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Resenha: Pequenas Grandes Mentiras

16.7.19
Sinopse: "Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro."

"Pequenas Grandes Mentiras" já estava na minha lista de livros que quero ler há muito tempo, a vontade de ler aumentou ainda mais com o lançamento da série baseada no livro da Liane Moriarty, com um elenco incrível. Porém eu fiquei procrastinando e ele se perdeu naquela imensidão de livros que tenho na listinha de desejados. Mas com o lançamento da segunda temporada resolvi dar uma chance para a série e foi assistir os primeiros 4 episódios de uma vez, precisei pegar o livro para ler e MEUDEUSDOCÉU que livro incrível.

O livro vai narrar os acontecimentos da cidade de Pirriwee, na Austrália, uma cidade pequena que está chocada com uma morte durante o evento da escola local. A história vai se alternar em depoimentos de algumas pessoas e a narração dos acontecimentos. Como personagens principais estão 5 mulheres, Madeline, Celeste, Jane, Renata e Bonnie, que tem filhos que estudam na mesma classe e escola. As famílias dessas mulheres são diferentes, mas um dos pontos em comum entre elas são os problemas, cada uma lida com um problema diferente. "Pequenas Grandes Mentiras" é um livro sobre problemas familiares.

A escrita da Liane Moriarty é deliciosa e viciantes, devorei o livro em uma semana, querendo descobrir quem tinha morrido no concurso de perguntas e quem fora o responsável por aquela morte. A autora conseguiu levar o mistério até o final e conseguiu surpreender até mesmo eu, que já tinha uma desconfiança sobre quem era a vítima. 

As personagens do livro são bem construídas, cheias de camadas e reais. Eu como mulher consegui me identificar muito com elas, mesmo ainda não enfrentando o tipo de coisas que elas enfrentam na história. É muito interessante a maneira que a autora mostra o quanto é difícil criar os filhos, sendo você apenas dona de casa ou uma mulher que trabalha fora e claro a dificuldade dos relacionamentos amorosos também.

"Pequenas Grande Mentiras" é um livro incrível, instigante e que vai alertar muitas pessoas sobre os problemas que acontecem nas famílias. Uma leitura deliciosa que pode ser complementada vendo a série e TV que está fantástica também. 

Até o próximo post!

Resenha: A menina que brincava com fogo

2.4.19
Sinopse: "Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A menina que brincava com fogo, de Stieg Larsson. O autor - um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país - morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que, somente na Europa, já vendeu mais de 6,5 milhões de exemplares. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes - um Colt 45 Magnum - não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça - a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis - e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados. A menina que brincava com fogo segue as regras clássicas dos melhores thrillers, aplicando-as a elementos contemporâneos, como as novas tecnologias e os ícones da cultura pop. O resultado é um romance ao mesmo tempo movimentado e sangrento, intrigante e impossível de ser deixado de lado"

Todo mundo já adorou o primeiro livro de uma série ou trilogia e quando pegou a continuação para ler ficou decepcionado porque não era tão incrível quanto o anterior,  a maldição do segundo livro,é recorrente, mas não foi o caso de "A menina que brincava com fogo", que apesar de ser a sequência de um livro maravilhoso, conseguiu ser ainda melhor.

O livro se passa algum tempo depois dos acontecimentos de "Os homens que não amavam as mulheres", Lisbeth está viajando pelo mundo e Mikael está preparando um novo volume da Millennium. Porém a história se incendeia com o assassinato de um casal de amigos do jornalista, em que a principal suspeita do crime é a hacker da tatuagem de dragão. O crime traz a tona o passado de Lisbeth e uma organização criminosa.

Desde o primeiro capítulo já me senti totalmente envolvida com a história, queria saber onde ia dar toda aquela confusão e descobrir um pouco mais sobre o passado de Lisbeth Salander. O autor pega as pontas soltas do livro anterior e vi tecendo uma história, nenhum detalhe é deixado para trás, tudo que ele escreve vai ser usado em algum momento. 

Lisbeth está ainda mais incrível nesta história, agora ela está mais madura e até mesmo consegue se envolver mais com as pessoas, mas apesar disso ela continua letal, inteligente e com uma moral impecável, porém utilizando dos seus meios de fazer justiça.

Apesar de achar Lisbeth a estrela do livro, não posso me esquecer de Mikael Blomkvist, que é sempre genial, o típico jornalista que me fez querer seguir a profissão.

Se o primeiro livro temos alguns homens que não amavam as mulheres, neste segundo a história é impregnada de machistas, estupradores, abusadores, torturadores e agressores de mulheres. Stieg Larsson não poupa na hora de criar esse tipo de personagem masculino e é impossível não se sentir repugnada com  todos os comentários pejorativos feito a mulheres ou as agressões contra elas. Como contraponto, todas as personagem femininas são fortes, inteligente, independentes e bem sucedidas em suas carreiras.

Os 20% finais do livro são de tirar o fôlego, cheios de embates e ação, terminando de maneira espetacular, que me fez querer ler o próximo logo. Terminei o livro com a certeza que esse livro é o melhor da trilogia e que vai ser difícil o terceiro conseguir ser tão maravilhoso, mas espero que ele me surpreenda tanto quanto esse.

Até o próximo post!

Resenha: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Millennium)

28.11.18
Sinopse: "O jornalista Mikael Blomkvist acaba de ser condenado e sentenciado a três meses de prisão por difamar um poderoso financista. Recebe então uma proposta intrigante: o grande industrial Henrik Vanger quer contratá-lo para escrever a biografia de sua conturbada família. Mas, sobretuto, Vanger quer que Mikael investigue o sumiço de sua sobrinha Harriet, desaparecida sem deixar vestígios há quase quarenta anos. Henrik também se dispõe a salvar a 'Millennium', revista capitaneada por Mikael, e que se encontra em risco de falência. De início contrariado, o jornalista acaba aceitando a tarefa.
Harriet desapareceu quando sua família se reunia para um encontro em uma ilha. Inteligente e sensível, a moça era a favorita de Henrik. Suspeitos não faltam, pois, se todas as famílias tem esqueletos no armário, o clã Vanger parece dispor de um cemitério inteiro. Em sua busca febril, Mikael recebe a ajuda de uma jovem e genial hacker, Lisbeth Salander, cuja magreza anoréxica só é comparável à fúria silenciosa que nutre contra a sociedade. Mas, como Mikael logo compreende, se alguém esconde um segredo torpe, é certo que Lisbeth irá descobri-lo. E, de fato, pouco a pouco, o jornalista e sua improvável parceira desvendam um verdadeiro circo de horrores.
'Os homens que não amavam as mulheres' não é apenas um do mais comentados romances policiais dos últimos anos, tendo tomado de assalto a lista dos mais vendidos dos países onde foi publicado. É uma obra de dimensões oceânicas, que se desdobra pelos mais diversos aspectos da vida moderna - os crimes de colarinho branco, a responsabilidade do jornalismo econômico com a ciranda financeira, o fenômeno da internet e da invasão de privacidade, o ódio contra as minorias. Por isso, além de seduzir com seu intrincado mistério, fornece ainda uma reflexão ética sobre a sociedade atual, sobre os segredos de cada um e a responsabilidade de todos."

"Os homens que não amavam as mulheres" é o primeiro livro da trilogia Millennium, escrita por Stieg Larsson. A princípio a história seria uma série de 10 livros, mas o autor morreu logo após terminar o terceiro livro, transformando Millennium em uma trilogia.

O livro tem várias histórias dentro de suas 522 páginas. Ele se inicia abordando duas histórias diferentes, a do jornalista Mikael Blomkvist, que está sendo condenado por uma matéria em que denunciava um grande empresário e Lisbeth Salander uma jovem hacker que vive sob a tutela do estado e está tendo problemas com seu mais novo tutor. Depois essas duas narrativas abrem espaço para uma terceira a história da família Vanger, composta de pessoas horríveis e que tem um mistério, o sumiço de Harriet uma jovem que desapareceu aos 17 anos. Por fim retomamos a história do grande empresário corrupto e a história é fechada, largando algumas pontas para sua continuação.

Os dois personagens principais da história são Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander, tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão parecidos, os dois lutam por justiça e tem um ótimo faro para desvendar mistérios. Juntos essa dupla é invencível. Mas claro, que o grande destaque do livro é Lisbeth, a jovem com uma tatuagem de dragão é cheia de mistérios, não é revelado porque vive sob tutela ou porque ela se tornou uma pessoa tão fechada. Ela é uma grande heroína com capacidades impressionantes e um senso de justiça muito forte, na verdade ela gosta de executá-la com as próprias mãos.

Para algumas pessoas o livro pode ter um início lento, para que entendamos de onde veio os dois protagonistas até se encontrarem, além de termos uma variedade de discussões sobre economia, burocracias e informações sobre a extrema direita na suécia. Eu acho tudo isso fascinante, gosto de aprender com todas as minhas leituras e esse livro é um prato cheio. 

Como o título mesmo diz "Os homens que não amavam as mulheres", a história gira em torno da violência contra mulher e os homens odiosos que fazem isso. Para quem tem gatilhos com estupros, eu não recomendo, apesar do autor não descrever muitas cenas, mas há a insinuação.

A escrita de Stieg Larsson flui muito bem e ele sabe criar um mistério como ninguém, você não consegue parar de ler até descobrir o que aconteceu com Harriet Vanger e logo em seguida quer saber mais sobre Lisbeth. É instigante e muito bem construída a narrativa, um prato cheio para os fãs  de romances policiais.

Apesar deste ser o primeiro de uma trilogia, eu achei que o livro é muito bem fechadinho e dá perfeitamente para se ler apenas este primeiro, porém desafio você a não desejar se entregar a leitura do volume seguinte. Um livro que na minha opinião é perfeito.

Até o próximo post!

Resenha: É Assim que Acaba

12.2.18
Sinopse: "Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais."

"É Assim que Acaba" foi um dos livros mais aguardados da Colleen por se tratar de uma história em que ela se inspirou em sua própria experiência para escrever. O livro vai ser narrado pela Lily uma jovem que foi criada em um lar onde havia violência doméstica, ela acabou de conhecer o Ryle, um cara que tem receio de relacionamentos, mas por quem ela se sente muito atraída. Além disso ela ainda tem uma história de amor inacabada com o Atlas, um garoto que ela conheceu na adolescência.

Eu não fazia a mínima ideia do que se tratava esse livro, fui as cegas, e me deparei com assuntos que me incomoda profundamente, que são a violência contra mulher e os relacionamentos abusivos. Mas a maneira como a Colleen escreveu essa história foi muito diferente, você consegue entrar no lugar da vítima e entender o porque de certas atitudes dela, você também se encanta pelo agressor e acredita que ele pode mudar e isso é tão dolorido, mas você acaba deixando de apontar o dedo e isso é um soco no estômago.

A escrita da Colleen continua maravilhosa, eu devorei as 300 e poucas páginas e por mim se tivesse mais 300 eu leria. Principalmente, porque eu queria saber mais sobre o Atlas e eu acho que a autora poderia ter desenvolvido melhor o relacionamento dele com a Lily. Eu sei que a história era mais sobre Lily e Ryle, mas acho que a partir do momento que temos essa terceira ponta ela precisa ser mais bem desenvolvida.

Esse livro é um dos melhores da Colleen com certeza, mas não ganhou o lugar de favorito na minha lista, acho que ele está em 3º ou 4º lugar. Pra mim é um livro essencial por tratar de um assunto que precisa ser discutido e que tratou de uma forma muito delicada e eficaz, mas queria mais de Atlas e Lily.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana