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Resenha: O Mal Nosso de Cada Dia

28.4.21

“O Mal Nosso de Cada Dia” é escrito por Donald Ray Pollock, e é um livro que aborda principalmente a maldade, escancarando a sordidez e perversão do ser humano. Nele vemos assassinos, pedófilos, serial killers, abusadores, fanáticos religiosos e corruptos. ⁣

⁣O livro acompanha a história de vários personagens, que aos poucos vão se entrelaçando e se tornando uma só. E cada uma dessas histórias mostra um pouquinho da maldade humana, tornando impossível sentir empatia ou torcer por algum daqueles personagens.⁣

⁣A escrita do Donald é muito gráfica, ele não nos poupa dos detalhes e crueldade. É um  livro banhado de cenas de violência e muito sangue. Por isso, a leitura é um pouco angustiante, principalmente nos primeiros capítulos, mas apesar disso, é uma história muito envolvente.⁣

⁣A leitura desse livro foi muito rápida pra mim, mas as últimas 50 páginas eu entrei em um ritmo alucinante, por causa das diversas reviravoltas. Não conseguia parar de ler até descobrir como tudo ia acabar. E fui surpreendida com um ótimo final.⁣

⁣“O Mal Nosso de Cada Dia” é um livro muito pesado, mas que é impossível de largar. Para quem gosta de um bom thriller eu super recomendo a leitura, você não vai se arrepender.⁣

⁣O livro foi adaptado em um filme pela Netflix e recebeu o nome de “O Diabo de Cada Dia”, com um elenco recheado de estrelas e recebeu críticas positivas. Já estou ansiosa para ver como ficou.⁣

Até o próximo post!




Resenha: Columbine

5.5.20

“Columbine” do Dave Cullen é um livro sobre o massacre de Columbine, em que dois jovens entraram em uma escola, no Colorado, em 20 de abril de 1999, e executaram 13 pessoas e se mataram em seguida. O caso é um dos mais famosos massacres em escolas e até hoje os assassinos “inspiram” outros jovens.

Dave Cullen narra o dia do massacre, o que aconteceu com cada vítima, os desdobramentos, a investigação e o impacto desse acontecimento na vida das pessoas. O autor escreve muito bem, sem ser técnico demais, dando muito mais visibilidade às pessoas do que ao ato. Durante todo o livro ele mostra outras facetas da vítimas, não se atendo apenas ao dia do massacre. Até mesmo quando fala sobre os assassinos, o autor dá um tom mais humano, mostrando quem eram os dois garotos e sua famílias.

O livro é pesado, não é daquelas leitura para se fazer em uma sentada, é difícil e em vários momentos mexe com nossas emoções. Durante a leitura eu me emocionei, fiquei revoltada, sofri e aprendi muito com toda a história.

“Columbine” foi um dos melhores livros de crime scene que eu já li, apesar de que alguns detalhes me incomodaram. O primeiro é o fato de que o livro não tem imagens, Dave Cullen optou por isso, afirmando que s as imagens estão disponíveis na internet e qualquer um pode ter acesso, mas acho que parar a leitura para buscar na internet prejudica demais o ritmo. E segundo é que em vários momentos o autor se repete, isso torna a leitura um pouco cansativa.

Eu conhecia a história de Columbine, assisti ao documentário Tiros em Columbine, quando estava na faculdade, mas foi só lendo esse livro que conheci verdadeiramente o que foi esse massacre. O autor mostra a realidade, rompendo com mitos como o de que foi uma retaliação por causa de bullying e até mesmo desmente histórias sobre martírio de uma jovem cristã, assassinada pelos jovens. Esse livro é sobre fatos e não uma romantização do que aconteceu, vale a pena ler.

Até o próximo post!

Resenha: Bom Dia, Verônica!

25.2.20
"Bom Dia, Verônica" foi escrito a quatro mãos por Raphael Montes e Ilana Casoy, ele um autor de thrillers nacionais de sucesso e ela uma criminóloga renomada. O livro vai acompanhar a história de Verônica, uma escrivã da polícia que começa a investigar por conta própria dois casos, o de uma mulher enganada por um vigarista na internet e de outra que diz que o marido mata mulheres.

Verônica é uma mulher que vive uma vidinha bem pacata, encostada na função de secretária e em um casamento já bem defasado. Quando ela se depara com os dois casos, acredita que seja o momento dela mudar de vida. No primeiro momento a impressão é de que ela é apenas uma mulher comum, porém ela tem vários segredos.

O livro é bem curtinho, tem mais de 200 páginas, mas a história é muito bem construída, sem deixar pontas soltas e com um enredo que desenrola muito bem. Devorei o livro em alguns dias, queria saber o que ia acontecer com todos os personagens e mesmo tendo diversas teorias não consegui adivinhar qual seria o desfecho da história, terminei o livro muito impactada.

O livro é um thriller maravilhoso, muito envolvente e que não deixa nada a desejar para os livros de mesmo gênero lá de fora. Raphael e Ilana mostraram que sabem como contar uma boa história com o conhecimento que possuem, fazendo com que ela seja verossímil e envolvente.

"Bom Dia, Verônica" foi lançado pela DarkSide Books com o pseudônimo de Andréa Killmore, que só foi revelado no ano passado, quando também foi anunciado que ele ganharia uma série na Netflix, que sai em 2020. Já estou ansiosa para assistir e ver como a história de Verônica ficará na tela.

Até o próximo post!

Vídeo: TOP 5 Editoras

15.2.20
Até o próximo post!

Resenha: O que terá acontecido a Baby Jane?

16.12.19
Sinopse: "O que terá acontecido a Baby Jane? conta a história das irmãs Hudson, duas mulheres de idade que vivem isoladas em uma mansão e mantêm uma relação doentia de dependência, inveja, rancor e culpa.

“Baby” Jane Hudson fez nome nos palcos de teatro vaudevile quando era criança. Mas isso foi há tantos anos que ninguém mais se lembra dela. Sua irmã Blanche foi uma estrela maior, de grande sucesso em Hollywood. Um acidente de carro, porém, afastou-a dos holofotes e a colocou sobre uma cadeira de rodas. Aos poucos, os ressentimentos se transformam em obsessão, colocando em risco iminente a vida — e também a sanidade — das duas irmãs.

O que terá acontecido a Baby Jane? virou referência por sua adaptação cinematográfica, com Bette Davis e Joan Crawford. Mas toda a angústia, a inspiração gótica e até a atmosfera sombria da fotografia em preto e branco do longa-metragem já estavam presentes nas páginas do livro."


Desde quando a DarkSide Books anunciou que iria trazer esse livro para o Brasil eu fiquei empolgada, o lançamento demorou um pouco, mas quando chegou já entrou na minha wishlist. Então finalmente peguei esse livro pra ler, com as expectativas lá em cima, e acabou que Henry Farrel consegui superar todas elas.

O livro vai contar a história de duas irmãs, Jane e Blanche, a primeira foi sucesso nos palcos quando ainda era criança, já a segunda foi uma estrela com consagrada de Hollywood. Mas a fama já não existe para as duas, Jane caiu no esquecimento e Blanch há 20 anos vive em uma cadeira de rodas, após um misterioso acidente de carro. As duas irmãs vivem juntas em um casarão, sem muito contato com o mundo externo.

Henry Farrel construiu uma narrativa que instiga,  nos fazendo desejar ler aquela história em uma sentada, querendo saber o que vai acontecer. A leitura flui  muito bem, apesar de todo o mistério que envolve a relação daquelas duas irmãs. Aos poucos o autor foi revelando através de flashbacks como Jane e Blanche chegaram até aquele ponto.

Grande parte da história de passa dentro da casa e apenas as interações entre as irmãs existem, dando grande espaço para revelar cada personagem com todas suas camadas. As duas são muito bem construídas, mas Jane é quem brilha nessa história, com sua personalidade egoísta e rancorosa, maquiada e vestida como uma criança, ela é insana.
“O que terá acontecido a Baby Jane?” é um livro sobre inveja, frustração, rancor e principalmente, sobre a loucura. 

A edição da DarkSide além do livro Baby Jane ainda traz mais três contos do Henry Farrel, “O que terá acontecido a prima Charlotte?”, “A estreia de Larry Richards” e “Primeiro, o ovo”. O primeiro com uma pegada bem parecida com o Baby Jane, o segundo sobre um ator voltando a ativa e o terceiro uma história bem louca sobre um cara que encontra um ovo em uma expedição. Todos os contos tem uma pitada de insanidade. 

O livro é incrível em seu conteúdo e visualmente, porque a edição está maravilhosa. Obrigada DarkSide por trazer esse livrão para o Brasil.

Até o próximo post!

TBR de Dezembro

7.12.19

Até o próximo post!

Resenha: Fragmentos do Horror

29.10.19
Sinopse: "Mestre do terror em quadrinhos, Junji Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo belo. Se você tem coragem (e estômago), não pode perder Fragmentos do Horror, primeiro livro de mangá publicado pela DarkSide® Books. Fragmentos do Horror é uma coleção de histórias curtas, perfeitas para quem quer experimentar o que essa mente tão delirante é capaz de produzir. Ito-san oferece ao leitor nove encontros com o desconhecido. Cada quadrinho pode ser fatal, cuidado! Entre as histórias da coletânea, temos uma mansão velha de madeira que gira sobre seus habitantes. Uma turma de dissecação com um assunto nada comum. Um funeral em que os mortos definitivamente não são postos para descansar. Variando do aterrorizante ao cômico, do erótico para o repugnante, essas histórias apresentam o retorno de Junji Ito há muito aguardado para o mundo do horror. Fragmentos do Horror faz parte da nova coleção DarkSide® Graphic Novel Tokyo Terror e, como todos os títulos da Caveirinha, vem numa caprichosa edição em capa dura. A tradução foi feita diretamente do japonês e a publicação segue a orientação original, da direita para a esquerda — como tem que ser."

Sou nova na leitura de mangás, mas desde o momento que vi que Fragmentos do Horror seria lançado pela DarkSide, fiquei desejando tê-lo. Não só a beleza da edição feita pela editora me atraiu, a temática também, um coletânea de histórias de terror. Sempre gostei do terror asiático, filmes como O Grito, O Chamado e Espíritos são alguns dos que me aterrorizavam na adolescência, como toda aquela história de maldições, criaturas assustadoras e lendas. Por isso já imaginava mais ou menos como seriam as histórias da obra de Junji Ito, porém o que encontrei nesse mangá foi muito além.

Fragmentos do Horror é composto por 8 histórias: Futon, Monstro de Madeira, Tomio - Gola rulê vermelha, Suave Adeus, Dissecação-chan, Pássaro Negro, Magami Nanasuke, A Mulher que sussurra. Cada história com personagens e temáticas diferentes, podendo serem lidas em ordem ou não. Algumas das histórias o horror se mescla com o cômico, como Futon, Tomio, Dissecação-chan e Magami Nanasuke, já Suave Adeus e A mulher que sussurra são bem melancólicas. E as demais é até difícil colocar um rótulo.

Os traços do mangá são bem bonitos com um toque de surrealismo, uma belíssima  obra com certeza. Além de beleza é possível ver o quanto Junji Ito sabe contar histórias, em poucos quadros estamos envolvidos na história e curiosos onde irá parar aquilo tudo. Ele conseguiu me surpreender em todas as histórias, arrancar gargalhas e sentir um frio na espinha.

Gostei de todas as histórias, mas três em especial foram minhas favoritas Monstro de Madeira que vai contar a história de uma mulher fascinada por uma casa antiga, Suave Adeus que não assusta, mas emociona e Dissecação-chan que conta a história de uma mulher que deseja ser dissecada.

Não dá para contar muito sobre as histórias para que a experiência seja estragada, mas saibam que é um mangá obrigatório para quem é fã de um bom horror.

Até o próximo post!

Resenha: Arquivos Serial Killers

9.8.18
Sinopse: "Ilana Casoy foi nossa primeira autora nacional. Pioneira no estudo das ciências criminais no Brasil, Ilana já era uma escritora reconhecida quando aceitou nosso convite e apostou no escuro com a DarkSide Books. A Caveirinha aprovou, assim como todos os DarkSiders. A hora é agora de renovar os laços com ela e com você também querido leitor. Mais uma vez Ilana é nossa pioneira e Arquivos - Serial Killers é o primeiro dos relançamentos comemorativos dos 5 anos de DarkSide Books: os 2 livros, Serial Killers - Louco ou Cruel? e Serial Killers - Made in Brazil, reunidos num único volume de luxo com mais de 700 páginas de investigação. Ilana Casoy é uma autoridade sobre mentes criminosas e resoluções criminais no Brasil. Para escrever Serial Killers: Louco ou Cruel? a escritora mergulhou em arquivos policiais e judiciais, da Scotland Yard e do FBI, além de ter pesquisado rigorosamente em muitas outras fontes para construir um inquietante roteiro de como, com que e por que os serial killers atuam. Em Serial Killers - Made in Brazil, Ilana investigou os serial killers brasileiros, no que seria o primeiro livro do gênero para os serial killers brasileiros. Foram 5 anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistar cara a cara com personificações do mal em terras brasileiras, para criar arquivos sobre o lado mais sombrio do ser humano. Por muitas vezes comovente e perturbador, o relato de Ilana nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiriam criar."

Em 2016 a Darkside lançou em uma edição especial dois livros da Ilana Casoy em um único volume, o "Casos de Família", que foi meu primeiro contato com livros da autora. E de cara gostei bastante da escrita dela, da maneira como ela conta suas "histórias" e como nos passa conhecimento. Então quando vi que mais uma edição especial de suas obras ia sair, já coloquei n wishlist. A leitura da vez foi o Arquivos Serial Killer.

O livro na verdade é uma junção de dois livros da Ilana sobre serial killers eu logo quis colocá-lo na minha wishlist. E a leitura da vez foi "Arquivos Serial Killers", que é uma junção de dois livros escritos pela Ilana, Louco ou Cruel? e Made in Brasil. O primeiro vai falar sobre o que é se um serial killer e contar sobre os casos mais famosos. Já o segundo, vai mostrar que o Brasil também tem seus assassinos em série.

"Louco ou Cruel?" mostra casos antigos em grande maioria de assassinos de outros países. Muitos dos casos citados já são conhecidos como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gancy, Ed Gein e o terrível Albert Fish, mas tem alguns que eu nunca tinha ouvido falar. Mesmo tendo vários casos que já conhecia a leitura não foi cansativa e nem desinteressante, a maneira como Ilana conta é diferente, narrando cada capítulo de uma maneira, te levando para dentro daqueles acontecimentos.

"Made in Brasil" já é mais assustador, por estar tão próximo, afinal, aqueles casos são no Brasil e além da proximidade geográfica tem ainda o fato de que Ilana Casoy falou com os assassinos, entrevistou, olhou dentro daqueles olhos, desvendou o ser humano por trás do monstro. E foi o que senti lendo essa segunda parte, como se por trás de toda atrocidade cometida por aqueles homens, existisse um ser humano que lida com traumas, problemas mentais e familiares. A autora te leva a ver o outro lado, entender um pouco que aquelas pessoas em algo a mais além da faceta de assassino.

Ler sobre crimes, torturas e abusos nunca é fácil, sempre é dolorido, porque tudo aquilo é real, aconteceu há muito ou pouco tempo, mas mesmo assim não perde a crueldade. Mas quando temos alguém que explora além do grotesco e da exposição apenas pelo choque, que quer mostrar, esclarecer, nos fazer entender, fica mais fácil e foi assim que me senti ao terminar este livro, aprendi muito, mas não foi fácil passar por todas aquelas "histórias". "Arquivos Serial Killers" é daqueles livros que a pessoa tem que ter estômago forte, para encarar toda a maldade humana relatada em suas páginas.

Até o próximo post!

Book Haul Black Friday

26.11.17

Até o próximo post!

Wishlist Black Friday

24.11.17
Até o próximo post!

Resenha: Legião

13.10.17
Sinopse: "Legião é a verdadeira continuação de O Exorcista. Personagens e acontecimentos importantes do primeiro livro encarnam novamente nas páginas deste romance que Blatty publicou em 1983 e que finalmente sai no Brasil com seu título original. Alguns segredos da história de 1971 são revelados aqui, então é aconselhável ler O Exorcista antes de encarar Legião.
A história começa dez anos depois do exorcismo de Regan MacNeil, a jovem menina endiabrada que Linda Blair incorporou no cinema. Só que agora o sobrenatural ganha também uma pegada de romance policial. O detetive (e cinéfilo nas horas vagas) William F. Kinderman volta à cena, investigando uma série de assassinatos brutais — entre eles, a crucificação de um garoto de apenas doze anos. O modus operandi dos crimes parece indicar a assinatura mórbida do assassino em série Geminiano. Mas como solucionar um caso em que o principal suspeito está morto há mais de uma década?
Pegue água benta, um crucifixo, faça o sinal da cruz e vá ler. Legião espera por você."


Mesmo tendo "O Exorcista" como um dos melhores livros que já li na vida, não sabia que a história tinha uma continuação de 1983, e só fui descobri isso quando recentemente a DarkSide Books resolveu publicar esse livro no Brasil, em uma edição incrível. Porém essa continuação é bem diferente do primeiro livro.

"Legião" é um romance policial com toques de sobrenatural, e nesse livro o autor continua a fazer questionamentos interessantes fugindo um pouco do plot central de "livro de terror". Willian Peter Blatty utiliza seus personagens para discutirem sobre o bem e o mal e a dor. Esse pra mim é um dos pontos fortes da história, que nos faz pensar de onde vem o mal ou porque Deus nos deixa sofrer.

O livro, apesar de não se tratar de mais um caso de exorcismo, traz de volta personagens conhecidos do anterior. Temos o detetive Kindermann e Padre Dyer de volta, desta vez tentando entender quem é o assassina com modus operandi de um serial killer morto há 12 anos.

A história começa como um quebra-cabeças de historias, em que vários personagens passam por coisas diferentes, mas ao longo do enredo, o autor reúne essas peças e consegue fazer uma reviravolta que me fez gritar. Meu Deus, o que foi aquele plot twist, ainda não me recuperei.

O livro "Legião" é um bom livro, pesar de deixar algumas pontas soltas, talvez para uma possível continuação (que não vai acontecer depois da morte do autor) e de um final previsível, principalmente para quem já viu algum filme de terror em que ouvimos o termo legião. Mas é um romance policial interessante, que te prende, porém não chega aos pés de seu antecessor, "O Exorcista".

Até o próximo post!

Lançamentos Literários para 2018

17.9.17

Até o próximo post!

Resenha: Casos de Família - Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni

26.6.17
Sinopse: "O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da DarkSide® Books.
A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.
Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.
Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri."

Casos de Família vai abordar dois crimes em família que chocaram o Brasil. O primeiro é o da família Von Richthofen, que foi assassinada pela filha mais velha, o namorado e o cunhado. O segundo é o caso de Alexandre Nardoni e sua esposa, que jogaram a menina Isabella pela janela do apartamento em que moravam. Cada qual abordado de uma maneira diferente, porém os dois possuem anotações originais de Ilana Casoy enquanto acompanhava o desdobramentos desses crimes.

Os Arquivos Richthofen são divididos em dois momento, o primeiro vai contar desde o crime até o momento da confissão dos responsáveis. O segundo vai ser a transcrição dos debates finais do julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos. A primeira fluí bem rápida com a narração da própria Ilana, que tem uma escrita muito boa e de fácil compreensão. Já a segunda parte tem um ritmo mais lento, afinal, são as falas dos advogados e como eles falam. Pra mim foi o único momento em que a leitura foi mais arrastada. Além das anotações da Ilana a editora também colocou imagens da reconstituição do crime.

Os Arquivos Nardoni vão ser o relato da Ilana Casoy dos dias de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. A leitura fluí muito melhor nesta segunda parte, porque como disse a escrita da autora é muito envolvente, parecia até que eu estava naquele tribunal assistindo as mentiras do casal Nardoni. Ilana descreveu tudo que acontecia no local com maestria, que em alguns momentos tinha impressão de que aquilo tudo não era real e sim um filme.

Casos de Família é um livro para quem gosta da temática Crime Scene, cheio de detalhes e bem cru. Não é uma leitura fácil, apesar da escrita fluída da Ilana Casoy, a temática é pesada e assusta ver o quanto o ser humano é cruel e imprevisível. Em vários momentos me indignava com a frieza de Suzane ou com a falsidade dos Nardoni. Mas apesar disso foi uma leitura muito esclarecedora e cheia de informações. Aprovadíssimo! DarSide Books já pode lançar mais livros da Ilana.

Até o próximo post!

TBR de Junho 2017

4.6.17


Até o próximo post!

Resenha: The Beauty of Darkness

15.5.17
Sinopse: "A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção.
Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.
Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher."

Chegamos ao último livro da trilogia "Crônicas de Amor e Ódio" da Mary E. Pearson, publicado no Brasil pela DarkSide Books. Os livros narram a história da princesa Lia, uma jovem de um reino chamado Morrigan, que tem um dom de pressentir o que pode acontecer e que foge de um casamento arranjado com um príncipe de um reino vizinho. Porém a história passou por várias reviravoltas e em seu último livro tudo foi diferente.

Começamos "The Beauty Darkness" logo após Lia e Rafe conseguirem fugir de Venda. Ela está desesperada para voltar a Morrighan para avisar sobre o exército do Komizar e Rafe quer apenas voltar para Dalbreck e manter a amada em segurança. E é aí que o casal principal começa a ter sérios problemas, afinal, cada um tem uma missão. E foi quando Mary E. Pearson resolveu transformar o Príncipe Jaxon em um machista típico dos livros YA, que só querem saber de proteger a mulher, sem saber o que ela quer. Porém nesse conflito é que a Lia resolve surgir como uma mulher emponderada, certa de seus objetivos e corajosa, o que pra mim foi o ponto forte desse livro.

Acredita-se que no caso do casal principal entrar em conflito, o terceiro membro do triângulo amoroso entraria em cena e poderia mudar o rumo da história. Porém, Kaden o todo poderoso assassino de Venda, que já não era um dos personagens mais queridos por mim, se torna um grande assessório, ele não declara seu amor mais e muito menos defende suas crenças, ele apenas segue a Lia e aceita tudo que ela lhe manda fazer. Tudo o que me fez acreditar que ele teria uma participação maior na história foi esquecido pela autora e se perdeu em um final muito de sessão da tarde.

Como todos os encerramentos de séries de fantasia young adult, o último livro traz o enfrentamento final entre a mocinha e o vilão. O tempo inteiro Lia sente o Komizar se aproximando através do dom, ela teme encontrá-lo, então grande parte da leitura você é preparado para esse encontro, mas quando finalmente chega a solução é tão simplória que decepciona.

Além desses problemas que contei anteriormente, a trilogia não cumpre o que promete, que é ser uma série de de fantasia, porque toda a magia não é explicada nem bem explorada, sendo apenas um fato de que Lia tem o dom, que sente e vê coisas. Toda aquela magia me pareceu apenas uma crença religiosa.

Por fim temos um final muito bom, principalmente se vermos que toda história tem altos e baixos, mas a autora me surpreendeu e conseguiu fazer um fechamento melhor do que o de várias séries conhecidas por aí. Gostei bastante. Porém como já disse diversas vezes a história não me emocionou e não ganhou espaço na minha lista de favoritos.

Obs: Outra coisa que me incomodou bastante foi os diversos erros de revisão na edição que tem um trabalho gráfico maravilhoso, mas que peca nesse quesito. DarkSide tem que ficar um pouco mais atenta a isso, para não se tornar apenas uma capinha bonita.

Até o próximo post!

Resenha: Diário de uma Escrava

8.5.17
Sinopse: "Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.
Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, DIÁRIO DE UMA ESCRAVA apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.
Através de Laura, raptada ainda adolescente por um homem que ela chama de “Ogro”, a autora denuncia os diversos tipos de violência que muitas mulheres são obrigadas a suportar em silêncio e nas sombras da sociedade. O “Ogro”, um homem aparentemente comum, honesto e “acima de qualquer suspeita”, mantém Laura presa em uma casa afastada, onde abusa dela sexual e mentalmente, alegando ser ela o seu verdadeiro amor. Laura, compreensivelmente, só pensa em escapar dali. Mas agora ele parece estar mudando. Será que é o melhor momento mesmo para fugir?... Bem, isso você vai ter que ler para descobrir."

"Diário de uma Escrava" não é um livro que você indica, afinal, temos um tema pesado, denso e que pode incomodar algumas pessoas. Ro Mierling vai contar através da Lara a história de uma garota que foi sequestrada e mantida em um buraco por quatro anos, vivendo diariamente com abusos físicos e psicológico. 

A escrita  do Ro Mierling é bem simples e fluída, mas ela não poupa descrições gráficas no livro, em vários momentos teremos cenas de estupro, o que dificulta bastante a leitura. Eu tentei ler o mais depressa possível por sentir que aquilo me fazia mal.

O livro não é perfeito e tem vários pontos que me incomodaram, como em alguns momentos em que o narrador muda do nada e ele não tem voz própria, com uma linguagem muito parecida com a da Laura. Tem também alguns personagens que são inseridos na história, porém não acrescentam nada e se perderam no final de tudo. E falando o final, achei uma conclusão muito surreal e muito filme, sendo que a autora tinha um tema que poderia ter sido bem aproveitado e ter um fechamento mais real.

Terminei a leitura com a sensação de que o tema me incomodou, mas que no fundo a autora precisa melhorar muito em sua narrativa e construção do enredo. Então, digo que o livro não é dos melhores, mas em parte cumpriu seu papel de retratar os terrores vividos por mulheres sequestradas e abusadas.Eu pelo menos, suspeito de todos ao meu redor depois de conhecer o Ogro.

Até o próximo post!

TBR de Maio

30.4.17

Até o próximo post!

Coleção DarkSide Books

19.3.17
Vídeo mostrando a minha coleção da livros da editora DarkSide Books. A editora tem publicações incríveis.

Até o próximo post!

Book Haul Black Friday

11.12.16
Minhas compras da Black Friday finalmente chegaram e eu resolvi falar sobre os livros que comprei na Submarino. Vocês não vão ver uma pilha muito gigante, porque não gosto de comprar muitos livros para que as leituras não fiquem acumuladas, mas para os meus padrões eu comprei bastante livros.


Até o próximo post!

Resenha: Menina Má

24.10.16
A leitura mais tensa que fiz nos últimos tempo, com toda certeza foi "Menina Má" do William March, afinal a temática desse livro com uma capa tão lindinha não é das mais leves.

Sinopse: "Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro apavorantemente bom. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.
Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter."
"Menina Má" vai contar a estória de Rhoda, uma garota que aparente é perfeita, porém por trás do rostinho de anjo e do bom comportamento temos uma assassina de sangue frio. A sinopse é basicamente essa, mas o livro vai abordar mais que a psicopatia de Rhoda. William March vai falar sobre a maldade em si. 

O livro começa quando a máscara angelical de Rhoda começa a se desfazer e sua mãe começa a desconfiar da menina. A trama se desenvolve a partir de um prêmio de caligrafia que foi dado a um colega da menina. Aos poucos o autor vai mostrando a verdadeira face dela vai se mostrando, porém o grande clímax da estória está mais ligado ao passado de Christine, mãe da garota. 

As personagens do livro são todas insuportáveis, a garotinha com sua representação de doçura, a vizinha que adora se meter na vida dos outros, a mãe do garotinho morto, Leroy o empregado que gosta de ser cruel. Todos ao não ser a inocente Christine em algum momento vão te irritar no livro. Até mesmo ela nos cansa por sua ingenuidade.

O livro é arrastado, mas porque o autor soube criar uma atmosfera de tensão em toda estória e nos causa incomodo. "Menina Má" é daqueles livros ler lentamente, para absorver tudo aquilo e para nos deixar com medo, afinal a maldade pode estar dentro de uma criança aparentemente dócil.

Até o próximo post!
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