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Resenha: Outlander - O Resgate do Mar - Parte 2

27.3.18

Sinopse: "A extraordinária saga continua.
Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.
Se a intensa paixão e o desejo entre eles parecem não ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.
A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço."

Outlander é uma das séries que eu mais gosto de ler atualmente, mas os dois últimos livros que li, o segundo e a primeira parte do terceiro não foram tão maravilhosos quanto "A Viajante do tempo", primeiro livro da série. Até porque Claire e Jaime viveram a guerra e passaram 20 anos separados, então era de se esperar que teríamos momentos difíceis em toda a história, porém eu ainda sentia uma falta de toda a aventura e reviravoltas do primeiro livro e foi na segunda parte de "O Resgate no Mar" que Diana Galbadon voltou com as grandes aventuras dos Fraser.

Adorei todas as reviravoltas da história, começando na Escócia, passando pela Jamaica e indo parar na América, tudo que acontece no livro tem muita ação, mas ao mesmo tempo muita informação histórica, sem ser aquela coisa bagunçada. A autora cria um enredo muito interessante e é impossível não devorar todas as páginas do livro, que é enorme.

Esse terceiro livro, com toda certeza é um dos meus livros preferidos da série, pelas aventuras é claro, mas pela maneira como a autora fortaleceu o amor de Jaime e Claire, os dois tem uma ligação muito forte, tanto física quanto emocional, mesmo tendo vivido 20 anos um longe do outro os dois ainda tem aquela parceria muito forte. E acho interessante também que apesar deles sentirem ciúmes um do outro, os dois sabem respeitar o que o outro viveu durante a separação. Um casal memorável. 

Claro que o livro não é perfeito, a meu ver teve alguns momentos que ficaram com rebarbas e outros fatos foram apenas esquecidos, como por exemplo, o vilão Jack Randall que simplesmente desapareceu na batalha de Culloden. Outra coisinha é John Grey, ele tinha que ser apaixonado pelo Jaime? Achei meio forçado depois de todos os problemas com Randall.

No mais "O Resgate do Mar" é um livro muito bom, a série continua com uma qualidade espetacular, mesmo com seus calhamaços, não perdendo o ritmo, nem mesmo as características dos personagens. Agora veremos o que nos aguarda nos próximos livros.

Até o próximo post!

Resenha: Outlander - A Libélula no Âmbar

22.5.17
Sinopse: "Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"

E Diana Gabaldon conseguiu o feito que muitos autores falham, que é fazer um segundo livro de uma série ser tão bom quanto o primeiro. O livro dois da série "Outlander" consegue ser tão envolvente quanto o primeiro e ter uma história que completa perfeitamente o livro anterior. "A libélula no âmbar" já começa 20 anos depois de Claire ter retornado para o seu tempo, exatamente, ela abandonou Jamie e voltou para Frank, carregando uma criança do guerreiro escocês. Agora ela está de volta a escócia com sua filha Briana, para contar sua história no século XVIII.

O livro dois é maior que "A viajante do tempo", com mais de 900 páginas, mas para mim a leitura fluiu e 100 páginas passavam como se fossem nada. O livro é cheio de acontecimentos e reviravoltas, começando com as revelações de Claire a filha, seguido pela chegada dos Fraser a França, a volta a Escócia, a Guerra de Charles Stuart e por fim as descobertas de Claire sobre os que ficaram no passado. Como sempre os momentos oscilam em felicidade e tragédias, porque o casa Jamie e Claire não conseguem ficar longe de confusões.

Além dos vários acontecimentos desse livro, temos também as consequências das ações  do livro anterior. O casal precisa aprender a lidar com os traumas de Jamie em Wentworth, a intensidade do amor que um sente pelo outro e até mesmo a escolha de Claire em viver no passado com Jamie. Mas tudo isso só nos mostra o quanto a união e o amor de um sente pelo outro é forte, impossível não se encantar por essa história de amor.

Outlander é uma série de romance muito boa, mas não podemos nos esquecer do lado histórico, que pra mim é um ponto fortíssimo nesta série. É delicioso em meio a toda a magia criada por Diana termos ainda um vislumbre da história da Escócia.

Se no primeiro livro já me apaixonei por Outlander, em "A libélula no âmbar" tudo foi confirmado e já me tornei uma grande fã, que está esperando ansiosamente pelos próximos livros.


Até o próximo post!

Resenha: Outlander - A Viajante do Tempo

30.1.17
O primeiro livro do desafio 12 livros para 2017, já foi a primeira leitura 5 estrelas e a primeira ressaca literária do ano. Então como sempre vai ser difícil expressar o quanto eu gostei de "Outlander - A Viajante do Tempo", mas irei tentar.
Sinopse: "Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?"

"Outlander" é um romance histórico com viagem no tempo. Basicamente o livro é sobre isso, porém mesmo tendo temas que tendem a esbarrar no clichê, o livro consegue criar uma mitologia completamente nova e fugir das situações óbvias. A história é cheia de reviravoltas em que a situação termina de uma maneira que você não espera, o que torna a leitura mais fluída, fazendo com que as quase 800 páginas passem bem depressa.

As personagens da Diana Gabaldon são apaixonantes, é impossível não gostar da Claire com seu jeito de mulher independente e forte, ela é assim tanto em 1945 quanto em 1743 e não se importa com que as pessoas pensa, só é apenas ela mesma. Gosto muito também do Frank Randall, que é um marido muito atencioso, gentil e carinhoso é impossível não entender o amor que a Claire sente por ele. Jamie Fraser é aquele tipo de personagem masculino que nos faz suspirar, ele é tão honesto com seus sentimentos, tão honrado, tão apaixonado, forte, mas ao mesmo tempo um homem muito sensível, impossível não se apaixonar por ele. E temos claro aquele personagem que é tão bem feito que te faz odiá-lo como se fosse real, Jack Randall é um ser tão desprezível e faz coisas tão pavorosas, que consegue atormentar até ao leitor.

O romance da história é muito bonito e vai sendo construídos aos poucos na base da confiança e do amor. E mesmo que em alguns momentos tenhamos uma intensidade que foge da realidade, é impossível não se encantar como a maneira que a autora cria aqueles laços de amor.

O livro não é para qualquer um, porque vamos ter relatos de tortura e algumas cenas para apenas quem tem estomago forte. Claro que o fato dele ter quase 800 páginas e ser o primeiro de oito livros escritos até o momento, pode também ser um empecilho para algumas pessoas. Mesmo assim, achei o o livro fantástico e já quero as continuações. Uma leitura deliciosa e viciante.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana