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Vídeo: Favoritos de Agosto

11.9.20

 Ouvi muita gente falando que por causa da quarentena até o mês de agosto, que geralmente demora a passar, voou. Eu não faço parte desse grupo, pra mim o oitavo mês do ano demorou a passar demais, tanto é que só esse mês eu assisti 11 filmes e li 6 livros. Então se prepare, porque tal como o mês do desgosto, esse vídeo de favoritos vai ser longo.

Até o próximo post!

Resenha: Rota 66 - A História da Polícia que Mata

2.9.20

 
Sou formada em Jornalismo e durante a faculdade aprendi sobre o livro-reportagem, que é um gênero literário e jornalístico que narra uma detalhada e extensa reportagem, que não seria suportada pelas mídias convencionais, como jornal e revista. Como exemplo do gênero, um professor passou "Rota 66 - A História da Polícia que Mata" do Caco Barcellos para lermos. Eu com os meus 20 poucos anos, me encantei pelo livro e pelo gênero, era esse tipo de reportagem que eu queria fazer, afinal, isso une duas das minhas paixões, o jornalismo e a literatura.
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O Caco Barcellos vai narrar aqui a história dos policiais militares de São Paulo que vivem para matar, principalmente pobres, periféricos, pretos e pardos. Ele vai contar tudo o que descobriu em anos de investigação, sobre uma polícia que condecora assassinos, os números absurdos e te mostrar que nem todo bandido morto pela polícia é um criminoso perigoso.⁣⁣
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O livro começa a partir do assassinato de 4 jovens da classe média de São Paulo, filhos e netos de pessoas importantes, que foram perseguidos pela Rota 66 e covardemente assassinados. O assassinato desses jovens, tão diferentes do padrão de vítimas da Rota, chama atenção e é a partir desse ponto que o jornalista começa a investigação para descobrir quem são os policiais matadores.⁣⁣
⁣⁣
Apesar de ser um livro de uma história real, permeado de dados, "Rota 66" não é nada massante, Caco Barcellos conta uma história como ninguém e já no início te prende com o relato da perseguição e dos jovens assassinados. E mesmo quando ele te apresenta dados, ele coloca uma história para ilustrá-los, as histórias das vítimas da polícia. ⁣⁣
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Se lá atrás, quando li esse livro e tinha o pensamento de que bandido bom é bandido morto, esse livro foi uma porrada, agora, que sou outra pessoa, a leitura foi ainda mais forte. Hoje entendo o quanto é problemática a política de extermínio da polícia e que nem sempre "bandido" bom é bandido morto, muitas vezes nem bandido ele é. ⁣⁣
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Rota 66 é um livro extremamente necessário, daquelas leituras que de tempos em tempos eu vou refazer, um debate que infelizmente ainda é atual.⁣⁣
Até o próximo post!

Resenha: Modern Love

25.8.20

 


"Modern Love" é o nome da coluna do The New York Times, onde pessoas enviam relatos de histórias de amor, perda e redenção. Essas história foram selecionadas e organizadas por Daniel Jones, que gerou o livro de mesmo nome, onde temos 30 relatos de amor.

O livro é dividido em três partes "Em algum lugar lá fora", "Acho que amo você", "Segurando firme nas curvas", Assuntos de família". A primeira parte temos relatos sobre casos amorosos que terminaram, a segundo são sobre histórias de amor que tiveram um final feliz, a terceira histórias de superação e momentos difíceis e a última histórias  sobre família.

Cada história é contada por quem a viveu, então temos narrações diferentes, mas todas muito bem escritas, uma vez que os autores são geralmente pessoas que já trabalham escrevendo. Mas essa diferença de narradores torna tudo muito gostoso, porque não entramos na monotonia e sempre somos surpreendidos.

Em "Modern Love" o amor não é apenas entre um casal, pode ser entre pais e filhos, pode ser a esperança de que aja alguém para você, o ato de se dedicar a alguém, amizade, companheirismo, o amor próprio. São diversas histórias em que esse sentimento está ali, mas nem sempre é sobre um casal ficando juntos para sempre.

Adorei o livro, nem vi o tempo passar enquanto estava lendo, me emocionei com as histórias, me apaixonei, torci para que tudo desse certo e andei por Nova York. Daqueles livros para se terminar de ler com o coração aquecido.

"Modern Love" foi adaptada para série pelo Prime Video, série essa que pretendo ver e reviver o quão deliciosas foram essas histórias de amor.

"Se eu fosse o Spock, de Star Trek, explicaria que o amor humano é uma combinação de três emoções, ou impulsos: desejo, vulnerabilidade e coragem. O desejo nos faz sentir vulneráveis, o que exige que sejamos corajosos."

Até o próximo post! 

Resenha: Anne de Igleside

19.8.20

 


“Anne de Igleside” é o sexto livro da série que começou com “Anne de Green Gables”. Nesse livro vamos acompanhar Anne já mais velha, casada com Gilbert e com 6 filhos. O livro narra as histórias da família Blythe, como se fossem contos, focando muito mais nas crianças do que na Anne e no Gilbert.


