos fiquei deliciada com todas as informações. Mas, para mim, faltou um "romance" na história e acredito que essa sensação de falta aconteceu por causa da adaptação cinematográfica. Antes de ler o livro, eu li a sinopse do filme e fiquei esperando que a história tomasse o mesmo rumo e como isso não acontecia fiquei frustrada. Porém, acredito que se tivesse pegado o livro sem "conhecimento" da história do filme, a leitura teria sido muito mais prazerosa.

O livro é muito bom, mas tem algumas críticas a respeito dos personagens, achei a construção deles um pouco ruim. Primeiro vamos falar das personagens femininas, que são pouco exploradas e servem apenas para serem salvas na história, uma inclusive só sabe desmaiar e chorar, o que eu achei um  pouco machista. Segundo, os índios, fiquei com a impressão que eles foram descritos de forma caricata e em alguns momentos desrespeitosa até, principalmente, o Magua, o "vilão" da história, que é visto como alguém cruel, selvagem e vingativo. Apesar desses personagens, preciso dizer que gostei muito dos Moicanos e do caçador Olho de Falcão, que são os verdadeiros protagonistas da história, queria que o autor tivesse contado mais sobre eles.

"O último dos Moicanos" é um ótimo livro, se você não se apegar a adaptação cinematográfica de 1992 a experiência de leitura será ainda melhor.

Até o próximo post!



Resenha: O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude

15.10.18
Sinopse: "Uma aventura romântica do século XVIII para a era moderna. Simon Versus a Agenda Homo Sapiens, encontra os anos 1700.

Henry "Monty" Montague nasceu e foi criado para ser um cavalheiro, mas nunca foi domado. Os melhores internatos da Inglaterra e a constante desaprovação do pai não conseguiram conter nenhuma das suas paixões - jogos de azar, álcool e dividir a cama com mulheres e homens.

Mas agora sua busca constante por uma vida cheia de prazeres e vícios está em risco. O pai quer que ele tome conta dos negócios da família. Mas antes Monty vai partir em seu Grand Tour pela Europa, com a irmã mais nova, Felicity, e o melhor amigo, Percy - por quem ele mantém uma paixão inconsequente e impossível. Monty decide fazer desta última escapada umafesta hedonista e flertar com Percy de Paris a Roma. Mas quando uma de suas decisões imprudentes transforma a viagem em uma angustiante caçada através da Europa, isso faz com que ele questione tudo o que conhece, incluindo sua relação com o garoto que ele adora."

"O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude" é um romance de época, mas com vários assuntos bem atuais. Para começar temos Monty, nosso personagem principal que não tem nada de cavalheiro, afinal, ele gosta mesmo é de jogatina, bebedeira e romances tórridos com ambos os sexos, ele é bissexual. Mas apesar disso o jovem cavalheiro é apaixonado pelo melhor amigo Percy, mas lhe falta coragem para se declarar. 

O livro vai acompanhar Monty, Percy e sua irmã Felicity fazendo uma tour, que acaba se tornando algo bem diferente do que o planejado. Eles se envolvem em confusões, perseguições, assaltos, pirataria e até mesmo alquimia. Tem de tudo um pouco nessa história que começa muito divertida e engraçadinha, mas depois se tornou uma aventura caótica, que eu particularmente achei meio sem propósito, para uma história de resistência e amor.

O que mais gostei no Guia foi que a autora abordou muito bem a relação de um pai que não aceita o filho e o quanto isso pode ser prejudicial. Gosto também que os personagens são diversos, não se encaixando no padrão. Claro, que tudo isso fica ainda melhor, porque a escrita da Mackenzi Lee é leve, fluída e muito divertida.

Esse livro é muito bom, mas ficou um pouco sem sentido no meio, mas nada que estrague a história. Uma ótima pedida pra fugir dos clichês e se divertir com uma boa história de amor.


Até o próximo post!

Resenha: Outlander - O Resgate do Mar - Parte 2

27.3.18

Sinopse: "A extraordinária saga continua.
Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.
Se a intensa paixão e o desejo entre eles parecem não ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.
A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço."

Outlander é uma das séries que eu mais gosto de ler atualmente, mas os dois últimos livros que li, o segundo e a primeira parte do terceiro não foram tão maravilhosos quanto "A Viajante do tempo", primeiro livro da série. Até porque Claire e Jaime viveram a guerra e passaram 20 anos separados, então era de se esperar que teríamos momentos difíceis em toda a história, porém eu ainda sentia uma falta de toda a aventura e reviravoltas do primeiro livro e foi na segunda parte de "O Resgate no Mar" que Diana Galbadon voltou com as grandes aventuras dos Fraser.

Adorei todas as reviravoltas da história, começando na Escócia, passando pela Jamaica e indo parar na América, tudo que acontece no livro tem muita ação, mas ao mesmo tempo muita informação histórica, sem ser aquela coisa bagunçada. A autora cria um enredo muito interessante e é impossível não devorar todas as páginas do livro, que é enorme.

Esse terceiro livro, com toda certeza é um dos meus livros preferidos da série, pelas aventuras é claro, mas pela maneira como a autora fortaleceu o amor de Jaime e Claire, os dois tem uma ligação muito forte, tanto física quanto emocional, mesmo tendo vivido 20 anos um longe do outro os dois ainda tem aquela parceria muito forte. E acho interessante também que apesar deles sentirem ciúmes um do outro, os dois sabem respeitar o que o outro viveu durante a separação. Um casal memorável. 

Claro que o livro não é perfeito, a meu ver teve alguns momentos que ficaram com rebarbas e outros fatos foram apenas esquecidos, como por exemplo, o vilão Jack Randall que simplesmente desapareceu na batalha de Culloden. Outra coisinha é John Grey, ele tinha que ser apaixonado pelo Jaime? Achei meio forçado depois de todos os problemas com Randall.

No mais "O Resgate do Mar" é um livro muito bom, a série continua com uma qualidade espetacular, mesmo com seus calhamaços, não perdendo o ritmo, nem mesmo as características dos personagens. Agora veremos o que nos aguarda nos próximos livros.

Até o próximo post!

Resenha: Outlander - O Resgate no Mar - Parte 1

22.1.18
Sinopse: "Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden. 
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois. 
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida. 
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?"

O terceiro livro da série Outlander da Diana Gabaldon, vai começar exatamente no momento depois da Claire descobrir que o Jaime não morreu na Batalha de Culloden, como ela pensava. A partir daí, com a  ajuda de Brianna e Roger ela começa a procurar o paradeiro do escocês para que possa voltar para o século XVIII. Ao mesmo tempo temos a visão de tudo que Jamie Fraser passou depois da revolta jacobita.

"O Resgate do Mar - Parte 1" ficou ao meu sendo uma espécie de livro que retrata os horrores que a guerra pode causar nas pessoas e principalmente sobre a força do amor. Jaime ficou na Escócia, sofrendo com as más condições, fugindo dos ingleses e sentindo a falta da Claire, então seus capítulos são sempre dolorosos, principalmente depois de tudo que ele já passou em apenas dois livros. Já Claire estava com Brianna, resolveu estudar medicina, fez amigos, por acreditar que não tinha para onde voltar, mas sempre lembrando de Jaime. 

Como era de se esperar, temos finalmente o reencontro  dos dois e aí começam novos problemas, porque apesar de todo amor que um sente pelo outro, foram 20 anos separados e muita coisa aconteceu na vida deles. Mas aí vem o maior problema, Jaime está deixando de contar algumas coisas a Claire e eu tenho certeza que essa bomba vai estourar a qualquer momento.

A escrita da Diana continua maravilhosa e eu devorei esse livro tal como os outros, me diverti, me emocionei e fiquei encantada pelo amor de Jaime e Claire. Mas apesar de ter gostado do livro, detestei o fato de terem o dividido, porque eu estava envolvida com a história e do nada acabou e eu queria mais, agora vou ter que esperar até comprar a parte 2. Ansiosa para saber quais serão as próximas aventuras desse casal.

Até o próximo post!

TBR de Janeiro 2018

14.1.18
Até o próximo post!

Resenha: Príncipe Serpente

18.12.17
Sinopse: "O terceiro livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo
Quando o diabo encontra um anjo...
Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência.
Ele pode levar ao paraíso... O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois. Ou ao inferno. Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor..."

Chegamos ao terceiro e último livro da trilogia dos Príncipes, da autora Elizabeth Hoyt, o Príncipe Serpente que conta a história do visconde Iddesleigh e Lucy Caraddock-Haves, que se conhecem após o visconde levar uma surra e ser abandonado na cidade da jovem. Após ser salvo por ela Iddesleigh se encanta pela jovem e  admira como seu anjo da guarda, mas ele se sente tentado por essa criatura divina.

Esse livro é o mais diferente dos outros três, mas tem uma característica de "O Príncipe Corvo" que voltou a me irritar, a tal mania de se excitar apenas olhando para o sorriso de uma moça, que preguiça isso me dá, parece coisa de adolescente. Mas tirando isso o livro é bem interessante, porque Simon tem um "respeito" maior por Lucy do que seus amigos do livro anterior.

"Príncipe Serpente" também é bem interessante na questão do mistério e a reviravolta na história envolvendo a morte do irmão do visconde. E pela primeira vez em um romance histórico eu consegui entender a motivação do personagem masculino em não querer se envolver amorosamente.

O que posso dizer é que ao ler esse último livro é que gostei bastante da escrita da Elizabeth Hoyt que não se foca apenas nas cenas eróticas, mas que consegue criar um enredo interessante em volta do romance. Uma delícia de trilogia para os fãs dos livros de época e do bom e velho romance.

Até o próximo post!

Resenha: Príncipe Leopardo

14.11.17
Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo! 

A única coisa que uma dama jamais deve fazer... 

Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. 
É se apaixonar...
Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. 
Por um criado. 
Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor"


"Príncipe Leopardo" é o segundo livro da trilogia dos príncipes da Elizabeth Hoyt, que conta as histórias de amor de três amigos e seus interesses românticos. Contos de fada são entrelaçados nesses romances com um toque de erotismo.

Neste segundo livro vamos acompanhar a história de Harry Pye um administrador de terras que acaba se sentindo atraído pela patroa Georgina Maitland, uma jovem rica e irmã de um conde. Os dois começam a se envolver a princípio para descobrir um mistério que ronda as terras em que vivem, mas aos poucos o interesse um pelo outro vai crescendo e os dois acabam se entregando a paixão.

Como já disse na resenha de "Príncipe Corvo" a escrita da Elizabeth Hoyt é muito viciante e me vi mais uma vez devorando esse romance. E o que ainda melhor foi que alguns detalhes que me incomodaram no outro livro, nesse não estiveram presentes, e a autora ainda criou um mistério em meio a toda aquela tensão sexual. 

Adorei as personagens desse segundo livro, porque Georgiana é uma mulher a frente de seu tempo que tem uma família adorável, me diverti horrores com seus irmãos e a maneira como eles tratam a irmã mais velha. Harry Pye me irritou um pouco com seu complexo de inferioridade. Ainda falando em personagens tivemos um vislumbre do conde de Swartingham, de o "Príncipe Corvo" e de Simon Iddesleigh, que acredito ser o protagonista do terceiro livro da trilogia. 

Este segundo livro é mais um exemplo de romance histórico divertido, que você vai devorar em poucos dias ou até mesmo horas. Já estou ansiosa pelo terceiro livro, afinal, quero saber qual é a do visconde Simon Iddesleigh. 

Até o próximo post!

Resenha: O Príncipe Corvo

21.8.17
Sinopse: "Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante 
Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."

"O Príncipe Corvo" vai contar a história do conde Swartingham que perdeu toda sua família para a varíola e ficou apenas com as marcas da doença e Anna Wren uma viúva que foi infeliz em seu casamento. A vida desses dois personagens se cruzam quando ele precisa de um secretário e ela de um emprego. E os dois acabam se interessando um pelo outro quando vão se conhecendo aos poucos.

A narração de Elizabeth Hoyt é muito envolvente e é impossível não devorar todas aquelas páginas. O enredo não é nada muito revolucionário e tem vários clichês, porém é delicioso ver o desenrolar do relacionamento de Edward e Anna, que começa no estilo "Orgulho e Preconceito", mas que leva para outras tramas.

A trama também conta com cenas hot, ou seja, inapropriadas para menores de 18 anos. Mas não é nada exagerado e repetitivo, são poucos os momentos em que elas são descritas. Claro, que quando o livro tem essa pegada mais erótica, me incomoda o apelo sexual desnecessário, tipo o cara se excitar só de olhar para os lábios da mocinha, não precisa disso.

As personagens do livro são bem interessantes, pois ao mesmo tempo que tem opiniões fortes, também demostram uma grande fragilidade quando retratadas as suas inseguranças. E nesse caso tanto o homem quanto a mulher se sentem dessa maneira.

Por fim, o nome do livro "O Príncipe Corvo" remete a história de um livro da biblioteca do conde de Swawtingham, que vai contar retratar o romance entre uma jovem e um corvo, uma mistura de A Bela e a Fera com Eros e Psique. Pra mim não acrescentou no enredo do livro e se não tivesse não faria diferença, mas também não incomoda.
O livro é um romance histórico delicioso, com altas doses de amor e muito viciante. Uma leitura extremamente viciante. Foi impossível parar de ler até chegar ao final, devorei o livro em dois dias. Super recomendado para os fãs do gênero.

Até o próximo post!


Resenha: E o Vento Levou

7.8.17

Sinopse: "E o vento levou, de Margaret Mitchell, traz a impressionante história da bela Scarlett O’Hara e de sua transformação de jovem impetuosa e mimada em mulher prática e disposta a tudo para conseguir o que deseja. Frustrada por não conseguir se casar com Ashley Wilkes, Scarlett acaba se envolvendo com o charmoso aventureiro Rhett Butler, com quem viverá uma das histórias de amor mais célebres e conturbadas da literatura. 
Desta forma, Mitchell descreve de maneira impressionante a Guerra Civil Norte-americana e retrata as grandes mudanças que pavimentaram a história dos Estados Unidos e enterraram para sempre um estilo de vida."

"E o Vento Levou" da Margareth Mitchell vai acompanhar Scarlett O'Hara dos seus 16 a 28 anos. A garota é uma típica beldade sulista dos Estados Unidos, cheia de pretendentes, filha de um rico fazendeiro de algodão e criada por uma babá negra. Tudo ia as mil maravilhas na vida dela quando ela descobre que sua grande paixão vai se casar, mesmo após ela ter confessado seu amor. E tudo piora quando a guerra civil entre o sul e o norte dos Estados Unidos estoura e a vida que ela conhecia vai sendo destruída.

O livro é um romance histórico, então temos vários fatos da história da Guerra da Secessão. Vemos desde o início da guerra, até o fim da mesma e a reconstrução do sul. E o interessante desses relatos são que a autora resolveu contar o outro lado da história, mostrando o quanto foi doloroso para os sulistas romperem com seu estilo de vida. Afinal, é difícil ver humanidade em pessoas que escravizam outras, mas a autora humaniza essas famílias e mostra que alguns não tratavam seus escravos com crueldade.

O relato sobre a guerra é muito cruel, tanto para quem vai para os campos de batalha quanto para as mulheres que ficaram nas casas e também para os próprios escravos. Os ianques muito mais bem preparados para essa guerra atropelaram os confederados e deixaram um rastro de destruição, morte e fome por todo sul. Em diversos momentos, não posso negar que me doía ler a pobreza e o medo que assolava aquelas famílias que antes eram tão ricas, mesmo sabendo que eles eram a favor da escravidão.

Em meio a todo esse caos, Scarlett que era uma garota mimada e egoísta tem que se endurecer e lutar para sobreviver. Ela precisa carregar a família nas costas para que eles não percam as terras e nem morram de fome. Ela que não é nada agradável ou inteligente no começo da história, começa se endurecer e se tornar fria para aguentar os horrores da guerra. Scarlett não tem escrúpulos faz o que precisa para não ter que passar fome ou perder sua casa, ela passa por cima de todos e a  única coisa que guarda daqueles dias é o amor que sente por Ashley Wilkes, o que não passa de uma paixonite infantil.

Como disse a mocinha da história não é na boazinha e muitas vezes é cruel com quem cruza seu caminho, até mesmo com os filhos. Mas Scarlett não é o mostro que todos os sulistas da velha guarda pintam, pra mim ela é sim uma mulher muito forte e a frente do seu tempo, que precisou se tornar aquilo para conseguir sobreviver. Claro que em comparação a sua personalidade fria, temos a doce Melly, a mulher que roubou seu amor e que passou por tudo ao lado de Scarlett e também resistiu, e que por uma ironia do destino idolatra a outra.

Scarlett é uma das minhas personagens preferidas do livro, mas perde para Rhett Butler, que em muito se parece com a senhorita O'Hara, sempre se preocupando com dinheiro e se lixando para o pensa a sociedade do seu comportamento. Ele é o bad boy da história, mas que tem uma personalidade incrível e o único que tem coragem de enfrentar Scarlett de frente e lhe dizer verdades na cara.

O livro vai mostrando as reviravoltas na vida de Scarlett e de Rhett, até o ponto em que fica evidente o quanto eles se completam e são parecidos, mas que infelizmente por isso não conseguem ficar juntos sem ferir um ao outro. Um romance bem dramático e escandaloso, mas que eu acabei torcendo para dar certo.

"E o Vento Levou" é um livrão, que na minha opinião já pode ser considerado um clássico obrigatório. Uma leitura que flui muito bem mesmo com suas 900 e tantas páginas, com personagens bem construídos e apaixonantes. Eu já amava a história através do filme, que é tão maravilhoso quanto livro, e passei a ser uma grande fã depois dessa leitura. Só perdeu meia estrelinha por eu não ter gostado do final, simplesmente porque sou mimada como Scarlett e gosto que as coisas terminem como eu quero.

Até o próximo post!

Resenha: Outlander - A Libélula no Âmbar

22.5.17
Sinopse: "Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"

E Diana Gabaldon conseguiu o feito que muitos autores falham, que é fazer um segundo livro de uma série ser tão bom quanto o primeiro. O livro dois da série "Outlander" consegue ser tão envolvente quanto o primeiro e ter uma história que completa perfeitamente o livro anterior. "A libélula no âmbar" já começa 20 anos depois de Claire ter retornado para o seu tempo, exatamente, ela abandonou Jamie e voltou para Frank, carregando uma criança do guerreiro escocês. Agora ela está de volta a escócia com sua filha Briana, para contar sua história no século XVIII.

O livro dois é maior que "A viajante do tempo", com mais de 900 páginas, mas para mim a leitura fluiu e 100 páginas passavam como se fossem nada. O livro é cheio de acontecimentos e reviravoltas, começando com as revelações de Claire a filha, seguido pela chegada dos Fraser a França, a volta a Escócia, a Guerra de Charles Stuart e por fim as descobertas de Claire sobre os que ficaram no passado. Como sempre os momentos oscilam em felicidade e tragédias, porque o casa Jamie e Claire não conseguem ficar longe de confusões.

Além dos vários acontecimentos desse livro, temos também as consequências das ações  do livro anterior. O casal precisa aprender a lidar com os traumas de Jamie em Wentworth, a intensidade do amor que um sente pelo outro e até mesmo a escolha de Claire em viver no passado com Jamie. Mas tudo isso só nos mostra o quanto a união e o amor de um sente pelo outro é forte, impossível não se encantar por essa história de amor.

Outlander é uma série de romance muito boa, mas não podemos nos esquecer do lado histórico, que pra mim é um ponto fortíssimo nesta série. É delicioso em meio a toda a magia criada por Diana termos ainda um vislumbre da história da Escócia.

Se no primeiro livro já me apaixonei por Outlander, em "A libélula no âmbar" tudo foi confirmado e já me tornei uma grande fã, que está esperando ansiosamente pelos próximos livros.


Até o próximo post!

Resenha: Outlander - A Viajante do Tempo

30.1.17
O primeiro livro do desafio 12 livros para 2017, já foi a primeira leitura 5 estrelas e a primeira ressaca literária do ano. Então como sempre vai ser difícil expressar o quanto eu gostei de "Outlander - A Viajante do Tempo", mas irei tentar.
Sinopse: "Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?"

"Outlander" é um romance histórico com viagem no tempo. Basicamente o livro é sobre isso, porém mesmo tendo temas que tendem a esbarrar no clichê, o livro consegue criar uma mitologia completamente nova e fugir das situações óbvias. A história é cheia de reviravoltas em que a situação termina de uma maneira que você não espera, o que torna a leitura mais fluída, fazendo com que as quase 800 páginas passem bem depressa.

As personagens da Diana Gabaldon são apaixonantes, é impossível não gostar da Claire com seu jeito de mulher independente e forte, ela é assim tanto em 1945 quanto em 1743 e não se importa com que as pessoas pensa, só é apenas ela mesma. Gosto muito também do Frank Randall, que é um marido muito atencioso, gentil e carinhoso é impossível não entender o amor que a Claire sente por ele. Jamie Fraser é aquele tipo de personagem masculino que nos faz suspirar, ele é tão honesto com seus sentimentos, tão honrado, tão apaixonado, forte, mas ao mesmo tempo um homem muito sensível, impossível não se apaixonar por ele. E temos claro aquele personagem que é tão bem feito que te faz odiá-lo como se fosse real, Jack Randall é um ser tão desprezível e faz coisas tão pavorosas, que consegue atormentar até ao leitor.

O romance da história é muito bonito e vai sendo construídos aos poucos na base da confiança e do amor. E mesmo que em alguns momentos tenhamos uma intensidade que foge da realidade, é impossível não se encantar como a maneira que a autora cria aqueles laços de amor.

O livro não é para qualquer um, porque vamos ter relatos de tortura e algumas cenas para apenas quem tem estomago forte. Claro que o fato dele ter quase 800 páginas e ser o primeiro de oito livros escritos até o momento, pode também ser um empecilho para algumas pessoas. Mesmo assim, achei o o livro fantástico e já quero as continuações. Uma leitura deliciosa e viciante.

Até o próximo post!
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