13 março 2015

Filme: Cinquenta Tons de Cinza

Assisti a adaptação cinematográfica do livro "Cinquenta Tons de Cinza", livro da E. L. James, primeira parte da trilogia da autora. Eu já havia todos os livros da trilogia e não esperava nada de excepcional, afinal, eu não sou uma das milhares de mulheres estéricas que são alucinadas pela estória de Christian e Anastasia. Então fiquei surpresa quando acabei achando o filme melhor que o livro.


Sinopse: "Anastasia Steele é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey. Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey."

Antes que algumas pessoas acreditem que eu achei o filme uma obra de arte, preciso explicar o porque de eu ter "gostado" da adaptação cinematográfica. Preciso dizer que o filme não é nenhuma obra de arte, tem um enredo fraquinho e diálogos vergonhosos, tal como livro, mas o que o faz ser melhor que o outro é o fato de a película não ser em primeira pessoa. A narração de Anastasia, no livro, é chata, boba e irritante e como no filme não temos isso, já é um ponto positivo. Fiquei muito agradecida de não termos aquela insuportável daquela deusa interior dela. Outro ponto positivo é que temos uma Ana muito mais divertida e forte, ela não é apenas a mocinha boba que balança a cabeça concordando, pelo contrário ela é engraçada e dá umas tiradas muito boas no Christian.

Como disse mesmo tendo me divertido com a mocinha do filme, preciso confessar que em alguns momento eu tive muita vergonha de estar assistindo aquele filme, não pela cenas de sexo, mas pelos diálogos e as frases prontas saídas do livro. Sério, se a E.L. James não se envergonha do seu livro, acho que depois de ver o que ela escreveu nos cinemas ela deve ter ficado envergonhada, porque é muito ruim. As falas do Sr. Grey são horrorosas, coisas como: "Eu não faço amor, eu fodo com força", "Se você fosse minha não sentaria por uma semana", "Você é minha", não tem como algo ficar incrível com falas dessas.

Falando em Sr. Grey preciso dizer que Jamie Dornan não era o Christian que eu imaginei, para ser o sr. gostoso ele precisava de algo mais. Vi muita gente comentando que ele parecia um boneco de Olinda, mas eu fiquei sem saber se ele não sabe interpretar ou se ele incorporou bem a personagem. Porque quem leu o livro sabe que o Christian é assim, ele nunca tem expressão ou demonstra sentimento, e eu achei que o ator estava bem parecido.

Gente acho que a produção pegou um pouco pesado com a Dakota Johnson, porque ela tava muito sem sal e até um pouco feia. Ela com aquele cabelo que precisa de uma hidratação e sempre com uma sapatilha horrorosa. Se bem que no livro a Anastasia é sempre sem graça e mal arrumada, mas acho que sacanearam ela.

Mesmo não tendo uma estória que sustentasse o filme e com diálogos péssimos, "Cinquenta Tons de Cinza" não é de todo ruim. Eu gostei da maneira que ele foi dirigido, achei que o filme tem uma fotografia muito bonita, gostei da paleta de cores, que começa cinza e depois vai ganhando cores, gostei da Anastasia, mesmo ela não ficando nada natural mordendo o lábio e o lápis, mas o que eu mais gostei foi da trilha sonora. Adorei a seleção de músicas e já baixei todas, fico escutando várias vezes ao dia, claro que a minha preferida é a nova versão de Crazy in Love que ficou incrível.

No mais o filme não é de todo ruim, arrancou algumas risadas de mim, algo que o livro não conseguiu fazer, mas continua tendo uma estória ruim. O fato da estória ser ruim é por termos uma personagem masculina extremamente machista, controladora, stalker e surtada como o Christian (não vou repetir o quanto ele é péssimo, já fiz vários posts que  citei isso), e termos uma personagem feminina que não se impõe e que acha incrível um cara querer controlar a vida dela. Não é um filme que vou assistir várias vezes ou que vou ter o DVD em casa, mas não achei que foi perda de tempo e desperdício de dinheiro.

Agora se vou assistir a continuação já é outra coisa, para mim a estória podia acabar ali, aquele final é perfeito (quem leu o livro sabe), não precisava de continuação, acho que seria muito mais aceitável. Mas termos continuações e li em alguns lugares que a autora do livro quer dirigir o filme, e se ela for tão boa diretora quanto ela é escritora, prevejo vários Framboesas de Ouro.


Até o próximo post!

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