21 março 2016

Resenha: A Sereia

Quando eu era criança a minha princesa favorita da Disney era a Ariel, 90% das minhas brincadeiras eram baseadas em fingir que era uma sereia. Mas essa fascinação pela lenda dos mares foi passageira e quando cresci essa estória já não me encantava, pelo contrário, passei a achar muito idiota uma garota abandonar tudo por causa de um amor. E isso deveria ser um sinal de que eu não iria gostar de "A Sereia", da Kiera Cass, mesma autora da série "A Seleção".


Resenha: "Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração."

"A Sereia" foi o primeiro livro que a Kiera Cass escreveu e isso é visível, o livro tem uma série de problemas, que não vemos por exemplo em sua série "A Seleção". A estória é rasa e faltou construção de mitologia, tudo se passa de maneira corrida e magicamente todos os problemas são resolvidos. As personagens são simplória, sem muitas camadas e pouco reais.

Não tenho muito o que dizer desse livro com uma capa tão bela e uma premissa tão interessante, porque mesmo não sendo mais a garotinha que queria ter uma cauda e uma voz hipnotizante, eu consegui ver o quanto um livro sobre uma garota salva pela  Água e que tem a missão de levar vidas para a mesma é uma estória interessante. Mas Kiera Cass não explicou o porque de tudo aquilo, simplesmente jogou toda a magia de qualquer jeito, sem arremates e sem esmero.

Além de uma falta de cuidado com a mitologia a autora foi descuida com suas personagens, nenhuma foi bem construída e todas vivem sem um propósito (apenas uma das sereias tem um estória de vida interessante), para mim todas eram apenas carentes e imaturas. Mas as duas piores são o casal principal Kahlen e Akinli são chatos, com seu amor impossível, que surge do nada após uma única noite, não me fez sentir a mínima empatia pelos dois.

Com um casal tão ruim a estória de amor só podia ser muito ruim. Os dois preferem morrer a viver um sem um outro e querem dedicar inteiramente um ao outro. Sério, em tempos em que as mulheres pregam a liberdade e independência a menina diz que quer viver pelo cara?! Errou rude Kiera. 

Mais um livrinho besta que vai fazer várias adolescentes suspirarem e desejarem o amor a primeira vista. Nem percam seu tempo lendo ou comprando.

Até o próximo post!

Um comentário:

  1. Oi, Mey. É a primeira vez que entro no seu blog e adorei! Já estou seguindo.

    Eu tenho muita curiosidade para ler esse livro pois gosto da escrita da Kiera, mas também já percebi que ela sempre coloca esse fator (da mulher depender do homem) em suas histórias, ela fez isso em todos de A Seleção hahaha. Que pena você não ter gostado :/

    Crush For Books

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