09 novembro 2015

Resenha: Millenium 4 - A Garota na Teia de Aranha

Uma das minhas trilogias preferidas é a "Millenium" escrita por Stieg Larsson, já falei várias vezes aqui no blog que Lisbeth Salander é uma das minhas personagens femininas preferidas. A trilogia que na verdade era para ser uma série parou no terceiro livro, quando Stieg Larsson morreu, mas havia alguma pontas que ficaram soltas, mas nada que me incomodasse. Foi aí que anunciaram que um outro escritor daria sequência a série policial, e deu aquele medo de uma coisa que você ama demais ser destruída, mas ao mesmo tempo, uma felicidade por reencontrar Lisbeth e Mikael. Finalmente a espera chegou ao fim e "A Garota na Teia de Aranha" saiu no Brasil, e eu fiquei com a sensação de "Gostei, mas...".


Sinopse: "Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual."

Nesse novo capítulo da estória de Mikael e Lisbeth, estamos 6 anos depois do julgamento da hacker e do fim de Zalachenko. Encontramos um Mikael desolado mais uma vez, entristecido com a carreira e sem novas matérias explosivas, sofrendo com a crítica e com o novo mundo jornalístico em que as notícias estão em todos os lugares da internet. Lisbeth está em um novo alvo, ela invadiu o sistema de uma empresa e como já conhecemos o seu comportamento, pode-se esperar que não foi atoa. Os dois vão se ver novamente envolvidos quando um mistério envolvendo um professor e seu mais novo projeto, vai cruzar o caminho dos dois.

Nos primeiros capítulos você consegue captar uma narração diferente de Stieg Larsson. David Lagercrantz escreve bem, mas fiquei um pouco incomodada com a escrita dele eu sentia que ele tentava imitar o estilo de Larsson, mas ao mesmo tempo a cópia era mau feita, tive a impressão de que Dan Brown e Stieg se encontraram e escreveram "A Garota na Teia de Aranha". 

Com a escrita eu acabei me acostumando e entendendo, afinal, era um novo escritor e a estória teria um toque diferente, isso é inevitável. Mas achei que Lagercrantz pecou no quesito personagens. Temos uma Lisbeth e um Mikael um pouco descaracterizados, senti falta do jeito mulherengo do jornalista e da independência da Lisbeth. Achei que os dois também estavam muito apáticos. Além disso, achei que a estória tinha personagens demais e que faltou amarração dos mesmos, alguns ficaram perdidos  no enredo.

Quando eu li "Os Homens que Amavam as Mulheres" lembro de achar os primeiros capítulos arrastados, devido as peças soltas da estória, mas esse problema foi logo resolvido, e nos livros seguintes não existia mais arrastamento. Nesse quarto livro achei que demorou a incendiar a estória, o livro só ganhou ação nas suas 200 últimas páginas, o que é um problema, contando que ele tem 400 e poucas páginas.

A temática desse livro é muito interessante fala sobre os dados que todo mundo tem espalhado na internet e a facilidade de se conseguir informações sobre qualquer um. Gostei muito, mas achei que o que o professor Balder havia criado não foi muito bem explicado.

Outro ponto muito positivo é o fato de termos as pontas soltas da trilogia, sendo finalmente reveladas. Em "Millenium 4" nós finalmente conhecemos a irmã gêmea de Lisbeth e descobrimos mais informações sobre a infância da haker. Gostei muito de poder entender melhor o porque dela ser desse jeito e ter feito o que fez.

O livro acaba deixando em aberto algumas questões, porque eu imagino que terão mais continuações. Vamos ver no que vai dar essa ganância toda. Pra mim temos duas séries separadas, a de Stieg e  David. Ambas boas, mas com estilos diferentes.

Até o próximo post!

3 comentários:

  1. Olá , tambem tive praticamente a mesma opnião , agora como você disse ele conseguio atar algumas pontas soltas mas ele acabou criando novas pontas soltas não é verdade ? O que vai acontecer com Camilla ? August vai falar só com Lisabeth e com os outros vai ficar falando monossílabas ? Mikael e Lisabeth vão ficar juntos ? (Pelo fim do livro sim , mas o final do 3° ''A Rainha do Castelo De Ar'' tenta nos induzi que eles iam terminar juntos ) Enfim , continuações ??

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  2. Eu estou no 4. Volume e estou decepcionada. Confuso, muitos personagens, alguns dos livros anteriores sumiram. Mikael e Lisbeth separados e perdidos, sem objetivos. O enredo confuso, linguagem cansativa, e pulando muitos trechos chatos. Tomara que melhore, por enquanto uma decepção total.

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  3. Estou apaixonada por essa trilogia e acabando o 3º. Vim procurar logo resenhas do 4º, pois não quero que minha paixão seja destruída e estou com o pé muuuito atrás.
    Acho que terei que pagar pra ver. Mas, o que queria muito, era Lisbeth e Mikael juntos!

    Beijos. Vc escreve muito bem.

    www.mulhermelhore.com

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