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Resenha: Modern Love

25.8.20

 


"Modern Love" é o nome da coluna do The New York Times, onde pessoas enviam relatos de histórias de amor, perda e redenção. Essas história foram selecionadas e organizadas por Daniel Jones, que gerou o livro de mesmo nome, onde temos 30 relatos de amor.

O livro é dividido em três partes "Em algum lugar lá fora", "Acho que amo você", "Segurando firme nas curvas", Assuntos de família". A primeira parte temos relatos sobre casos amorosos que terminaram, a segundo são sobre histórias de amor que tiveram um final feliz, a terceira histórias de superação e momentos difíceis e a última histórias  sobre família.

Cada história é contada por quem a viveu, então temos narrações diferentes, mas todas muito bem escritas, uma vez que os autores são geralmente pessoas que já trabalham escrevendo. Mas essa diferença de narradores torna tudo muito gostoso, porque não entramos na monotonia e sempre somos surpreendidos.

Em "Modern Love" o amor não é apenas entre um casal, pode ser entre pais e filhos, pode ser a esperança de que aja alguém para você, o ato de se dedicar a alguém, amizade, companheirismo, o amor próprio. São diversas histórias em que esse sentimento está ali, mas nem sempre é sobre um casal ficando juntos para sempre.

Adorei o livro, nem vi o tempo passar enquanto estava lendo, me emocionei com as histórias, me apaixonei, torci para que tudo desse certo e andei por Nova York. Daqueles livros para se terminar de ler com o coração aquecido.

"Modern Love" foi adaptada para série pelo Prime Video, série essa que pretendo ver e reviver o quão deliciosas foram essas histórias de amor.

"Se eu fosse o Spock, de Star Trek, explicaria que o amor humano é uma combinação de três emoções, ou impulsos: desejo, vulnerabilidade e coragem. O desejo nos faz sentir vulneráveis, o que exige que sejamos corajosos."

Até o próximo post! 

Série: Valeria

18.6.20
"Valeria" é a mais nova original Netflix, uma produção espanhola, que vai acompanhar Valeria, uma mulher de 29 anos que está lidando com um bloqueio criativo enquanto escreve seu primeiro livro. Além desse problema "profissional", a protagonista também está passando por uma crise no casamento.
Além de acompanhar a vida da protagonista, a série também acompanha as histórias das amigas da Valeria, todas com personalidades e vidas muito diferentes uma das outras. Lola é tradutora, que tem um caso com um homem casado e problemas com a mãe, Carmen é uma publicitária, apaixonada por um colega de trabalho, Nérea é advogada e lésbica, mas esconde da família.
A série está sendo chamada de "Sex and he city" espanhola, uma vez que tal como a série da HBO, a amizade entre mulheres tão diferentes e as discussões entre elas é o foco da série. As personagens da série espanhola discutem sobre sexo, amor, relacionamentos, trabalho, sonhos.
O romance também está presente na série, Val está envolvida em um triangulo amoroso, com seu marido Adri e Victor, amigo de sua amiga, Lola. O marido e ela estão acomodados em um relacionamento sem muitas emoções, enquanto Victor traz um novo mundo pra ela, muito sedutor. E ela se vê dividida entre a segurança do casamento e a incerteza do caso.
A série é lindíssima, com figurinos incríveis (que eu estou desejando loucamente), uma trilha sonora deliciosa e uma história envolvente, principalmente, para quem está  com seus quase 30 anos, isso porque os problemas que os personagens passam na história são muito parecidos com os que os jovens millennials vivem.
"Valeria" é divertida, impossível não dar risada das confusões em que todas elas se metem, mas também é uma série muito inspiradora, que fala sobre lutar pelos seus sonhos, se entregar aos seus desejos, se encontrar, se conhecer e ser uma mulher livre. Tem 8 episódios de 40 e poucos minutos, rapidinho você assiste e deixa pontas soltas para uma próxima temporada. Vale a pena assistir a essa série e aumentar o coro por uma nova tempora.

Até o próximo post!



Uma Segunda Chance para Amar

20.12.19
Sinopse: "Kate (Emilia Clarke) é uma jovem inglesa cuja vida é uma bagunça. Ela trabalha como elfo em uma loja temática de natal o ano todo. Quando ela conhece Tom (Henry Golding), o que parecia impossível se torna realidade, conforme o rapaz enxerga através de todas as barreiras que ela construiu."

Sou apaixonada por filmes natalinos, qualquer que seja, mas é claro que comédias românticas com essa temática tem local especial no meu coração. Por isso, quando vi o trailer de "Uma Segunda Chance para Amar" fiquei louca para assistir. Mas esse filme foi muito mais do que uma comédia romântica.

Kate é uma jovem que vive uma vida desregrada de bebida, sexo casual, noites em claro e má alimentação, mesmo depois de ter passado por um período doente. Ela trabalha numa loja temática de Natal, mas sonha mesmo em viver como cantora. Um dia ela conhece o Tom, um cara que encara a vida de uma maneira muito bonita e positiva. Aos poucos os dois vão se envolvendo e Kate acaba descobrindo mais sobre si mesma.

O filme foi vendido por aqui apenas como uma comédia romântica, dá para perceber até pelo título que adotaram na versão brasileira (Uma Segunda Chance para Amar), mas não é sobre isso, tem sim um romance, mas é sobre dar valor a nossa vida, de aproveitarmos as oportunidades que temos, aprender a conviver com as pessoas que nós amamos. Além disso, o filme também aborda sobre a questão dos imigrantes na  Inglaterra, mostrando o quanto eles sofrem ainda muito ligados as suas cidades de origens.

O elenco está maravilhoso nesse filme, Emilia Carke nasceu para fazer comédias românticas, ela é divertida e encantadora e nesse filme ela está demais e até cantando ela arrasou. Henry Golding também está incrível, já quero ele em todos os filmes (e já tinha tirado essa conclusão em Asiáticos Podres de Ricos), o Tom dele é tão maravilhoso e mágico, impossível não se apaixonar. Adorei também a Emma Thompson de mãe da Kate, ela está muito divertida e ao mesmo tempo conseguiu passar a carga dramática.

O filme tem como trilha sonora as músicas do George Michael e até mesmo o nome de uma canção dele na versão original (Last Christmas, que na minha opinião faz muito mais sentido). Kate é uma grande fã do cantor e a todo momento ela canta as músicas dele.

"Uma segunda chance para amar" me fez rir, chorar e sair do cinema com o coração aquecido, teve tudo que uma história de Natal precisa para ser incrível. Um filme lindo que vai te fazer ficar viciado em George Michael.

Até o próximo post!


Dorama: Oh My Ghost

25.2.18
Sinopse: "A vida de Na Bong Suh muda completamente quando é possuída por uma fantasma que gosta de seduzir homens."

Raramente comento de doramas por aqui, tem épocas que fico um bom tempo sem ver as "novelas" coreana, porém tento sempre falar sobre o mais recente que assisti. Mas o mais interessante é que os posts de doramas são os mais visualizados aqui do blog. Acredito que isso aconteça porque esse estilo de série tem entrado muito na Netflix e por falar neles, o drama de hoje foi assistido através deles.

Desde que comecei a me aventurar no mundo das séries coreanas vi uma vez ou outra alguém comentando sobre "Oh My Ghost", mas sempre lia a sinopse e ela não me pegava. Então um dia zapeando na Netflix resolvi dar uma chance para ele e MEUDEUS! Um dos melhores doramas que já assisti.

Bong-sun é ajudante no restaurante Kang Sun-woo, por quem ela nutre uma paixão secreta. Porém a garota só desperta a pena do famoso chef, por não consegui se concentrar na tarefas, porque a jovem consegue ver fantasmas. Um dia Bong-sun é possuída por uma fantasma que acredita estar presa na terra por ser virgem, então a vida da ajudante vira de cabeça pra baixo.


O dorama a primeira vista pode parecer apenas mais uma comédia romântica, mas não, "Oh My Ghost" acaba se tornando um grande mistério e por que não, uma espécie de história de terror. Isso mesmo, nos primeiros episódios vamos ter muita cena engraçada, depois o romance toma conta, aí o mistério começa a aparecer e os momentos finais são cheios de muito ação e uma cena de aterrorizar.


Os personagens deste drama são incríveis e os atores também estão maravilhosos. Gosto desde os coadjuvantes como a xamã Seobinggo, os caras do restaurante (que me arrancaram várias risadas dançando BIGBANG), a mãe do chef, o chef que é oppa muito maravilhoso, mas a menção honrosa vai para a atriz que faz a Bong-sun, que conseguia ser duas pessoas, e o policial Choi que também conseguiu desempenhar seu papel espetacularmente.


O romance da história é espetacular, porque comparado a todos os outros k-dramas, temos aqui beijos muito mais reais, deixando o envolvimento do casal mais natural e muito mais envolvente. Fora que aqui temos vários passos de uma relação, fugindo muito do estilo de doramas que o casal mal se toca.


Não tenho mais o que dizer sobre "Oh My Ghost" que não atrapalhe a experiência que é assistir esse dorama. Apenas, assistam essa maravilha na Netflix, porque até minha irmã que não curte ficou viciada e disse que tão cedo vai consegui assistir outra série.



Até o próximo post!

Dorama: Good Morning Call

28.11.17
Sinopse: "Ela conseguiu seu próprio apartamento, mas terá que dividi-lo com o garoto mais popular da escola e ninguém pode saber que eles moram juntos."

Good Morning Call é um dorama disponível na Netflix, que vai contar a história da Nao Yoshikawa que consegue alugar um ótimo apartamento para conseguir morar na cidade e estudar, uma vez que seus pais moram no interior, mas ela acaba sendo vítima de um golpe e tem que dividir o apartamento com Hisashi Uehara, o cara mais popular do colégio. De primeira os dois não se dão bem por serem totalmente diferente um do outro, mas com o tempo eles vão se aproximando.


A Nao é uma garota sonhadora, meio sem noção, mas cheia de amigos e muito fofinha (como quase 90% da população feminina dos doramas). E Uehara é trabalhador e inteligente, mas muito frio. O romance demora acontecer, exatamente por causa da personalidade deles e pelos vários pretendentes da Nao (que na minha opinião dão de mil no Uehara tanto em aspectos físicos quanto emocionais). 

O drama foca principalmente no relacionamento de Nao e Uehara, mas os outros personagens também tem histórias paralelas, que em alguns momentos esbarram na história principal. Como Uehara era um poço de grosseria era impossível não se encantar pelos demais personagens e ter vontade de socar a mocinha, pra vê se ela acordava. 
 
A história é cheia de reviravoltas e sempre que a gente acha que as coisas vai melhorar acontece alguma coisa pra ferrar, geralmente com a pobre da Nao. Mas claro, que como todo bom dorama Good Morning Call é bem engraçado e me arrancou várias gargalhadas (principalmente quando a cunhada do Uehara ficava bêbada). 


Good Morning Call é uma ótima opção para quem quer começar com os doramas, por ter uma história bem clássica, garota bobinha que derrete o coração de gelo do galãzinho. Com romance, humor e drama na medida certa (ou na medida oriental). E amanhã saí na Netflix a segunda temporadas, que vai acompanhar Nao e Uehara na faculdade. Então você pode pegar essas duas maratonar. 
 
Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana