08 maio 2017

Resenha: Diário de uma Escrava

Sinopse: "Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.
Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, DIÁRIO DE UMA ESCRAVA apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.
Através de Laura, raptada ainda adolescente por um homem que ela chama de “Ogro”, a autora denuncia os diversos tipos de violência que muitas mulheres são obrigadas a suportar em silêncio e nas sombras da sociedade. O “Ogro”, um homem aparentemente comum, honesto e “acima de qualquer suspeita”, mantém Laura presa em uma casa afastada, onde abusa dela sexual e mentalmente, alegando ser ela o seu verdadeiro amor. Laura, compreensivelmente, só pensa em escapar dali. Mas agora ele parece estar mudando. Será que é o melhor momento mesmo para fugir?... Bem, isso você vai ter que ler para descobrir."

"Diário de uma Escrava" não é um livro que você indica, afinal, temos um tema pesado, denso e que pode incomodar algumas pessoas. Ro Mierling vai contar através da Lara a história de uma garota que foi sequestrada e mantida em um buraco por quatro anos, vivendo diariamente com abusos físicos e psicológico. 

A escrita  do Ro Mierling é bem simples e fluída, mas ela não poupa descrições gráficas no livro, em vários momentos teremos cenas de estupro, o que dificulta bastante a leitura. Eu tentei ler o mais depressa possível por sentir que aquilo me fazia mal.

O livro não é perfeito e tem vários pontos que me incomodaram, como em alguns momentos em que o narrador muda do nada e ele não tem voz própria, com uma linguagem muito parecida com a da Laura. Tem também alguns personagens que são inseridos na história, porém não acrescentam nada e se perderam no final de tudo. E falando o final, achei uma conclusão muito surreal e muito filme, sendo que a autora tinha um tema que poderia ter sido bem aproveitado e ter um fechamento mais real.

Terminei a leitura com a sensação de que o tema me incomodou, mas que no fundo a autora precisa melhorar muito em sua narrativa e construção do enredo. Então, digo que o livro não é dos melhores, mas em parte cumpriu seu papel de retratar os terrores vividos por mulheres sequestradas e abusadas.Eu pelo menos, suspeito de todos ao meu redor depois de conhecer o Ogro.

Até o próximo post!

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