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Vídeo: TBR de Outubro

2.10.20

 Vídeo dessa sexta é para iniciar os trabalhos do mês de outubro. Mostrei quais são os livros que eu pretendo ler no mês de outubro. Tem de tudo, fantasia, livro infantil, romance e terror, porque afinal, é Halloween.


Até o próximo post!

Resenha: Fragmentos do Horror

29.10.19
Sinopse: "Mestre do terror em quadrinhos, Junji Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo belo. Se você tem coragem (e estômago), não pode perder Fragmentos do Horror, primeiro livro de mangá publicado pela DarkSide® Books. Fragmentos do Horror é uma coleção de histórias curtas, perfeitas para quem quer experimentar o que essa mente tão delirante é capaz de produzir. Ito-san oferece ao leitor nove encontros com o desconhecido. Cada quadrinho pode ser fatal, cuidado! Entre as histórias da coletânea, temos uma mansão velha de madeira que gira sobre seus habitantes. Uma turma de dissecação com um assunto nada comum. Um funeral em que os mortos definitivamente não são postos para descansar. Variando do aterrorizante ao cômico, do erótico para o repugnante, essas histórias apresentam o retorno de Junji Ito há muito aguardado para o mundo do horror. Fragmentos do Horror faz parte da nova coleção DarkSide® Graphic Novel Tokyo Terror e, como todos os títulos da Caveirinha, vem numa caprichosa edição em capa dura. A tradução foi feita diretamente do japonês e a publicação segue a orientação original, da direita para a esquerda — como tem que ser."

Sou nova na leitura de mangás, mas desde o momento que vi que Fragmentos do Horror seria lançado pela DarkSide, fiquei desejando tê-lo. Não só a beleza da edição feita pela editora me atraiu, a temática também, um coletânea de histórias de terror. Sempre gostei do terror asiático, filmes como O Grito, O Chamado e Espíritos são alguns dos que me aterrorizavam na adolescência, como toda aquela história de maldições, criaturas assustadoras e lendas. Por isso já imaginava mais ou menos como seriam as histórias da obra de Junji Ito, porém o que encontrei nesse mangá foi muito além.

Fragmentos do Horror é composto por 8 histórias: Futon, Monstro de Madeira, Tomio - Gola rulê vermelha, Suave Adeus, Dissecação-chan, Pássaro Negro, Magami Nanasuke, A Mulher que sussurra. Cada história com personagens e temáticas diferentes, podendo serem lidas em ordem ou não. Algumas das histórias o horror se mescla com o cômico, como Futon, Tomio, Dissecação-chan e Magami Nanasuke, já Suave Adeus e A mulher que sussurra são bem melancólicas. E as demais é até difícil colocar um rótulo.

Os traços do mangá são bem bonitos com um toque de surrealismo, uma belíssima  obra com certeza. Além de beleza é possível ver o quanto Junji Ito sabe contar histórias, em poucos quadros estamos envolvidos na história e curiosos onde irá parar aquilo tudo. Ele conseguiu me surpreender em todas as histórias, arrancar gargalhas e sentir um frio na espinha.

Gostei de todas as histórias, mas três em especial foram minhas favoritas Monstro de Madeira que vai contar a história de uma mulher fascinada por uma casa antiga, Suave Adeus que não assusta, mas emociona e Dissecação-chan que conta a história de uma mulher que deseja ser dissecada.

Não dá para contar muito sobre as histórias para que a experiência seja estragada, mas saibam que é um mangá obrigatório para quem é fã de um bom horror.

Até o próximo post!

TBR de Outubro

6.10.19

Até o próximo post!

Resenha: O Cemitério

5.11.18
Sinopse: "Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.

Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível."

"O Cemitério" era um dos livros do Stephen King que eu tinha mais vontade de ler, uma vez que adoro o a adaptação dele para o cinema. Mas sempre adiei porque gostaria de começar a ler o autor sem ser por seus livros de terror. Logo, essa foi a minha primeira experiência com o horror do King.

Louis Creed e sua família se mudam para uma casa ao lado de uma rodovia por onde circulam caminhões em alta velocidade. Eles conhecem o vizinho Jud Crandall que lhes apresenta o cemitério de bichos do local, afinal a estrada já ceifou muitas vidas, porém além de ser um lugar para se enterrar os bichos de estimação, o local tem um mistério que o envolve e que logo vai tragar a família de Louis.

O livro vai tratar sobre morte e a dificuldade com que as pessoas tem de lidar com ela. É um livro de horror em que os "sustos" demoram a acontecer, mas quando resolvem dar as caras, tudo fica bem horripilante. Ele é dividido em três parte, a primeira é a que se cria todo o mistério e contextualiza, a segunda é quando tudo começa a dar errado e a terceira é o ato final em que tudo já deu errado e caminha para o pior.

A escrita do Stephen King é muito boa, porém me incomoda muito quando em meio a um alinha de raciocínio ele envereda para outro assunto e por isso tudo demora muito aconteceu, acho que isso é cansativo, ´principalmente quando chegamos aos momentos finais, em que estamos na pontinha da cadeira, ansiosos pelo que vai acontecer e ele se perde em devaneios.

Neste livro você não vai ficar morrendo de medo sem dormir, eu pelo menos não me senti assim, você vai ficar ansioso e incomodado com o rumo que a história vai tomando. E a maneira como a morte é abordada é muito inteligente, te mostra exatamente que tentar fugir dela só te causará o mal. Um livrão de horror, que mais te dá lições do que medo.

Até o próximo post!

Resenha: O Exorcismo

4.6.18
Sinopse: "Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty, O Exorcista, não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.

A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro EXORCISMO, do jornalista Thomas B. Allen, lançamento da DarkSide Books em 2016. Exorcismo narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos.
Thomas B. Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren definiram a obra de Thomas B. Allen como “um documento fascinante e imparcial sobre a lluta diária entre o bem e o mal”."

Sou uma das milhares de pessoas que cresceu com medo de "O Exorcista", mas que ainda brincava com jogos como o do copo ou do compasso para tentar se comunicar com espíritos. Demorei muito tempo para ler o livro do William Peter Blatty, preciso confessar que por muito medo, mas quando finalmente dei a chance me deparei com um livro espetacular que se tornou um dos meus favoritos. Então chegou a vez de saber a história real por trás da história de Regan, afinal, "O Exorcista" foi inspirado em um exorcismo real de um garoto no final da década de 40. E é sobre isso que se trata "O Exorcismo" de Thomas B. Allen.

Esse livro vai ser um relato sobre o caso de possessão de Robie Mannheim, um garoto de 14 anos que após a morte de uma tia passa a conviver com ataques e eventos sobrenaturais. O livro foi escrito com base no diário do padre responsável pelo exorcismo do garoto e claro, com a pesquisa do autor de depoimentos de pessoas que presenciaram os fatos. O autor não cria nada além das informações que lhe foram passadas, o que podemos confirmar quando lemos o diário do padre, que também consta neste livro. Thomas B. Allen não dá sua opinião sobre os fatos ou romantiza tudo o que aconteceu ele narra o que lhe foi contado e ao não ser em suas notas e prefácios ele não demonstra acreditar o desacreditar que Robbie foi possuído.

Mesmo sendo um livro baseado em uma história real (o que pra mim, geralmente, causa mais impacto), "O Exorcismo" não me causou medo, mas estranhamento e até mesmo um cansaço. Os longos dias e dias que o garoto e sua família ficaram submetidos ao exorcismo são cansativos e aterrorizantes. Até mesmo para os padres tudo aquilo era muito desgastante e parecia não ter fim. Mesmo sendo uma longa repetição de orações e ataques, o livro não é cansativo, pelo contrário, fluí muito bem e não fica apegado a detalhes repetidos ou coisas do tipo. A única coisa que me deu um pouco de preguiça foi o diário estar no livro, porque a sensação que tive foi que estava relendo a história escrita de outra maneira, acredito que seja dispensável.

Ao fim da leitura, a sensação que tive foi parecida com a da leitura de "O Exorcista", inconclusivo, afinal aquele relato não prova a existência do demônio ou que ele tenha possuído aquele garoto, fica a dúvida se aquilo não era alguma doença ou distúrbio mental pelo que a criança passava. O que não transforma esse livro em algo ruim, pelo contrário, pra mim isso transforma a obra incrível, porque te deixa a chance de escolher o que acreditar. 


Até o próximo post!

Resenha: Legião

13.10.17
Sinopse: "Legião é a verdadeira continuação de O Exorcista. Personagens e acontecimentos importantes do primeiro livro encarnam novamente nas páginas deste romance que Blatty publicou em 1983 e que finalmente sai no Brasil com seu título original. Alguns segredos da história de 1971 são revelados aqui, então é aconselhável ler O Exorcista antes de encarar Legião.
A história começa dez anos depois do exorcismo de Regan MacNeil, a jovem menina endiabrada que Linda Blair incorporou no cinema. Só que agora o sobrenatural ganha também uma pegada de romance policial. O detetive (e cinéfilo nas horas vagas) William F. Kinderman volta à cena, investigando uma série de assassinatos brutais — entre eles, a crucificação de um garoto de apenas doze anos. O modus operandi dos crimes parece indicar a assinatura mórbida do assassino em série Geminiano. Mas como solucionar um caso em que o principal suspeito está morto há mais de uma década?
Pegue água benta, um crucifixo, faça o sinal da cruz e vá ler. Legião espera por você."


Mesmo tendo "O Exorcista" como um dos melhores livros que já li na vida, não sabia que a história tinha uma continuação de 1983, e só fui descobri isso quando recentemente a DarkSide Books resolveu publicar esse livro no Brasil, em uma edição incrível. Porém essa continuação é bem diferente do primeiro livro.

"Legião" é um romance policial com toques de sobrenatural, e nesse livro o autor continua a fazer questionamentos interessantes fugindo um pouco do plot central de "livro de terror". Willian Peter Blatty utiliza seus personagens para discutirem sobre o bem e o mal e a dor. Esse pra mim é um dos pontos fortes da história, que nos faz pensar de onde vem o mal ou porque Deus nos deixa sofrer.

O livro, apesar de não se tratar de mais um caso de exorcismo, traz de volta personagens conhecidos do anterior. Temos o detetive Kindermann e Padre Dyer de volta, desta vez tentando entender quem é o assassina com modus operandi de um serial killer morto há 12 anos.

A história começa como um quebra-cabeças de historias, em que vários personagens passam por coisas diferentes, mas ao longo do enredo, o autor reúne essas peças e consegue fazer uma reviravolta que me fez gritar. Meu Deus, o que foi aquele plot twist, ainda não me recuperei.

O livro "Legião" é um bom livro, pesar de deixar algumas pontas soltas, talvez para uma possível continuação (que não vai acontecer depois da morte do autor) e de um final previsível, principalmente para quem já viu algum filme de terror em que ouvimos o termo legião. Mas é um romance policial interessante, que te prende, porém não chega aos pés de seu antecessor, "O Exorcista".

Até o próximo post!

Resenha: Drácula

4.10.17
Sinopse: "Obra-prima de Bram Stoker, Drácula narra o assustador confronto entre o vampiro mais famoso da literatura, apoiado por sua legião crescente de mortos-vivos, e um grupo decidido a aniquilá-lo, liderado por Jonathan e Mina Harker e o médico holandês Van Helsing. 

Publicado originalmente em 1897, este livro é considerado marco fundador de um gênero, a literatura de terror. Esta edição traz o texto original sem cortes e uma breve apresentação, no padrão de qualidade dos Clássicos Zahar. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo. "

Drácula de Bam Stoker vai contar a história do conde vampiro que resolve abandonar a Transilvânia e viver em Londres. Com a sua chegada vários acontecimentos estranhos ocorrem e áurea de medo e terror cerca as pessoas. Um grupo então decide se livrar desse ser obscuro que se alimenta de sangue. Basicamente é essa história, sem dar muios spoilers.

O livro é narrado através de cartaz, diários e notícias de jornais, então temos vários pontos de vista da história. Porém, nunca temos vampiro narrando esse acontecimentos. Ele é apenas um personagem presente em todos os relatos do livro. Dando um tom de mistério sobre a figura do conde, que é cheio de mistérios e emana terror.

A história do conde Drácula é considerada um livro de terror, porém não é daqueles livros que te faz sentir medo e querer dormir de luz acesa. Bram Stoker cria um tensão no leitor, que fica ávido por saber quem é aquela criatura que atormenta os personagens daquela história. Claro, que temos alguns momentos bem assustadores, principalmente, os que se passam no Castelo dele.

Pouco sabemos das características pessoais de cada personagem, mas uma em especial é sempre citada, Mina Haker. Mina é uma personagem bem interessante, pois tem pensamentos bem à frente de seu tempo e é admirada por todos por sua inteligência e bondade. Achei ela uma personagem feminina muito boa, e é de se espantar que ela tenha sido criada em 1897.

Por falar em 1987, fiquei muito impressionada como a escrita de Bram Stoker é atual, sem rebusco e de fácil entendimento, qualquer pessoa consegue realizar a leitura sem dificuldades. Um livro incrível, com uma história aterrorizante e que te prende até o último minuto. Daqueles que você precisa ler em algum momento da vida, principalmente, se você gosta do gênero de terror.

Até o próximo post!

Filme: It - A Coisa

13.9.17
Sinopse: "Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o autointitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise."


Finalmente estreou o filme "It - A Coisa", que pra mim era o filme mais esperado do ano, e eu que nunca li o livro do Stephen King, muito por me sentir intimidada por suas mais de mil páginas, corri para o cinema para conferir e como fã de um bom filme de terror saí bem satisfeita.

Esse filme não é a primeira adaptação do livro de Stephen King, nos anos 90 foi criada uma versão para a TV que eu gosto bastante, mas que em nada se assemelha com esse novo. Na versão de 2017 os diretores resolveram dividir a história em dois filmes, um narrando a primeira vez em que o Losers Club enfrentou a coisa e o outro os 27 anos depois quando ela volta para atacar Derry. Então nessa nova adaptação nós só vemos quando as crianças descobrem a coisa, enquanto a versão dos anos 90 retrata o reencontro do Losers Club. Pra mim que já conheço a história, achei bem mais interessante essa divisão, mostrando como o clube se formou e como foi enfrentar a coisa quando ainda crianças.

O filme tem uma vibe bem anos 80 (que eu particularmente sou grande fã), ou seja, o pessoal fã de filmes como Conta Comigo, E.T e Os Goonies vão gostar bastante. Mas se você não viveu nos anos 80 ou nos anos 90, mas é grande fã de Stranger Things também vai gostar muito desse filme, porque o estilo é basicamente o mesmo. E acho que o que mais tem em comum entre todos esses filmes e série que citei é a forte amizade entre as personagens, e isso está super presente em It, que mesmo sendo um filme de terror tem vários momentos engraçados e divertidos. 


Os atores do filme estão incríveis, as crianças estão demais e fico triste em pensar que o próximo filme só veremos eles crescidos, porque me afeiçoei a eles. Mas a grande estrela do filme com certeza é Bill Skarsgård, que deu a vida a Pennywise, o palhaço assustador de It. E olha que eu não colocava muita fé nessa escolha, porque pra mim o Pennywise do Tim Curry dos anos 90 era perfeito, mas o Bill estava impecável e conseguiu ser bem assustador em sua interpretação, se afastando muito do antigo palhaço, que em sua primeira interpretação era mais sarcástico, bem trash mesmo. Bill Skarsgård fez uma coisa bem mais aterrorizante.

Como disse, essa nova adaptação é bem mais assustadora, principalmente porque Pennywise usa do medos das pessoas para se alimentar, então temos diversas faces do medo presente, de acordo com o que cada um teme. Eu como tenho medo de palhaço, tomei vários sustos durante o filme e acredito que muita gente, que não tem esse receio, vai também ter sua dose de terror.

No mais It - A Coisa é um dos melhores filmes de terror que assisti nos últimos tempos e consegue também ser o filme sobre amizade e união digno de Conta Comigo (que se você ainda não assistiu precisa correr e assistir, tem na Netflix), atendeu a todas as expectativas e já quero a continuação.



Até o próximo post!

Resenha: Os Condenados

13.3.17
Sinopse: "Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista, explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.
Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best- seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.
Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco."

"Os Condenados" do Andrew Pyper é um livro que você consegue perfeitamente ver sendo adaptado para o cinema, porque ele tem toda a vibe de filme de terror da atualidade. A história dos gêmeos Danny e Ash é daquelas cheias de mistérios, reviravoltas e cenas macabras, que renderiam boas imagens em um filme. 

A escrita do Andrew Pyper fluí muito bem, você não vê as páginas passando. O autor tem um jeito simples de se escrever, como se estivesse conversando e contando uma história para o leitor. Fora que ele sabe criar toda a atmosfera de terror, mas não é aquele tipo que te dar sustos a todo momento, mas que te deixa tenso, apreensivo e perturbado.E um momento em especial o autor fez meu sangue gelar de pavor.

Durante a leitura eu sempre achava que tinha entendido tudo o que estava acontecendo, mas aí o autor mostrava outro fato, que mudava tudo no que eu acreditava, e toda esse mistério segue até ao final da história, quando você entende tudo.

O livro tem vários personagens, mas Ash é de longe a mais interessante. A garota do mau que não consegue ver ninguém feliz, é cheia de camadas, que são melhores apresentadas através dos segredos dela. Ela consegue ser horrível quando viva e aterrorizante depois de morta.

O autor vai abordar principalmente a vida depois da morte e a ideia dele de céu e inferno é bem interessante, mas ao mesmo tempo bem perturbadora, não sei se iria querer ir para algum deles. 

No fim a leitura entretêm, tem pontos fortes e consegue cumprir o seu papel de livro de terror. Só não considero Andrew Pyper o novo nome do terror clássico, mas um bom contador de histórias de terror com certeza.

Até o próximo post! 

Book Haul Black Friday

11.12.16
Minhas compras da Black Friday finalmente chegaram e eu resolvi falar sobre os livros que comprei na Submarino. Vocês não vão ver uma pilha muito gigante, porque não gosto de comprar muitos livros para que as leituras não fiquem acumuladas, mas para os meus padrões eu comprei bastante livros.


Até o próximo post!

Resenha: O Exorcista

19.9.16
"O Exorcista" é daqueles livros que sempre está na lista de leituras, mas que sempre é deixado de lado ou por medo ou por acreditar conhecer toda a estória. Eu era uma das que tinha as duas razões para evitar a leitura do livro de William Peter Blatty, porém estava extremamente enganada.


Sinopse: "Um clássico do terror com mais de 13 milhões de cópias vendidas“. Impossível parar de ler. Poe e Mary Shelley reconheceriam [William Peter Blatty] como mais um integrante do limbo ambíguo entre o natural e o sobrenatural... De arrepiar.” – LifeUma obra que mudou a cultura pop para sempre, O exorcista é o livro que deu origem ao maior filme de terror do século XX. Quatro décadas após chocar o mundo inteiro, a obra-prima de William Peter Blatty permanece uma metáfora moderna para o combate entre a fé e o profano em forma de um dos romances mais macabros já escritos."

O enredo do livro é conhecido por todos, uma garotinha de 12 anos é possuída por um demônio e se transformar em um ser assustador, quando dois padres vão até sua casa expulsar a entidade do corpo da criança. Entretanto, mesmo levando o título de "O Exorcista" o livro não vai se tratar apenas da possessão e do ritual de expulsão. Diferente do filme de 73 o romance não se trata apenas do terror, mas de questões mais profundas como a culpa e fé. Todos envolvidos na trama em algum momento vão demonstrar ou falar sobre sua culpa.

A escrita de William Peter Blatty é maravilhosa, transformou uma estória clichê dos filmes de terror, em uma verdadeira obra prima da literatura. O livro é bem construído, tem belos diálogos e a trama se desenrola muito bem, sem termos um ritmo arrastado, a estória flui muito bem. Durante a leitura, mesmo dando vários indícios da possessão de Regan, o autor em diversos momentos desacredita a menina, deixando o leitor em dúvida se a garota está possuída ou está apenas simulando tudo aquilo por busca de atenção ou por ter sido influenciada por algumas informações que conseguiu. E isso traz um quê a mais para a estória. Outro ponto forte da escrita de Willian são as metáforas que ele utiliza, uma em especial me encantou, quando ele descreve a falta de fé do Padre Karras, dizendo então o sangue virou vinho.

As personagens do livro são bem construídas, mas os principais da estória, são a criatura Regan e o Padre Karras. O segundo sendo meu preferido, por ter uma  estória de vida triste e ter uma personalidade em várias camadas, ele é um padre e psicólogo, então a fé e a ciência andam de mãos dadas dentro dele. Pra mim a trama na verdade é sobre ele, não o exorcismo em si.

Mesmo sendo considerado um romance do gênero de terror, o livro não é tão assustador, como eu disse, o autor em diversos momentos desacredita os fenômenos paranormais. Mas seria mentira de minha parte se não contasse que em vários momentos tive aquela sensação de medo.

Um livrão que precisa ser lido e que é muito mais que garotinhas revirando olhos, vomitando gosma verde e girando a cabeça, mas um romance bem construído que quando você acabar de ler vai ficar na sua cabeça, não pelo medo, mas pelos pequenos questionamentos. Um livro incrível.

Até o próximo post!
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