10 abril 2017

Resenha: Fábrica de Vespas

Sinopse: "Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.
Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo."

Dark Side Books publicou mais um livro em que o personagem principal é uma criança psicopata, mas diferente de "Menina Má" que mostra que o mal pode nascer em qualquer lugar, "Fábrica de Vespas" mostra que o meio pode sim influenciar.

O livro vai acompanhar a rotina de Frank, um garoto cheio de rituais, que confessa já ter matado, mas que agora só tortura animais. Ele mora com o pai, que é uma figura muito estranha, com comportamentos exóticos. Além disso, o garoto de 16 anos tem um irmão que está em um sanatório após incendiar alguns cachorros por aí. Uma família bem peculiar que vive em uma ilha, isolados do resto da cidade.

Como disse anteriormente, o livro vai mostrar a rotina de Frank, mas a partir do momento em que ele fica sabendo que o irmão fugiu da clínica e está voltando para casa. Então nesse tempo iremos acompanhar os rituais dele e momentos de grande violência que ele tem com os animais. Mas o curioso é que ele sabe que seu comportamento é errado, mas não considera que seja perturbado como o irmão.

A narração do livro é em primeira pessoa, então temos que lidar com o complexo de superioridade de Frank, que como grande parte dos psicopatas se acha o ser mais inteligente de todos. O garoto mesmo com apenas 16 anos adora usar um vocabulário rebuscado, que beira o ridículo. Fora que ele é machista e sempre menospreza as mulheres.

O enredo por seguir uma rotina torna a leitura arrastada, mas Iain Banks vai dando pistas do plot twist do final do livro, mas ao mesmo tempo ele nega tudo que diz, por isso a reviravolta final salva a história.

"Fábrica de Vespas" não é aquele livro para você morrer de amores e devorar as páginas, é uma história bizarra, com personagens que não lhe causam nenhuma empatia e com cenas de violência gratuita. Mas um livro que retrata bem como  meio pode gerar um psicopata. Daqueles livros para quem gosta do tema.

Até próximo post!

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