26 agosto 2013

Resenha: Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas

A resenha de segunda está de volta depois de uma semana com bloqueio criativo. Mas não vai ser qualquer volta, porque eu vou falar de um livro que me surpreendeu muito, isso porque é livro de fantasia BRASILEIRO (yuuuupiii!!!).

Um dia nas minhas "andanças" pelos facebooks literários eu percebi que a maioria das estantes de fãs de fantasia tinha uma certa trilogia em comum: "Dragões de Éter", pois é, mariavaicomasoutras que eu sou tinha que saber do que se tratava os livros, mas antes mesmo disso eu já queria comprar (só pra não ficar para trás). Nas minhas pesquisas encontrei um depoimento de um autor brasileiro que eu gosto muito, Eduardo Sporh (único autor brasileiro de fantasia que já tinha lido), falando bem de Dragões de Éter, ou seja, me convenceu na hora.

Como o destino é tão perfeito, magicamente o box dos livros estavam em promoção na Submarino, aí meu namorado resolveu me presentear com eles no meu aniversário. Mas tinha um problema, eu ganhei muitos livros de presente e tinha aquele pânico de novo autor, por isso os livros do Raphael Draccon (ele é o autor de Dragões de Éter) ficaram um pouco de lado, mas finalmente eu me rendi ao mundo de Nova Éter e me apaixonei.



Sinopse: "Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer... Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real. E mudará o mundo."

Você consegue imaginar um mundo onde todos os personagens dos contos de fadas da sua infância vivem juntos e se conhecem?! Pois é esse mundo existe em Nova Éter, terra criada pelo escritor Raphael Draccon, que conseguiu fazer toda essa miscelânea de contos, pode parecer loucura (mesmo autor de Shrek já ter criado isso), mas é uma loucura que deu suuuper certo.

Raphael Draccon é daqueles autores que tem uma habilidade surpreendente de não ser apenas um mero escritos, mas um contador de estórias. Ele interage com o leitor e nos envolve de tal maneira, que nos faz acreditar que estamos caminhando por Nova Éter junto com as personagens do livro. Eu sinceramente nunca tinha lido um livro de fantasia brasileiro, primeiro porque não é um seguimento muito explorado aqui e segundo porque eu nunca tinha pesquisado sobre autores nacionais que escrevessem esse gênero, infelizmente, porque eu poderia ter conhecido Draccon antes e me deliciado a muito tempo com suas estórias. Ele entrou para a minha lista de autores queridinhos, e se algum dia ele vier para a minha cidade eu vou vê-lo, para dizer que ele conseguiu fazer com que meus tão amados contos de fadas ficassem ainda melhores.

"Caçadores de Bruxa" tem um começo mais arrastado, isso porque o narrador nos situa naquela estória, dando informações sobre a história de Nova Éter e nos apresenta suas personagens. Isso não me incomodou, pelo contrário, acho que esse início explicativo é necessário para criar uma base sólida para o enredo. Se você estiver achando o livro um pouco lento, insista, porque com o passar das páginas as palavras irão te tragar e quando você se der conta já  vai ter se passado mais da  metade do livro. Além disso, vale a pena insistir.

As personagens de Dragões são incríveis (eu sei que uso muito essa palavra, mas eu não consigo evitar), isso porque ele utiliza de personagens bem conhecidos como Chapeuzinho Vermelho e João e Maria, e consegue criar uma nova imagem para eles. Eles possuem um quê moderno na fala, mas ainda tem algo medieval, uma mistura que deu certo. Além disso os tão conhecidos contos de fadas ganham ares reais, mesmo sendo parte do fantástico as estórias conseguem ser mais aceitáveis, e em alguns momentos revelam sua verdadeira face sombria.

No primeiro livro da trilogia eu já me apeguei a dois personagens: Maria Hanson e Alex Branford. AIMEUDEUS, esse dois foram responsáveis por cenas lindíssimas, fora que a personalidade deles é muito forte. Como não amar um príncipe pugilista e uma Maria com jeitinho de Herminone Granger.

Eu não sei o que vai acontecer nos próximos livros, porque não li espoilers (até que enfim parei com essa mania), mas minhas expectativas estão altas e espero que elas não sejam arrasadas. A trilogia tem tudo para ser sensacional: bom enredo, bom narrador e bons personagens, Raphael só vai ter que saber guiar bem essa estória. Então, se você é fã fantasia e principalmente de contos de fadas leia esse livro o mais rápido possível, porque é leitura obrigatória para você.

Só tenho uma reclamação, a editora lançou uma nova edição em que as capas estão sensacionais, parecem capas de filmes, são mais bonitas que as minhas, mas eu não vou poder comprar as novas (até porque isso seria loucura). E eu até que gosto das capa antiga, porém não tem como não se encantar por essa capa de Caçadores de Bruxas.



Boa Leitura!
Até o próximo post!

13 comentários:

  1. Sabe Mey Carvalho, gostei muito da sua crítica, eu havia visto outra críticas, e elas sempre criticavam o começo do dragões de éter e isso me deixava fulo da vida, por que poxa né, como vc disse é aquilo né, para contar a história de um universo como este é necessário antes nos apresentar para todos aqueles personagens, e as pessoas não entendem isto.
    E só pra terminar, eu recomendo que vc leia os outros dois.

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  2. Uma publicação de um livro de Fantasia, com envergadura de Dragões de Éter com suas 420 páginas, por um autor estreante, em nosso país, já é um feito de orgulhar a nação, e como se isso não fosse o suficiente essa coisa consegue ser VICIANTE!
    Concordo com cada virgula de sua Crítica, alias parabéns!

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  3. Adorei seu blog, suas criricas sao engraçadas e tem ponto de vista. Acho q talvez vá gostar o livro 'O lado mais sombrio', uma releitura de alice no pais das maravilhas, os personagens sao atuais e com uma magia louca e sombria.

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    1. Eu particularmente amei essa releitura de Alice, e a continuação é perfeita.

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  4. Adorei sua crítica!! Será que esse livro é indicado para uma crianças de 12 anos?! Sabe que as crianças desse idade não são inocentes como nós éramos nessa mesma faixa etária! rsrs

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  5. (Mandando de novo pq eu acho q não carregou!)

    Nossa, gostei mesmo dessa crítica, nem vou mais ler em outro site, conseguiu me convencer a comprar! Terça-feira eu passo na Saraiva!
    Só me tira uma dúvida, esse seu blog ainda é ativo ou é mais um blog cheio de resenhas porém inativo!?

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    1. Oi Davih
      Pode comprar sim que a trilogia é incrível!
      O blog está super ativo sim. Pelo menos 1 post por semana.
      Abs.

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    2. Valeu Mey! Tenho alguns livros para ler e vou procurar aqui! Qualquer coisa já faço uns pedidos! rsrs

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  6. Sinceramente achei uma porcaria. Me desculpe mas eu estava esperando algo do tipo Game of Thrones ou O Nome do Vento e quando fui ler era um remake de conto de fada em que o autor fica conversando com você. Comprei no Sebo, por isso não cheguei a ler resenhas, se tivesse tempo de pesquisar sobre antes não teria comprado.

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    1. não sei o que é pior as gírias de adolescente, ou o autor tentando parecer esperto com um raciocínio barato pra fazer você ver a história do outro ângulo, suponho que isso que ele chama de "espiritual". É pra acabar.

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    2. Oi Juliano
      Quem pena que você não gostou do livro, como disse na resenha, eu particularmente gosto bastante da trilogia Dragões de Éter, mas tenho plena consciência que os livros do Raphael Draccon em nada se comparam aos livros do George R. R. Martin, a literatura dos dois não tem o mesmo estilo nunca na vida, mas nem por isso acho o Raphael um mal autor, até porque já li outros livros dele e gostei. Fora que ele tem ampliado sua carreira e escreveu roteiros para TV também, ou seja, algum talento ele tem.
      Nunca li "O Nome do Vento", mas já coloquei ele na meta literária de 2017, espero gostar.
      Obrigada pela visita e pelo comentário.

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    3. Eu li os livros pela primeira vez há alguns anos e, como tudo na coleção me fascinou, desde a ideia de misturar contos de fadas com cultura pop ao estilo de narração diferenciado, resolvi relê-los. Inevitavelmente, encontro agora alguns erros ou pelo menos incômodos que não havia encontrado antes, por imaturidade minha como leitora e como pessoa.
      Algumas expressões e situações forçadas, um certo apego a estereótipos (de idade e gênero, em sua maioria irritantes) e talvez uma falta de desenvolvimento de alguns aspectos promissores dos personagens. Mesmo assim continuo com minha antiga opinião sobre essa obra, seu roteiro e forma de escrita interessantes e que te passam emoções de forma envolvente. Apenas reconheço que o Draccon era também imaturo à época da escrita do livro, mas, com base em suas ideias e inteções expostas na coleção, acredito que tenha evoluído profissionalmente e pessoalmente desde então. Enfim, tenho reclamações mas amo Dragões de éter :)

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