Os filhos da Anne são muito parecidos com ela, com uma imaginação muito fértil, uma paixão pela fantasia e uma predisposição para se meter em confusões. As histórias deles são muito engraçadas, dei várias gargalhadas e me lembrei muito do primeiro livro, quando Anne era criança ainda e aprontava todas.


Apesar de ter me divertido muito, essa leitura não foi tão fluída quanto a dos livros anteriores, quando a história não era sobre as travessuras das crianças, eu achava tudo muito chato e arrastado. Apesar de que gosto de ver as interações entre Anne e Gilbert que são um casal encantador.


Os livros da Lucy Maud Montgomery são muito fofos, mas eu tenho a impressão que ela sofreu do mal de render demais uma história, esticando demais a série e ficando um pouco repetitiva. Mas vamos ver os próximos capítulos, uma vez que agora vai abandonar de vez a Anne e focar nos seus filhos.


Até o próximo post!

Resenha: O Rei Perverso

10.8.20
"O Rei Perverso" é o segundo livro da trilogia "O Povo do Ar" da Holly Black, que vai acompanhar o reinado de Cardan, após Jude o enganar e conseguir com que ele fosse coroado como grande rei do reino das fadas. A jovem mortal ainda o predeu em um acordo em que ele tem que obedecer suas ordens.

O golpe de Jude foi espetacular, mas agora ela tem que lidar com as consequências de suas ações, o rompimento com Madoc, o afastamento de sua irmã gêmea e um rei que não quer saber de trabalhar, apenas de se divertir. E apesar de ser esperta, ela vai tem que fazer malabarismo para lidar com todas as conspirações políticas em volta dela.

Jude é uma personagem muito interessante, ela é muito ambiciosa e não esconde isso de ninguém, ela quer poder e não tem medo de sujar as próprias mãos. Acho que ela é uma das personagens mais fortes que eu já li e sua personalidade torna a história muito interessante. Mas se como estrategista ela é genial, nas questões amorosas ela é um desastre. Digo isso, porque ela sabe que o Cardan é impossibilitado de mentir e não consegue ver que ele é apaixonado por ela, mesmo ele fazendo declarações bem diretas.

E apesar de adorar a Jude, preciso dizer que meu personagem preferido é o Cardan, o príncipe cruel e rei perverso que é apenas uma alma atormentada, que buscava aprovação e adoração das pessoas. Adoro o seu jeito sarcástico de ser e até perco o ar com suas falas para a Jude.

Eu gostei bastante do primeiro livro, a leitura super fluiu, mas achei esse livro muito melhor, todas as questões políticas são mais envolventes, Jude está mais firme nas suas decisões, Cardan está muito mais encantador e o romance resolveu pegar fogo. E tal como em "Príncipe Cruel", no final temos um plot twist de deixar você de queixo caído e ansioso pela continuação.

Estou adorando a trilogia e curiosa com a conclusão, que infelizmente só sai no Brasil em novembro. Quero ver como a Holly Black vai concluir essa história e o que Jude vai aprontar no próximo livro, espero que entenda as "diretas" de um certo rei.

"O poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter"
Até  o próximo post!


Resenha: Amor(es) Verdadeiro(s)

3.8.20
A autora Tayor Jenkins Reid vem fazendo sucesso nos últimos tempos e apesar de todas as críticas positivas que vi sobre os livros dela, nem um me despertou interesse, até "Amor(es) Verdadeiro(s)". O livro conta a história de Emma Blair que encontrou o amor da sua vida, Jesse Lerner, porém depois de um ano de casados ele desaparece durante uma viagem de helicóptero. O mundo de Emma desaba, mas com o passar do tempo ela consegue se recuperar e encontrar um novo amor, Sam Kemper, os dois estão prestes a se casar, quando Jesse volta.

O livro vai contar duas histórias de amor a de Emma e Jesse e a de Emma e Sam, as duas são encantadoras e os dois casais fazem total sentido, então quando Jesse reaparece é claro que Emma fica balançada. É difícil escolher, o amor é a única certeza que ela tem, porque ela ama os dois. E independente de quem ela escolha, alguém vai sair de coração partido.

Mais que uma história sobre um "triângulo amoroso", o livro de Taylor Jenkins Reid vai falar sobre mudanças, sobre como alguns acontecimentos podem te transformar e não tem como voltar a ser o que você era antes. Desde adolescente a Emma  não queria cuidar da livraria dos pais, não tinha uma conexão com a irmã e queria viajar o mundo, ao invés de ficar na sua cidade natal, mas com o sumiço de Jesse as coisas mudam e ela fica em dúvida se é errado ter mudado.

Eu devorei "Amor(es) Verdadeiro(s)", em dois dias já tinha terminado de ler. Gostei muito da escrita da autora e me encantei com os personagens. Achei um livro muito sensível e bonito, mas ainda não estou convencida de que quero ler as outras obras da autora.

"Não acho que um amor verdadeiro precise ser o único. Acho que amor verdadeiro significa amar de coração. Amor puro e simples. Amor por inteiro" 

Até o próximo post!


TBR de Agosto

31.7.20
No vídeo de hoje eu vim mostrar os livros que eu pretendo ler no mês de agosto. Tem romance, fantasia, clássicão e livro reportagem.

Até próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana