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Resenha: Rota 66 - A História da Polícia que Mata

2.9.20

 
Sou formada em Jornalismo e durante a faculdade aprendi sobre o livro-reportagem, que é um gênero literário e jornalístico que narra uma detalhada e extensa reportagem, que não seria suportada pelas mídias convencionais, como jornal e revista. Como exemplo do gênero, um professor passou "Rota 66 - A História da Polícia que Mata" do Caco Barcellos para lermos. Eu com os meus 20 poucos anos, me encantei pelo livro e pelo gênero, era esse tipo de reportagem que eu queria fazer, afinal, isso une duas das minhas paixões, o jornalismo e a literatura.
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O Caco Barcellos vai narrar aqui a história dos policiais militares de São Paulo que vivem para matar, principalmente pobres, periféricos, pretos e pardos. Ele vai contar tudo o que descobriu em anos de investigação, sobre uma polícia que condecora assassinos, os números absurdos e te mostrar que nem todo bandido morto pela polícia é um criminoso perigoso.⁣⁣
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O livro começa a partir do assassinato de 4 jovens da classe média de São Paulo, filhos e netos de pessoas importantes, que foram perseguidos pela Rota 66 e covardemente assassinados. O assassinato desses jovens, tão diferentes do padrão de vítimas da Rota, chama atenção e é a partir desse ponto que o jornalista começa a investigação para descobrir quem são os policiais matadores.⁣⁣
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Apesar de ser um livro de uma história real, permeado de dados, "Rota 66" não é nada massante, Caco Barcellos conta uma história como ninguém e já no início te prende com o relato da perseguição e dos jovens assassinados. E mesmo quando ele te apresenta dados, ele coloca uma história para ilustrá-los, as histórias das vítimas da polícia. ⁣⁣
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Se lá atrás, quando li esse livro e tinha o pensamento de que bandido bom é bandido morto, esse livro foi uma porrada, agora, que sou outra pessoa, a leitura foi ainda mais forte. Hoje entendo o quanto é problemática a política de extermínio da polícia e que nem sempre "bandido" bom é bandido morto, muitas vezes nem bandido ele é. ⁣⁣
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Rota 66 é um livro extremamente necessário, daquelas leituras que de tempos em tempos eu vou refazer, um debate que infelizmente ainda é atual.⁣⁣
Até o próximo post!

Resenha: As Três Partes de Grace

15.4.20

“As três partes de Grace” vai acompanhar a história da Grace uma jovem adolescente que acaba de entregar sua filha para adoção e depois dessa situação busca encontrar sua mãe biológica, uma vez que ela também foi adotada. Nesta busca ela acaba descobrindo que tem dois irmãos, Joaquin e Maya, ele nunca foi adotado e viveu em famílias acolhedoras e ela foi adotada por uma família que está passando por problemas. 

O livro vai focar principalmente na questão da adoção, no porquê de alguns pais entregarem seus filhos para adoção, no quanto pode ser traumático para uma criança nunca ser adotada, no que passa na cabeça de uma pessoa que foi adotada e a busca por suas origens. 

Os personagens  são muito cativantes, Grace, Joaquin e Maya, cada um com sua história de vida são muito bem construídos e realistas. Os medos que cada um sente são tão reais e é impossível não se entristecer com suas inseguranças e querer que eles tenham um final feliz.

Nunca tinha lido nada da Robin Benway, mas me encantei por sua escrita, devorei o livro em menos de 24 horas, me emocionei com essas história linda e me apaixonei por seus personagens. O livro não é um romance formado apenas por brancos e héteros, a autora aposta na diversidade, e isso é um ponto forte, afinal, parte dos livros são  protagonizados por esse padrão.

Antes de ler “As três partes de Grace” eu tive uma visão muito preconceituosa da adoção, mas depois de conhecer a história desses personagens, muito meu modo de pensar e passei a ter mais empatia pelas pessoas que estragam seus filhos para a adoção. Esse livro me mudou e quer motivo mais forte para ser ler um livro do que o de que ele vai te transformar?!

Até o próximo post!

Resenha: Namorada Podre de Rica

17.3.20

"Namorada Podre de Rica" é a continuação de "Asiáticos Podres de Ricos" do Kevin Kwan, e se passa dois anos após os acontecimentos do primeiro livro. Rachel e Nicholas estão prestes a se casar, quando o pai de Rachel, que ela nunca conheceu, aparece. Os dois são levados para um novo universo de podres de ricos, o dos chineses do continente, mais especificamente em Xangai.

O segundo livro saí um pouco de Cingapura e das famílias tradicionais chinesas, que buscam ser discretas, apesar de viverem uma vida luxuosa, em "Namorada Podre de Rica" os ricos querem se esbaldar e mostrar para todos quanto dinheiro eles possuem. É incrível ver a diferença entre esses dois tipos de pessoas, enquanto as família que moram em Cingapura são ricos há gerações e buscam manter suas identidades resguardadas, as famílias de Xangai são novos ricos que querem sempre aparecer nas revistas.

O livro acompanha a história de vários personagens, alguns antigos conhecidos do livro anterior, como Rachel, Nick, Astrid, Eleanor Young, Kitty Pong, Charlie Wu e Peik Lin. Mas também surgem novos personagens, que são peças importantes da história, como a blogueira Colette, Carlton Bao e Corinne, uma espécie de especialista em transformar novos ricos. São muitos personagens e histórias independentes, mas que aos poucos vão se entrelaçando.

A escrita de Kevin Kwan é deliciosa, é como se eu tivesse lendo uma revista de fofocas ou assistindo a uma série no estilo Gossip Girl, as suas notas de rodapé são hilárias e é impossível não se deliciar e se divertir com com todo o universo glamouroso apresentado por ele.

"Namorada Podre de Rica" deixa algumas pontas soltas, afinal, temos ainda mais um livro depois dele, que vai encerrar a trilogia, mas que ainda não foi lançado no Brasil. Eu espero que a Record não demore a lançar a continuação, afinal, estou ansiosa para saber o que irá acontecer depois dos acontecimentos finais desse livro. 

Até o próximo post!

Resenha: O Sabor do Pecado

20.7.19
Sinopse: "Da autora da Trilogia dos Príncipes que já vendeu mais de 30 mil exemplares no Brasil. 
Tudo que Jasper Renshaw precisa é se casar e gerar um herdeiro para o título de visconde de Vale. Ele espera encontrar uma dama bonita capaz de cumprir esse papel e, então, voltar para a vida de libertinagem que sempre levou ― uma vida que mantém afastadas as lembranças de um passado que ainda o assombra. No entanto, a sorte que Jasper tem para encontrar amantes não parece ajudar o visconde a mantê-las ao seu lado. Depois de ser abandonado pela segunda noiva em seis meses, ele recebe uma proposta irrecusável: Melisande Fleming se oferece para ser a futura viscondessa de Vale. Aos 28 anos e ainda morando com o irmão, Melisande busca a independência que só um casamento pode lhe proporcionar. Ou, pelo menos, é o que ela conta a Lorde Vale. Mas a dama tem um segredo: há anos, ama Jasper e está disposta a viver um casamento sem amor só para ficar ao lado dele. Afinal, ela já amou uma vez, há muito tempo, mas teve o coração partido e não pretende passar por isso novamente. Mas, para seu desespero, Jasper logo se vê atraído por ela ― recatada durante o dia, sedutora à noite ― e garante que vai descobrir seus segredos. Os dois têm um passado que querem esconder, mas nenhum deles está disposto a revelar esses mistérios um para o outro. Quando começam um jogo de sedução, porém, os segredos que tanto queriam guardar vêm à tona, ameaçando separá-los."

"O Sabor do Pecado" é  segundo livro da quadrilogia " A Lenda dos Quatro Soldados" da Elizabeth Hoyt, e vai contar a história do casal Jasper Renshaw e Melisande Fleming, que já apareceram no livro anterior "O Gosto da Tentação". Jasper é abandonado pela segunda noiva e Melisande resolve pedi-lo em casamento, uma vez que sempre teve uma paixão platônica por ele. Renshaw ainda tenta lidar com o ataque que seu regimento sofreu na guerra e descobrir quem foi que os traiu.

Como no livro anterior, este tem um romance, sem deixar de focar no mistério que envolve ao ataque que o regimento sofreu, mas diferente do outro, esse mistério não toma tanto espaço, deixando com que o romance se desenvolva melhor.

O que mais gostei do livro foi da personagem Melisande, ela tem os pés no chão e não se deixa levar por falsos elogios, ela tem consciência de quem é e sobre sua aparência. Gosto também do fato de ela ser muito mais livre sexualmente, do que a grande maioria das mocinhas dos romances de época, ela gosta de sexo e não esconde isso. Renshaw também não é um mal personagem, apesar de que achei que ele precisava ter sido mais bem desenvolvido, faltou focar mais em sua personalidade.

O mistério sobre o ataque ao regimento ganha novos detalhes, mas ainda é um mistério, acredito que só será solucionado no último livro da quadrilogia, isso me faz desejar a continuar ainda mais a série e descobrir de vez quem foi o traidor e porquê.

A história é mais um livro de romance de época de um casal que se casa por conveniência, mas que acaba percebendo que fizeram um "acordo" muito vantajoso, pois encontraram o verdadeiro amor. Daqueles livros que você lê em uma sentada, vi se divertir, mas que já vimos a história contada em vários outros livros.


Até o próximo post!

Resenha: O Gosto da Tentação

10.12.18
Sinopse: "Lady Emeline Gordon é um exemplo de sofisticação entre a elite da sociedade londrina, uma mulher sempre elegante e extremamente educada. Por isso, ela é a dama perfeita para acompanhar Rebecca, a irmã mais nova de um bem-sucedido homem de negócios de Boston e ex-soldado das colônias. Samuel Hartley pode até ser um homem bem-afortunado, mas seus modos são tão selvagens quanto os confins das colônias onde foi criado. Afinal, quem usaria mocassins em um baile de gala? Sua arrogância e seu desprezo pelo decoro deixam Emeline furiosa, ainda que, no fundo, ela ache aquela ousadia atraente. 

No entanto, apesar da aparência rebelde, o ex-soldado é assombrado por uma tragédia: o massacre do 28º regimento, no qual centenas de seus companheiros morreram ― inclusive o irmão de Emeline, Reynaud. E é por esse motivo que Samuel está em Londres: para obter respostas, e não para se apaixonar. Mas isso não significa, porém, que seja fácil para ele controlar o próprio coração. Para Emeline, se afastar daquele homem também não é uma tarefa fácil, principalmente quando descobre que ele está tentando desvendar o mistério por trás da morte de seu irmão. À medida que os dois passam cada vez mais tempo juntos, se render àquela paixão se torna impossível. Mas Emeline não pode se comprometer com o forasteiro... por vários motivos. Só que algumas coisas estão além do controle de uma dama..."

"O Gosto da Tentação" é o primeiro livro de uma série de quatro livros chamada A Lenda dos Quatro Soldados, da Elizabeth Hoyt. O livro vai contar a história da viúva Emeline Gordon muito sofisticada e elegante que um dia acaba se envolvendo com um soldado das colônias, Samuel Hartley. Ele conhecia o irmão dela durante a guerra e quer desvendar o mistério do ataque ao seu regimento, que causou a morte do irmão de Emeline.

Eu já li uma outra série da mesma autora, a Trilogia do Príncipes, e gostei muito. Romances de época sempre me divertem e os desta autora em especial são bem o meu estilo, casais que se detestam, provocam, mas no funda se sentem muito atraídos um pelo outro. Outra coisa interessante é que as mulheres geralmente são modernas, vividas e donas de sua própria vida.

Os livros da Elizabeth Hoyt além de contarem um romances ela ainda gosta de criar mistérios ao redor do casal e também utiliza de fábulas como metáforas para a história. Para quem não é chegado em livros melosos isso é muito positivo, mas eu fico um pouco incomodada porque quero que desenvolva a história de amor e o casal fica tentando desvendar mistérios. 

O livro é divertido, romântico, com toques de erotismo e uma pitada de mistério. Uma delícia de mistério que você vai devorar rapidamente e ansiar pelas continuações. 

Até o próximo post!

Resenha: Asiáticos Podres de Ricos

16.11.18
Sinopse: "Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano.

Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. 
Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro.
Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo."

Encarei "Asiáticos Podres de Ricos" uma leitura leve e divertida e foi exatamente isso que eu encontrei. O livro é uma espécie de comédia romântica com ares de "O Diabo Veste Prada" que há muito tempo eu não pegava para ler, mas o estilo que gosto bastante. Temos aqui Rachel Chu que não sabe que seu namorado é podre de rico, até ir a Cingapura para o casamento do melhor amigo dele, e apesar de ser asiática ela não é muito bem aceita pela família high society do namorado.

A escrita do Kevin Kwan é leve, mas seu livro é cheio de descrições gastronômicas, de roupas, carros e luxo, o que para muitas pessoas pode incomodar, o que não foi o meu caso. Dois outros detalhes também podem incomodar como a imensidão de personagens e suas histórias, e o fato do livro ser enorme. Pra mim tudo isso são grandes vantagens.

O livro é muito rico na cultura asiática, um deslumbre de uma riqueza, poder e influência que eu não imaginava que existissem na Cingapura. Tem também coisas que me incomodaram, como o fato das mulheres se tornarem apenas "donas de casa", mesmo sendo estudadas e muito bem preparadas, elas nascem para apenas se casar. Enquanto os homens sempre tem amantes e querem distância de suas casas.

O romance principal, é bem bonito, principalmente quando você vê que para o Nick nada mais importa a não ser ele e a Rachel. Claro, que a falta de comunicação na hora de contar que é multimilionário me irritou muito, mas perdoei porque ele é muito apaixonado.

Uma história cheia de conspirações, divertidas e muito dinheiro, daqueles livros para se deliciar co  tudo e ainda se surpreender com  o final.

Até o próximo post!



Resenha: Tarde Demais

20.8.18
Sinopse: "A autora best-seller do The New York Times está de volta com um romance ainda mais sombrio, intenso e assustadoramente real.

Para proteger o irmão, Sloan foi ao inferno e fez dele seu lar. Ela está presa em um relacionamento com Asa Jackson, um perigoso traficante, e quanto mais os dias passam, mais parece impossível enxergar uma saída. Imersa em uma casa incontrolável que mais parece um quartel general, rodeada por homens que ela teme e sem um minuto de silêncio, também parece impossível encontrar qualquer motivo para se sentir bem. Até Carter surgir em sua vida. 
Sloan é a melhor coisa que já aconteceu a Asa. E se você perguntasse ao rapaz, ele diria que também é a melhor coisa que já aconteceu a Sloan. Apesar de a garota não aprovar seu arriscado estilo de vida, Asa faz o que é preciso para permanecer sempre um passo a frente em seu negócio e proteger sua garota. Até Carter surgir em sua vida. 
A chegada de Carter pode afetar o frágil equilíbrio que Sloan lutou tanto para conquistar, mas também pode significar sua única saída de uma situação que está ficando insustentável.
Colleen Hoover não tem medo de escrever sobre assuntos delicados e Tarde demais prova isso. Perpassando as formas mais cotidianas de machismo até as formas mais intensas e cruéis de abuso, a autora mergulha na espiral atordoante que é um relacionamento abusivo."

"Tarde Demais" foi o livro mais difícil que eu já li da Colleen Hoover e está sendo o mais difícil de resenhar. Afinal, a autora resolveu fazer algo bem diferente do que está acostumada e com uma carga emocional muito pesada. Não, que ela não tenha escrito livros com uma temática mais "pesada", mas nesse é tudo mais escancarado, aberto, despido.

Esse livro vai tratar de relacionamentos abusivos, e o protagonistas da história são Sloan e Asa, um casa que está junto há dois anos, mas que não tem um relacionamento muito saudável. Asa é dominados, controlador e muito agressivo do Sloan e a garota só está com ele porque não tem opção e precisa ajudar o irmão. E no meio disso tudo surge Carter, um cara diferente de Asa, que se interessa por Sloan e pode ser a luz no final do túnel.

Esse é o plot do livro, que foi escrito primeiro por wattpad e depois foi publicado, ou seja ele tem uma estrutura bem diferente do que os livros da Colleen, porque ele vai e volta várias vezes no tempo, tem prólogos e epílogos e capítulos alternados entre o "triângulo amoroso" da história.

Como sempre o forte da Colleen é criar personagens, Sloan é uma garota que podemos facilmente encontrar por aí, fragilizada e diminuída por um namorado abusador e uma mãe relapsa. Carter é o cara charmoso que tem algo a mais para dar, mas também não é um príncipe encantado. Agora, Asa Jackson é um belo espécime do pior tipo de homem que existe na terra, ele é asqueroso e odioso, tudo que ele faz e fala no livro me dava vontade de vomitar. E mesmo que a autora queira justificar que ele não é mau, apenas por ser mau, que há uma história por trás, é difícil engoli-lo.

A história é muito real e em tempos de mulheres que são assassinadas por seus companheiros é um alerta para as garotas, que às vezes se veem envolvidas com caras como o Asa. Porém não é um livro pra qualquer um, ele é um livro muito gráfico, diversas e diversas vezes a Colleen Hoover narrou cenas de estupro e pra uma mulher pode ser algo muito dolorido. Esse detalhe foi o que me fez tirar uma estrelinha deste livro, acho que não precisava descrever todas as barbaridades que Asa fez com Sloan, um acho que já seria suficiente para entender.

"Tarde Demais" é uma história muito triste, sobre manipulação, abusos, violência contra a mulher. Terminei de ler sem saber se gostava ou se odiava, mas a verdade é que como sempre Colleen me surpreendeu com uma história bem construída e muito real. Não é um livro que vou reler, porque pra mim foi muito difícil em alguns momentos, mas não consigo admirar o trabalho incrível que a escritora fez com essa história.

Até o próximo post!

TBR de Agosto 2018

12.8.18

Até o próximo post!

Resenha: Todo Dia

18.6.18
Sinopse: "Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor."

Eu sou uma das poucas pessoas que não leu "Todo Dia" na época em que o livro ficou estourado, mas que ficou com vontade de ler depois de ficar sabendo que ele ia ganhar um filme. Então eu não tinha muita expectativa a respeito desse livro e fiquei muito surpresa, porque o livro é muito bom.

Esse livro tem um plot bem diferente e a sensação que tinha era que acompanhava a história central que era sobre o A. e a Rhiannon e tinha as histórias paralelas dos "hospedeiros" que A. entrava. E achei isso muito legal, porque ao mesmo tempo que ele era aquela pessoa que troca de corpo todos os dias, ele era aquela pessoa que estava sendo por um dia. Achei que isso mostra como a vida de cada um é de um jeito e como cada pessoa tem que lidar com seus problemas diariamente.

Os personagens são muito diversos, então temos vários pontos de vista de seres humanos bem diversos. Claro que os mais aprofundados são A. e Rhiannon que são muito incríveis, ele que consegue fazer coisas pelos outros que só sendo muito empático. E Rhiannon é aquela personagem que dá vontade de cuidar e de ajudar, uma fofa.

Não tenho muito o que falar da história sem dar spoilers, o que você precisa saber é que a escrita do David Levithan fluí muito bem, é envolvente e seus personagens muito reais. O livro tem um enredo criativo e diferente, posso dizer que até ousado, mas é lindo até falar chega. Logo, se você tem o deixado de lado, dê uma chance a essa história de amor linda, que me fez terminar com um suspiro.



Até o próximo post!



Resenha: É Assim que Acaba

12.2.18
Sinopse: "Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais."

"É Assim que Acaba" foi um dos livros mais aguardados da Colleen por se tratar de uma história em que ela se inspirou em sua própria experiência para escrever. O livro vai ser narrado pela Lily uma jovem que foi criada em um lar onde havia violência doméstica, ela acabou de conhecer o Ryle, um cara que tem receio de relacionamentos, mas por quem ela se sente muito atraída. Além disso ela ainda tem uma história de amor inacabada com o Atlas, um garoto que ela conheceu na adolescência.

Eu não fazia a mínima ideia do que se tratava esse livro, fui as cegas, e me deparei com assuntos que me incomoda profundamente, que são a violência contra mulher e os relacionamentos abusivos. Mas a maneira como a Colleen escreveu essa história foi muito diferente, você consegue entrar no lugar da vítima e entender o porque de certas atitudes dela, você também se encanta pelo agressor e acredita que ele pode mudar e isso é tão dolorido, mas você acaba deixando de apontar o dedo e isso é um soco no estômago.

A escrita da Colleen continua maravilhosa, eu devorei as 300 e poucas páginas e por mim se tivesse mais 300 eu leria. Principalmente, porque eu queria saber mais sobre o Atlas e eu acho que a autora poderia ter desenvolvido melhor o relacionamento dele com a Lily. Eu sei que a história era mais sobre Lily e Ryle, mas acho que a partir do momento que temos essa terceira ponta ela precisa ser mais bem desenvolvida.

Esse livro é um dos melhores da Colleen com certeza, mas não ganhou o lugar de favorito na minha lista, acho que ele está em 3º ou 4º lugar. Pra mim é um livro essencial por tratar de um assunto que precisa ser discutido e que tratou de uma forma muito delicada e eficaz, mas queria mais de Atlas e Lily.

Até o próximo post!

TBR de Fevereiro de 2018

4.2.18

Até o próximo post!

Resenha: Príncipe Serpente

18.12.17
Sinopse: "O terceiro livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo
Quando o diabo encontra um anjo...
Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência.
Ele pode levar ao paraíso... O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois. Ou ao inferno. Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor..."

Chegamos ao terceiro e último livro da trilogia dos Príncipes, da autora Elizabeth Hoyt, o Príncipe Serpente que conta a história do visconde Iddesleigh e Lucy Caraddock-Haves, que se conhecem após o visconde levar uma surra e ser abandonado na cidade da jovem. Após ser salvo por ela Iddesleigh se encanta pela jovem e  admira como seu anjo da guarda, mas ele se sente tentado por essa criatura divina.

Esse livro é o mais diferente dos outros três, mas tem uma característica de "O Príncipe Corvo" que voltou a me irritar, a tal mania de se excitar apenas olhando para o sorriso de uma moça, que preguiça isso me dá, parece coisa de adolescente. Mas tirando isso o livro é bem interessante, porque Simon tem um "respeito" maior por Lucy do que seus amigos do livro anterior.

"Príncipe Serpente" também é bem interessante na questão do mistério e a reviravolta na história envolvendo a morte do irmão do visconde. E pela primeira vez em um romance histórico eu consegui entender a motivação do personagem masculino em não querer se envolver amorosamente.

O que posso dizer é que ao ler esse último livro é que gostei bastante da escrita da Elizabeth Hoyt que não se foca apenas nas cenas eróticas, mas que consegue criar um enredo interessante em volta do romance. Uma delícia de trilogia para os fãs dos livros de época e do bom e velho romance.

Até o próximo post!

TBR de Dezembro

3.12.17
Até o próximo post!

Resenha: Príncipe Leopardo

14.11.17
Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo! 

A única coisa que uma dama jamais deve fazer... 

Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. 
É se apaixonar...
Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. 
Por um criado. 
Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor"


"Príncipe Leopardo" é o segundo livro da trilogia dos príncipes da Elizabeth Hoyt, que conta as histórias de amor de três amigos e seus interesses românticos. Contos de fada são entrelaçados nesses romances com um toque de erotismo.

Neste segundo livro vamos acompanhar a história de Harry Pye um administrador de terras que acaba se sentindo atraído pela patroa Georgina Maitland, uma jovem rica e irmã de um conde. Os dois começam a se envolver a princípio para descobrir um mistério que ronda as terras em que vivem, mas aos poucos o interesse um pelo outro vai crescendo e os dois acabam se entregando a paixão.

Como já disse na resenha de "Príncipe Corvo" a escrita da Elizabeth Hoyt é muito viciante e me vi mais uma vez devorando esse romance. E o que ainda melhor foi que alguns detalhes que me incomodaram no outro livro, nesse não estiveram presentes, e a autora ainda criou um mistério em meio a toda aquela tensão sexual. 

Adorei as personagens desse segundo livro, porque Georgiana é uma mulher a frente de seu tempo que tem uma família adorável, me diverti horrores com seus irmãos e a maneira como eles tratam a irmã mais velha. Harry Pye me irritou um pouco com seu complexo de inferioridade. Ainda falando em personagens tivemos um vislumbre do conde de Swartingham, de o "Príncipe Corvo" e de Simon Iddesleigh, que acredito ser o protagonista do terceiro livro da trilogia. 

Este segundo livro é mais um exemplo de romance histórico divertido, que você vai devorar em poucos dias ou até mesmo horas. Já estou ansiosa pelo terceiro livro, afinal, quero saber qual é a do visconde Simon Iddesleigh. 

Até o próximo post!

TBR de Novembro

5.11.17

Até o próximo post!

Resenha: O Príncipe Corvo

21.8.17
Sinopse: "Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante 
Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."

"O Príncipe Corvo" vai contar a história do conde Swartingham que perdeu toda sua família para a varíola e ficou apenas com as marcas da doença e Anna Wren uma viúva que foi infeliz em seu casamento. A vida desses dois personagens se cruzam quando ele precisa de um secretário e ela de um emprego. E os dois acabam se interessando um pelo outro quando vão se conhecendo aos poucos.

A narração de Elizabeth Hoyt é muito envolvente e é impossível não devorar todas aquelas páginas. O enredo não é nada muito revolucionário e tem vários clichês, porém é delicioso ver o desenrolar do relacionamento de Edward e Anna, que começa no estilo "Orgulho e Preconceito", mas que leva para outras tramas.

A trama também conta com cenas hot, ou seja, inapropriadas para menores de 18 anos. Mas não é nada exagerado e repetitivo, são poucos os momentos em que elas são descritas. Claro, que quando o livro tem essa pegada mais erótica, me incomoda o apelo sexual desnecessário, tipo o cara se excitar só de olhar para os lábios da mocinha, não precisa disso.

As personagens do livro são bem interessantes, pois ao mesmo tempo que tem opiniões fortes, também demostram uma grande fragilidade quando retratadas as suas inseguranças. E nesse caso tanto o homem quanto a mulher se sentem dessa maneira.

Por fim, o nome do livro "O Príncipe Corvo" remete a história de um livro da biblioteca do conde de Swawtingham, que vai contar retratar o romance entre uma jovem e um corvo, uma mistura de A Bela e a Fera com Eros e Psique. Pra mim não acrescentou no enredo do livro e se não tivesse não faria diferença, mas também não incomoda.
O livro é um romance histórico delicioso, com altas doses de amor e muito viciante. Uma leitura extremamente viciante. Foi impossível parar de ler até chegar ao final, devorei o livro em dois dias. Super recomendado para os fãs do gênero.

Até o próximo post!


TBR de Agosto

30.7.17

Crash - Nicole Williams
O Príncipe Corvo - Elizabeth Hoyt
Fangirl - Rainbow Rowell
Misery - Stephen King

Até o próximo post!

Resenha: Confesse

10.7.17
Sinopse: "Um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Da autora das séries Slammed e Hopeless. 
Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado."

E a rainha dos livros young adult ataca mais uma vez, com mais uma história dea mor cheia de altos e baixos, plot twist e um toque de destino. Isso é o que posso dizer sobre "Confesse", não posso dar muitas informações sobre a trama, acho que o máximo posso dizer é que Auburn tem uma vida complicada, mas tudo começa a melhorar quando ela conhece o Owen, um artista misterioso.

Esse livro se parece bastante com os outros livros da Colleen, o que pra mim não é algo ruim, até porque sou uma grande fã do que ela escreve, porém eu senti que as coisas estão mais aceleradas nessa história que nas outras e que temos mais empecilhos do que o normal. Por esses motivos ele não ganhou 5 estrelas na minha avaliação, mas mesmo assim eu devorei suas páginas em três dias e não consegui me parar enquanto não terminei.

As personagens desse livro são pouco aprofundadas, focando mesmo no relacionamento do casal principal. Gostei muito do Owen, ele é intenso de uma maneira muito maravilhosa. Já Auburn me irritou um pouco, por ser muito passiva em alguns momentos, faltou reação nela enquanto sua vida estava de cabeça para baixo.

"Confesse" não se tornou meu livro preferido da Colleen Hoover, mas foi uma leitura deliciosa, que me tirou da inércia literária que eu estava e movimentou meu ritmo de leituras. Afinal, essa autora é mestre em me ajudar nas ressacas literárias. Um romance lindo e viciante que vale a pena ser lido.

Até o próximo post!

TBR de Julho

2.7.17


Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana