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Resenha: O Corvo

14.6.19
Sinopse: "A morte nem sempre é o fim. Em comemoração aos trinta anos de sua primeira aparição (na revista DeadWorld), O Corvo retoma sua trilha de sangue e vingança. O personagem cult que atravessou as fronteiras dos quadrinhos independentes, e foi imortalizado no último filme com Brandon Lee, acaba de ganhar sua Edição Definitiva pela DarkSide® Graphic Novel. 
Prepare-se para voltar aos becos sombrios dos anos 1980 e acompanhar a história de Eric Draven, misto de anjo vingador e anti-herói, que não descansará enquanto os assassinos de sua amada Shelley continuarem vivos.
O Corvo – Edição Definitiva reúne a história completa criada por James O’Barr, e apresenta ainda trinta páginas de artes inéditas e uma sequência que o quadrinista só se sentiria à vontade para produzir anos depois. O Corvo foi concebido pelo autor para conseguir superar a dor de perder sua noiva, atropelada por um motorista embriagado. A tragédia se aproximaria novamente do universo de O Corvo em 1993, com a morte do ator Brandon Lee, filho do mestre Bruce Lee, no set de filmagens da adaptação cinematográfica.
O Corvo continua uma referência fundamental nos quadrinhos de autor, com mais de 750 mil exemplares vendidos em todo o mundo"

Conheço a história de O Corvo por alto, pois nunca assisti ao filme, mas sei de toda a tragédia que aconteceu durante as filmagens. Então quando a DarkSide lançou a versão definitiva fiquei curiosa e principalmente apaixonada pela beleza desta HQ.

"O Corvo" vai contar a história da misteriosa figura de mesmo nome, um homem alto com maquiagem de "palhaço" que está exterminando um grupo de homens. Quando ele vai agir ele sempre faz com que eles se lembrem de um casal que eles atacara, logo fica implícito que ele era o homem que deveria ter morrido naquele dia, mas que retornou para se vingar.

O traço da HQ é lindíssimo e o tom da história é muito poético, um deleite de leitura. Você consegue lê-lo em apenas uma entada se quiser, eu fiz em ois dias, porque a história é bem intensa e violenta, então precisava de um tempo para absorver tudo aquilo.

Adorei a história e a maneira como ela é contada, a parte visual ajuda muito, principalmente nos flashbacks vividos pelo Corvo. Terminei a HQ com a sensação de que um amor muito forte pode ser também combustível para uma vingança. Já quero assistir o filme, para saber se foi digno da obra prima criada por James O'Bar.

Até o próximo post!

Resenha: Psicopata Americano

23.4.19

Sinopse: “O psicopata americano é um dos mais radicais relatos sobre a banalidade da violência, do consumo e do vazio da geração de yuppies que viveu sua juventude nos anos 80. O protagonista é Patrick Batemann, um jovem de 26 anos que de dia fatura uma fortuna trabalhando em Wall Street e à noite se acaba em festas regadas a cocaína e uísque. Quando se sente muito entediado, sai pelas ruas de Nova York assassinando brutalmente mendigos, torturando prostitutas e todos aqueles que de alguma forma o entediam. Sem piedade, sem remorso, sem consciência, em seguida saindo para tomar um drinque ou fazer compras em lojas de grifes.”

“Psicopata Americano” conta a história de Pat Bateman, um jovem de 26 anos, rico, bonito, que trabalha em Wall Street. A vida dele é repleta de jantares e drinks em restaurantes caros e badalados, roupas de marca, academia e mulheres, tudo regado a muita cocaína. O protagonista da história é a personificação da futilidade e que vive cercado por pessoas tão fúteis quanto ele. Porém, ele tem um diferencial, uma sede de matar que não tem fim.

Esse livro é escrito de uma maneira rápida e muitas vezes imitando a loucura da cabeça do personagem principal, que em vários surtos soltava seus pensamentos a esmo em toda história. No começo pode causar estranheza, mas aos poucos você pega o jeito e consegue acompanhar a loucura de Bateman.

Como já diz o título esse livro é sobre um psicopata, Pat mata, e o autor não nos poupa na hora de descrever toda a barbárie feita pelo personagem, temos descrições bem gráficas de mortes, torturas e até mesmo cenas de sexo. Não é um livro fácil, em vários momentos tive que parar um pouco a leitura, porque até mesmo pra mim que estou acostumada com livros do mesmo gênero, os relatos são pesados. Mas o autor usa também de recursos para suavizar toda a violência da história, ele usa a música para isso, Pat sempre faz críticas musicais, a cada ataque realizado pelo psicopata, somos agraciados com o review de alguma banda ou de um disco. Gosto desse recurso para aliviar, mas pro final do livro, queria que chegasse logo o desfecho, ao invés de saber sobre Talking Heads.

Patrick sai matando a torto e direito, sem sentir remorso e muitas vezes sem esconder isso das pessoas, mas em alguns momentos fica a dúvida, aquilo tudo aconteceu ou o protagonista apenas enlouqueceu e criou toda aquela carnificina em sua mente? A semente da desconfiança é plantada e você precisa ler para tirar suas próprias conclusões.

“Psicopata Americano” é um livro para quem tem estômago forte, mas também é uma leitura incrível, que vai fazer você refletir sobre a futilidade humana e a banalização da violência. Fica por sua conta e risco passar por todas a sanguinolência para entender a profundidade da crítica feita pelo autor. No meu caso, valeu muito a pena.
Até o próximo post!

Resenha: O Cemitério

5.11.18
Sinopse: "Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.

Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível."

"O Cemitério" era um dos livros do Stephen King que eu tinha mais vontade de ler, uma vez que adoro o a adaptação dele para o cinema. Mas sempre adiei porque gostaria de começar a ler o autor sem ser por seus livros de terror. Logo, essa foi a minha primeira experiência com o horror do King.

Louis Creed e sua família se mudam para uma casa ao lado de uma rodovia por onde circulam caminhões em alta velocidade. Eles conhecem o vizinho Jud Crandall que lhes apresenta o cemitério de bichos do local, afinal a estrada já ceifou muitas vidas, porém além de ser um lugar para se enterrar os bichos de estimação, o local tem um mistério que o envolve e que logo vai tragar a família de Louis.

O livro vai tratar sobre morte e a dificuldade com que as pessoas tem de lidar com ela. É um livro de horror em que os "sustos" demoram a acontecer, mas quando resolvem dar as caras, tudo fica bem horripilante. Ele é dividido em três parte, a primeira é a que se cria todo o mistério e contextualiza, a segunda é quando tudo começa a dar errado e a terceira é o ato final em que tudo já deu errado e caminha para o pior.

A escrita do Stephen King é muito boa, porém me incomoda muito quando em meio a um alinha de raciocínio ele envereda para outro assunto e por isso tudo demora muito aconteceu, acho que isso é cansativo, ´principalmente quando chegamos aos momentos finais, em que estamos na pontinha da cadeira, ansiosos pelo que vai acontecer e ele se perde em devaneios.

Neste livro você não vai ficar morrendo de medo sem dormir, eu pelo menos não me senti assim, você vai ficar ansioso e incomodado com o rumo que a história vai tomando. E a maneira como a morte é abordada é muito inteligente, te mostra exatamente que tentar fugir dela só te causará o mal. Um livrão de horror, que mais te dá lições do que medo.

Até o próximo post!

Resenha: Casos de Família - Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni

26.6.17
Sinopse: "O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da DarkSide® Books.
A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.
Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.
Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri."

Casos de Família vai abordar dois crimes em família que chocaram o Brasil. O primeiro é o da família Von Richthofen, que foi assassinada pela filha mais velha, o namorado e o cunhado. O segundo é o caso de Alexandre Nardoni e sua esposa, que jogaram a menina Isabella pela janela do apartamento em que moravam. Cada qual abordado de uma maneira diferente, porém os dois possuem anotações originais de Ilana Casoy enquanto acompanhava o desdobramentos desses crimes.

Os Arquivos Richthofen são divididos em dois momento, o primeiro vai contar desde o crime até o momento da confissão dos responsáveis. O segundo vai ser a transcrição dos debates finais do julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos. A primeira fluí bem rápida com a narração da própria Ilana, que tem uma escrita muito boa e de fácil compreensão. Já a segunda parte tem um ritmo mais lento, afinal, são as falas dos advogados e como eles falam. Pra mim foi o único momento em que a leitura foi mais arrastada. Além das anotações da Ilana a editora também colocou imagens da reconstituição do crime.

Os Arquivos Nardoni vão ser o relato da Ilana Casoy dos dias de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. A leitura fluí muito melhor nesta segunda parte, porque como disse a escrita da autora é muito envolvente, parecia até que eu estava naquele tribunal assistindo as mentiras do casal Nardoni. Ilana descreveu tudo que acontecia no local com maestria, que em alguns momentos tinha impressão de que aquilo tudo não era real e sim um filme.

Casos de Família é um livro para quem gosta da temática Crime Scene, cheio de detalhes e bem cru. Não é uma leitura fácil, apesar da escrita fluída da Ilana Casoy, a temática é pesada e assusta ver o quanto o ser humano é cruel e imprevisível. Em vários momentos me indignava com a frieza de Suzane ou com a falsidade dos Nardoni. Mas apesar disso foi uma leitura muito esclarecedora e cheia de informações. Aprovadíssimo! DarSide Books já pode lançar mais livros da Ilana.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana