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Resenha: Jane Eyre

9.6.19
Sinopse:"Considerado um dos maiores romances de língua inglesa, este livro acompanha o amadurecimento de Jane Eyre, uma personagem questionadora e carismática que deixou sua marca na literatura. Após tornar-se órfã e, ainda na infância, passar a viver na casa da tia enfrentando as mais difíceis privações, Jane fica anos em um internato, onde recebe educação e, posteriormente, um emprego. Contrariando o que se esperava de uma mulher na época, a protagonista busca novos desafios e se torna governanta de Miss Adèle, protegida de Mr. Rochester. Entre Jane e o novo patrão nasce uma paixão arrebatadora, obscurecida, no entanto, por um grave segredo que ele carrega. Publicado pela primeira vez em 1847, Jane Eyre é uma obra-prima de Charlotte Brontë, que abriu caminho para outras escritoras e revolucionou o fazer literário ao criar uma protagonista com anseios, reflexões e atitudes incomuns para seu próprio tempo."

Há alguns anos peguei o filme da Jane Eyre de 2006 para assistir, na época achei muito parado e chata a história, poucos detalhes me interessaram e a história me fez cair no sono diversas vezes. Mas mesmo não tendo tido uma boa primeira impressão, resolvi me jogar na leitura do livro, o que acabou sendo uma ótima decisão, porque eu adorei o livro de Charlotte Brontë.

"Jane Eyre" é um romance de formação com pitadas de literatura gótica, que vai contar a história de Jane Eyre, menina órfã que vive na casa de um tio após a morte dos pais, lá ela é tratada  com crueldade pela tia e pelos primos. A vida da criança é tão sem amor e dolorida na casa que ela decide aceitar ir para um colégio interno extremamente rígido do que ficar em meio a seus parentes. Neste colégio Jane se torna muito instruída e decide se tornar governanta, então, ela vai trabalhar na casa do Sr. Rochester, um homem misterioso e muito diferente. Essa é basicamente a história do livro, que na minha opinião começa a deslanchar de vez quando Jane se torna governanta.

Jane tem uma vida muito sofrida e é impossível não sentir pena dela, mas apesar disso ela é uma mulher forte que luta por suas convicções e podemos ver traços desta personalidade mesmo quando ela ainda era uma criança. A protagonista também é dota de uma moral muito forte e também é muito religiosa. Jane é uma das personagens vitorianas mais incríveis que já tive o prazer de conhecer através dos livros, ela consegue ser muito a frente de seu tempo, até mais que as mocinhas de Jane Austen.

O livro é um romance de formação, mas poderia também ser um clássico livro de horror, uma vez que Charlotte Brontë dá pinceladas de mistério e obscuridade. Esse tom sombrio existe principalmente no tempo em que Jane passa na casa de Mr. Rochester, onde coisas horríveis acontecem na calada da noite, mas para saber o porquê, você terá de ler o livro.

Claro que Jane Eyre tem um romance, que pode parecer bem estranho, porque o casal interage de uma maneira bem esquisita, porém, bem divertida. O par tem coisas muito semelhantes e a maneira como um ama o outro, apesar de os dois não serem beldades, é bonito e muito real. 

O livro é muito bom, cheio de reviravoltas e fácil de se entender. Você vai querer devorar todas as suas páginas para descobrir o que vai acontecer com Jane e também para descobrir qual o mistério que envolve a casa em que ela trabalha. Diferente do filme, não achei a história tediosa e nem fiquei com sono ao lê-la, na verdade pretendo dar uma segunda chance a adaptação cinematográfica. Um clássico que merece ser lido.

Até o próximo post!

Resenha: Emma

8.2.19
Sinopse: “Emma Woodhouse é uma mulher rica e aparentemente esnobe, mas no fundo, sua maior ambição na vida é ver os outros felizes. Quando decide que tem o talento para formar novos casais, passa a trabalhar de cupido na pequena aldeia inglesa de Hartfield. Emma foca suas atenções em Harriet Smith e, em meio à busca de pretendentes para a amiga, se mete em diversas confusões, sempre resgatada pelo amigo, o cavalheiro sr. Knightley.”

Já adianto que “Emma” foi o pior livro da Jane Austen que eu já li. E tudo porque temos uma personagem principal, que é quem dá o nome ao livro, difícil de aturar. Como a própria autora comentou “Emma é o tipo de heroína que ninguém além dela própria iria gostar muito", e ela acertou em cheio, porque eu que sou uma grande fã de seus romances achei a leitura extremamente penosa e não consegui me envolver com a história.

O principal defeito do livro com toda certeza são os personagens, como já disse, Emma é difícil de aguentar, uma garota mimada, egoísta, invejosa e que se sente a mulher mais sábia e superior de todos os tempos, mas não é apenas ela, os demais personagens também não colaboram. Temos pessoas exageradas e que falam demais o tempo inteiro, me incomodaram com sua afetação e não me fez sentir empatia por nenhum deles.

Além de personagens muito afetados que não encantam, temos ainda uma história muito longa em que nada acontece. São páginas e páginas de apenas pensamentos e conversas vazias. O livro me entendiava tanto que chegava ao ponto de me dar sono.  

E aí chegamos ao Sr. Knightley, que ouvi por aí ser um dos melhores personagens masculinos da Jane Austen, mas pra mim ele não convenceu. Achei que tal como “Razão e Sensibilidade” ele é pouco explorado e que no final ganha alguma relevância para que se tornem um casal. Mas ele não é de todo ruim, sendo o melhor personagem de toda história, com seus sermões a Emma e uma declaração de amor muito bonita.

“Emma” é um livro cansativo, cheio de personagens fúteis e com um romance mal construído. Senti que ninguém evoluiu na história ou se arrependeu sinceramente das bobagens que fizeram ou disseram, apenas acreditaram que por serem tão grandiosos eram dignos do perdão dos outros. Pra mim o livro mais fraco da maravilhosa Jane Austen.

Até o próximo post!

Resenha: Mansfield Park

17.9.18
Sinopse: "Aos 12 anos de idade a jovem Fanny passa a morar de favor em Mansfield Park, a casa do esposo de sua tia, Sir Thomas Bertram. Inteligente e estudiosa, ela logo se torna amiga de seu primo Edmund, o filho mais novo de seus tios, apesar de ser sempre destratada por seu tio e pelas suas primas fúteis. Com o passar do tempo Fanny se torna uma bela mulher, que acaba chamando a atenção de Henry Crawford, jovem que se tornou recentemente seu vizinho juntamente com sua irmã, Mary. Notando o interesse de Henry por Fanny, os tios dela logo promovem um encontro entre os dois para logo depois se sentirem revoltados com o desprezo que a jovem demonstra pelo seu novo vizinho."

"Mansfield Park" é o terceiro livro de Jane Austen que eu leio, já foram "Orgulho e Preconceito", "Razão e Sensibilidade" e "Persuasão", e com certeza foi o que mais se distanciou das outras obras que eu já havia lido. Mansfield é uma história em que a personagem principal não tem uma personalidade forte, Fanny é o oposto das outras heroínas de Austen, ela é muito tímida, submissa e ingênua. E essa garota vai viver de favor na casa de alguns tios ricos, onde todos pensam que ela deve ser grata por estar ali (leia-se viver em função de todos os membros daquela casa.

O livro começa de maneira lenta, contando a história das tias e da mãe de Fanny, para que você entenda como aquela garota foi viver em Mansfield Park. Os anos se passam e acompanhamos a jovem agora com 18 anos, no auge de sua mocidade, onde é maltratada pela tia Norris, serve aos caprichos da Tia Bertram e é ignorada pela primas Maria e Julia, apenas o primo Edmund se preocupa com seu bem estar e por isso a garota cria uma paixão platônica por ele. Os moradores de Mansfield Park fazem amizade com os irmãos Crawford, que tem interesses matrimoniais pelos moradores daquela casa. Essa é a história do livro, sem dar muitos spoilers.

Não vou negar que a história custou me pegar, principalmente, porque Fanny não é o tipo de personagem feminina que me encanta, porém o desejo de saber até onde ia aquela história prevaleceu e eu persisti na leitura. E me surpreendi bastante e posso dizer que esse é um dos meus livros preferidos da autora (abaixo de Orgulho e Preconceito), não porque é um romance, mas porque a escrita está mais crítica, mais dura e muito realista. Eu particularmente adoro o tanto que a autora critica a sociedade da época, os interesses e os preconceitos e nesse livro ela está afiadíssima.

"Mansfield Park" é um livro dolorido, é difícil vê a pobre Fanny ser tratada tão mal pelas pessoas que se dizem responsáveis por ela. Também é triste vê que Edmund só a vê como irmã e nada mais. É difícil vê que ela não se encaixa nem mesmo na casa de sua família. Mas é real, mostra o pior das pessoas e eu gostei bastante do livro.

Até o próximo post!

Resenha: Orgulho e Preconceito

16.7.18
Sinopse: "Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa". O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o Sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada."

Esta não foi minha primeira leitura de "Orgulho e Preconceito", mas muito tempo já havia se passado e minhas memórias do filme e do livro se confundiram, então eu precisava reler essa história e confirmar que sim, esse é um dos meus livros preferidos da vida. 

"Orgulho e Preconceito" é um romance de costumes, que reproduz e crítica a sociedade. E a obra de Jane Austen representa muito bem o gênero, porque a autora faz exatamente isso retrata a sociedade e critica tudo aquilo. Ela vai mostrar a busca desenfreado por casamentos vantajosos, os orgulhosos, os preconceituosos e até mesmo os ignorantes. E em meio a tudo isso ela cria um belo romance, sem deixar de expor os defeitos de seus personagens e lhes dá a devida lição.

Nosso casal principal, Elizabeth e Sr. Darcy, são personagens com personalidades muito fortes, ela sempre crítica e cheia de opinião e ele orgulhoso e superior. Quase impossível acreditar que dali nasceria alguma forma de amor. Afinal, nos primeiro momentos os dois não se suportam, preferem viver a trocar farpas e implicar um com o outro. Mas cada um recebe o que merece e acabam tendo que encarar as consequências de seu orgulho e preconceito.

As demais personagens são bem diversas e tão reais, que podemos encontrar muitas pessoas semelhantes até mesmo nos dias de hoje. Temos as irmãs de Elizabeth que só querem correr atrás de oficiais e não se preocupam com mais nada, a mãe casamenteira, os jovens inocentes apaixonados, os puxa-sacos e canalhas. "Orgulho e Preconceito" é um livro muito rico em seus enredos e personagens

A narrativa de Jane Austen é deliciosa, apesar de que no começo o livro é um pouco mais arrastado, mas quando a "ação" começa, a história fluí e é impossível largar sem saber aonde dará aquela história. Os diálogos são inteligentes e deliciosos e é impossível não se envolver com tudo que está acontecendo. Você se revoltará, sorrirá, se surpreenderá e terminará a leitura com um sorriso no rosto.

Pra mim esse livro é o melhor da autora, porque ela consegue consertar tudo que eu reclamo em "Razão e Sensibilidade". Tudo é perfeito e bem construído, quem dera se metade  dos romances fossem tão incríveis quanto esse. Com certeza terminei essa releitura confirmando que esse é um dos meus livros preferidos da vida, se não o mais querido deles. Leitura mais que obrigatória.

Ate o próximo post!
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