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Resenha: A Corrente de Ouro

24.11.20


“Corrente de Ouro” é o primeiro livro da trilogia “As últimas horas”, da Cassandra Clare. E se passa um tempo depois de “As Peças Infernais”, no período eduardiano, tendo como protagonistas da história os filhos dos personagens da trilogia anterior, com foco principal nos filhos de Will e Tessa.

Nesse primeiro livro vamos acompanhar Londres, depois de um longo período de tranquilidade, sendo alvo de ataques de demônios, que não aparecem só à noite, mas também a luz do dia. O alvo dos ataques são principalmente os caçadores de sombras, que acabam envenenados mortalmente.

Como sempre, os jovens caçadores de sombras são quem se empenham em descobrir o mistério desses ataques, se envolvendo em uma trama de vingança.

São muitos personagens na trama, cada um com sua própria história e é impossível não se envolver com eles e torcer por alguém. Claro, que temos casos em que também dá para odiá-los. 

Cassandra Clare continua com uma escrita incrível, muito envolvente, com personagens bem construídos, romances arrebatadores e muita diversidade. Porém, achei que o livro foi apenas morno, faltando mais reviravoltas e interações, principalmente, entre os casais. Esperava mais do livro, mas estou curiosa do que vai acontecer nos próximos livros.

Até o próximo post!





Resenha: Rainha do Ar e da Escuridão

4.7.19

Sinopse: “Rainha do Ar e da Escuridão é a conclusão épica para outra grande trilogia do universo de Instrumentos Mortais da autora best-seller Cassandra Clare.
Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.”

Terceiro e último livro da trilogia Os Artifícios das Trevas da Cassandra Clare, que começou a surgir no último livro de Os Instrumentos Mortais, quando conhecemos Emma Castairs e a família Blackthorn. A trilogia começou muito bem com “Dama da Meia-Noite” e começou a ficar morna em “Senhor das Sombras”, mas mesmo assim a expectativa ainda era alta para “A Rainha do Ar e da Escuridão”, porém o livro não foi bem o que eu esperava.

Adoro os livros da Cassandra Clare, gosto da maneira como ela escreve, da diversidade dos seus personagens, a intensidade de seus romances e toda a magia e beleza de suas histórias, por isso, independente de qualquer coisa, sempre vou devorar seus livros e gostar pelo menos de alguns pontos. E foi exatamente isso que aconteceu com “A Rainha do Ar e da Escuridão”, eu devorei suas quase 800 páginas, mas fiquei um pouco frustrada com os rumos da história.

O livro continua a acompanhar o sofrimento de Julian e Emma que tenta lutar contra o amor que sentem um pelo outro, por causa da maldição parabatai. Em meio a isso ainda tem os problemas políticos com a Clave, onde a Tropa ganha força e quer que a leis sejam mais rígidas com os membros do submundo. Tem ainda o fato de como sempre as fadas estarem armando alguma coisa contra os caçadores de sombra. E não podemos esquecer da morta-viva Annabell Blackthorn e todo mal que ela tem causado.

Tinha muita coisa para ser resolvida neste último volume da trilogia, o que já daria uma longa história, porém Cassandra Clare resolveu criar mais alguns problemas, que não foram muito bem solucionados ou que geraram mais problemas, que claro que entendi que foi uma ponta solta que ela deixou para sua próxima série. Eu queria que ela se focasse na maldição parabatai, mas ela deu uma explicação muito confusa e ainda fraca para tudo que estava acontecendo a Julian e Emma. A autora ainda utilizou de um viagem entre mundos, que abriu brecha para um problema maior ainda, trazendo uma revelação que estourou minha cabeça, mas que não teve muito desenvolvimento neste livro. E já o problema que era Annabel foi resolvido muito fácil, ao meu ver.

O livro não é só coisas ruins, como sempre Cassandra é a rainha das relações amorosas, relações tão intensas que só consigo acreditar que aconteça por eles terem sangue de anjo ou serem seres sobrenaturais. Porém, sou romântica incurável e adoro a maneira como ela descreve todo aquele envolvimento entre os casais. E o melhor disso é que a autora não tem medo de retratar relacionamentos de todos os tipos e eu estou falando de todos os tipos mesmo, e isso é genial para a representatividade.

Concluindo, gostei do livro, me diverti, consegui dar algumas risadas, passei algumas raivas e fiquei com o coração acelerado, mas de longe esse não é o melhor livro da Cassandra, tinha tudo para ser demais, mas não foi. Mas terminei curiosa para saber o que vai acontecer com os Blackthorn’s mais jovens, Kit e uma certa pessoa que está atrás de Clare. 

Até o próximo post!

Resenha: Senhor das Sombras

18.9.17
Sinopse: "A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde."

"Senhor das Sombras" é o segundo livro da trilogia Os Artifícios das Trevas da Cassandra Clare e se passa alguns anos depois da Guerra Maligna retratada em Os Instrumentos Mortais. Nesses livros acompanhamos a família Blackthorn e Emma Castairs, que ficaram órfãos depois que os caçadores de sombra tiveram que enfrentar Sebatian Morgernstern. Emma é parabatai de Julian Blackthorn, mas os dois estão apaixonados um pelo outro, o que é proibido pela Clave.

Eu gostei muito de Dama da Meia-Noite, primeiro livro, mas nesse segundo a sensação que tive foi que só serviu para preencher espaço, e bota preencher nisso, afinal, o livro tem 589 páginas. Depois de tudo que aconteceu antes, Emma descobrir que amar o parabatai é uma maldição, Malcom Fade ressuscitar Annabel, ser assassinado, Mark conseguir ficar com sua família e a aparição do namorado de Cristina, vem esse segundo livro e a autora não resolveu nada, pleo contrário nos trouxe mais problemas e aí eu fico pensando o tamanho que terá o terceiro último livro, ou se ela vai fazer como em Os Instrumentos Mortais e transformar a trilogia em série.

Claro, que o livro não é de todo mal, pelo contrário, Cassandra continua escrevendo muito bem, seus personagens são sempre bem construídos, o universo que ela cria é sempre mágico e luminoso e ela consegue fazer plot twists como ninguém. Devorei esse livro, não com tanta fome como o primeiro, ms havia algo ali, em meio a todas aquelas aventuras, mas foi um caso de livro com muitos acontecimentos em que não acontece nada.

Outro ponto positivo é a diversidade das personagens da Cassandra que mais uma vez trouxe representatividade para suas histórias de fantasia. Gosto também que ela mostrou que poemos ter caçadoras de sombra tão incríveis quanto caçadores, adorei quando ela disse que Emma tinha uma quedinha por Jace, mas depois ela queria ser como ele. Ponto positivo para Cassie.

Agora vamos falar sobre o drama, que essa autora sabe faze um como ninguém, e o nosso casal principal, Julian e Emma, continuam a sofrer e é impossível não se  solidarizar com os dois. Amo as cenas de amor dos dois, principalmente a entrega do Julian. Mas o drama não fica apenas para os personagens desta série, não, ela resolveu mexer com Clary e Jace, Magnus e até mesmo com a Tessa, e eu só fico pensando se ela vai ter coragem de executar algum deles e que se isso acontecer vai ser muita crueldade.

No geral "Senhor das Sombras" é um bom livro, mas ela poderia ter desatado alguns nós e deixado poucas revelações para o último livro. E seu tão conhecido final surpreendente foi muito cruel dessa vez, até porque estava gostando de um certo núcleo de personagens e imagino o que os acontecimentos finais vai fazer com ele. Aguardando o próximo livro pra ver qual é.

Até o próximo post!

Resenha: Contos da Academia de Caçadores de Sombra

1.5.17
Sinopse: "Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele.
Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.
Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.
Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era."

"Contos da Academia dos Caçadores de Sombra" é mais um livro de contos do universo dos Caçadores de Sombra, criado pela Cassandra Clare, se em seu primeiro livro desse formato o foco foi na vida de Magnus Bane, agora temos Simon Lewis como o personagem principal. Esses dois personagens tem em comum serem personagem secundários que encantaram aos fãs de "Os Instrumentos Mortais" e mereciam um livro que se focasse neles. 

Como em "As Crônicas de Bane" a Cassandra Clare teve ajuda de outras autoras. A escrita continua tão deliciosa, com personagens já velhos conhecidos da gente. Porém parece que desta vez Cassandra Clare resolveu deixar bem explícito sua inspiração em Harry Potter, impossível não ter essa sensação quando vivenciamos a Academia de Caçadores de Sombra. 

Esse livro vem cheio de histórias sobre os antepassados de famosas famílias dos Caçadores de Sombra e claro com velhos e novos conhecidos nossos como Will, Tessa e Jem. Temos também a aparição dos personagens que integram as novas séries da Cassie, como os Blackthorne e os filhos de Tessa e Will. 

Claro, que o foco principal da história é a nova vida do Simon, que perdeu suas memórias em "Cidade do Fogo Celestial". Apesar de termos tido a impressão de que todos os problemas tinham sido resolvidos, não foi bem isso que aconteceu, Simon não consegue lidar com as expectativas dos amigos e com o buraco em sua vida, então ele segue para a Academia para conseguir se tornar o famoso Simon Lewis que lutou na guerra contra Sebastian.

Como sempre a autora dá um show de diversidade, com personagens de todos os tipos. E o que eu mais acho incrível é que eles são assim, não é preciso por que, eles apenas são o que são. É tão bom ter tanta representatividade, fugindo dos típicos personagens padrões dos livros YA. Fora, que Cassandra arrasa em suas personagens femininas cheias de Girl Power.

Um livro para matar saudades e entender velhos personagens caçadores de sombra. Mas apenas um sinal de Cassandra não vai parar de escrever sobre esse universo, porque ela está cheia de material.

Até o próximo post!


TBR de Maio

30.4.17

Até o próximo post!

Expectativas Literárias 2017

8.1.17
O ano de 2017 está cheio de lançamento de livros legais, principalmente, continuações de séries. Temos também várias adaptações cinematográficas de livros incríveis. E séries inspiradas em livros voltam com tudo. Por isso vim falar sobre as minhas expectativas deste ano.


Até o próximo post!

Resenha:Os Artifícios das Trevas - A Dama da Meia-Noite

16.5.16
Já fazem dois anos desde que eu li o último livro da série Instrumentos Mortais e nele nós conhecemos a família Blackthorne e Emma Castairs, e já naquela época disse que a estória deles seria incrível e eu não me enganei.


Sinopse: "Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira."
Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?"

"Dama da Meia-Noite" vai se passar 5 anos depois de o final da série Instrumentos Mortais, Julian Blackthorne e Emma Castairs já não tem mais 12 anos e são parabatais agora. A estória do livro vai girar em torno de uma série de assassinatos muito parecidos com o dos pais da Emma e do amor proibido entre os parabatais.


Como todo livro que a Cassandra Clare escreve a leitura é fluída e envolvente, com personagens com características marcantes, uma estória cheia de reviravoltas e momentos que mexem com o leitor.Para um primeiro livro de uma trilogia, "Dama da Meia-Noite" já começa cheio de ação e não é nada arrastado, claro que o fato de já conhecermos o universo dos caçadores de sombra ajuda. O livro é enorme, tem quase 500 e tantas páginas, mas é cheio de reviravoltas, por isso você termina super rápido e quer mais.

As personagens da Cassandra sempre são minhas queridinhas, gosto do fato que mesmo sendo muito jovens eles tem comportamentos maduros e não ficam com aquele mimimi. Adoro o fato das personagens serem bem intensas, daquelas que te deixam sem ar. Fiquei muito apaixonada por Julian, Emma e Mark (esse eu já apaixonei em Cidade do Fogo Celestial). Com personagens incríveis sempre temos uma relação bonita, daquelas que causam reação física em quem lê, e nesse livro as amizades, o amor entre irmãos e amor carnal são muito lindos.

Gostei de tudo no livro, claro, que senti a estória do vilão um pouco morna, mas o epílogo esquentou de vez e já estou aciosa pela continuação, que não faço a mínima ideia quando sai, mas espero que seja rápido, porque terminei "Dama da Meia-Noite" com saudades do universo dos caçadores de sombra e quase reli as duas outras séries, Instrumentos Mortais e Peças Infernais.

Cassandra Clare demorou a conquistar meu coração, mas me ganhou de vez e ouso dizer que ela é a rainha da fantasia atual (mesmo amando J.K). Daqueles livros obrigatórios para quem é fã de fantasia.

Até o próximo post!

Caçadores de Sombra no Cinema ou no Netflix?

30.1.16
Não sou a maior fã de "Instrumentos Mortais", da Cassandra Clare, eu gosto muito da estória e da mitologia que ela criou, mas não me pegou muito na época que li. Acredito que o fato de que quando resolvi ler "Cidade dos Ossos" já sabia vários spoilers do enredo, fez com que eu não me envolvesse tanto com a estória. Mas gosto da maneira como Cassandra escreve, das personagens desse universo e sempre achei que os livros dariam ótimos filmes. Então lá em 2013 fiquei muito empolgada com o lançamento da primeira adaptação para o cinema, mas ela foi apenas mais um fracasso de adaptações literárias e o projeto foi parar no fundo de uma gaveta. Agora dois anos depois, os caçadores saem dos livros para se tornarem uma série de TV. Mas fica a dúvida, qual é a melhor adaptação?

Assisti os três primeiros episódios da série antes de fazer o post, porque não queria dar uma opinião precipitada, e também assistir de novo o filme de 2013. A conclusão que cheguei é que gosto mais do filme e vou explicar porque em 3 tópicos.
  • Elenco

Sou uma leitora muito exigente, gosto de ler estórias em que as personagens são bem construídas e que me conquistam. As personagens da Cassandra são desse tipo, gosto da personalidade forte delas, do humor ácido, da elegância e o envolvimento entre eles. Temos um Jace arrogante, mas com uma fragilidade por trás da pose de galã, uma Clary sensível e artística, um Simon divertido e amigo, um Isabelle sensual e carente, um Alec reprimido e um Magnus solar, todos eles com várias camadas que vão sendo desvendadas em pequenos gestos, bem sutilmente. Vejo no filme James Campbell Bower não sendo o modelo de beleza criado pela autora, mas ele passava tão bem a fragilidade do Jace, no olhar e nos pequenos gestos, mas na série não consigo ver a sensibilidade da personagem, temos Dominic Sherwood sendo um Jace fortão, que tem a profundidade de uma poça d'água. Uma Clary descolada no filme, feita pela Lily Collins, que tinha alguns problemas e precisava melhorar, mas a da série passa longe da dos livros, Katherine McNamara não consegue sair da pose patricinha, com aquele cabelo sempre perfeitamente cacheado, o rosto maquiado e os saltos altíssimos. Um Magnus muito apagadinho e meio canastrão (sofri, porque ele é minha personagem preferida) e um Alec que não mostra nem um terço de suas paixões ocultas. Claro que teve acertos, adorei a Isabelle ousada e sensual da série e um Simon tão divertido quanto o do filme. Mas achei que faltou imersão nas personagens e sutileza nas interpretações de grande parte do elenco.

  • Adaptações do Enredo

Muito das descaracterização das personagens tem haver com as mudanças no enredo, que eu até não me importo, não sou uma leitora que quer palavra por palavra das páginas do livros, mas acho que tem certas coisas que não combinam, como por exemplo, o Luke. Acho que essa estória de colocar ele policial, cheio de confiança e atitude, se choca com a insegurança de revelar seu amor a Jocelyn. Também tem o fato de tudo estar muito moderno, sinto falta do ar elegante e contido dos caçadores de sombras. 
  • Efeitos Especiais

E aí vem a gota final, os efeitos especiais. Então, Os Instrumentos Mortais é uma série de livros cheia de magia e já citei em várias resenhas aqui no blog, que a Cassandra Clare é muito visual nas suas narrações, tudo é muito cheio de cor, mas os produtores da série não capricharam nos efeitos especiais e fica tudo chapado e  artificial demais. Sinto falta das luzes, do brilho, das explosões, dos demônios assustadores e até mesmo das tatuagens pretas.
Não desgostei da série e vou continuar acompanhando, afinal com uma audiência alta, o dinheiro entra no caixa e a produção pode caprichar mais. Um conselho de quem já leu os livros é "Não associe e compare", a série é algo diferente, paralelo. Espero que o projeto não pare dentro de uma gaveta novamente.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana