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Resenha: O Cemitério

5.11.18
Sinopse: "Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.

Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível."

"O Cemitério" era um dos livros do Stephen King que eu tinha mais vontade de ler, uma vez que adoro o a adaptação dele para o cinema. Mas sempre adiei porque gostaria de começar a ler o autor sem ser por seus livros de terror. Logo, essa foi a minha primeira experiência com o horror do King.

Louis Creed e sua família se mudam para uma casa ao lado de uma rodovia por onde circulam caminhões em alta velocidade. Eles conhecem o vizinho Jud Crandall que lhes apresenta o cemitério de bichos do local, afinal a estrada já ceifou muitas vidas, porém além de ser um lugar para se enterrar os bichos de estimação, o local tem um mistério que o envolve e que logo vai tragar a família de Louis.

O livro vai tratar sobre morte e a dificuldade com que as pessoas tem de lidar com ela. É um livro de horror em que os "sustos" demoram a acontecer, mas quando resolvem dar as caras, tudo fica bem horripilante. Ele é dividido em três parte, a primeira é a que se cria todo o mistério e contextualiza, a segunda é quando tudo começa a dar errado e a terceira é o ato final em que tudo já deu errado e caminha para o pior.

A escrita do Stephen King é muito boa, porém me incomoda muito quando em meio a um alinha de raciocínio ele envereda para outro assunto e por isso tudo demora muito aconteceu, acho que isso é cansativo, ´principalmente quando chegamos aos momentos finais, em que estamos na pontinha da cadeira, ansiosos pelo que vai acontecer e ele se perde em devaneios.

Neste livro você não vai ficar morrendo de medo sem dormir, eu pelo menos não me senti assim, você vai ficar ansioso e incomodado com o rumo que a história vai tomando. E a maneira como a morte é abordada é muito inteligente, te mostra exatamente que tentar fugir dela só te causará o mal. Um livrão de horror, que mais te dá lições do que medo.

Até o próximo post!

TBR de Outubro

8.10.18
Até o próximo post!

Filme: It - A Coisa

13.9.17
Sinopse: "Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o autointitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise."


Finalmente estreou o filme "It - A Coisa", que pra mim era o filme mais esperado do ano, e eu que nunca li o livro do Stephen King, muito por me sentir intimidada por suas mais de mil páginas, corri para o cinema para conferir e como fã de um bom filme de terror saí bem satisfeita.

Esse filme não é a primeira adaptação do livro de Stephen King, nos anos 90 foi criada uma versão para a TV que eu gosto bastante, mas que em nada se assemelha com esse novo. Na versão de 2017 os diretores resolveram dividir a história em dois filmes, um narrando a primeira vez em que o Losers Club enfrentou a coisa e o outro os 27 anos depois quando ela volta para atacar Derry. Então nessa nova adaptação nós só vemos quando as crianças descobrem a coisa, enquanto a versão dos anos 90 retrata o reencontro do Losers Club. Pra mim que já conheço a história, achei bem mais interessante essa divisão, mostrando como o clube se formou e como foi enfrentar a coisa quando ainda crianças.

O filme tem uma vibe bem anos 80 (que eu particularmente sou grande fã), ou seja, o pessoal fã de filmes como Conta Comigo, E.T e Os Goonies vão gostar bastante. Mas se você não viveu nos anos 80 ou nos anos 90, mas é grande fã de Stranger Things também vai gostar muito desse filme, porque o estilo é basicamente o mesmo. E acho que o que mais tem em comum entre todos esses filmes e série que citei é a forte amizade entre as personagens, e isso está super presente em It, que mesmo sendo um filme de terror tem vários momentos engraçados e divertidos. 


Os atores do filme estão incríveis, as crianças estão demais e fico triste em pensar que o próximo filme só veremos eles crescidos, porque me afeiçoei a eles. Mas a grande estrela do filme com certeza é Bill Skarsgård, que deu a vida a Pennywise, o palhaço assustador de It. E olha que eu não colocava muita fé nessa escolha, porque pra mim o Pennywise do Tim Curry dos anos 90 era perfeito, mas o Bill estava impecável e conseguiu ser bem assustador em sua interpretação, se afastando muito do antigo palhaço, que em sua primeira interpretação era mais sarcástico, bem trash mesmo. Bill Skarsgård fez uma coisa bem mais aterrorizante.

Como disse, essa nova adaptação é bem mais assustadora, principalmente porque Pennywise usa do medos das pessoas para se alimentar, então temos diversas faces do medo presente, de acordo com o que cada um teme. Eu como tenho medo de palhaço, tomei vários sustos durante o filme e acredito que muita gente, que não tem esse receio, vai também ter sua dose de terror.

No mais It - A Coisa é um dos melhores filmes de terror que assisti nos últimos tempos e consegue também ser o filme sobre amizade e união digno de Conta Comigo (que se você ainda não assistiu precisa correr e assistir, tem na Netflix), atendeu a todas as expectativas e já quero a continuação.



Até o próximo post!

Resenha: Misery - Louca Obsessão

4.9.17
Sinopse: "Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.

A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo."
"Misery" é mais um dos livros do Stephen King que não aborda o sobrenatural, porém esse livro vai falar sobre a obsessão e onde isso pode levar. Annie Wilkes é uma enfermeira e fã número um da série de livros protagonizados por Misery Chastain, escritos por Paul Sheldon. Um dia o destino desses dois se encontram quando Paul sofre um acidente e é salvo por Annie. E o que começa como uma salvação acaba se tornando um inferno.

O livro é cheio de sangue, porque Annie é psicótica, ela tortura Paul Sheldon o tempo todo, tudo para conquistar o que quer, que é trazer sua personagem favorita de volta. E as descrições no livro são bem gráficas, então é pra quem sangue frio.

Achei bem interessante no livro é que ele tem muitas referências sobre literatura. E quem é leitor assíduo vai se identificar bastante com algumas situações, como a revolta com o fim e algum personagem ou a falta de coerência em uma solução dada pelo autor. Mas diferente de Annie não trancamos nossos autores em quartinhos e os torturamos.

O que mais fez com que esse livro perdesse pontos comigo foi os trechos do livro escrito por Paul Sheldon, eu achava uma chatice quando a história de Misery era narrada. Ficava coma sensação de que estava perdendo tempo e o ritmo de leitura, porque queria saber o que ia acontecer entre Annie e Paul, não com uma personagem de um livro que o próprio autor acha ruim.

A escrita do Stephen King é maravilhosa e envolvente, fluí muito bem e mesmo esse não sendo o melhor livro dele que eu li, é inegável que a história é bem construída, seus personagens são complexos e a ideia é bem original.  Acho que na verdade foi que eu não estava na vibe do livro.

Até o próximo post!


TBR de Agosto

30.7.17

Crash - Nicole Williams
O Príncipe Corvo - Elizabeth Hoyt
Fangirl - Rainbow Rowell
Misery - Stephen King

Até o próximo post!

Melhores Leituras de 2016

31.12.16
Hoje, no último dia do ano, fiz um vídeo com as melhores leituras de 2016. Diferente do ano passado, em que tivemos apenas 5 favoritos de 2015, esse ano eu escolhi 13 livros para representar os melhores desse ano que está acabando.




Até o próximo post!


12 Livros para 2017

26.12.16
Hoje peguei uma TAG do canal da Tati Feltrin emprestada, que é 12 Livros para 2017. Fiz uma seleção de 12 livros que eu quero ler no ano que vem, cada um correspondente a um mês do ano.



Outlander - A Viajante do Tempo
Entrevista com Vampiro
A Redoma de Vidro
O Apanhador no Campo de Centeio
Memórias de uma Gueixa
As Fronteiras do Universo - A Bússola de Ouro
E o Vento Levou
Misery
Drácula
As Crônicas do Matador do Rei - O Nome do Vento
Precisamos Falar Sobre o Kevin
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Tormenta de Espadas

Até o próximo post!

Resenha: À Espera de um Milagre

29.8.16
"À Espera de um Milagre" é daqueles livros que todo mundo pensa que conhece, simplesmente, por ter assistido ao filme de 99. Claro, que a adaptação da obra de Stephen King foi primorosa, mas a estória de John Coffey é ainda mais maravilhosa quando lemos.


Sinopse: Uma trama de mistério e terror, ambientada nos anos 30, em plena Depressão americana, num cenário de desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain. Stephen King foi buscar no lado mais sombrio de sua imaginação a história assombrosa de John Coffey, condenado à morte, e seu encontro fatal com o carcereiro Paul Edgecombe. Nas telas, o diretor Frank Darabont recria a história magistral de King, com Tom Hanks interpretando o guarda Edgecombe.

Esse foi meu primeiro livro do Stephen King, que sempre foi descrito pra mim como um escritor muito detalhista e com uma escrita arrastada, porém, não consegui identificar o escritor dessa imagem que criaram pra mim. Minha leitura de seu livro foi muito prazerosa e nada arrastada, devorei todas as páginas e me deliciei com toda a estória.

O livro vai ser narrado por Paul Edgecombe alguns anos depois que ele conheceu John Coffey no corredor da morte em uma penitenciária de Cold Mountain. Paul não segue uma narrativa retilínea, ele vai e volta na estória em diversos momentos. Claro que esse recurso é utilizado para mostrar o como as ideias estão bagunçadas na cabeça do velho guarda que conheceu um homem com o poder de realizar milagres.

Mesmo tendo um narrador que vai e volta diversas vezes nos fatos, o livro não é repetitivo ou cansativo, é como se estivéssemos escutando alguém nos contando uma estória. A maneira com que Stephen King resolveu contar o que aconteceu na prisão de Cold Mountain, nos faz vivenciar todos aqueles acontecimentos, como se estivéssemos lá junto com os guardas do corredor verde, vendo o enorme John Coffey ser preso.

Adorei a maneira como o autor criou as personagens do livro, gosto quando conseguimos enxergar profundidade e as camadas que os envolve. Gosto da maneira como ele criou Delacroix, um homem que estuprou e matou, mas que se encanta com um rato correndo atrás de um carretel. Também gosto como ele mostra  covardia de Percy Wetmore, por traz de toda pompa. Do senso de justiça de Paul Edgecombe. Sério, um livro repleto de personagens bem construídas.

O livro vai tocar em vários pontos delicados como o racismo, a pena de morte, a maldade do ser humano, a culpa, a fé, o nepotismo. Em diversos momentos Stephen King vai afirmar que John foi condenado apenas por ser negro e que a pena de morte não é a solução.

Adorei o livro e já quero ler outros livros do Stephen King. Terminei o livro com vontade de assistir o filme, que é extremamente fiel a estória criada pelo autor.

Até o próximo post
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana