16 abril 2013

Filme: Anna Karenina

Gosto muito de filmes de época, principalmente quando os mesmos são adaptações de livros, então quando fiquei sabendo do lançamento do filme Anna Karenina, inspirado na obra de Tolstói, fiquei animadíssima. O que me fez desejar ainda mais assistir o filme  foi saber que Joe Whrite e Keira Knightley estariam juntos novamente, para quem não sabe já realizaram tal parceria em dois filmes que eu, particularmente, adoro: "Orgulho e Preconceito" e "Desejo e Reparação". Então vocês podem imaginar o quanto as minhas expectativas eram altas.



Sinopse: "Século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que passa a cortejá-la. Apesar da atração que sente, Anna o repele e decide voltar para sua cidade. Entretanto, Vronsky a encontra na estação do trem, onde confessa seu amor. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles."



Antes de falar sobre o filme si, preciso comentar o quanto esse trailer é maravilhoso. Eu sou viciada em assistir trailers e na maioria das vezes acabo me encantado pela trilha sonora deles, e isso é um dos grandes motivos que me fazem querer assistir o filme, com o trailer de Anna Karenina foi exatamente isso que aconteceu, me encantei pela música e pela maneira com que as cenas foram montadas então o filme já ganhou pontos comigo.

Quem for assistir Anna Karenina tem que ir esperando algo diferente, porque o filme é bem diferente, o diretor recriou a estória na tela como se tudo estivesse sendo realizando em um palco, os movimentos são todos coreografados e o cenário monta e desmonta perante nossos olhos. Achei esses recursos deram mais dramaticidade a estória, que já é um drama por si só. O filme começa com as cortinas se abrindo e as primeiras cenas já são tão delicadas e ritmadas, que parecia que estamos assistindo a um musical, em que os atores não cantam.


A escolha do elenco para esse adaptação de Anna Karenina foi maravilhosa, temos Keira Knightley em uma personificação de Anna Karenina perfeita, Jude Law incrível como Karenin, Matthew McFadyen (meu incrível Mr. Darcy) irreconhecível, e Aaron Taylor Johnson surpreendendo como o Conde Vrosky.

O figurino de Anna Karenina também estava impecável, não é atoa que eles receberam o Oscar por ele, cada detalhe muito bem pensado. Mas o que mais me intrigou foi as cores, no começo do filme temos uma Anna sempre de roupas escuras, contrastando com todos os outros que sempre estavam de tons pastéis, mas logo depois de se envolver com Vrosky ela começa a usar muito branco, tenho certeza que isso foi uma maneira de mostrar a mudança que ocorreu com a personagem.





Gostei muita da estória (ainda não li o livro de Tolstói, mas pretendo ler), mas o relacionamento de Anna e Vrosky me incomodava um pouco, não acredito que os dois se amassem de verdade, mas que tinham uma obsessão um pelo outro. Vrosky também era um pouco egoísta, e só pensava em si mesmo, deixando com que Anna enfrentasse a ira da sociedade puritana da época. 

Preciso ressaltar que a cena de sexo de Vrosky e Anna foi uma das mais bonitas que já vi no cinema, tudo muito coreografado, como se os dois estivessem dançando, de uma delicadeza e bom gosto que poucos diretores foram capazes de criar. 



Em contraste com o amor carnal e pecador de Anna e Vrosky, temos o amor puro de Kitty e Levin, que são responsáveis pelas cenas ao ar livre, quem vem como uma válvula de escape da complexidade e teatralismo dos outros personagens. Mas os dois são arrastados para margem do filme e tem pouca expressão, sendo mais meros coadjuvantes. 


Karenin tinha tudo para ser um vilão, mas ele está mais para um pobre coitado que se curva aos desejos da sociedade e de sua mulher infiel. Sua bondade e sua mania de sempre perdoar o torna bobo que só gera pena a quem assiste ao filme.


Anna Karenina é maravilhoso, um filme para ser devorado com os olhos, mas não é a melhor parceria de Whrigth e Knightley. Mas se você gosta de um bom filme de época, sem dúvidas vai ficar encantado por essa nova adaptação da obra de Leo Tolstói.


Tenha um bom filme!
Até o próximo post!







Um comentário:

  1. Gostei da sua critica e lembrando que o personagem do Matthew Macfadyen como Oblonsky foi a parte divertida do filme. :)

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