14 agosto 2017

Resenha: Chrash - Quando a Paixão Explode

Sinopse: "Para a adolescente Lucy, nada é mais importante que o balé. A dança a transporta para um mundo onde a dor, as lembranças ruins e a violência não existem. Um mundo só dela. Um dia, porém, aquela garota certinha é obrigada a mudar de escola. E é nesse novo ambiente, repleto de descobertas e Inseguranças, que conhece um garoto que só usa cinza e vive com uma toca de lã na cabeça. Jude, o maior bad boy da escola, é lindo e seria o sonho de toda garota, e talvez até o genro que todo pai pediu a Deus... se não tivesse sido preso várias vezes e não morasse num abrigo para garotos desajustados. Lucy não liga para a opinião dos outros: o mais importante é o que Jude sente por ela. E o rapaz parece disposto a abrir seu coração, ainda que um segredo que assombra o passado e o presente dos dois esteja prestes a estraçalhar essa paixão. “Jude era a doença para a qual eu não via cura. A droga da qual eu não queria me livrar nunca" Lucy" 

"Crash" da Nicole Williams foi um dos primeiros New Adults que eu li, há muito tempo em inglês. Então quando anunciaram que ele ia ser lançado no Brasil fiquei super empolgada, mas ao mesmo tempo receosa de o livro não ter o mesmo encanto da primeira leitura, mas eu continuei gostando muito dele, mesmo a história sendo cheia de clichês.

Lucy é aquela personagem típica dos livros new adult, uma garota linda, cabeça dura, que encanta todos o homens a sua volta, que se apaixona pelo bad boy. Já o Jude é o garoto problemático e envolto por mistérios, que precisa ser salvo de si mesmo. Esses dois juntos teriam tudo para ter um relacionamento vai e volta chato e cheio de abusos, porém não é bem assim. Porque mesmo Jude sendo problemático ele gosta mesmo da Lucy e graças a Deus não maltrata ela, mesmo tendo uma vida muito difícil. Lucy a cabeça dura às vezes me confundia com seu comportamento, mas nada na escala de ódio Bella Swan.

O livro é cheio de reviravoltas e tragédia pouca é bobagem para esses dois, mas a autora destrói tudo nos momentos finais, quando a gente não esperava que tudo aquilo pudesse acontecer. Mesmo esses altos e baixos não sendo uma coisa que eu gosto muito, a escrita da Nicole ajuda a nos envolver naquela história e devorar todas as páginas. Gostei muito da escrita da autora que conseguiu mexer fisicamente com meu coração, sempre me fazendo voltar a ser uma adolescente apaixonada de 16 anos.

Conclusão, "Crash" tem tudo aquilo que eu sempre critico em vários outros new adults, mas de uma maneira muito melhor, sendo bem delicioso e viciante, fazendo com que eu queira a continuação da história de Jude e Lucy, que ainda não tem previsão de lançamento. Livro de romance daquelas para sair se divertir e sentir um quentinho no coração. 

Até o próximo post!

07 agosto 2017

Resenha: E o Vento Levou


Sinopse: "E o vento levou, de Margaret Mitchell, traz a impressionante história da bela Scarlett O’Hara e de sua transformação de jovem impetuosa e mimada em mulher prática e disposta a tudo para conseguir o que deseja. Frustrada por não conseguir se casar com Ashley Wilkes, Scarlett acaba se envolvendo com o charmoso aventureiro Rhett Butler, com quem viverá uma das histórias de amor mais célebres e conturbadas da literatura. 
Desta forma, Mitchell descreve de maneira impressionante a Guerra Civil Norte-americana e retrata as grandes mudanças que pavimentaram a história dos Estados Unidos e enterraram para sempre um estilo de vida."

"E o Vento Levou" da Margareth Mitchell vai acompanhar Scarlett O'Hara dos seus 16 a 28 anos. A garota é uma típica beldade sulista dos Estados Unidos, cheia de pretendentes, filha de um rico fazendeiro de algodão e criada por uma babá negra. Tudo ia as mil maravilhas na vida dela quando ela descobre que sua grande paixão vai se casar, mesmo após ela ter confessado seu amor. E tudo piora quando a guerra civil entre o sul e o norte dos Estados Unidos estoura e a vida que ela conhecia vai sendo destruída.

O livro é um romance histórico, então temos vários fatos da história da Guerra da Secessão. Então vemos desde o início da guerra, até o fim da mesma e a reconstrução do sul. E o interessante desses relatos são que a autora resolveu contar o outro lado da história, mostrando o quanto foi doloroso para os sulistas romperem com seu estilo de vida. Afinal, sempre temos uma opinião ruim sobre os escravocratas, mas nesse livro vemos que eles não eram monstros que torturavam e abusavam dos negros.

O relato sobre a guerra é muito cruel, tanto para quem vai para os campos de batalha quanto para as mulheres que ficaram nas casas. Os ianques muito mais bem preparados para essa guerra atropelaram os confederados e deixaram um rastro de destruição, morte e fome por todo sul. Em diversos momentos me doía ler a pobreza e o medo que assolava aquelas famílias que antes eram tão ricas.

Em meio a todo esse caos, Scarlett que era uma garota mimada e egoísta tem que se endurecer e lutar para sobreviver. Ela precisa carregar a família nas costas para que eles não percam as terras e nem morram de fome. Ela que não é nada agradável ou inteligente no começo da história, começa se endurecer e se tornar fria para aguentar os horrores da guerra. Scarlett não tem escrúpulos faz o que precisa para não ter que passar fome ou perder sua casa, ela passa por cima de todos e a  única coisa que guarda daqueles dias é o amor que sente por Ashley Wilkes, o que não passa de uma paixonite infantil.

Como disse a mocinha da história não é na boazinha e muitas vezes é cruel com quem cruza seu caminho, até mesmo com os filhos. Mas Scarlett não é o mostro que todos os sulistas da velha guarda pintam, pra mim ela é sim uma mulher muito forte e a frente do seu tempo, que precisou se tornar aquilo para conseguir sobreviver. Claro que em comparação a sua personalidade fria, temos a doce Melly, a mulher que roubou seu amor e que passou por tudo ao lado de Scarlett e também resistiu, e que por uma ironia do destino idolatra a outra.

Scarlett é uma das minhas personagens preferidas do livro, mas perde para Rhett Butler, que em muito se parece com a senhorita O'Hara, sempre se preocupando com dinheiro e se lixando para o pensa a sociedade do seu comportamento. Ele é o bad boy da história, mas que tem uma personalidade incrível e o único que tem coragem de enfrentar Scarlett de frente e lhe dizer verdades na cara.

O livro vai mostrando as reviravoltas na vida de Scarlett e de Rhett, até o ponto em que fica evidente o quanto eles se completam e são parecidos, mas que infelizmente por isso não conseguem ficar juntos sem ferir um ao outro. Um romance bem dramático e escandaloso, mas que eu acabei torcendo para dar certo.

"E o Vento Levou" é um livrão, que na minha opinião já pode ser considerado um clássico obrigatório. Uma leitura que flui muito bem mesmo com suas 900 e tantas páginas, com personagens bem construídos e apaixonantes. Eu já amava a história através do filme, que é tão maravilhoso quanto livro, e passei a ser uma grande fã depois dessa leitura. Só perdeu meia estrelinha por eu não ter gostado do final, simplesmente porque sou mimada como Scarlett e gosto que as coisas terminem como eu quero.

Até o próximo post!

02 agosto 2017

Playlist de Julho


Em julho eu comecei com o álbum "Kwon Ji Young" do G-Dragon, que eu gosto de todas as músicas menos da que ganhou um MV. O álbum é todo maravilhoso e cada dia que passa sou mais fã desse cara, muito talentoso e cheio de estilo.

Depois de ler "Tudo e Todas as Coisas" fui assistir os trailers da adaptação e me viciei na trilha deles, foco para "Stay" e "Runnin" (afinal, sou dessas que gostam da música dos trailers).

No campo das novidades fiquei viciadinha em "Bad Liar" e "Fetish" da Selena Gomez, porque adora a voz dela. E teve também reaproximação com Lana Del Rey através de "Summer Bummer".

Claro, que tive um flashback musical, e o desse mês foi "Awake my Soul" da Mumford &Sons, que é linda demais para ser escutada apenas uma vez, então sempre que eu acordava de bom humor ela servia como trilha.

Por fim fechei o mês com "Talking to Myself" do Linkin Park, para guardar as coisas boas que o Chester já criou. Me despedi do meu ídolo em meio a muita tristeza, mas é bom lembrar dele ouvindo sua voz incrível.

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