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Resenha: Clube do Livro dos Homens

3.5.21

 

“Clube do Livro dos Homens” é o primeiro livro de uma série antológica, que vai acompanhar homens que lêem romances para conseguir resolver os seus problemas amorosos. Neste primeiro livro acompanhamos Gavin Scott, jogador de beisebol que está tendo problemas no casamento, após descobrir que a mulher esteve fingindo orgasmos.⁣

⁣A primeira vista, essa sinopse pode parecer problemática, afinal, um homem ficar puto porque a mulher não tem orgasmos é bem ridículo, até porque ele tem grande culpa nisso. Mas o livro é bem mais que isso, a falta de prazer vai além dos problemas na cama, é sobre feridas e cicatrizes que precisam ser tratadas para que os dois possam ficar juntos.⁣

O livro fala sobre relacionamentos de uma maneira leve e divertida, mas também real, ao mostrar que o casamento não é fácil, que é preciso diálogo, dedicação e claro, muito amor, para que tudo dê certo.⁣

Além de um romance gostoso, o livro ainda traz uma graça com aquele grupo de homens lendo romances para conquistar diariamente suas mulheres. O clube do livro é hilário e eu não vejo a hora de conhecer as próximas histórias.⁣

A escrita da autora é ótima e flui muito bem, trazendo uma história envolvente que te faz não querer largar o livro até terminar. Adorei o livro e super indico para quem gosta de um bom romance. ⁣

PS: Esse livro é tão bom, que me arrancou de uma ressaca literária de meses. Devorei em apenas 2 dias. ⁣

Até o próximo post!⁣

Vídeo: TBR de Outubro

2.10.20

 Vídeo dessa sexta é para iniciar os trabalhos do mês de outubro. Mostrei quais são os livros que eu pretendo ler no mês de outubro. Tem de tudo, fantasia, livro infantil, romance e terror, porque afinal, é Halloween.


Até o próximo post!

Resenha: Kindred - Laços de Sangue

14.9.20

 

Certa vez conversando com uma colega de trabalho que é negra, ela me disse que não gostava de assistir filmes e séries que falavam sobre a escravidão, porque era algo muito dolorido para ela. Enquanto lia "Kindred" da Octavia E. Butler, essa conversa me veio a cabeça, porque no livro, Dana é uma mulher do século XX que é transportada ao século XIX, em plena escravidão, no sul dos Estados Unidos. Essa mulher livre, enfrenta as dores da escravidão, vê de perto como os negros eram tratados naquela época e até mesmo sente na pele os castigos aplicados pelos senhores de escravos.

Dana se destaca no século XIX, está muito distante daquelas pessoas, mas a mesmo tempo, está muito próxima, porque apesar de ser de outro mundo, ali ela é vista como os demais negros. Porém, ela não é aceita pelos escravos, é vista como uma negra branca, isso porque sua missão no passado é salvar Rufus, um jovem branco que é seu antepassado. Isso faz com que ela viva em um dilema constante, proteger seu antepassado branco e senhor de escravos ou ajudar os negros a se livrarem dele.

"Kindred" é um livro que machuca, escancara como as coisas eram naquela época e o quanto a escravidão destruía as pessoas aos poucos, lhe tirando tudo. Não vou dizer que é uma leitura fácil, mas é um livro tão incrível, com personagens bem construídos e com uma narrativa tão fluída e envolvente que é impossível parar de lê-lo. E até mesmo eu, que não sou uma grande fã de ficção científica, fui encantada pela escrita da Octavia Butler. Acredito que "Kindred" é uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o gênero.

Durante a minha leitura eu refleti muito sobre a minha origem, fiquei me questionando quem eram meus antepassados e como viveram, isso porque a história de Dana mostra que nossos laços de sangue podem ter sido formados em meio a medo e dor. E por um momento, pensando sobre isso, relembrei a conversa com a minha colega e compreendi ainda mais o quanto é dolorido ver tudo o que aconteceu em um passado nem tão distante.

Ler "Kindred" foi uma experiência incrível, que me fez abrir os olhos para várias questões, daquelas leituras que terminam nos transformando. Quero muito conhecer outras histórias da Octavia E. Butler.

"A escravidão era um processo que matava pouco a pouco"
Até o próximo post!


Resenha: O Rei Perverso

10.8.20
"O Rei Perverso" é o segundo livro da trilogia "O Povo do Ar" da Holly Black, que vai acompanhar o reinado de Cardan, após Jude o enganar e conseguir com que ele fosse coroado como grande rei do reino das fadas. A jovem mortal ainda o predeu em um acordo em que ele tem que obedecer suas ordens.

O golpe de Jude foi espetacular, mas agora ela tem que lidar com as consequências de suas ações, o rompimento com Madoc, o afastamento de sua irmã gêmea e um rei que não quer saber de trabalhar, apenas de se divertir. E apesar de ser esperta, ela vai tem que fazer malabarismo para lidar com todas as conspirações políticas em volta dela.

Jude é uma personagem muito interessante, ela é muito ambiciosa e não esconde isso de ninguém, ela quer poder e não tem medo de sujar as próprias mãos. Acho que ela é uma das personagens mais fortes que eu já li e sua personalidade torna a história muito interessante. Mas se como estrategista ela é genial, nas questões amorosas ela é um desastre. Digo isso, porque ela sabe que o Cardan é impossibilitado de mentir e não consegue ver que ele é apaixonado por ela, mesmo ele fazendo declarações bem diretas.

E apesar de adorar a Jude, preciso dizer que meu personagem preferido é o Cardan, o príncipe cruel e rei perverso que é apenas uma alma atormentada, que buscava aprovação e adoração das pessoas. Adoro o seu jeito sarcástico de ser e até perco o ar com suas falas para a Jude.

Eu gostei bastante do primeiro livro, a leitura super fluiu, mas achei esse livro muito melhor, todas as questões políticas são mais envolventes, Jude está mais firme nas suas decisões, Cardan está muito mais encantador e o romance resolveu pegar fogo. E tal como em "Príncipe Cruel", no final temos um plot twist de deixar você de queixo caído e ansioso pela continuação.

Estou adorando a trilogia e curiosa com a conclusão, que infelizmente só sai no Brasil em novembro. Quero ver como a Holly Black vai concluir essa história e o que Jude vai aprontar no próximo livro, espero que entenda as "diretas" de um certo rei.

"O poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter"
Até  o próximo post!


Vídeo: Favoritos de Julho

7.8.20

 No vídeo de hoje eu falei sobre os meus favoritos de julho. Tem dica de livro, filme, série e música. O vídeo está um pouco monotemático, mas foi por uma boa causa.

Até o próximo post!

Resenha: Desaparecidos em Luz da Lua

21.4.20

“Desaparecidos em Luz da Lua” é o segundo livro da série “A Passa-espelhos” da Christelle Dabos, e vai acompanhar Ophélie vivendo agora na corte e recém nomeada vice-contista por Farouk. Já não bastasse todos os problemas que ela enfrentou no primeiro livro, pessoas estão desaparecendo no Luz da Lua, e ela pode ser o próximo alvo.

Esse segundo livro além de ser narrado pela perspectiva de Ophélie possuí capítulos com trechos de algumas memórias de Farouk. Com essa nova perspectiva começamos a entender quem são os espíritos  familiares e mais sobre Deus.

Tal como o livro anterior, “Desaparecidos em Luz da Lua” é recheado de conspirações políticas, mas diferente do outro, o romance começa a dar as caras, claro que não é algo tão explícito, afinal, Thorn com toda sua frieza e racionalidade não demonstraria amor tão claramente. Porém, mesmo o romance aparecendo de maneira tímida teve cenas maravilhosas que fizeram com que eu ttorça por esse casal e preciso confessar que me apaixonei um pouco pelo senhor intendente.

Em questão de personagem, Ophélie desenvolveu muito, ela já não é mais aquela garota acuada de “Os noivos do Inverno”, ela está mais firme em sua decisões, se posicionando melhor e se descobrindo uma mulher cheia de talentos. Gostei demais, porque mesmo ela crescendo, podemos ver que é a mesma personagem.

Gostei muito desse livro, até mais que o anterior, e devorei as últimas cem páginas para saber o que ia acontecer, quando terminei fiquei desesperada, afinal, a editora Morro Branco ainda não publicou o terceiro livro no Brasil. Oremos para que isso aconteça logo.

Antes de terminar esta resenha, preciso pontuar que encontrei alguns erros na edição, questão de revisão mesmo, me incomodaram um pouco, mas nada que prejudicasse a leitura. Fiquei chateada porque a edição está lindíssima, mas faltou esse cuidado.

No mais, o livro é muito bom e essa série já está entrando pra minha lista de favoritos. Vale a pena dar uma chance a “A Passa-espelhos”.

Até o próximo post!

Resenha: Todos os Santos Malditos

13.3.20
“Todos os Santos Malditos” é o mais recente livro da Maggie Stiefvater e eis algo que eu queria: um livro maravilhoso, eis algo que eu temia: o livro ser ruim, isso porque vi diversas polêmicas envolvendo o livro e muita gente comentando que o livro era meio louco e que não era tão bom. Mas o que eu queria aconteceu e, e foi maravilhoso.

O livro vai se passa em Bicho Raro, uma cidadezinha no meio do deserto, onde uma família de mexicanos vivem, os Soria. Mas essa cidade e os Soria não são comuns, eles tem um quê de fantástico. A cidade é destino de peregrinos que buscam por milagres, milagres esses que são realizados por Daniel Soria, o santo da cidade.

A mitologia criada pela autora é bem diferente, mas ao mesmo tempo me lembrou muito "Cem anos de solidão" do Gabriel Garcia Marquez. Uma cidade em que o ambiente tem vida, os animais entendem e se relacionam com as pessoas e os personagens com características fantásticas.

O livro é cheio de personagens e é difícil dizer quem é o personagem principal, esse livro não tem um protagonista. Todos tem suas histórias contada, sem dar mais foco a uma ou a outra. Acho que posso dizer que o foco aqui nessa história são os milagres e o poder deles.

A escrita da Maggie Stiefvater é uma delícia, te envolve e mesmo quando cria uma história mágica ela consegue que seja fácil de compreender. Com "Todos os Santos Malditos" não foi diferente, e mesmo ele sendo um livro doidão, eu consegui me encantar e envolver com a história.

Um livro bem diferentão, mas deliciosamente fantástico. Se você gosta da escrita da Maggie ou só de livros de fantasia vai adorar essa história. 

Até o próximo post!

Cinema: Adoráveis Mulheres

6.2.20
Recentemente falei sobre o livro Mulherzinhas da Louisa May Alcott, que voltou a ser sucesso devido a mais nova adaptação para o cinema, para ser mais exata a quarta adaptação. Mas um livro de 1868, clássico da literatura e com tantas adaptações ainda tem algo a dizer? E eu te digo que sim, porque Greta Gerwig trouxe uma nova visão da história das irmãs March’s que é extremamente necessária nos dias de hoje.

O filme (caso você não tenha lido a minha resenha de Mulherzinhas) vai acompanhar as 4 irmãs March, Meg, Jo, Amy e Beth, que vivem com a mãe enquanto o pai está na guerra. O filme acompanha o fim da "infância" e a vida adulta.

Diferente do livro o filme mescla passado e presente não seguindo um enredo linear, a história é contada paralelamente até se encontrar. Acredito que se a pessoa não leu o livro pode ficar perdida sobre a história, pelo menos no início, mas agora poucos fica fácil de compreender.

Greta utilizou dos acontecimentos e algumas lições presentes no livro, mas atualizou a discussão do papel da mulher, retirou momentos que nos dia de hoje não se encaixam mais e focou nos acontecimentos principais da trama, sem muita enrolação, como algumas pessoas acham no livro.

A diretora inseriu falas na história em que as mulheres questionam qual o valor delas em uma sociedade onde s´acham que elas servem para se casar e se apaixonar, criticando até mesmo os fãs da época do lançamento do livro que pressionavam a autora para que as jovens se cassassem.

Além de transformar a obra de Louisa May Alcott em uma obra muito mais feminista, a Greta Gerwig fez uma carta de amor a autora, ela utilizou da Jo (que dizem ser a personagem que a Louisa criou inspirada em si mesma) como sendo a autora e escrevendo Mulherzinhas, dando voz a ela dentro da história, mostrando que apesar das pressões da sociedade ela foi a dona de seu livro.

O elenco de "Adoráveis Mulheres" é incrível, com nomes fortes como Laura Dern e Meryl Streep, e trazendo os queridinhos do momento como Florence Pugh, Saoirse Rona e Timothé Chalamet. O elenco mais experiente como sempre arrasando com destaque especial para Meryl Streep que deu uma leveza e diversão a história. Do elenco jovem Florence e Saoirse estão maravilhosas o que justifica perfeitamente a indicação das duas ao Oscar, principalmente a primeira, que conseguiu criar duas Amy's com maestria.

Saí do cinema encantada ainda mais com a história de Louisa May Alcott e feliz por existirem mulheres tão incríveis como ela e até mesmo Greta Gerwig que deram voz a adoráveis mulheres de todo mundo.

Até o próximo post!

Resenha: Como Água para Chocolate

5.8.19

Sinopse: “É na cozinha que Tita, a protagonista, passa a maior parte do tempo. Sua vida está relacionada aos pratos que afetuosamente prepara. Este romance narra a história de Tita desde o seu nascimento em um rancho no norte do México, com destaque para sua juventude, o amor por Pedro, e a missão de cuidar da dominadora Mãe Elena. O tempero combina a revolução mexicana no início do século XX com o realismo fantástico marcante na literatura latino-americana. Uma obra para ser apreciada em todos os sentidos.”

“Como Água para Chocolate” se inicia com uma receita e o primeiro momento da história já é na cozinha, a culinária é o pano de fundo dessa história de amor, que se tornou proibida por uma tradição cruel da família de Tita. Porém, se o casal não poderia ficar junto, seu amor seria transmitido pelos pratos feitos por Tita, a jovem que nasceu na mesa da cozinha, quando a mãe picava cebolas.

Como protagonista da história, Tita, essa mulher maravilhosa, que consegue ser muito boa, mas não tem sangue de barata, tem momentos em que ela se revolta com tudo aquilo que lhe é imposto e em vários momentos a sua indignação sai em forma de maldição, e coitado daquele que for alvo dela.

O livro de realismo mágico dá sabor a história de amor com pitadas de fantástico, o bebê que chora dentro do ventre, os sentimentos que são passados para a comida e as aparições de fantasmas. Um prato cheio para os fãs do gênero, mas também para quem gosta de um bom romance. Afinal, o amor é o grande protagonista da história.

O romance tem uma delicadeza deliciosa, mas ao mesmo tempo um erotismo que permeia por toda história, a todo momento a atração entre Tita e Pedro está presente e mesmo que os dois não se toquem, aquele calor irradia dos seus encontros.

Além de todo o drama que envolve a história de amor proibido, o livro de Laura Esquivel é divertidíssimo, quase impossível não rir de alguns momentos na história, como no episódio do bolo de casamento ou até mesmo das codornas com pétalas de rosa.

O livro tem apenas um pequeno defeito, por ser curto, em alguns momentos a história não tem espaço para se desenvolver melhor, em um momento por exemplo, fiquei sem entender como tudo aconteceu e tive que retornar algumas páginas, para concluir que na verdade o caminho para aquele fim não foi muito bem explicado. Um pequeno incômodo em uma leitura que quase perfeita.

A adaptação cinematográfica de 1992 foi meu primeiro contato com a história de “Como Água para Chocolate” e eu já me vi encantada com toda aquela fantasia, com o livro não foi diferente, devorei suas 200 e poucas páginas, me refastelando nessa leitura saborosa e terminei satisfeita, mas querendo que o livro durasse um pouco mais.

Até o próximo post!

Resenha: Pollyanna Moça

22.7.19
Sinopse: “Pollyanna agora é uma encantadora adolescente, amada por todos os que conviveram com ela e aprenderam o Jogo do Contente. Sua fama de pessoa especial ultrapassa os limites de Beldingsville. Quando recebe um convite para passar uma temporada em Boston, novas experiências vêm enriquecer sua vida. Ela passa a conviver com pessoas interessantes, faz amizades, ensina e aprende muito, e ajuda pessoas necessitadas que vai encontrando em seu caminho. É nesse livro, também, que Pollyanna descobre o amor e experimenta a inquietação, as dúvidas e as emoções pelas quais passam as pessoas apaixonadas.”

“Pollyanna Moça” é a continuação do livro “Pollyanna” e vai acompanhar a vida da jovem Pollyanna Whittier em dois momentos, um quando tem 12 anos e vai passar uma temporada em Boston e aos 18 anos depois de passar um tempo na Europa. Agora ela tem que lidar com novas realidades e com situações diferentes da que ela viveu na pequena Beldingsville.

O segundo livro é tão bom quanto primeiro, tudo isso porque Pollyanna continua sendo adorável e sempre conseguindo enxergar o lado positivo de tudo. Claro, que agora os temas abordados são bem mais densos até que no primeiro livro e a menina se vê cara a cara com a pobreza, algo que até pra ela que consegue ver o lado bom de tudo, é difícil de entender.

Novos personagens entram em cena, alguns tão encantadores quando a protagonista da história, deixando tudo ainda melhor. Além de uma nova ambientação e novos personagens, Pollyanna também tem que lidar com sentimentos que ela nunca vivenciou, o amor.

Apesar de ter gostado bastante do segundo livro e dos temas abordados, tenho algumas ressalvas com a história, acho que a passagem em Boston poderia ter acontecido com ela já mais velha, fiquei um pouco incomodada com essa “divisão” e ficou parecendo que duas histórias foram juntadas a esmo, apenas para ter uma continuação.

Mesmo tendo ficado incomodada com a estrutura do livro, gostei muito de “Pollyanna Moça” e super recomendo que seja lido, afinal, é sempre bom relembrar que em tudo podemos encontrar um motivo para ficar contente.

Até o próximo post!

Resenha: Arquivos Serial Killers

9.8.18
Sinopse: "Ilana Casoy foi nossa primeira autora nacional. Pioneira no estudo das ciências criminais no Brasil, Ilana já era uma escritora reconhecida quando aceitou nosso convite e apostou no escuro com a DarkSide Books. A Caveirinha aprovou, assim como todos os DarkSiders. A hora é agora de renovar os laços com ela e com você também querido leitor. Mais uma vez Ilana é nossa pioneira e Arquivos - Serial Killers é o primeiro dos relançamentos comemorativos dos 5 anos de DarkSide Books: os 2 livros, Serial Killers - Louco ou Cruel? e Serial Killers - Made in Brazil, reunidos num único volume de luxo com mais de 700 páginas de investigação. Ilana Casoy é uma autoridade sobre mentes criminosas e resoluções criminais no Brasil. Para escrever Serial Killers: Louco ou Cruel? a escritora mergulhou em arquivos policiais e judiciais, da Scotland Yard e do FBI, além de ter pesquisado rigorosamente em muitas outras fontes para construir um inquietante roteiro de como, com que e por que os serial killers atuam. Em Serial Killers - Made in Brazil, Ilana investigou os serial killers brasileiros, no que seria o primeiro livro do gênero para os serial killers brasileiros. Foram 5 anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistar cara a cara com personificações do mal em terras brasileiras, para criar arquivos sobre o lado mais sombrio do ser humano. Por muitas vezes comovente e perturbador, o relato de Ilana nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiriam criar."

Em 2016 a Darkside lançou em uma edição especial dois livros da Ilana Casoy em um único volume, o "Casos de Família", que foi meu primeiro contato com livros da autora. E de cara gostei bastante da escrita dela, da maneira como ela conta suas "histórias" e como nos passa conhecimento. Então quando vi que mais uma edição especial de suas obras ia sair, já coloquei n wishlist. A leitura da vez foi o Arquivos Serial Killer.

O livro na verdade é uma junção de dois livros da Ilana sobre serial killers eu logo quis colocá-lo na minha wishlist. E a leitura da vez foi "Arquivos Serial Killers", que é uma junção de dois livros escritos pela Ilana, Louco ou Cruel? e Made in Brasil. O primeiro vai falar sobre o que é se um serial killer e contar sobre os casos mais famosos. Já o segundo, vai mostrar que o Brasil também tem seus assassinos em série.

"Louco ou Cruel?" mostra casos antigos em grande maioria de assassinos de outros países. Muitos dos casos citados já são conhecidos como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gancy, Ed Gein e o terrível Albert Fish, mas tem alguns que eu nunca tinha ouvido falar. Mesmo tendo vários casos que já conhecia a leitura não foi cansativa e nem desinteressante, a maneira como Ilana conta é diferente, narrando cada capítulo de uma maneira, te levando para dentro daqueles acontecimentos.

"Made in Brasil" já é mais assustador, por estar tão próximo, afinal, aqueles casos são no Brasil e além da proximidade geográfica tem ainda o fato de que Ilana Casoy falou com os assassinos, entrevistou, olhou dentro daqueles olhos, desvendou o ser humano por trás do monstro. E foi o que senti lendo essa segunda parte, como se por trás de toda atrocidade cometida por aqueles homens, existisse um ser humano que lida com traumas, problemas mentais e familiares. A autora te leva a ver o outro lado, entender um pouco que aquelas pessoas em algo a mais além da faceta de assassino.

Ler sobre crimes, torturas e abusos nunca é fácil, sempre é dolorido, porque tudo aquilo é real, aconteceu há muito ou pouco tempo, mas mesmo assim não perde a crueldade. Mas quando temos alguém que explora além do grotesco e da exposição apenas pelo choque, que quer mostrar, esclarecer, nos fazer entender, fica mais fácil e foi assim que me senti ao terminar este livro, aprendi muito, mas não foi fácil passar por todas aquelas "histórias". "Arquivos Serial Killers" é daqueles livros que a pessoa tem que ter estômago forte, para encarar toda a maldade humana relatada em suas páginas.

Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana