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Sinopse: "A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção.
Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher."
Chegamos ao último livro da trilogia "Crônicas de Amor e Ódio" da Mary E. Pearson, publicado no Brasil pela DarkSide Books. Os livros narram a história da princesa Lia, uma jovem de um reino chamado Morrigan, que tem um dom de pressentir o que pode acontecer e que foge de um casamento arranjado com um príncipe de um reino vizinho. Porém a história passou por várias reviravoltas e em seu último livro tudo foi diferente.
Começamos "The Beauty Darkness" logo após Lia e Rafe conseguirem fugir de Venda. Ela está desesperada para voltar a Morrighan para avisar sobre o exército do Komizar e Rafe quer apenas voltar para Dalbreck e manter a amada em segurança. E é aí que o casal principal começa a ter sérios problemas, afinal, cada um tem uma missão. E foi quando Mary E. Pearson resolveu transformar o Príncipe Jaxon em um machista típico dos livros YA, que só querem saber de proteger a mulher, sem saber o que ela quer. Porém nesse conflito é que a Lia resolve surgir como uma mulher emponderada, certa de seus objetivos e corajosa, o que pra mim foi o ponto forte desse livro.
Acredita-se que no caso do casal principal entrar em conflito, o terceiro membro do triângulo amoroso entraria em cena e poderia mudar o rumo da história. Porém, Kaden o todo poderoso assassino de Venda, que já não era um dos personagens mais queridos por mim, se torna um grande assessório, ele não declara seu amor mais e muito menos defende suas crenças, ele apenas segue a Lia e aceita tudo que ela lhe manda fazer. Tudo o que me fez acreditar que ele teria uma participação maior na história foi esquecido pela autora e se perdeu em um final muito de sessão da tarde.
Como todos os encerramentos de séries de fantasia young adult, o último livro traz o enfrentamento final entre a mocinha e o vilão. O tempo inteiro Lia sente o Komizar se aproximando através do dom, ela teme encontrá-lo, então grande parte da leitura você é preparado para esse encontro, mas quando finalmente chega a solução é tão simplória que decepciona.
Além desses problemas que contei anteriormente, a trilogia não cumpre o que promete, que é ser uma série de de fantasia, porque toda a magia não é explicada nem bem explorada, sendo apenas um fato de que Lia tem o dom, que sente e vê coisas. Toda aquela magia me pareceu apenas uma crença religiosa.
Por fim temos um final muito bom, principalmente se vermos que toda história tem altos e baixos, mas a autora me surpreendeu e conseguiu fazer um fechamento melhor do que o de várias séries conhecidas por aí. Gostei bastante. Porém como já disse diversas vezes a história não me emocionou e não ganhou espaço na minha lista de favoritos.
Obs: Outra coisa que me incomodou bastante foi os diversos erros de revisão na edição que tem um trabalho gráfico maravilhoso, mas que peca nesse quesito. DarkSide tem que ficar um pouco mais atenta a isso, para não se tornar apenas uma capinha bonita.
Até o próximo post!
Sinopse: "Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele.
Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.
Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.
Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era."
"Contos da Academia dos Caçadores de Sombra" é mais um livro de contos do universo dos Caçadores de Sombra, criado pela Cassandra Clare, se em seu primeiro livro desse formato o foco foi na vida de Magnus Bane, agora temos Simon Lewis como o personagem principal. Esses dois personagens tem em comum serem personagem secundários que encantaram aos fãs de "Os Instrumentos Mortais" e mereciam um livro que se focasse neles.
Como em "As Crônicas de Bane" a Cassandra Clare teve ajuda de outras autoras. A escrita continua tão deliciosa, com personagens já velhos conhecidos da gente. Porém parece que desta vez Cassandra Clare resolveu deixar bem explícito sua inspiração em Harry Potter, impossível não ter essa sensação quando vivenciamos a Academia de Caçadores de Sombra.
Esse livro vem cheio de histórias sobre os antepassados de famosas famílias dos Caçadores de Sombra e claro com velhos e novos conhecidos nossos como Will, Tessa e Jem. Temos também a aparição dos personagens que integram as novas séries da Cassie, como os Blackthorne e os filhos de Tessa e Will.
Claro, que o foco principal da história é a nova vida do Simon, que perdeu suas memórias em "Cidade do Fogo Celestial". Apesar de termos tido a impressão de que todos os problemas tinham sido resolvidos, não foi bem isso que aconteceu, Simon não consegue lidar com as expectativas dos amigos e com o buraco em sua vida, então ele segue para a Academia para conseguir se tornar o famoso Simon Lewis que lutou na guerra contra Sebastian.
Como sempre a autora dá um show de diversidade, com personagens de todos os tipos. E o que eu mais acho incrível é que eles são assim, não é preciso por que, eles apenas são o que são. É tão bom ter tanta representatividade, fugindo dos típicos personagens padrões dos livros YA. Fora, que Cassandra arrasa em suas personagens femininas cheias de Girl Power.
Um livro para matar saudades e entender velhos personagens caçadores de sombra. Mas apenas um sinal de Cassandra não vai parar de escrever sobre esse universo, porque ela está cheia de material.
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Sinopse: "Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?"
"O Apanhador no Campo de Centeio" foi publicado como livro pela primeira vez em 1951 e é um dos livros mais lidos e comentados no mundo. Entre os que amam e os que odeiam a história de Holden Caulfield, há também várias polêmicas, como o caso do assassino de John Lennon que afirmou ter matado o cantor por causa do livro. Mas afinal do que se trata esse livro?E por que ele é tão importante na literatura?
O livro escrito por Salinger vai narrar um final de semana da vida do jovem Holden Caulfield, um jovem de 16 anos que acaba de ser expulso da escola, mas ao invés de voltar para casa fica perambulando por Nova Iorque. O narrador da história é o próprio garoto, que utiliza de uma linguagem coloquial cheia de gírias e palavras de baixo calão. Pode-se dizer que esse livro é um dos primeiros Young Adults, afinal vamos ter um jovem contando sobre as algúrias da sua vida.
A narração é feita com o recurso de fluxo de pensamento, então Holden oscila e mistura suas histórias. Em certo momento ele até disse que gosta de quando uma pessoa conta uma história e a mistura com outra, coisa que ele faz a todo tempo.
A primeira impressão que temos é de que Holden é um adolescente reclamão, que se incomoda com tudo e com todos. Porque é isso que ele faz durante toda história, reclama e reclama. Porém com o tempo você vai percebendo que o problema dele não é ser um rebelde sem causa e que alguns acontecimentos fizeram com que ele ficasse daquele jeito. Aquele garoto está desanimado, não consegue se interessar por nada, desacreditado da humanidade, com fortes indícios de estar vivendo uma depressão. E acredito que as pessoas que não perceberam isso, ficaram apenas achando que ele era um adolescente mimado em crise.
Holden além de dar várias pistas do porquê de estar daquele jeito, tão desgostoso da vida, nos dá a entender que sente medo de crescer, digno de um Peter Pan da vida moderna, que foge após ouvir os pais programando sua vida. Ele tem grande paixão pelas crianças e são os únicos momentos que ele parece estar bem. E é nessa paixão que vem a explicação para o nome do livro.
Um livro que não tem uma fluidez, por termos um personagem que está farto de tudo, porém a história é fácil de se compreender e com suas poucas páginas vai passar rápido. Um livro muito interessante que deve ser lido, nem que para ser encarado como a pior leitura de todas, o que de longe foi minha opinião. Gostei muito do livro e me senti tocada por Holden Caulfield, torci para que alguém intercedesse por ele e o salvasse. Então apenas leia "O Apanhador do Campo de Centeio" e tire suas próprias conclusões.
Até o próximo post!
E depois de ler o segundo livro da Jennifer Niven, posso dizer que sou apaixonada pela escrita da autora e já quero uma pilha de livros dela.
Sinopse: "Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito."
Temos dois personagens como protagonistas, Jack e Libby, ele tem prosopagnosia e ela um problema com peso e o pânico. Mesmo os dois tendo problemas, eles não se entendem de cara, porque Jack esconde "quem é" e Libby faz questão de ser e não se esconder de ninguém. Temos aqui uma história sobre se aceitar, sobre bullying, a crueldade das pessoas e sobre superação.
Gosto muito da maneira como a Jennifer Niven escreve e como aos poucos a história dela te engole e você se vê totalmente envolvido com as suas personagens. personagens essas que são o ponto mais forte de sua escrita, gosto do quanto ela foge dos padrões e mostra que ser diferente é legal sim. Jack e Libby são bem assim, ele mesmo escondendo de todos quem é não se parecem em nada com os adolescentes que conhecemos, é inteligente e com um senso de humor bem peculiar. Libby, é a estrela de "Juntando os Pedaços", ela é divertida, irreverente e dona de si mesma.
O livro não é muito longo, mas eu fiquei com a sensação que muita coisa aconteceu, porque fui lendo querendo cada vez mais da interação de Libby e Jack, porque a autora faz um romance jovem tão gracinha e fofinho, daqueles que dão um calorzinho no coração, me senti em um filme da sessão da tarde.
Gostei muito da história, principalmente, porque a autora não ficou focando apenas nos problemas centrais, pelo contrário, a prosopagnosia e o peso aos poucos vão se perdendo em uma imensidão de coisas. Para algumas pessoas isso vai parecer exagero, mas eu gostei de fugir um pouco do problema central. Uma delícia de leitura, mas daqueles YA que vem para falar sobre problemas reais e importantes.
Até o próximo post!
Quando fiquei sabendo que a Meg Cabot ia lançar mais um livro da série A Mediadora, dei pulos de alegria, corri para comprar o meu, que acabou sendo levado durante um assalto e eu só consegui terminar de ler agora. Porém depois de tantas reviravoltas, me peguei pensando se esse sétimo livro era mesmo necessário.
Sinopse: "Meg Cabot retorna com uma divertida e sexy continuação da saga de Suzannah Simon, a menina que via fantasmas... e os ajudava a passar para a luz Agora, mais velha e experiente, tudo que Suze quer é causar uma boa impressão no primeiro emprego desde sua formatura — e desde o noivado com o Dr. Jesse de Silva, ex-espírito e sua alma gêmea. Como não bastasse, um fantasma de seu passado resolve aparecer. E esse não é um espectro que ela possa mediar. Afinal, Paul Slater está bem vivo, milionário e, ainda por cima, é o novo proprietário da antiga casa de Suzannah. Aquela na qual conheceu Jesse. Isso não seria um problema se ela não tivesse acabado de descobrir que uma antiga maldição poderá transformar seu amado num demônio, caso seu antigo local de descanso seja demolido, como Paul pretende. Agora ela precisa dar um jeito em Paul, que a está chantageando sexualmente — isso mesmo... ou ela dorme com ele, ou perde Jesse —, enquanto tenta ajudar uma caloura assombrada por uma menininha muito poderosa..."
"Lembrança" vai retratar a vida da mediadora Suzy Simon alguns anos depois que ela trouxe Jesse de volta a vida. Agora ela tem que lidar com essa decisão quando Paul volta de novo para a estória, pedindo uma segunda chance em troca de salvar Jesse.
As personagens estão um pouco diferentes do que nos livros anteriores, Suzy não é mais uma estudante de colegial, Jesse deixou de ser assombração para se tornar um médico, Paul continua o mesmo narcisista, mas agora é muito rico. Todos cresceram, por isso a estória é mais madura, mas achei que faltou mais maturidade, achei que a escrita ainda está voltada para o público YA.
Como todos os livros da série Suzy tem que lidar com um PMNO, nesse não é diferente, e o caso é bem pesado. Por se tratar de um motivo bem obscuro a morte de uma ceta garotinha, achei que Meg errou a mão, porque não deu seriedade real ao problema de Lucy e sua amiga Becca.
Mesmo tendo se passado vários anos a Suzy continua divertida, ela é desbocada e muito hardcore, mas não deixa de demonstrar o amor que tem por Jesse. Gosto muito do fato da mocinha ser independente, mas achei que ficou muito chato esse comportamento ultrapassado do Jesse e a mania de sempre repetir que ele salva a vid dela, porque a verdade é que a heroína da estória de amor dos dois é a senhorita Simon.
Paul Slater virou um alcoólatra, rico, e que tenta de todas as formas conquistar Suzy de todas as maneira erradas, ele me cansou. Poderiam ter diminuído as cenas dele e colocado mais do Padre D ou das trigêmeas sobrinhas da Suzy, que são pra mim o ponto forte da estória e que mereciam uma série só para elas.
No mais "Lembrança" foi apenas para matar saudades, mas seria facilmente dispensável, afinal 6 livros já é um bom número para uma série YA.
Até o próximo post!
No ano passado eu comprei meu primeiro livro da Sarah Dessen e me encantei pela escrita da autora. Inclusive, "Os Bons Segredos" foi uma das minhas leituras preferidas de 2015. Fiquei bem empolgada quando soube que mais um livro da autora seria lançado por aqui e corri para adquirir minha edição de "Uma Canção de Ninar", porém dessa vez a estória não me pegou.
Sinopse: "Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor."
A primeira coisa que você precisa saber deste livro é que ele vai contar a estória de uma garota que não acredita no amor. Remy se espelha nas experiências ruins vividas por sua mãe e fecha o coração para não se apaixonar. Exatamente por isso temos uma protagonista que nas próprias palavras se descreve como uma vaca, a garota é muito cética e por isso trata os relacionamentos com descaso.
O livro tem uma narrativa arrastada e é narrado em primeira pessoa pela protagonista da estória. Como Remy não acredita no amor vamos ver que ela tem dificuldades em descrever relacionamento, não apenas amorosos, mas familiar e até mesmo suas amizades, ela é seca, prática. Por essa narração não conhecemos bem as personagens, ela não nos deixa encantar por elas ou se envolver.
Sarah Dessen escreve muito bem e acho que a maneira como ela deu voz a sua personagem foi muito bem feita, como já disse anteriormente, enquanto lemos conseguimos ver claramente a "voz" da Remy. Porém, senti falta da empatia com a personagem ou com qualquer um. Não sei se porque sou uma pessoa que acredita no amor ou porque o livro não é mesmo bom. Durante a leitura ficava incomodada com o jeito da Remy e acabei aceitando que a garota era mesmo uma vaca.
"Uma canção de ninar" é um romance, mas o envolvimento romântico é pouco explorado, só em alguns pequenos momentos temos um vislumbre da relação de Remy e Dexter. E Dexter, o garoto desordenado que canta em uma banda tinha tudo para ser uma personagem incrível e ficou sendo apenas um maluquinho.
Infelizmente esse livro da Sarah Dessen não é para mim, porém, não irei abandonar a autora e pretendo ler ainda muitos livros dela, afinal a primeira impressão é a que fica e "Os Bons Segredos" me conquistou de vez como leitora da autora.
Até o próximo post!
Sabe os filmes do Jhon Hughes, "O Clube dos Cinco" ou "Curtindo a Vida Adoidado", com toda aquela vibe adolescente, mas falando sobre problemas sérios, com uma linguagem leve e divertida, mas ao mesmo tempo muito real?! Então, "Eleanor & Park" é a mesma coisa, só que em forma de livro.
Sinopse: "Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo."
Lembro do lançamento de "Eleanor & Park" e de todo burburinho em todo dele, mas cansada de cair em falsas expectativas nem dei muita ideia, anos se passaram até que eu desse uma chance para o livro e MEUDEUS! que arrependimento. O livro é tão maravilhoso quanto todo mundo dizia, YA de qualidade que entrou para a lista de queridinhos.
Eu já havia gostado da escrita da Rainbow desde quando li "Anexos", mas nesse livro ela flui ainda melhor e é impossível não se ver tomada por toda estória e ansiar por cada página e quando chegar ao final perceber que não viu o tempo passar e que quer recomeçar a leitura.
"Eleanor & Park" é cheia de referências dos anos 80 e vários pedaços do universo geek. Vamos ter dicas de músicas daquela época e de quadrinhos. Acaba que o livro ganha uma playlist deliciosa, que te faz voltar no tempo sem esforço.
O ponto forte de todo livro são os dois personagens principais e a relação dele. Eleanor é um protagonista que foge dos padrões, ela é gordinha, tem cabelo cacheado, não segue a moda e tem um temperamento difícil. Park é o menino que não faz nada para perturbar, é como se ele quisesse ser invisível. Os dois um dia se esbarram e aos poucos uma estória de amor vai se criando. É lindo como no começo vem a amizade e aos poucos tudo se torna amor. O romance é difícil, cheio de altos e baixos, mas não incomoda ou cansa, é natural quando duas pessoas começam a se relacionar.
O livro não é apenas sobre romance, pelo contrário, Rainbow Rowell trata de assuntos bem complicados, principalmente quando fala sobre a família de Eleanor. A autora não tem medo de pesar a mão e em alguns momentos é muito cruel com a personagem, mas também consegue não ser apenas a carrasca.
O desenrolar da estória é surpreendente e o final é muito real e pertinente, mas dá para terminar o livro de coração partido e pedindo para a autora se gananciosa e lançar uma continuação, apenas para matar saudades das personagens. Um YA de qualidade, que conta uma linda estória e que eu deveria ter lido há muito tempo.
Até o próximo post!
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