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Vídeo: Eu assisti Bom Dia, Verônica

16.10.20

 Eu assisti Bom dia, Verônica, adaptação do livro de mesmo nome escrito pelo Raphael Montes e a Ilana Casoy. Um thriller viciante com um serial killler brasileiro.

Até o próximo post!

Resenha: Pessoas Normais

13.7.20
Não me lembro qual foi o meu primeiro contato com  "Pessoas Normais", me recordo apenas de que de repente todo mundo estava lendo o livro da Sally Rooney e comentando sobre a série baseada nele. E depois de ver algumas resenhas, acabei me interessando pelo livro, não por causa da sua sinopse, mas sim pelo encantamento das pessoas pela história.

"Pessoas Normais" conta a história de Marianne e Connel, ele o popular da escola e ela a excluída, os dois começam um relacionamento quando ainda são adolescentes, relacionamento esse que vai até a faculdade, onde as coisas se invertem e ela se torna a popular e ele o excluído. A relação dos dois é cheia de idas e vindas, causadas por falta de comunicação ou por ações que acabam fazendo com que eles se afastem.

O livro apresenta um romance diferente dos que são sucesso de vendas, é uma história muito mais real, em que o leitor vai se identificar com os problemas vividos pelo casal. Os personagens são muito realistas, bem construídos e cheio de camadas, que envolvem traumas e sentimentos confusos. É impossível não se ver envolvido com aquela história, querendo saber onde tudo vai dar, se os dois vão conseguir se resolver e ficarem juntos.

Sally Rooney não cria um romance clichê, seu livro é uma história de amor dolorida, com idas e vindas causadas por desentendimentos banais, que poderiam ser resolvidos se Marianne e Connel se comunicassem, mas o casal não consegue, porque são pessoas introspectivas, que falam pouco e que ficam tentando adivinhar a reação do outro, e quem na vida real nunca fez isso?

A leitura de "Pessoas Normais" não é fácil, é dolorida e lenta, porém prazerosa e viciante. Foi um livro que mexeu com meus sentimentos, me deixou reflexiva, me emocionou, me irritou, uma avalanche de sensações. Não é um livro para qualquer um, possuí gatilhos que podem gerar mal estar a uma pessoa que já viveu uma relação abusiva ou teve depressão. Mas é uma história de amor real, bonita, sobre a vida e seus desencontros. Que livro!

"São engraçadas as decisões que a gente toma porque gosta de alguém, ele diz, e aí sua vida inteira muda" (Pessoas Normais - pág 231)
Até o próximo post! 

EU ASSISTI 365 DNI

21.6.20
Acabou de sair na Netflix o filme 35 DNI, adaptação de um livro polonês, que vem fazendo muito sucesso. O romance dark erótico traz Laura, um mulher que é sequestrada por um mafioso que lhe faz uma proposta, se apaixonar por ele em 365 dias. Vem ver o que eu achei do filme.

Até o próximo post!

E eu assisti Por Lugares Incríveis

18.4.20
Até o próximo post!

Cinema: Adoráveis Mulheres

6.2.20
Recentemente falei sobre o livro Mulherzinhas da Louisa May Alcott, que voltou a ser sucesso devido a mais nova adaptação para o cinema, para ser mais exata a quarta adaptação. Mas um livro de 1868, clássico da literatura e com tantas adaptações ainda tem algo a dizer? E eu te digo que sim, porque Greta Gerwig trouxe uma nova visão da história das irmãs March’s que é extremamente necessária nos dias de hoje.

O filme (caso você não tenha lido a minha resenha de Mulherzinhas) vai acompanhar as 4 irmãs March, Meg, Jo, Amy e Beth, que vivem com a mãe enquanto o pai está na guerra. O filme acompanha o fim da "infância" e a vida adulta.

Diferente do livro o filme mescla passado e presente não seguindo um enredo linear, a história é contada paralelamente até se encontrar. Acredito que se a pessoa não leu o livro pode ficar perdida sobre a história, pelo menos no início, mas agora poucos fica fácil de compreender.

Greta utilizou dos acontecimentos e algumas lições presentes no livro, mas atualizou a discussão do papel da mulher, retirou momentos que nos dia de hoje não se encaixam mais e focou nos acontecimentos principais da trama, sem muita enrolação, como algumas pessoas acham no livro.

A diretora inseriu falas na história em que as mulheres questionam qual o valor delas em uma sociedade onde s´acham que elas servem para se casar e se apaixonar, criticando até mesmo os fãs da época do lançamento do livro que pressionavam a autora para que as jovens se cassassem.

Além de transformar a obra de Louisa May Alcott em uma obra muito mais feminista, a Greta Gerwig fez uma carta de amor a autora, ela utilizou da Jo (que dizem ser a personagem que a Louisa criou inspirada em si mesma) como sendo a autora e escrevendo Mulherzinhas, dando voz a ela dentro da história, mostrando que apesar das pressões da sociedade ela foi a dona de seu livro.

O elenco de "Adoráveis Mulheres" é incrível, com nomes fortes como Laura Dern e Meryl Streep, e trazendo os queridinhos do momento como Florence Pugh, Saoirse Rona e Timothé Chalamet. O elenco mais experiente como sempre arrasando com destaque especial para Meryl Streep que deu uma leveza e diversão a história. Do elenco jovem Florence e Saoirse estão maravilhosas o que justifica perfeitamente a indicação das duas ao Oscar, principalmente a primeira, que conseguiu criar duas Amy's com maestria.

Saí do cinema encantada ainda mais com a história de Louisa May Alcott e feliz por existirem mulheres tão incríveis como ela e até mesmo Greta Gerwig que deram voz a adoráveis mulheres de todo mundo.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana