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Resenha: Restaura-me

11.6.18
Sinopse: "A história de Juliette e Warner continua no eletrizante novo volume da série Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, autora best-seller do The New York Times. Juliette Ferrars acreditava ter vencido. Assumiu o controle do Setor 45, foi nomeada nova Comandante Suprema da América do Norte e agora conta com Warner ao seu lado. No entanto, quando a tragédia se instala, Juliette precisa confrontar a escuridão que existe tanto à sua volta quanto em seu interior."

O lançamento mais aguardado de 2018, pelo menos pra mim, era o quarto livro da série Estilhaça-me da Tahere Mafi. Afinal, "Incendeia-me" foi um dos livros que mais gostei de ler em 2014, terminei esse livro devastada por não ter mais de Warner e Juliette, mas principalmente da escrita da autora. Logo eu peguei "Restaura-me" cheia de gana e saudades daquele universo, mas terminei o livro um pouco confusa.

O livro começa logo depois do fim de "Incendeia-me", Juliette é a nova suprema comandante e tem que lidar com várias responsabilidades e com essa nova vida. Ela se sente perdida e despreparada para o papel que precisa desempenhar o papel que assumiu depois de matar Anderson. E em meio essa adaptação ela ainda tem que lidar com o seu relacionamento com Warner, que é a imagem do Restabelecimento, mas a pessoa que ela ama acima de tudo.

Tahere Mafi deixa um pouco de lado o seu jeito poético de ser neste livo, agora ela está mais focada em construir as intrigas políticas e a tensão da instabilidade. Isso não é ruim, até porque Estilhaça-me é uma série distópica, não apenas o romance. E a autora não abandonou de todo o seu estilo, a intensidade está toda ali, presente em Juliette e Warner.

Por falar em Warner, um dos meus personagens preferidos da história, está tão exposto, tão vulnerável, tão diferente do impecável comandante de "Estilhaça-me" e isso é tão incrível, porque vemos a desconstrução dele, que foi em grande parte causada pelo contato dele com a Juliette.

Mas nem tudo são flores, principalmente no quesito Warner, porque a autora usou do recurso que mais detesto, a falta de comunicação. E o casal da história começa a se desentender porque Warner não conversa com Juliette e isso me irritou bastante. 

No mais o livro é bom, terminou com um ótimo gancho para sua sequência, mas estou um pouco apreensiva com os rumos que a história pode tomar nos próximos dois livros que a autora disse que vai lançar. Só espero que a história cresça e se torne mais maravilhosa do que ela já é. 


Até o próximo post!



Resenha: Anne da Ilha

22.5.18
Sinopse: "O terceiro livro da série Anne de Green Gables! Anne Shirley decide deixar Green Gables e seu trabalho para ir atrás de seu sonho original: completar os estudos em Redmond College. Apesar de sentir-se dividida entre partir rumo ao desconhecido ou permanecer no ambiente familiar, Anne faz as malas e vai morar em Kingsport com Priscilla Grant. Gilbert Blythe também está indo para Kingsport para estudar e se tornar médico, e nada o tornaria mais feliz do que se Anne revelasse que sente mais do que amizade por ele. Novas aventuras descortinam-se além da curva do caminho, enquanto Anne guarda as lembranças da rotina rural de Avonlea, uma vida repleta de surpresas aguarda por ela, incluindo um pedido de casamento e a perda de algumas de suas preciosas ilusões juvenis."

Chegamos ao terceiro livro da Anne Shirley, que não é mais aquela órfã magrela e sardenta que chegou a Green Gables por engano. Anne agora é uma jovem mulher, bonita e que vai completar seus estudos na "universidade". Muita coisa mudou. Neste terceiro livro Lucy Maud Montgomery vai focar  nos relacionamentos amorosos, principalmente, no entre Anne e Gilbert, que começou lá no primeiro livro, quando ele a chamou de cenoura.

Como nos outros livros nós vamos acompanhar a vida dessa jovem e das pessoas ao seu redor. Agora que Anne já é adulta, a imaginação fica um pouco de lado na história, ela agora é mais centrada, mas ainda ali no fundo ela precisa abandonar sua terra de sonhos e inspirações. É interessante que ela mesmo começa a perceber que aquela garota de antigamente já não tem lugar na sua vida.

Neste livro os outros personagens são meio que deixados de lado e temos muito mais foco na vida de Anne do que antes, afinal, agora ela é uma bela mulher e não precisa mais ser a princesa Cordélia para chamar atenção. Mas apesar de Anne ser o o foco central temos momentos interessantes para Davy, o jovem órfão adotado por Marilla e Anne que pra mim não é apenas levado, Phil, uma garota bonita e desmiolada, que eu também achei bem fútil, Roy Gardner, o príncipe encantado nem tão encantado assim.

Adora a Anne e me identifico muito com ela, mas meu personagem preferido continua sendo Gilbert Blythe, que foi crescendo ao longo dos livros e se tornou um homem encantador. Era inegável que todas suas tentativas de se aproximar de Anne quando criança foi porque ele gostava dela e esse sentimento foi crescendo e se tornou amor. Adoro todos os momentos em que ele aparece e a maneira como ele olha e fala com sua paixão é muito encantador.

"Anne da Ilha" é tão delicioso quanto seus antecessores e "fecha" muito bem a história da garotinha ruiva que foi adotada por engano. Daqueles livros que você lê com um sorriso no rosto e um calorzinho no coração. Mais do que indicado para os fãs de uma boa história.

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Até o próximo post!

TAG: Lindíssima, leu tudo!

15.4.18

Até o próximo post!

Resenha: Com amor, Simon

9.4.18
Sinopse: "Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas - afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada."

Resolvi ler "Com amor, Simon" depois de assistir o trailer da adaptação para o cinema, uma vez que quando ele foi lançado em 2016 como "Simon e a agenda homo sapiens" não me atraiu. Mas ainda bem que eles trocaram o título e a capa, porque esse livro é muito amor.

O livro vai contar a história do Simon, um garoto gay, que se corresponde por e-mail com outro menino, que ele não sabe quem é, e que por conta de uma deslize acaba sendo chantageado por um colega de escola.  Basicamente a história é um típico young adult com um romance.

Adorei a escrita da Becky Abertalli, que fluí muito bem e o que eu mais gostei foi que ela não se focou totalmente na sexualidade do Simon e nas dificuldades que ele passa por isso, pelo contrário, ela levou tudo isso com naturalidade (algo que deveria ser sempre assim) é apenas uma romance adolescente. Claro, que ela é uma pessoa que é a favor da representatividade, uma vez que em seus livros temos personagens muito variados.

Os personagens do livro são muito legais, Simon e sua família, os amigos, Blue, todo mundo é muito cativante e ao mesmo tempo muito reais, me deu muita vontade de conviver com eles. Meus preferidos com certeza são Simon, Blue e as irmãs do Simon.

Gostei o romance, que foi sendo construído aos poucos, e achei o mistério envolvendo a identidade de Blue também foi importante para a criação do relacionamento deles. O que eu senti dessa história é de que não importa como você é, basta que role uma química.

"Com amor, Simon" entrou pra lista de YA's fofinhos, divertidos e adoráveis e vale muito a pena dar uma chance pra essa história.

Até o próximo post!

Resenha: Todos os Romances e Contos Consagrados de Machado de Assis (Volume 1) - Ressurreição

2.4.18
Sinopse: "Para casar com Félix, Lívia tem de estar pronta para perdoar sempre. São constantes as incertezas e o ciúme do amado. A jovem viúva seria capaz de pagar esse preço por sua paixão? Em Ressurreição, Machado de Assis investiga os sentimentos de um casal envolvido num relacionamento complexo. Através de uma história simples, revela aspectos profundos da psicologia humana."

Começamos a leitura das obras de Machado de Assis pelo seu primeiro romance, "Ressurreição", que vai contar a história de Félix e Lívia, ele um médico que nunca acreditou nos relacionamentos e ela uma jovem viúva com o coração sempre disposto a dar amor. Os dois começam a se relacionar despretensiosamente e acabam em um forte relacionamento cheio de idas e voltas, devido as desconfianças e o ciúmes contante de Félix. Ou seja, temos aqui mais uma história sobre como a falta de confiança pode destruir uma amor. Qualquer semelhança com um outro romance de Machado de Assis, é uma mera coincidência, ou talvez, "Ressurreição" fosse o prólogo para "Dom Casmurro".

O livro é bem curto e a história não é complexa em sua narração, mas para um primeiro Romance, Machado já chegou destruindo. Enquanto lia o livro a sensação que tinha era de incomodo, Félix que era o homem cheio de antigos amores, vivia a desconfiar de Lívia, uma viúva que dedicava a vida ao filho e a ele. Engraçado pensar que um livro tão antigo, tenha um tema tão atual, afinal, que não conhece algum casal que vive aos términos?! 

Machado de Assis planta aqui a sementinha de que quando a pessoa é muito desconfiada, ela não consegue ser feliz, seja em qual for o momento ou com quem esteja, a confiança é a base do relacionamento e também da felicidade.

O livro é simples, claro que com uma linguagem adequada com a época em que foi escrito, então para algumas pessoas isso pode se tornar um empecilho, mas sinceramente, nada que um bom dicionário ou até mesmo o google não possa te ajudar. Não acho que um vocabulário mais complexo seja um problema para você perder a chance de ler um livro tão incrível.

No mais, o livro é muito bom, com um final que eu até engoli seco, achei bem pesado, mas digno da genialidade do Machado, que desde seu primeiro romance cria histórias maravilhosas e tão verdadeiras. Um livrão!

Até o próximo post!

Resenha: Anne de Avolea

12.3.18
Sinopse: "Desde que chegou a Green Gables, como uma menina órfã, Anne Shirley conquistou o amor da população de Avonlea e a reputação de se meter em confusões. Agora com de 16 anos, sentindo-se quase adulta, suas aventuras continuam a emocionar e a divertir o leitor. A jovenzinha de olhos acinzentados e cabelos ruivos, tão apimentados quanto o seu temperamento, é a nova professora da escola municipal, e, por ser pouco mais velha do que seus alunos, a realidade de seu trabalho torna-se um verdadeiro teste para seu caráter. Além de ensinar aritmética e ortografia, Anne passa a entender como a vida pode ficar complicada quando ela interfere no romance de seus amigos, e quando começa a questionar o estranho comportamento do charmoso Gilbert Blythe. Seu espírito irrepreensível e sua imaginação vibrante com frequência a envolvem em divertidas travessuras e confusões, e sua incessante busca por ‘almas gêmeas’ a coloca em contato com novos e adoráveis personagens. Nesta clássica sequência de "Anne de Green Gables", a autora mais uma vez descreve suas memórias juvenis da Ilha de Prince Edward, ao retratar a antiga vila de Avonlea, situada entre as belezas naturais da costa canadense. Apesar de Anne e seus amigos habitarem épocas antigas, quando ainda eram utilizadas lamparinas e charretes, os sonhos para o futuro, as sublimes aspirações e visões românticas fazem de Anne uma heroína para todas as idades e de todos os tempos. Desde a estreia de Anne em 1908, gerações de leitores ao redor do mundo cresceram na companhia da jovem moça de olhos vivazes e cabelos brilhantes que repete o tempo todo: "por favor, diga que são acobreados, e não ruivos". "

Segundo livro que conta as histórias de Anne Shirley, a jovem órfão ruiva, que acabou sendo adotada por dois irmãos solteirões e foi viver em Green Gables. "Anne de Avonlea" vai acompanhar a vida de Anne dos 16 aos 18 anos, como professora na cidade de Avonlea. Ela já não é mais aquela garotinha magricela de “Anne de Green Gables”, agora ela é uma jovem com uma beleza encantadora, mas sem deixar pra trás a sua imaginação e a capacidade de se meter em confusões. 

Este segundo livro vai focar principalmente na vida de Anne como professora, pra quem quer seguir esta carreira vai se deliciar com a maneira como a jovem é apaixonada pelo ato de ensinar e o quanto ela almeja melhorar a vida de seus alunos. A jovem professora tem ideias modernas sobre educação e quer se afastar das punições físicas. Além dos seus alunos, Anne e Marilla estão cuidando de um casal de gêmeos órfãos, então tem também vários detalhes da criação das crianças. 

Os personagens da "série" continuam incríveis, Anne mesmo crescida é tão adorável, Marilla a cada dia que passa amolece mais o coração, Mrs. Lynde continua fofoqueira e divertida, Diana ainda é a melhor amiga de Anne e Gilbert Blythe continua tentando conquistar um lugar no coração de Anne. Tem também novos personagens muito encantadores como Paul Irving, que é um garotinho tão imaginativo quanto Anne, Davy que pra mim extrapola nas traquinagens e Miss Lavander, uma solteirona que se assemelha demais a Anne. 

No mais, "Anne de Avonlea" é tão maravilhoso quanto seu antecessor, daquelas leituras para se fazer com um sorriso no rosto. Estou muito ansiosa para "Anne e a Ilha" e pelo o que a universidade irá trazer para Anne Shirley. Uma série muito deliciosa que deveria ser mais divulgada.

Até o próximo post!

Dorama: Oh My Ghost

25.2.18
Sinopse: "A vida de Na Bong Suh muda completamente quando é possuída por uma fantasma que gosta de seduzir homens."

Raramente comento de doramas por aqui, tem épocas que fico um bom tempo sem ver as "novelas" coreana, porém tento sempre falar sobre o mais recente que assisti. Mas o mais interessante é que os posts de doramas são os mais visualizados aqui do blog. Acredito que isso aconteça porque esse estilo de série tem entrado muito na Netflix e por falar neles, o drama de hoje foi assistido através deles.

Desde que comecei a me aventurar no mundo das séries coreanas vi uma vez ou outra alguém comentando sobre "Oh My Ghost", mas sempre lia a sinopse e ela não me pegava. Então um dia zapeando na Netflix resolvi dar uma chance para ele e MEUDEUS! Um dos melhores doramas que já assisti.

Bong-sun é ajudante no restaurante Kang Sun-woo, por quem ela nutre uma paixão secreta. Porém a garota só desperta a pena do famoso chef, por não consegui se concentrar na tarefas, porque a jovem consegue ver fantasmas. Um dia Bong-sun é possuída por uma fantasma que acredita estar presa na terra por ser virgem, então a vida da ajudante vira de cabeça pra baixo.


O dorama a primeira vista pode parecer apenas mais uma comédia romântica, mas não, "Oh My Ghost" acaba se tornando um grande mistério e por que não, uma espécie de história de terror. Isso mesmo, nos primeiros episódios vamos ter muita cena engraçada, depois o romance toma conta, aí o mistério começa a aparecer e os momentos finais são cheios de muito ação e uma cena de aterrorizar.


Os personagens deste drama são incríveis e os atores também estão maravilhosos. Gosto desde os coadjuvantes como a xamã Seobinggo, os caras do restaurante (que me arrancaram várias risadas dançando BIGBANG), a mãe do chef, o chef que é oppa muito maravilhoso, mas a menção honrosa vai para a atriz que faz a Bong-sun, que conseguia ser duas pessoas, e o policial Choi que também conseguiu desempenhar seu papel espetacularmente.


O romance da história é espetacular, porque comparado a todos os outros k-dramas, temos aqui beijos muito mais reais, deixando o envolvimento do casal mais natural e muito mais envolvente. Fora que aqui temos vários passos de uma relação, fugindo muito do estilo de doramas que o casal mal se toca.


Não tenho mais o que dizer sobre "Oh My Ghost" que não atrapalhe a experiência que é assistir esse dorama. Apenas, assistam essa maravilha na Netflix, porque até minha irmã que não curte ficou viciada e disse que tão cedo vai consegui assistir outra série.



Até o próximo post!

Resenha: É Assim que Acaba

12.2.18
Sinopse: "Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais."

"É Assim que Acaba" foi um dos livros mais aguardados da Colleen por se tratar de uma história em que ela se inspirou em sua própria experiência para escrever. O livro vai ser narrado pela Lily uma jovem que foi criada em um lar onde havia violência doméstica, ela acabou de conhecer o Ryle, um cara que tem receio de relacionamentos, mas por quem ela se sente muito atraída. Além disso ela ainda tem uma história de amor inacabada com o Atlas, um garoto que ela conheceu na adolescência.

Eu não fazia a mínima ideia do que se tratava esse livro, fui as cegas, e me deparei com assuntos que me incomoda profundamente, que são a violência contra mulher e os relacionamentos abusivos. Mas a maneira como a Colleen escreveu essa história foi muito diferente, você consegue entrar no lugar da vítima e entender o porque de certas atitudes dela, você também se encanta pelo agressor e acredita que ele pode mudar e isso é tão dolorido, mas você acaba deixando de apontar o dedo e isso é um soco no estômago.

A escrita da Colleen continua maravilhosa, eu devorei as 300 e poucas páginas e por mim se tivesse mais 300 eu leria. Principalmente, porque eu queria saber mais sobre o Atlas e eu acho que a autora poderia ter desenvolvido melhor o relacionamento dele com a Lily. Eu sei que a história era mais sobre Lily e Ryle, mas acho que a partir do momento que temos essa terceira ponta ela precisa ser mais bem desenvolvida.

Esse livro é um dos melhores da Colleen com certeza, mas não ganhou o lugar de favorito na minha lista, acho que ele está em 3º ou 4º lugar. Pra mim é um livro essencial por tratar de um assunto que precisa ser discutido e que tratou de uma forma muito delicada e eficaz, mas queria mais de Atlas e Lily.

Até o próximo post!

Resenha: Anne de Green Gables

5.2.18
Sinopse: "Tudo parecia confortável demais na vida dos irmãos Matthew e Marilla Cuthbert, mas o coração de Matthew começou a dar sinais de que a idade lhe havia chegado. Decidiram, não antes sem muita ponderação, adotar um menino, de uns onze anos, para que pudesse receber educação apropriada e ser o ajudante de Matthew. Mas, a mão da Providência já havia agido na vida deles, e através de um erro de comunicação, uma menina ruiva, tagarela e sardenta ocupou o lugar do menino. Anne, assim que chegou a Green Gables, fica sabendo do engano, mas com sua imaginação fértil e conversa afiada, já havia conquistado o coração de Matthew. E assim começa a história de suas aventuras fascinantes, com sua “amiga do peito” Diana, e sua competição com o inteligente e perspicaz Gilbert Blyhte. À medida que Anne foi aceita em Green Gables, ela conquista também a admiração de toda a cidade de Avonlea e o encanto do seu mundo de sonho e imaginação se espalha e vai contagiar você também."

Depois de assistir a série "Anne with an E" da Netflix, fiquei super curiosa para ler os livros da Lucy Maud Montgomery, em que a série é adaptada, claro que também não queria esperar até a segunda temporada para saber o que vai acontecer com a Anne.

O livro "Anne de Green Gables" é um clássico da literatura canadense e explora muito suas paisagens e a sociedade do local, por isso temos diversas descrições de lagoas, florestas, flores, neve e muitos costumes locais. Para algumas pessoas isso pode soar cansativo, mas eu gosto muito, porque me sinto transportada imediatamente para aquele local e um dos personagens daquela história.

A escrita da Lucy Maud é muito simples e envolvente, a leitura fluí e é daqueles livros que te fazem rir em vários momentos, se emocionar e se ver apaixonada por todos os personagens. Os personagens da história foram o que mais me encantou, principalmente, a Anne, acredito porque fui uma criança com a imaginação fértil e que falava pelos cotovelos.

Como a Anne é uma garota muito falante, temos vários parágrafos apenas dela falando sobre o clima, sobre as pessoas, sobre roupas, sobre amor e amizades. E apesar disso, eu não me irritei, pelo contrário, me vi encantada como todos os moradores de Green Gables.

A relação da Anne com os outros personagens é muito boa e é como se aquela garotinha tivesse chegado a Green Gables com a missão de dar mais vida aquelas pessoas, que seguiam com sua rotina. E é tão lindo ver o amor dos irmãos Cuthbert por aquela menina, mostrando que para ser pais são é preciso ser do mesmo sangue.

O livro apesar de se passar na infância e a adolescência de Anne tem seu toque de romance e já é possível ver que a rivalidade entre Gilbert Blythe e Anne Shirley vai se tornar uma linda historia de amor (que conseguiu aquecer até o meu frio coração capricorniano).

"Anne de Green Gables" é delicioso e te deixa com vontade de ler os próximos livros que contam as peripécias da órfã ruiva. Por isso já adquiri o meu "Anne de Avonlea" para saber o que será dessa história.

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Até o próximo post!

Resenha: Razão e Sensibilidade

29.1.18
Sinopse: "Após a morte de Henry Dashwood, sua esposa e filhas – a sensata Elinor, a romântica Marianne e a jovem Margaret – veem-se empobrecidas e obrigadas a trocar sua confortável mansão por um pequeno chalé em Barton Park. Enquanto Elinor é controlada e cautelosa, Marianne demonstra abertamente seus sentimentos, recusando-se a adotar a conduta hipócrita que é esperada dela. As irmãs enfrentam grandes desafios em suas vidas amorosas e são forçadas a encontrar o equilíbrio entre razão e emoção antes de conquistarem o verdadeiro amor."

"Razão e Sensibilidade" foi o primeiro romance publicado da Jane Austen e vai contar a história das duas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor, que após a morte do pai são obrigadas a sair de sua mansão para um chalé. As duas jovens tem personalidades bem diferentes uma da outra, enquanto Elinor é a razão, sempre pensando no melhor para a família, medindo suas ações e sendo mais contida, Marianne é a sensibilidade, que se entrega a tudo, se encanta pelas coisas e repudia tudo aquilo que não se assemelha a seu ideal de perfeição.

As duas, apesar de serem bem diferentes, estão em idade de se casar e já tem suas paixões. Elinor nutre uma paixão secreta pelo irmão da cunhada, Edward enquanto Marianne vive uma paixão avassaladora por Willoughby. O desenrolar desse relacionamentos serão o foco central do livro.

A escrita da Jane Austen é muito boa, acho legal que a história é sobre a preocupação de se encontrar um marido, mas a autora critica muito essa preocupação da sociedade de casar as pessoas, principalmente se pautando no dinheiro que cada um tem. A autora fala principalmente sobre amo acima de qualquer quantia, mas sem desprezar isso como algo para que a vida seja confortável. E nesse livro ela até questiona se a mulher não pode ter o direito de escolher com quem quer passar a vida, independente do quão favorável financeiramente será esse casamento.

O começo do livro é muito bom e te faz ler os primeiro capítulos rapidamente, mas no meio a história começa a ficar um pouco parada, tornando a leitura um pouco lenta, mas o final se desenrola rápido. Não é o melhor livro que já li da autora, preciso confessar que demorei a lê-lo mais do que normalmente demoraria para ler um livro de 233 páginas, mas o considero uma boa história.

Um dos motivos que eu acredito terem me feito não ter me encantado tanto pela história é o de que suas personagens não me cativaram. Elinor não é de todo mal, gosto da maneira como ela pensa, mas não gostei de sua superioridade perante algumas outras mulheres da história, uma vez que sua amada irmã se assemelha a muitas delas e ela mesmo assim  a idolatra. E por falar em Marianne, que menina mimada e dramática, ela me irritava profundamente.

Para um primeiro livro e uma autora "Razão e Sensibilidade" é muito bem escrito, mas não é a melhor obra da autora, sendo para mim uma preparação para livros mais bem construídos.

Até o próximo post!

Você precisa assistir "Anne with an E"

28.1.18

Até o próximo post!

Resenha: Só Escute

15.1.18
Sinopse: "Para encarar a verdade, você precisa estar disposta a ouvi-la.
Ano passado, Annabel era a típica “garota que tem tudo” — inclusive era esse o papel que interpretava no comercial de uma loja de departamentos da cidade. Este ano, porém, ela é a garota que não tem nada: não tem mais a amizade de Sophie; não tem uma família feliz desde a descoberta do distúrbio alimentar de uma de suas irmãs; e não tem ninguém com quem passar a hora do almoço na escola. Até conhecer Owen Armstrong.
Alto, misterioso e obcecado por música, Owen é um garoto que vivia se metendo em brigas, mas agora está tentando mudar. Um de seus novos lemas é sempre falar a verdade, não importa qual seja, e jamais guardar ressentimentos.
Será que com a ajuda desse amigo inesperado Annabel vai conseguir encarar a verdade e enfrentar o que aconteceu na noite em que brigou com Sophie?"

Annabel é uma modelo que interpreta da garota que tem tudo em um comercial, mas na vida real não é bem assim. Ela tem vários problemas e esconde um segredo envolvendo a briga que teve com sua melhor amiga no verão. Devido a essa briga ela está sozinha na escola e acaba se aproximando de Owen Armstrong, uma garoto que tem fama de brigão, mas que está tentando controlar a sua raiva.

A escrita da Sarah Dessen é deliciosa e parecia que eu estava assistindo a um filme, ela consegue criar um universo redondinho e uma história muito real. As personagens não são tão diferentes das pessoas do mundo real, o que faz que você se sinta muito mais envolvido na história.

Esse livro não é só sobre o relacionamento da Annabel e do Owen, é muito mais, é sobre relacionamento em geral com as pessoas. A autora conseguiu mostrar vários tipos de relação, entre irmãs, mãe e filha, irmão e irmã, amigas e é tudo tão bonito que me arrancou lágrimas (dentro do ônibus, primeiro mico de 2018).

E tem romance sim neste livro e ele é muito fofo e gradativo, não espere juras de amor eterno ou grandes demonstrações físicas. Annabel e Owen primeiro são amigos e com o tempo vão se interessando um pelo outro.

E neste livro vamos ter várias discussões sobre música e o fato de que existem as pessoas que gostam de música e as que são iluminadas. Eu adorei, afinal, sou uma pessoa muito musical, então peguei algumas dicas (algumas nem tanto) e super me identifiquei com o Owen.

"Só escute" é daqueles young adults maravilhosos, que vai falar de assuntos importantes de forma delicada. Daquelas histórias que te faz refletir, se emocionar, rir e terminar com um quentinho no coração. Primeira leitura de 2018 já começou com 5 estrelas.

Até o próximo post!

TBR de Janeiro 2018

14.1.18
Até o próximo post!

Dorama: Good Morning Call

28.11.17
Sinopse: "Ela conseguiu seu próprio apartamento, mas terá que dividi-lo com o garoto mais popular da escola e ninguém pode saber que eles moram juntos."

Good Morning Call é um dorama disponível na Netflix, que vai contar a história da Nao Yoshikawa que consegue alugar um ótimo apartamento para conseguir morar na cidade e estudar, uma vez que seus pais moram no interior, mas ela acaba sendo vítima de um golpe e tem que dividir o apartamento com Hisashi Uehara, o cara mais popular do colégio. De primeira os dois não se dão bem por serem totalmente diferente um do outro, mas com o tempo eles vão se aproximando.


A Nao é uma garota sonhadora, meio sem noção, mas cheia de amigos e muito fofinha (como quase 90% da população feminina dos doramas). E Uehara é trabalhador e inteligente, mas muito frio. O romance demora acontecer, exatamente por causa da personalidade deles e pelos vários pretendentes da Nao (que na minha opinião dão de mil no Uehara tanto em aspectos físicos quanto emocionais). 

O drama foca principalmente no relacionamento de Nao e Uehara, mas os outros personagens também tem histórias paralelas, que em alguns momentos esbarram na história principal. Como Uehara era um poço de grosseria era impossível não se encantar pelos demais personagens e ter vontade de socar a mocinha, pra vê se ela acordava. 
 
A história é cheia de reviravoltas e sempre que a gente acha que as coisas vai melhorar acontece alguma coisa pra ferrar, geralmente com a pobre da Nao. Mas claro, que como todo bom dorama Good Morning Call é bem engraçado e me arrancou várias gargalhadas (principalmente quando a cunhada do Uehara ficava bêbada). 


Good Morning Call é uma ótima opção para quem quer começar com os doramas, por ter uma história bem clássica, garota bobinha que derrete o coração de gelo do galãzinho. Com romance, humor e drama na medida certa (ou na medida oriental). E amanhã saí na Netflix a segunda temporadas, que vai acompanhar Nao e Uehara na faculdade. Então você pode pegar essas duas maratonar. 
 
Até o próximo post!

Resenha: Príncipe Leopardo

14.11.17
Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo! 

A única coisa que uma dama jamais deve fazer... 

Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. 
É se apaixonar...
Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. 
Por um criado. 
Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor"


"Príncipe Leopardo" é o segundo livro da trilogia dos príncipes da Elizabeth Hoyt, que conta as histórias de amor de três amigos e seus interesses românticos. Contos de fada são entrelaçados nesses romances com um toque de erotismo.

Neste segundo livro vamos acompanhar a história de Harry Pye um administrador de terras que acaba se sentindo atraído pela patroa Georgina Maitland, uma jovem rica e irmã de um conde. Os dois começam a se envolver a princípio para descobrir um mistério que ronda as terras em que vivem, mas aos poucos o interesse um pelo outro vai crescendo e os dois acabam se entregando a paixão.

Como já disse na resenha de "Príncipe Corvo" a escrita da Elizabeth Hoyt é muito viciante e me vi mais uma vez devorando esse romance. E o que ainda melhor foi que alguns detalhes que me incomodaram no outro livro, nesse não estiveram presentes, e a autora ainda criou um mistério em meio a toda aquela tensão sexual. 

Adorei as personagens desse segundo livro, porque Georgiana é uma mulher a frente de seu tempo que tem uma família adorável, me diverti horrores com seus irmãos e a maneira como eles tratam a irmã mais velha. Harry Pye me irritou um pouco com seu complexo de inferioridade. Ainda falando em personagens tivemos um vislumbre do conde de Swartingham, de o "Príncipe Corvo" e de Simon Iddesleigh, que acredito ser o protagonista do terceiro livro da trilogia. 

Este segundo livro é mais um exemplo de romance histórico divertido, que você vai devorar em poucos dias ou até mesmo horas. Já estou ansiosa pelo terceiro livro, afinal, quero saber qual é a do visconde Simon Iddesleigh. 

Até o próximo post!

Resenha: Corte de Asas e Ruína

4.11.17
Sinopse: "O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína" a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime."

Chegamos ao capítulo final da história de Feyre e Rhysand, mas não de Prythian. "Corte de Asas e Ruína" é o terceiro livro da série Corte de Espinhos e Rosas, que terá outros livros, mas que irão focar em outros personagens da histórias. O livro começa após a Feyre ter sido levada por Tamlin de volta a Corte Primaveril, que só conseguiu isso por se aliar a Hybern e iniciar uma guerra.

Feyre está cheia de ódio pelo que Tamlin fez a ela e sua família e precisa fingir que está tudo bem para poder se vingar. Enquanto isso a Corte Noturna tenta unir forças para poder combater Hybern. Ou seja, esse livro tem um começo de  preparação, como todos livros em que temos um confronto final. Então as primeiras cento e poucas páginas, além de intrigas e articulações, mas sem se tornar um livro arrastado, pelo contrário, a gente quer saber o que vai acontecer e devora as páginas. E quando finalmente a batalha chega é incrível, Sarah J. Maas sabe mesmo escrever cenas de ação, me senti em meio a lama e o sangue enquanto lia o confronto entre Hybern e as cortes.

A autora faz um quebra cabeças de história, com os diversos personagens desse mundo que ela criou, deixando várias pontas soltas para os próximos livro. porém a história de Feyre e Rhysand, tem um ponto final. Depois de uma longa jornada que começou lá atrás sob a montanha e foi se desenvolvendo até se tornar amor. A autora  deu um show de relacionamento maduro e saudável, sambando na cara do amor doentio de Tamlin em Corte de Espinhos e Rosas.

Pra mim o ponto forte do livro é o Rhysand, que personagem incrível, a maneira como ele sabe empenhar cada papel para conseguir o que precisa, para ajudar as pessoas ou defender quem ama. A maneira como ele coloca Feyre como sua parceira e não apenas como "sua mulher" é muito bonita. E quando ele mostra que mesmo sendo um dos grão feéricos mais forte ele ainda é sensível. Parabéns Sarah J. Maas por não perpetuar personagens masculinos abusivos.

Esse livro está incrível, com doses certas de romance, humor, ação, mas faltou um pouquinho de desapego da Sarah na hora da guerra, porque ela deu uma de roteirista de Game of Thrones e só matou personagens aleatórios. Afinal, guerra é guerra, não tem como tudo sair lindo e maravilhoso. Mas no mais amei, virou um queridinho e já quero os próximos livros.


Até o próximo post!

Lançamentos Literários para 2018

17.9.17

Até o próximo post!

Resenha: O Príncipe Corvo

21.8.17
Sinopse: "Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante 
Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."

"O Príncipe Corvo" vai contar a história do conde Swartingham que perdeu toda sua família para a varíola e ficou apenas com as marcas da doença e Anna Wren uma viúva que foi infeliz em seu casamento. A vida desses dois personagens se cruzam quando ele precisa de um secretário e ela de um emprego. E os dois acabam se interessando um pelo outro quando vão se conhecendo aos poucos.

A narração de Elizabeth Hoyt é muito envolvente e é impossível não devorar todas aquelas páginas. O enredo não é nada muito revolucionário e tem vários clichês, porém é delicioso ver o desenrolar do relacionamento de Edward e Anna, que começa no estilo "Orgulho e Preconceito", mas que leva para outras tramas.

A trama também conta com cenas hot, ou seja, inapropriadas para menores de 18 anos. Mas não é nada exagerado e repetitivo, são poucos os momentos em que elas são descritas. Claro, que quando o livro tem essa pegada mais erótica, me incomoda o apelo sexual desnecessário, tipo o cara se excitar só de olhar para os lábios da mocinha, não precisa disso.

As personagens do livro são bem interessantes, pois ao mesmo tempo que tem opiniões fortes, também demostram uma grande fragilidade quando retratadas as suas inseguranças. E nesse caso tanto o homem quanto a mulher se sentem dessa maneira.

Por fim, o nome do livro "O Príncipe Corvo" remete a história de um livro da biblioteca do conde de Swawtingham, que vai contar retratar o romance entre uma jovem e um corvo, uma mistura de A Bela e a Fera com Eros e Psique. Pra mim não acrescentou no enredo do livro e se não tivesse não faria diferença, mas também não incomoda.
O livro é um romance histórico delicioso, com altas doses de amor e muito viciante. Uma leitura extremamente viciante. Foi impossível parar de ler até chegar ao final, devorei o livro em dois dias. Super recomendado para os fãs do gênero.

Até o próximo post!


Dorama: Beating Again

20.8.17

Há muito tempo eu não vinha aqui falar de doramas e isso não era por não ter assistido, pelo contrário, assisti vários, mas não achei nenhum tão bom que merecesse um post aqui no blog. Mas finalmente acertei na escolha e assisti "Beating Heart", que está agora entre um dos melhores dramas coreanos que eu já assisti.


"Beating Agais" que também é conhecido como "Falling for Innocence" vai contar a história de Kang Mi Ho, um jovem muito egoísta que só quer se vingar de seu tio destruindo a empresa da família, não se importando se os funcionários irão ser afetados com isso. Porém  Kang sofre de uma doença do coração e acaba tendo que passar por um transplante. Em paralelo temos a história de Kim Soo Jung, uma das secretárias da mesma empresa que Kang quer destruir, que acabou de perder o noivo detetive em um acidente misterioso. Por acaso o coração do noivo de Kim Soo vai para em Kang Mi Ho. E é aí que a história do dorama começa.


Kang começa a apresentar as características do noivo de Kim Soo Jung e até mesmo se apaixona pela mulher do detetive. Em meio a essa confusão de sentimentos ainda tem a vingança de Kang, a investigação da morte do detetive e várias reviravoltas empresariais. O drama tem um tom mais sério e é bem mais adulto, mas também é bem divertido e romântico. Fora que cheio de acontecimentos os seu 16 episódios de quase 1 hora passam rapidinho.


Os personagens principais da história são ótimos Kang que no começo é bem chatinho se transforma e pra mim se torna a melhor coisa do dorama, o ator é bem versátil conseguindo ir do engraçado ao sério com facilidade e naturalidade. Já Kim Soo Jung eu já conhecia o trabalho dela, ela atua em I Need Romance 3, que já falei aqui no blog, e achei ela bem legal em "Beating Again". Mas como sempre os coadjuvantes conseguem arrasar e dessa vez foi o secretário (coreanos amam os secretários engraçados) e a parceira do noivo de Kim Soo Jung.


Agora como antagonista temos Joon Hee, melhor amigo da infância de Kim Soo Jung, que nutre uma paixão por ela. Ele tem tudo para ser a terceira parte do triângulo amoroso, mas ele vai fazendo várias escolhas erradas durante a trama e fica difícil defender. Fiquei torcendo pra ele se F****.


"Beating Again" é um dorama completo e com um romance muito lindinho, mas que não foca apenos nisso tornando a história muito melhor. Se vocês gosta de dramas coreanos precisa assistir esse (tem muito beijo) e se você nunca assistiu um k-drama acho que esse seria uma ótima oportunidade para começar. Ah, além disso ele está disponível na Netflix.



Até o próximo post!




Resenha: Crash - Quando a Paixão Explode

14.8.17
Sinopse: "Para a adolescente Lucy, nada é mais importante que o balé. A dança a transporta para um mundo onde a dor, as lembranças ruins e a violência não existem. Um mundo só dela. Um dia, porém, aquela garota certinha é obrigada a mudar de escola. E é nesse novo ambiente, repleto de descobertas e Inseguranças, que conhece um garoto que só usa cinza e vive com uma toca de lã na cabeça. Jude, o maior bad boy da escola, é lindo e seria o sonho de toda garota, e talvez até o genro que todo pai pediu a Deus... se não tivesse sido preso várias vezes e não morasse num abrigo para garotos desajustados. Lucy não liga para a opinião dos outros: o mais importante é o que Jude sente por ela. E o rapaz parece disposto a abrir seu coração, ainda que um segredo que assombra o passado e o presente dos dois esteja prestes a estraçalhar essa paixão. “Jude era a doença para a qual eu não via cura. A droga da qual eu não queria me livrar nunca" Lucy" 

"Crash" da Nicole Williams foi um dos primeiros New Adults que eu li, há muito tempo em inglês. Então quando anunciaram que ele ia ser lançado no Brasil fiquei super empolgada, mas ao mesmo tempo receosa de o livro não ter o mesmo encanto da primeira leitura, mas eu continuei gostando muito dele, mesmo a história sendo cheia de clichês.

Lucy é aquela personagem típica dos livros new adult, uma garota linda, cabeça dura, que encanta todos o homens a sua volta, que se apaixona pelo bad boy. Já o Jude é o garoto problemático e envolto por mistérios, que precisa ser salvo de si mesmo. Esses dois juntos teriam tudo para ter um relacionamento vai e volta chato e cheio de abusos, porém não é bem assim. Porque mesmo Jude sendo problemático ele gosta mesmo da Lucy e graças a Deus não maltrata ela, mesmo tendo uma vida muito difícil. Lucy a cabeça dura às vezes me confundia com seu comportamento, mas nada na escala de ódio Bella Swan.

O livro é cheio de reviravoltas e tragédia pouca é bobagem para esses dois, mas a autora destrói tudo nos momentos finais, quando a gente não esperava que tudo aquilo pudesse acontecer. Mesmo esses altos e baixos não sendo uma coisa que eu gosto muito, a escrita da Nicole ajuda a nos envolver naquela história e devorar todas as páginas. Gostei muito da escrita da autora que conseguiu mexer fisicamente com meu coração, sempre me fazendo voltar a ser uma adolescente apaixonada de 16 anos.

Conclusão, "Crash" tem tudo aquilo que eu sempre critico em vários outros new adults, mas de uma maneira muito melhor, sendo bem delicioso e viciante, fazendo com que eu queira a continuação da história de Jude e Lucy, que ainda não tem previsão de lançamento. Livro de romance daquelas para sair se divertir e sentir um quentinho no coração. 

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana