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Resenha: Corte de Gelo e Estrelas

17.12.18
Sinopse: "Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha.
Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte."

Me apaixonei pela série "Corte de Espinhos e Rosas" desde o primeiro livro e me apaixonei novamente com suas continuações, mesmo com suas viradas na história e inversões de papéis, na verdade foi exatamente isso que me encantou. Então aguardei ansiosamente por qualquer detalhe de como estava a vida de cada um dos personagens e "Corte de Gelo e Estrelas" foi pra mim exatamente isso, uma maneira de mostrar como estavam todos depois da guerra.

O livro, que na verdade é apenas uma novela, vai mostrar a Corte Noturna se recuperando da guerra, todos tem que lidar com algo, e os horrores que viveram não se apagam tão facilmente, é gradativo e doloroso. Feyre e Rhysand são um caso a parte, os dois já viveram o pior dos traumas e agora finalmente encontraram a felicidade, mas se sentem egoístas por exibirem essa alegria que os envolve. 

Além das pessoas que vivem na Corte Noturna, como Feyre e suas irmãs, Rhysand, os Illirianos, Mor e Amren, vemos também o que aconteceu a Corte Primaveril e a Tamlim, que apesar de ter dado um presente a Feyre, não conseguiu seguir com sua vida.

Esse é o tipo de história que me conquista, em que não há um final feliz real, tem rachaduras e não é tão simples se recuperar dos horrores da guerra. Todos estão devastados, mas não basta apenas esperar para que tudo melhore é preciso fazer algo.

O livro teve sua cota de romance e Feyre e Rhysande se mostraram ainda mais apaixonados e é tão lindo ver o quanto os dois são gratos por terem um ao outro. Claro que em vários momentos Rhysand ainda é inseguro sobre se é digno de tudo aquilo, mas nada clichê. Um casal que me encanta.

Terminei a novela querendo mais e desejando que as próximas histórias sejam tão incríveis quanto a dos grãos-senhores da Corte Noturna.

Até o próximo post!

Resenha: Corte de Asas e Ruína

4.11.17
Sinopse: "O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína" a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime."

Chegamos ao capítulo final da história de Feyre e Rhysand, mas não de Prythian. "Corte de Asas e Ruína" é o terceiro livro da série Corte de Espinhos e Rosas, que terá outros livros, mas que irão focar em outros personagens da histórias. O livro começa após a Feyre ter sido levada por Tamlin de volta a Corte Primaveril, que só conseguiu isso por se aliar a Hybern e iniciar uma guerra.

Feyre está cheia de ódio pelo que Tamlin fez a ela e sua família e precisa fingir que está tudo bem para poder se vingar. Enquanto isso a Corte Noturna tenta unir forças para poder combater Hybern. Ou seja, esse livro tem um começo de  preparação, como todos livros em que temos um confronto final. Então as primeiras cento e poucas páginas, além de intrigas e articulações, mas sem se tornar um livro arrastado, pelo contrário, a gente quer saber o que vai acontecer e devora as páginas. E quando finalmente a batalha chega é incrível, Sarah J. Maas sabe mesmo escrever cenas de ação, me senti em meio a lama e o sangue enquanto lia o confronto entre Hybern e as cortes.

A autora faz um quebra cabeças de história, com os diversos personagens desse mundo que ela criou, deixando várias pontas soltas para os próximos livro. porém a história de Feyre e Rhysand, tem um ponto final. Depois de uma longa jornada que começou lá atrás sob a montanha e foi se desenvolvendo até se tornar amor. A autora  deu um show de relacionamento maduro e saudável, sambando na cara do amor doentio de Tamlin em Corte de Espinhos e Rosas.

Pra mim o ponto forte do livro é o Rhysand, que personagem incrível, a maneira como ele sabe empenhar cada papel para conseguir o que precisa, para ajudar as pessoas ou defender quem ama. A maneira como ele coloca Feyre como sua parceira e não apenas como "sua mulher" é muito bonita. E quando ele mostra que mesmo sendo um dos grão feéricos mais forte ele ainda é sensível. Parabéns Sarah J. Maas por não perpetuar personagens masculinos abusivos.

Esse livro está incrível, com doses certas de romance, humor, ação, mas faltou um pouquinho de desapego da Sarah na hora da guerra, porque ela deu uma de roteirista de Game of Thrones e só matou personagens aleatórios. Afinal, guerra é guerra, não tem como tudo sair lindo e maravilhoso. Mas no mais amei, virou um queridinho e já quero os próximos livros.


Até o próximo post!

Resenha: Corte de Névoa e Fúria

31.10.16
Quando eu gosto de um livro, tem momentos muito confusos em que quero muito uma continuação, mas tenho medo que a maldição do segundo livro pegue a minha estória. Mas continuações podem ser incríveis, principalmente quando o autor desconstrói  tudo aquilo e mostram um outro lado, e a Sarah J. Maas fez exatamente isso em "Corte de Névoa e Fúria"


Resenha: "O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos."

"Corte de Névoa e Fúria" se passa alguns meses depois da derrota de Amarantha, Feyre está tendo que lidar com o que fez para salvar Tamlim, seu novo corpo de feérica e com o novo Tamlim. Quando ela conseguiu sair de sob a montanha em "Corte de Espinhos e Rosas" o sentimento de que alguma coisa estava errada foi semeado e nesse livro tudo está errado, a autora começa a te incomodar com a atitude de algumas personagens e toda aquele universo mágico criado no primeiro livro já não é tão maravilhoso.E aí que entra Rhysand e sua Corte Noturna, que não é bem aquilo que aparentava ser. 

Sarah J. Maas desconstrói todas as personagens, Feyre não é mais a moça corajosa que luta para sobreviver, Tamlim não é mais o doce homem apaixonado, Lucien perdeu toda a aura de diversão  e Rhysand não é mais a "vadia" de Amarantha. E maneira que a autora fez isso pode incomodar algumas pessoas, mas certos detalhes que passam despercebidos, mas que justificam toda essa reviravolta da estória.

O livro é enorme com suas 600 e tantas páginas, mas é fluído e envolvente. Gostei que a autora não teve pressa em narrar os acontecimentos, aos poucos tudo vai sendo revelado, e isso torna as relações bem construídas, sem amores repentinos.

O segundo livro da série Corte de Espinhos e Rosas vai ser um livro de fantasia adulto, que vai tratar de algo muito sério, o amor abusivo. Feyre sofre com o amor doentio e o excesso de zelo, e autora vai mostrando o quanto esse tipo de relacionamento é tóxico, Mas ao mesmo tempo ela deixa que a personagem compreenda isso e ela fala abertamente o que são os comportamentos abusivos. Achei muito corajoso por parte da autora, em um meio em que as autoras investem em personagens masculinos super protetores, agressivos e abusivos.

A estória é cheia de reviravoltas e a todo momento somos surpreendidos com uma nova revelação. Como no livro anterior Sarah J. Maas não deixa o final feliz acontecer por completo e enfia um clifhanger bem na nossa cara, para fazer você morrer de desespero até sabe quando ela lançar o próximo livro. Mas já se tornou uma das minhas séries de fantasia preferidas e Rhysand já entrou para o hall de malvados favoritos.

Até o próximo post!
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