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Sinopse: "Escrito quando Jane Austen era muito jovem e publicado postumamente em 1818, 'A Abadia de Northanger' é uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira, tendo como pano de fundo a cidade de Bath. O enredo gira em torno de Catherine Morland, que deixa a traquila e por vezes tediosa vida na zona rural da Inglaterra para passar uma temporada na agitada e sofisticada Bath do final do século XVIII. Catherine é uma jovem ingênua, cheia de energia e leitora voraz dos romances góticos. O livro faz uma espécie de paródia a esses romances, especialmente os escritos por Ann Radcliffe."
"A Abadia de Northanger" era o único romance da Jane Austen que eu ainda não tinha lido, mas mesmo sendo o último da fila, esse livro ganhou um cantinho especial no meu coração, porque ele é simplesmente incrível.
O livro já em seu primeiro parágrafo é bem diferente dos demais livros da autora, aqui ela rompe a quarta parede e dialoga com seu leitor. Nessa conversa ela vai apresentar sua heroína, Catherine, que não tem nada de mais, que vive no interior e um dia vai passar uma temporada em Bath, onde diversas coisas acontecem na vida dela.
Catherine é uma leitora voraz e seu gênero literário favorito são os romances góticos, e Jane Austen vai utilizar disso para fazer uma paródia dessas histórias. A protagonista acredita que vai viver os mistérios de seus livros na vida real, mas na verdade essa paixão pode lhe trazer problemas.
O livro é divertido, mas não deixa de ser um romance, a mocinha é cobiçada por dois rapazes, completamente diferentes um do outro. James gosta de contar vantagem, fala demais, é egoísta e muitas vezes inconveniente, enquanto Henry, é um jovem atencioso, divertido e cavalheiro. E esse "triângulo" amoroso também pode trazer problemas a Catherine.
Adorei "A Abadia de Northanger" que tem ainda um quê de Jane Austen, mas é um livro bem diferente, divertido, ácido e encantador. Com certeza vai entrar para o hall de melhores leituras do ano.
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Sinopse: “Emma Woodhouse é uma mulher rica e aparentemente esnobe, mas no fundo, sua maior ambição na vida é ver os outros felizes. Quando decide que tem o talento para formar novos casais, passa a trabalhar de cupido na pequena aldeia inglesa de Hartfield. Emma foca suas atenções em Harriet Smith e, em meio à busca de pretendentes para a amiga, se mete em diversas confusões, sempre resgatada pelo amigo, o cavalheiro sr. Knightley.”
Já adianto que “Emma” foi o pior livro da Jane Austen que eu já li. E tudo porque temos uma personagem principal, que é quem dá o nome ao livro, difícil de aturar. Como a própria autora comentou “Emma é o tipo de heroína que ninguém além dela própria iria gostar muito", e ela acertou em cheio, porque eu que sou uma grande fã de seus romances achei a leitura extremamente penosa e não consegui me envolver com a história.
O principal defeito do livro com toda certeza são os personagens, como já disse, Emma é difícil de aguentar, uma garota mimada, egoísta, invejosa e que se sente a mulher mais sábia e superior de todos os tempos, mas não é apenas ela, os demais personagens também não colaboram. Temos pessoas exageradas e que falam demais o tempo inteiro, me incomodaram com sua afetação e não me fez sentir empatia por nenhum deles.
Além de personagens muito afetados que não encantam, temos ainda uma história muito longa em que nada acontece. São páginas e páginas de apenas pensamentos e conversas vazias. O livro me entendiava tanto que chegava ao ponto de me dar sono.
E aí chegamos ao Sr. Knightley, que ouvi por aí ser um dos melhores personagens masculinos da Jane Austen, mas pra mim ele não convenceu. Achei que tal como “Razão e Sensibilidade” ele é pouco explorado e que no final ganha alguma relevância para que se tornem um casal. Mas ele não é de todo ruim, sendo o melhor personagem de toda história, com seus sermões a Emma e uma declaração de amor muito bonita.
“Emma” é um livro cansativo, cheio de personagens fúteis e com um romance mal construído. Senti que ninguém evoluiu na história ou se arrependeu sinceramente das bobagens que fizeram ou disseram, apenas acreditaram que por serem tão grandiosos eram dignos do perdão dos outros. Pra mim o livro mais fraco da maravilhosa Jane Austen.
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Sinopse: "Aos 12 anos de idade a jovem Fanny passa a morar de favor em Mansfield Park, a casa do esposo de sua tia, Sir Thomas Bertram. Inteligente e estudiosa, ela logo se torna amiga de seu primo Edmund, o filho mais novo de seus tios, apesar de ser sempre destratada por seu tio e pelas suas primas fúteis. Com o passar do tempo Fanny se torna uma bela mulher, que acaba chamando a atenção de Henry Crawford, jovem que se tornou recentemente seu vizinho juntamente com sua irmã, Mary. Notando o interesse de Henry por Fanny, os tios dela logo promovem um encontro entre os dois para logo depois se sentirem revoltados com o desprezo que a jovem demonstra pelo seu novo vizinho."
"Mansfield Park" é o terceiro livro de Jane Austen que eu leio, já foram "Orgulho e Preconceito", "Razão e Sensibilidade" e "Persuasão", e com certeza foi o que mais se distanciou das outras obras que eu já havia lido. Mansfield é uma história em que a personagem principal não tem uma personalidade forte, Fanny é o oposto das outras heroínas de Austen, ela é muito tímida, submissa e ingênua. E essa garota vai viver de favor na casa de alguns tios ricos, onde todos pensam que ela deve ser grata por estar ali (leia-se viver em função de todos os membros daquela casa.
O livro começa de maneira lenta, contando a história das tias e da mãe de Fanny, para que você entenda como aquela garota foi viver em Mansfield Park. Os anos se passam e acompanhamos a jovem agora com 18 anos, no auge de sua mocidade, onde é maltratada pela tia Norris, serve aos caprichos da Tia Bertram e é ignorada pela primas Maria e Julia, apenas o primo Edmund se preocupa com seu bem estar e por isso a garota cria uma paixão platônica por ele. Os moradores de Mansfield Park fazem amizade com os irmãos Crawford, que tem interesses matrimoniais pelos moradores daquela casa. Essa é a história do livro, sem dar muitos spoilers.
Não vou negar que a história custou me pegar, principalmente, porque Fanny não é o tipo de personagem feminina que me encanta, porém o desejo de saber até onde ia aquela história prevaleceu e eu persisti na leitura. E me surpreendi bastante e posso dizer que esse é um dos meus livros preferidos da autora (abaixo de Orgulho e Preconceito), não porque é um romance, mas porque a escrita está mais crítica, mais dura e muito realista. Eu particularmente adoro o tanto que a autora critica a sociedade da época, os interesses e os preconceitos e nesse livro ela está afiadíssima.
"Mansfield Park" é um livro dolorido, é difícil vê a pobre Fanny ser tratada tão mal pelas pessoas que se dizem responsáveis por ela. Também é triste vê que Edmund só a vê como irmã e nada mais. É difícil vê que ela não se encaixa nem mesmo na casa de sua família. Mas é real, mostra o pior das pessoas e eu gostei bastante do livro.
Até o próximo post!
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Sinopse: "Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa". O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o Sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada."
Esta não foi minha primeira leitura de "Orgulho e Preconceito", mas muito tempo já havia se passado e minhas memórias do filme e do livro se confundiram, então eu precisava reler essa história e confirmar que sim, esse é um dos meus livros preferidos da vida.
"Orgulho e Preconceito" é um romance de costumes, que reproduz e crítica a sociedade. E a obra de Jane Austen representa muito bem o gênero, porque a autora faz exatamente isso retrata a sociedade e critica tudo aquilo. Ela vai mostrar a busca desenfreado por casamentos vantajosos, os orgulhosos, os preconceituosos e até mesmo os ignorantes. E em meio a tudo isso ela cria um belo romance, sem deixar de expor os defeitos de seus personagens e lhes dá a devida lição.
Nosso casal principal, Elizabeth e Sr. Darcy, são personagens com personalidades muito fortes, ela sempre crítica e cheia de opinião e ele orgulhoso e superior. Quase impossível acreditar que dali nasceria alguma forma de amor. Afinal, nos primeiro momentos os dois não se suportam, preferem viver a trocar farpas e implicar um com o outro. Mas cada um recebe o que merece e acabam tendo que encarar as consequências de seu orgulho e preconceito.
As demais personagens são bem diversas e tão reais, que podemos encontrar muitas pessoas semelhantes até mesmo nos dias de hoje. Temos as irmãs de Elizabeth que só querem correr atrás de oficiais e não se preocupam com mais nada, a mãe casamenteira, os jovens inocentes apaixonados, os puxa-sacos e canalhas. "Orgulho e Preconceito" é um livro muito rico em seus enredos e personagens
A narrativa de Jane Austen é deliciosa, apesar de que no começo o livro é um pouco mais arrastado, mas quando a "ação" começa, a história fluí e é impossível largar sem saber aonde dará aquela história. Os diálogos são inteligentes e deliciosos e é impossível não se envolver com tudo que está acontecendo. Você se revoltará, sorrirá, se surpreenderá e terminará a leitura com um sorriso no rosto.
Pra mim esse livro é o melhor da autora, porque ela consegue consertar tudo que eu reclamo em "Razão e Sensibilidade". Tudo é perfeito e bem construído, quem dera se metade dos romances fossem tão incríveis quanto esse. Com certeza terminei essa releitura confirmando que esse é um dos meus livros preferidos da vida, se não o mais querido deles. Leitura mais que obrigatória.
Ate o próximo post!
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Sinopse: "Após a morte de Henry Dashwood, sua esposa e filhas – a sensata Elinor, a romântica Marianne e a jovem Margaret – veem-se empobrecidas e obrigadas a trocar sua confortável mansão por um pequeno chalé em Barton Park. Enquanto Elinor é controlada e cautelosa, Marianne demonstra abertamente seus sentimentos, recusando-se a adotar a conduta hipócrita que é esperada dela. As irmãs enfrentam grandes desafios em suas vidas amorosas e são forçadas a encontrar o equilíbrio entre razão e emoção antes de conquistarem o verdadeiro amor."
"Razão e Sensibilidade" foi o primeiro romance publicado da Jane Austen e vai contar a história das duas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor, que após a morte do pai são obrigadas a sair de sua mansão para um chalé. As duas jovens tem personalidades bem diferentes uma da outra, enquanto Elinor é a razão, sempre pensando no melhor para a família, medindo suas ações e sendo mais contida, Marianne é a sensibilidade, que se entrega a tudo, se encanta pelas coisas e repudia tudo aquilo que não se assemelha a seu ideal de perfeição.
As duas, apesar de serem bem diferentes, estão em idade de se casar e já tem suas paixões. Elinor nutre uma paixão secreta pelo irmão da cunhada, Edward enquanto Marianne vive uma paixão avassaladora por Willoughby. O desenrolar desse relacionamentos serão o foco central do livro.
A escrita da Jane Austen é muito boa, acho legal que a história é sobre a preocupação de se encontrar um marido, mas a autora critica muito essa preocupação da sociedade de casar as pessoas, principalmente se pautando no dinheiro que cada um tem. A autora fala principalmente sobre amo acima de qualquer quantia, mas sem desprezar isso como algo para que a vida seja confortável. E nesse livro ela até questiona se a mulher não pode ter o direito de escolher com quem quer passar a vida, independente do quão favorável financeiramente será esse casamento.
O começo do livro é muito bom e te faz ler os primeiro capítulos rapidamente, mas no meio a história começa a ficar um pouco parada, tornando a leitura um pouco lenta, mas o final se desenrola rápido. Não é o melhor livro que já li da autora, preciso confessar que demorei a lê-lo mais do que normalmente demoraria para ler um livro de 233 páginas, mas o considero uma boa história.
Um dos motivos que eu acredito terem me feito não ter me encantado tanto pela história é o de que suas personagens não me cativaram. Elinor não é de todo mal, gosto da maneira como ela pensa, mas não gostei de sua superioridade perante algumas outras mulheres da história, uma vez que sua amada irmã se assemelha a muitas delas e ela mesmo assim a idolatra. E por falar em Marianne, que menina mimada e dramática, ela me irritava profundamente.
Para um primeiro livro e uma autora "Razão e Sensibilidade" é muito bem escrito, mas não é a melhor obra da autora, sendo para mim uma preparação para livros mais bem construídos.
"Razão e Sensibilidade" foi o primeiro romance publicado da Jane Austen e vai contar a história das duas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor, que após a morte do pai são obrigadas a sair de sua mansão para um chalé. As duas jovens tem personalidades bem diferentes uma da outra, enquanto Elinor é a razão, sempre pensando no melhor para a família, medindo suas ações e sendo mais contida, Marianne é a sensibilidade, que se entrega a tudo, se encanta pelas coisas e repudia tudo aquilo que não se assemelha a seu ideal de perfeição.
As duas, apesar de serem bem diferentes, estão em idade de se casar e já tem suas paixões. Elinor nutre uma paixão secreta pelo irmão da cunhada, Edward enquanto Marianne vive uma paixão avassaladora por Willoughby. O desenrolar desse relacionamentos serão o foco central do livro.
A escrita da Jane Austen é muito boa, acho legal que a história é sobre a preocupação de se encontrar um marido, mas a autora critica muito essa preocupação da sociedade de casar as pessoas, principalmente se pautando no dinheiro que cada um tem. A autora fala principalmente sobre amo acima de qualquer quantia, mas sem desprezar isso como algo para que a vida seja confortável. E nesse livro ela até questiona se a mulher não pode ter o direito de escolher com quem quer passar a vida, independente do quão favorável financeiramente será esse casamento.
O começo do livro é muito bom e te faz ler os primeiro capítulos rapidamente, mas no meio a história começa a ficar um pouco parada, tornando a leitura um pouco lenta, mas o final se desenrola rápido. Não é o melhor livro que já li da autora, preciso confessar que demorei a lê-lo mais do que normalmente demoraria para ler um livro de 233 páginas, mas o considero uma boa história.
Um dos motivos que eu acredito terem me feito não ter me encantado tanto pela história é o de que suas personagens não me cativaram. Elinor não é de todo mal, gosto da maneira como ela pensa, mas não gostei de sua superioridade perante algumas outras mulheres da história, uma vez que sua amada irmã se assemelha a muitas delas e ela mesmo assim a idolatra. E por falar em Marianne, que menina mimada e dramática, ela me irritava profundamente.
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1) Um livro único que te deixou querendo mais, ou desejando uma continuação.
2) Um livro único que conseguiu cumprir a sua proposta. Um livro foi o suficiente.
3) Um livro único com personagens únicos.
4) Um livro único com cara de trilogia ou série, de tão completo.
5) Um livro único que você leu super rápido, não largou enquanto não terminou de ler.
6) Um livro único de um de seus/suas autores(as) favoritos(as).
7) Um livro único que você recomendaria a todos.
8) Um livro único que te fez chorar.
9) Um livro único fora da sua zona de conforto
Até o próximo post!
Gosto muito da escrita da Jane Austen, meu livro preferido dela é "Orgulho e Preconceito", adoro tanto o livro e o filme que tenho uma tatuagem inspirada nele. Há muito tempo quero ler mais coisas dela, por sempre acreditar que gostaria de todos os livros. Alguns anos atrás tentei ler "Emma", mas não passei da página 10, finalmente resolvi dar mais uma chance a autora e li o último livro dela, "Persuasão".
Sinopse: "Aos 19 anos, Anne Elliot tem a chance de viver feliz para sempre: ela é pedida em casamento pelo homem que ama, Frederick Wentworth, um jovem oficial da Marinha, inteligente e ambicioso. Porém, Anne é persuadida a romper o noivado, pois a união da filha de baronete com um oficial não seria vista com bons olhos pela sociedade inglesa no início do século XIX.
Aos 27 anos, entretanto, Anne continua solteira e sua família encontra-se endividada devido aos excessos de Sir Walter, seu pai. A casa ancestral dos Elliot é alugada ao almirante e os novos inquilinos são o almirante Croft e sua esposa, que por acaso é irmã de Wentworth. Anne reencontra seu antigo amor, agora um distinto e rico capitão.
Persuasão não é apenas uma crítica mordaz de Austen à vaidade e à pretensão, mas também uma comovente história sobre perdão, amor e segundas chances."
"Persuasão" é um dos livros mais maduros e sérios da Jane Austen, nós não temos a leveza das piadinhas ou os momentos de alívio cômico, temos aqui uma estória sobre amor, decisões ruins, manipulações e, claro, persuasões. O tempo todo as personagens vão manipular umas as outras ou persuadir alguém a fazer algo. Claro que o livro se torna mais sério por mostrar uma jovem de 27 anos que sofre por ter abandonado o amor de sua vida, depois de ser persuadida a não se casar, apenas pelo fato do jovem ser pobre. Anne guardou o amor por Wentworth por 8 anos e acabou se tornando uma jovem bem melancólica e apagada.
Anne dá a melancolia ao livro, mas acho que o fato dele ser denso se tem principalmente pela gama de personagens detestáveis, isso mesmo, Jane Austen se superou e criou uma corja de pessoas horríveis que se importam apenas consigo mesmas, são vaidosas e ardilosas. Durante toda leitura me incomodava com o pai vaidoso de Anne, a irmão metida, a irmã caçula egoísta e histérica, o primo metido, todos eles me irritavam, principalmente quando postos lado a lado da protagonista, que está sempre disposta a ajudar, ser simpática e doce com todos que conhece.
O romance entre o casal demora a acontecer, durante todo livro você escuta os sentimentos de Anne e a vontade que ela tem de que Frederick Wentworth a perdoe por sua decisão há 8 anos, em breves momentos notamos que ele também se importa, em simples gestos de ciúme ou de carinho com ela. Mesmo tendo alguns relances do amor que ele sente por ela, em vários situações enxergamos um homem ressentido por ter sido desprezado e que tenta se vingar, mas ele falha miseravelmente e quando decide confessar seu amor é digno de todas as personagens masculinas que Jane já criou.
Gosto dos livro da Jane Austen, porque ela fala de romance, mas sempre dá uma cutucada na sociedade regencial. Mesmo tendo mais de 200 anos, o livro dela tem várias críticas que caberiam muito bem no século XXI, afinal, em qualquer época temos pessoas vaidosas, egoístas e interesseiras.
"Persuasão" não ganhou meu coração como "Orgulho e Preconceito", mas foi uma leitura muito prazerosa e com certeza vou reler a estória de Anne Elliot e Frederick Wentworth, que mostra mais uma vez que Jane Austen sabe escrever estórias de amor como ninguém, sem precisar derramar açúcar por todos os cantos, mas com personagens de personalidade e medida certas de críticas.
Até o próximo post!
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