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Dorama: Cheese in the Trap

19.3.20

Hoje vim falar de mais um dorama disponível na Netflix, e o da vez é o "Cheese in the trap", que vai acompanhar Hong Seol, uma jovem dedicada ao trabalho e aos estudos que acaba se envolvendo com o cara mais popular da faculdade, Yoo Jung. Parece um enredo clichê, mas essa história tem alguns detalhes que fazem com que ela saia do óbvio, mas isso não quer dizer que é bom.


A protagonista do dorama, Seol, é daquelas pessoas que todos se aproveitam e  Jung é uma figura muito misteriosa e até mesmo assustadora. Os dois no começo não se dão muito bem, porque Seol acaba se envolvendo em uma confusão que ela acredita ser culpa de Jung. Mesmo com esse começo tumultuado, aos poucos os dois vão se envolvendo e acabam se apaixonando, mas DEUSMELIVRE afirmar que esse relacionamento é saudável. Yoo Jung é um cara muito manipulador, muitas vezes cruel e frio, e o relacionamento dele e da Hong Seol é muito estranho, cheio de mal entendidos, falta de comunicação e muita dependência.
E em meio a esse relacionamento amoroso estranho, surge a terceira parte do triângulo amoroso, afinal, dorama que é dorama tem que ter. Baek Inho era amigo de infância de Jung e hoje nutre um ódio por ele, que nós só vamos entender o motivo lá pro final da história. Ele acaba se aproximando de Seol, primeiro como amigo, mas acaba se apaixonando por ela. A relação deles é muito bonitinha e Inho (diferente de Jung) é muito carinhoso e preocupado com ela.
Mas Inho não é o único que surge para atrapalhar o romance do casal principal, junto com ele surge sua irma Baek Inha, uma jovem que gosta de esbanjar, não trabalha ou estuda e é sustentada pelo pai de Jung. Nunca tinha visto essa atriz, mas achei ela muito engraçada, muito cheia de caras e bocas e meio doidinha.
Porém esse dorama não vai se focar só nos romances, pelo contrário, ele vai retratar temas muito pesados como abuso sexual, sociopatia, violência doméstica, obsessão e stalker. Sério, eram tantas pessoas horríveis que cruzavam o caminho da Seol e que queriam fazer mal pra ela, que assistir o dorama era muito difícil, por causa do clima pesado.
"Cheese in the trap" tem uma história pesada, que em muito momentos é cansativa, e um romance que me incomodou bastante, não conseguia torcer para o casal, ficava sempre pensando: "Seol, larga esse homem, ele é cilada". O final me incomodou bastante e particularmente não indico assistir, só assista se quiser conhecer um ator lindo, porque Inho é maravilhoso e foi a única coisa que eu gostei em toda essa história.
Até o próximo post!

Resenha: Namorada Podre de Rica

17.3.20

"Namorada Podre de Rica" é a continuação de "Asiáticos Podres de Ricos" do Kevin Kwan, e se passa dois anos após os acontecimentos do primeiro livro. Rachel e Nicholas estão prestes a se casar, quando o pai de Rachel, que ela nunca conheceu, aparece. Os dois são levados para um novo universo de podres de ricos, o dos chineses do continente, mais especificamente em Xangai.

O segundo livro saí um pouco de Cingapura e das famílias tradicionais chinesas, que buscam ser discretas, apesar de viverem uma vida luxuosa, em "Namorada Podre de Rica" os ricos querem se esbaldar e mostrar para todos quanto dinheiro eles possuem. É incrível ver a diferença entre esses dois tipos de pessoas, enquanto as família que moram em Cingapura são ricos há gerações e buscam manter suas identidades resguardadas, as famílias de Xangai são novos ricos que querem sempre aparecer nas revistas.

O livro acompanha a história de vários personagens, alguns antigos conhecidos do livro anterior, como Rachel, Nick, Astrid, Eleanor Young, Kitty Pong, Charlie Wu e Peik Lin. Mas também surgem novos personagens, que são peças importantes da história, como a blogueira Colette, Carlton Bao e Corinne, uma espécie de especialista em transformar novos ricos. São muitos personagens e histórias independentes, mas que aos poucos vão se entrelaçando.

A escrita de Kevin Kwan é deliciosa, é como se eu tivesse lendo uma revista de fofocas ou assistindo a uma série no estilo Gossip Girl, as suas notas de rodapé são hilárias e é impossível não se deliciar e se divertir com com todo o universo glamouroso apresentado por ele.

"Namorada Podre de Rica" deixa algumas pontas soltas, afinal, temos ainda mais um livro depois dele, que vai encerrar a trilogia, mas que ainda não foi lançado no Brasil. Eu espero que a Record não demore a lançar a continuação, afinal, estou ansiosa para saber o que irá acontecer depois dos acontecimentos finais desse livro. 

Até o próximo post!

Resenha: Mrs. Dalloway

6.3.20
A sinopse a grosso modo de Mrs. Dalloway é de que o livro acompanha um dia na vida de Clarissa Dalloway, mas eu tenho uma outra forma de descrever sobre o que é esta história. Mrs. Dalloway é um romance psicológico, mostrando os questionamentos e viagens ao passado dentro da cabeça dos personagens. O livro vai acompanhar a consciência de várias pessoas, pulando de um para o outro, sem aviso prévio, mostrando o que passa com cada um deles.

Mrs. Dalloway não é uma leitura fácil, primeiro pela maneira como é narrado e servindo porque é um livro sem grandes acontecimentos, é apenas um dia na vida daquelas pessoas, um dia normal. E juntando essas duas coisas a leitura de torna mais lenta, mas longe de ser um livro vazio ou ruim, Virginia Woolf utiliza da mente de seus personagens para fazer reflexões profundas e que a todo momento surgem para mexer com o leitor.

Apesar de acompanharmos vários personagens o destaque da história é sim para Clarissa, essa mulher racional e contida, que tem como contraponto Septimus, o homem traumatizado pela guerra que sede a loucura. Interessante ver esses dois personagens tão ambíguos dividirem a história, sem nem ao menos de conhecerem.

O livro é denso e foi muito difícil concluir essa leitura, mas terminei com a certeza de que é um clássico da literatura, extremamente atual e que nunca vai perder a relevância. 

Até o próximo post!

Resenha: Helena

11.2.20

"Helena" foi o terceiro romance escrito por Machado de Assis, considerado um dos romances menos machadianos do autor, por ter um tom mais folhetinesco que todos os outros escritos por ele. Aqui temos a protagonista Helena, que após a morte do Conselheiro do Vale se torna herdeira e membro de sua família. A família do Conselheiro é composta pelo filho Estácio e a irmã D. Úrsula, que recebem a jovem,  em um primeiro momento desconfiam dela, mas acabam se encantando. Porém Helena guarda um segredo que pode mexer com a maneira com que sua nova família a enxerga.

Como já disse, esse livro é o livro mais diferente de Machado de Assis, a começar pela personagem feminina, Helena difere muito das demais, ela é uma moça frágil, muito correta, honesta e sem muitas camadas. Apesar do mistério que envolve suas saídas, a moça não faz nada que nos faça desconfiar ou tem um comportamento ambíguo, ela é preto no branco, ela não é complexa, ela é a típica mocinha dos novelões, que sofre muito, o que fez com que eu não me envolvesse tanto na história, não me identifico com essa persona.

Apesar de não ter me identificado e envolvido tanto com  a trama, não consigo dizer que um livro do Machado é ruim, a escrita dele como sempre é impecável e mesmo não tendo um enredo que me interessa, o autor conseguiu me surpreender com certas revelações e o seu "quê" de polêmica também me chocou um pouco.

E mesmo não conseguido dizer que "Helena" é um livro ruim, esse é o livro que menos gostei do autor e tudo isso acontece porque a minha mente desconstruída de 2020 se incomodou com um ponto dessa história, estou falando do Estácio, o irmão de Helena. Estácio é o típico cara que se considera um partidão, um homem de posses, inteligente e de boa família, que julga as mulheres de cima de sua "superioridade", ele me irritou tanto com seus cometários a respeito da sua noiva Eugênia e até mesmo de Helena, em algum momento da história. Sei que era o pensamento da época, mas o seu comportamento machista me fez demorar a ler o livro.

"Helena" não é o melhor livro do Machado de Assis, e isso não é uma opinião só minha, mas de várias pessoas, porém, o autor consegue deixar sua escrita brilhar apesar do enredo não ser lá grandes coisas.

Até o próximo post!

Resenha: Vermelho, Branco e Sangue Azul

4.2.20
Sinopse: "O que pode acontecer quando o filho da presidenta dos Estados Unidos se apaixona pelo príncipe da Inglaterra?
Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja.

Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.
O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois.
Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?"

Finalmente li "Vermelho, Branco e Sangue Azul", o livro mais comentado dos últimos tempos e que eu fui com as expectativas altíssimas, mas ainda bem que não foram frustradas, porque eu adorei o livro.

O livro tem como personagens principais o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex. e o príncipe da Inglaterra, Henry, que não se suportam, mas depois de uma confusão no casamento real são obrigados a se tornarem amigos, mas essa amizade acaba se tornando um romance.

História de casal que não se suporta, mas que na verdade o ódio é muita atração sexual retraída todo mundo já viu, mas entre um casal LBTQ+? Eu pelo menos nunca tinha lido um romance com essa história com um casal de pessoas do mesmo sexo. Então é um romance clichê, mas com um quê de novidade.

O livro é narrado pelo ponto de vista do Alex, filho da presidente, e temos também os e-mails e mensagens enviadas pelos dois. Adorei as trocas de mensagens e os e-mail fizeram meu coração explodir de amor.

O livro aborda muito pouco questões políticas, ficando muito mais focado no relacionamento do Alex e do Henry, e as dificuldades deles em se assumirem, se aceitarem e viver essa história de amor.

A escrita da Casey McQuinston é viciante e você não consegue parar, os personagens são muito cativantes e o romance é muito fofo. Mesmo tendo gostado muito da escrita da autora algumas coisas me incomodaram, como o fato dela fugir um pouco da realidade (membros da família real não podem ter redes sociais) em alguns momentos e o final do livro a história ficou um pouco lenta.

Eu adorei "Vermelho, Branco e Sangue Azul", me envolvi com os personagens, torci por eles, me apaixonei e terminei a leitura querendo mais livros da autora.

Até o próximo post!


Dorama: Primeira Vez Amor

30.1.20


Hoje, pela terceira vez seguida, vim falar de dorama por aqui, e o de hoje também está disponível no Netflix. Em "Primeira Vez Amor" Yun Tae-o ganha uma casa quando completa 20 anos, mas quando ele menos espera essa vida de morar sozinho chega ao fim. quando três amigos se metem em encrenca e precisam ficar na casa dele.


"Primeira Vez Amor" é um dorama de duas temporada, na primeira vemos todos os personagens se acostumando a morarem juntos e seus relacionamentos amorosos. Já a segunda é muito mais sobre família, amor e amizade.

Nesse drama asiático temos como personagens principais dois melhores amigos desde a infância que sempre deram suporte um ao outro, mas que nunca se envolveram romanticamente, mas depois que ela vai morar na casa dele e começa a se envolver com outro rapaz as coisas começam a ficar estranhas. O plot não é muito original e ficarmos uma temporada inteira com a mocinha se envolvendo com o terceiro lado do triângulo para no final jogar tudo pro alto pra ficar com outro, não é a minha história preferida, mas...


Particularmente eu achei esse drama muito lento, as coisas demoram a acontecer e quando acontecem são tão mornas que o clima até se perde. Não só o romance principal é lento, como os personagens secundários não encantam e trazem pouco alívio cômico.

"Primeira Vez Amor" é de longe o dorama mais fraquinho que já assisti, que além de não me encantar, me deixou com vários questionamentos que não foram respondidos (será que teremos uma terceira temporada?). Daqueles dramas que você pode deixar passar.

Até o próximo post!

Resenha: Os Noivos do Inverno

28.1.20
Sinopse: "Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã.

Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre."

Um dia, passeando pelo site da Amazon esbarrei em "Os Noivos do Inverno" e só pela sinopse já o coloquei na minha wishlist e por lá ele ficou um bom tempo, esse mês finalmente li a história de Christelle Dabos. Logo, preciso agradecer pelo algorítimo que me levou até esse livro, porque eu adorei.

"Os Noivos do Inverno" vai contar a história de Ophélie uma jovem com o poder de ler o passado dos objetos e atravessar espelhos, que vive uma vida tranquila até que é prometida em casamento à Thorn, um jovem que vive em um lugar onde é preciso tomar cuidado com todos a sua volta.

Christelle Dabos criou um universo totalmente mágico e diferente de tudo que eu já li. Seu livro se passa em arcas flutuantes, cada uma com seu costume e povos, cheias de magia e regida por espíritos familiares, que são seres misteriosos e belos. Mas mesmo criando um novo mundo a autora não se demora nos detalhes daquele lugar, aos poucos vamos entendendo como tudo funciona, a medida que o livro vai se desenrolando, sem ser cansativo, muito descritivo ou difícil de se imaginar. 

Apesar e ser um livro de fantasia, não é uma literatura infantil ou juvenil, é uma história de fantasia adulta, cheia de jogos políticos, intrigas, mistérios e muita magia.

Enquanto lia a história me lembrei muito de "Corte de Espinhos e Rosas" e "O Castelo Animado", animação do Studio Ghibli. Não que seja parecido com essas duas histórias, mas o relacionamento de Ophélie e Thorn me lembrou um pouco o de Tamlin e Feyre (antes dele virar um abusivo) e o dia a dia do Polo (arca onde vive Thorn) me lembrou do filme do Hayao.

Apesar de ter gostado muito do livro senti falta de romance, a autora deixar no ar que aos poucos Thorn e Ophélie estão se interessando um pelo outro, mas faltou um contato maior entre os dois. Queria também que soubéssemos um pouco mais sobre Thorn e o que ele pensa. Aguardemos os próximos livros.

O livro é muito viciante, você quer saber o que vai acontecer com Ophélie naquele lugar em que todos querem se matar, o porquê desse casamento arranjado, quais são as verdadeiras intenções de Thorn e se esse casamento vai acontecer ou não. Terminei o livro já desejando a continuação e rezando para que os outros dois livros ainda não lançados por aqui sejam logo publicados.

Até o próximo post!

Resenha: Mulherzinhas

22.1.20
Sinopse: "Talvez você não tenha ouvido falar de Louisa May Alcott, mas deve ter ouvido a respeito de Jane Austen. Pode ser que não tenha visto o filme “Adoráveis mulheres” de 1994, estrelando Winona Ryder, mas talvez tenha visto “Lady Bird” de 2017, dirigido por Greta Gerwig. Ao longo das páginas de Mulherzinhas, o leitor entenderá o que une essas obras: fortes personagens femininas que marcaram e continuam a marcar gerações. Acompanhe as aventuras, dores, desilusões amorosas, perdas e aprendizados das irmãs March e descubra o que torna esse livro um dos mais queridos e relevantes da literatura mundial."

"Mulherzinhas" é um clássico da literatura, escrito por Louisa May Alcott, depois que a mesma recebeu uma encomenda para escrever um livro para meninas, em 1868, com dicas de bom comportamento. Mas a autora, que era uma mulher à frente de seu tempo, criou mais do que isso, ela fez uma história sobre mulheres incríveis, cada uma a sua maneira, e acima de tudo um livro sobre família e amor.

Em 2019 surgiram diversas edições desse livro, isso graças ao lançamento da mais recente adaptação para o cinema, pipocaram na internet resenhas sobre esse livro e o que eu mais ouvi era que a história era melosa demais e um pouca lenta. Mas apesar dessas críticas eu quis dar uma chance para o livro de Louisa May Alcott. Eu como grande fã de histórias como Pollyanna e Anne de Green Gables, não me incomodei com a doçura presente na história das quatro irmãs March, pelo contrário, me deliciei e não consegui tirar o sorriso do rosto enquanto lia sobre aquelas garotas.

O livro acompanha a vida das irmãs March, Meg, Jo, Beth e Amy, cada uma com uma personalidade, apesar de serem criadas na mesma casa. Meg é a jovem romântica, que sonha em se casar e ter um lar, Jo é um acontecimento, gosta de escrever, se divertir e não quer se casar nunca, Beth é doce, encantadora e muita tímida e Amy é artística e sonha com a grandeza. Vamos acompanhar essas jovens desde a adolescência até a idade adulta (leia, até a idade de se casarem). Além de focar na família March o livro também vai narrar as aventuras de Laurie, o vizinho e melhor amigo das garotas.

"Mulherzinhas" é sim um livro que vai falar sobre bom comportamento, sobre aceitar o que você tem, ser humilde, amorosa, amiga e trabalhadora, uma mulher boazinha e encantadora, mas a autora consegue ao mesmo tempo que leva as jovens para o bom caminho, mostrar que uma jovem pode ser boa e ter sonhos e ambições. A autora usa muito da jovem Jo (que dizem ser ela mesma na história) para mostrar que as mulheres podem sim querer serem famosas, inteligentes, independentes e que não há problema algum em desejar isso, mas que também pode-se desejar ter uma casa, marido e filhos, que todos os sonhos são maravilhosos. Há quem diga que esse livro é feminista, mas não chega a tando, apesar de que Louisa May Alcott fez uma belo trabalho, com as limitações de sua época.

Li "Mulherzinhas" na edição da Martin Claret (que está lindíssima e eu mais que recomendo), que traz os dois livros escritos por Loisa May Alcott, Mulherzinhas e Boas Esposas (que foi encomendado depois do sucesso do primeiro). É possível ver que ela queria que pelo menos uma das personagens seguisse os seus passos e não se casasse, mas pela pressão da sociedade ela teve que dar outro final para essa personagem em Boas Esposas (que eu até gostei).

As personagens de "Mulherzinhas" me conquistaram e apesar de em alguns momentos me incomodar com a maneira de pensar e agir de algumas, com o desenrolar da história a autora fez com que elas amadurecessem e eu me rendi a todas elas. 

Durante a leitura desse livro eu ri, chorei, esbravejei, me apaixonei e torci por todos, terminei a leitura com o coração aquecido e ansiosa para conferir a adaptação para o cinema. Se você passar por cima de toda docilidade e se render a trajetória das irmãs March, entenderá o porquê desse livro ser considerado um clássico. 

Até o próximo post!

Dorama: Romance is a Bonus Book

16.1.20
Hoje eu vim falar sobre "Romance is a Bonus Book", um dorama que está disponível na Netflix. Romance que tem como pano de fundo uma editora e que ganhou meu coração com seus personagens apaixonados por livros.

"Romance is a Bonus Book" vai acompanhar Kang Dan-i e Cha Eun-ho, dois amigos de infância que começam a ser conectar ainda mais depois de Dan-i passa por uma situação ruim em sua vida, buscando trabalho, sem casa, com a filha estudando longe e com o coração partido. Eun-ho resolve ajudá-la, afinal, ele sempre nutriu uma paixão por ela. Basicamente é esse o enredo da história (sem dar spoilers).


Esse dorama é bem triste nos primeiros capítulos quando acompanhamos Dan-i tomando várias porradas da vida e mesmo assim não desistindo de correr atrás de trabalho para poder sustentar a filha. Mas não é apenas tristeza,  tem muita comédia e romance, é claro.


A história é diferente da grande maioria, porque temos aqui o núcleo central de personagens acima dos 30 anos, com preocupações como divórcio, problemas financeiros, filhos, solidão. É um drama muito maduro que eu tenho certeza que talvez não agrade aos fãs de histórias mais leves, com personagens ainda na escola ou faculdade.


O romance desse drama também é bem diferente, porque Dan-i é bem mais velha que o Eun-ho, mas pra quem assistiu I Need Romance 3 e A Witch's Romance e gostou, não vai se importar. Ele é apaixonado por ela há muito tempo e  ela vai começar vê-lo como um interesse amoroso, mas não antes de  termos chance de ver um triângulo amoroso.


Esse dorama foi muito especial pra mim, porque mostra o dia de uma editora de livros, eles falam sobre capas, lançamentos, mercado editorial, o sonho de consumo de uma viciada em livros como eu.


Além da história do romance, temos ainda um mistério envolvendo um escritor que desapareceu misteriosamente. Os fãs acreditam que ele se retirou por um tempo, mas que voltará com um livro incrível. Gostei muito dessa parte também, achei que deu um gás na história.


"Romance is a Bonus Book" termina, mas não tem um final muito conclusivo, por isso eu imagino que teremos mais uma temporada (OREMOS!).


Até o próximo post!

Resenha: Teto para Dois

14.1.20
Sinopse: "Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.
Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.
Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?"

Tem momentos em que eu só preciso ler uma boa história de amor, para que a leitura volte a fluir. E foi durante mais uma fase dessa que peguei "Teto para Dois", acreditando que era apenas um romance água com açúcar, daqueles para aquecer o coração, mas não foi bem assim.

"Teto para Dois" vai contar a história de Leon e Tiffy, duas pessoas que não se conhecem, que dividem a casa e também a cama. Ele precisava de dinheiro e ela precisava de um lugar para ficar, foi assim que esse acordo começou. Os dois nunca se encontraram e só se comunicam através de post-its. Pode parecer clichê, mas a história toma outros rumos, quando Tiffy percebe que acabou de sair de um relacionamento abusivo.

O livro tinha tudo para ser sim um livro fofinho de amor, mas a autora deu profundida a história ao falar sobre relacionamento abusivo. O romance de Leon e Tiffy é lindo, mas não só pelos dois, mas pela coragem dela em ser feliz após passar por situações difíceis com um namorado abusivo.

A leitura dessa história flui que é uma beleza, eu devorava cada capítulo e não conseguia parar de ler. Me encantei por todos os personagens, torci para que tudo desse certo e terminei a leitura com o coração aquecido e iludida com as histórias de amor.

Esse é o primeiro livro da Beth O'Leary e ela já me conquistou, depois de "Teto para Dois" vou querer ler tudo que essa mulher escrever.

Até o próximo post!

Resenha: Outlander - Os Tambores de Outono (Parte 1)

8.1.20
Sinopse: "Neste livro emocionante, repleto de ação, intrigas e detalhes históricos, as barreiras do espaço e do tempo são postas à prova pelo amor de um casal e pela coragem de sua filha em mudar o destino para salvá-los.

Será possível alterar o passado?
Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.
Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.
Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la."

Primeira parte do quarto livro da série Outlander, mais um livro dividido porque Diana Galbadon não consegue escrever menos de mil páginas. Nessa nova fase Jamie e Claire estão vivendo nas colônias, enquanto Brianna tenta lidar com a partida da mãe para o passado e a existência desse novo pai.

Apesar de divisão “Os Tambores do Outono” é um livro muito bom, com momentos divertidos e de tensão. O livro é ótimo para  aprender sobre a colonização dos Estados Unidos e como tudo se formou. E ainda tem muito romance entre Claire e Jaime e até mesmo Brianna e Roger.

Posso dizer que gostei muito desse quarto livro, me deu até vontade de reassistir a série, mas como já havia dito na resenha de O Resgate do Mar (parte 1) acho que dividir o livro prejudica essa primeira parte, porque ela é muito introdutória, falando mais sobre as dificuldades na adaptação nesse novo local e as dúvidas de Brianna, a ação mesmo ficou para a segunda parte. Por isso, acredito que a leitura foi um pouco mais lenta e o final um pouco decepcionante, afinal, não era bem um final.

Mesmo achando esse livro mais lento, estou ansiosa para ler a segunda parte e saber o que vai acontecer. Acho que a história vai ter uma reviravolta importante. No mais Outlander continua sendo uma série incrível, rica e apaixonante.

Até o próximo post!

Resenha: Anne de Windy Poplars

14.12.19
Sinopse: "O quarto livro da série Anne de Green Gables!
Anne Shirley está de volta com suas “Annices” em uma nova aventura!
“Ninguém jamais é muito velho para sonhar. E os sonhos nunca envelhecem.”
Os empolgantes anos de universitária em Redmond College ficaram para trás e Anne agora está diante de uma nova aventura. Ela e Gilbert finalmente estão noivos, mas Gilbert ainda tem três anos de estudos pela frente, até terminar a Faculdade de Medicina. Enquanto isso, Anne aceita o cargo de diretora da Escola de Ensino Médio de Summerside, onde também leciona. E, nessa nova cidade, Anne se depara com vários desafios, como a pomposa família Pringle e uma colega de trabalho muito inconveniente, chamada Katherine Brooke.
Em Summerside, na querida residência chamada Windy Poplars, Anne encontra muitos aliados, como a leal Rebecca Dew e a solitária menina Elizabeth, além de mais um lugar especial para amar. Todas essas aventuras são relatadas ao seu amado Gilbert através de cartas escritas com muito amor e cheias daquela inteligência apimentada da nossa ruivinha favorita, que agora é uma jovem promissora e muito independente. Mas Anne jamais se esquece de suas origens, e sempre retorna à magia de sua Green Gables e ao carinho de Marilla, de Mrs. Lynde, de Davy e de Dora.
L. M. Montgomery nos brinda novamente com uma história doce e engraçada, repleta de “Annices”, que nos levam ao riso com tanta facilidade quanto às lágrimas."

“Anne de Windy Poplars” é quarto livro que acompanha a jovem ruiva  Anne Shirley. Nesse novo capítulo da história Anne está trabalhando como diretora em uma escola em Summerside. Nesse livro a história de Anne mesmo é pouco explorada, dando mais foco as histórias dos personagens que ela conhece na nova cidade.

O livro é muito divertido, como todos os outros três, Anne conhece cada figura e se mete em cada situação que é impossível não rir. É um livro bem leve e fácil de ler, devorei ele em alguns dias.

Apesar de ter gostado da leitura, o “Anne de Windy Poplars” não foi o meu favorito da série, isso porque a autora focou muito pouco no relacionamento de Anne e Gilbert, depois de esperarmos três anos para que os dois ficassem juntos e quando isso acontece nós vemos o relacionamento dos dois apenas através de cartas. Espero que o próximo livro dê mais espaço para esse casal.

Além de ter sentido falta de Gilbert Blythe neste livro, também senti falta de Green Gables e todos que vivem em Avolea. Achei também que a autora pecou no afastamento de Anne e Diana, as duas tinham uma amizade tão bonita.

Apesar de alguns pontos terem me incomodado, no geral, eu gostei muito do livro e já estou ansiosa para líder o próximo capítulo da história de Anne Shirley.

Até o próximo post!

Resenha: O Resto da História

14.11.19
Sinopse: "Emma Saylor perdeu a mãe ainda criança. Quando seu pai decide se casar de novo e seus planos para o verão dão errado, sua única alternativa é passar a estação na casa de sua distante família materna. Assim, Emma parte em uma jornada de autoconhecimento para entender suas origens, encontrar respostas de dúvidas que nem sabia ter e descobrir o valor de fazer parte de duas famílias.

Ao confrontar uma nova realidade e ouvir os segredos sempre sussurrados sobre a mãe, Emma vai contar com a ajuda de seu antigo amigo de infância, Roo, que, além de ser a pessoa com a chave para desvendar os segredos do passado de Emma, faz o coração da garota palpitar. Estas, com certeza, serão férias que Emma Saylor lembrará para sempre."

Eu sou uma grande fã dos livros da Sarah Dessen e quando vi que iriam lançar mais um livro dela por aqui, corri e adquiri o meu. Estava com as expectativas lá em cima, porque o  último livro que eu li dela foi "Só Escute" e eu amei, então esperava a mesma coisa com "O Resto da História", porém faltou alguma coisa.

"O Resto da História" vai contar a história da Emma Saylor, uma garota que perdeu a mãe quando era criança e vive com o pai e a avó paterna. Quando seu pai se casa ela precisa passar o verão com a família da mãe, que ela não tem contato e lá em começa a descobrir um pouco da história da sua mãe e sua própria história.

Comecei a ler o livro e em 24 horas eu já tinha lido mais de 100 páginas, estava amando a história, mas de repente a história entrou em um marasmo, nada acontecia, e a própria protagonista foi apenas deixando que tudo a levasse, sem participar muito. São  só nos momentos finais que as coisas acontecem realmente e Saylor toma as rédeas de sua própria vida.

O livro tem toda aquela vibe verão gostoso, mas com uma seriedade, fala sobre saber quem você é, sobre sua história, sobre família e amigos. Me deliciei com a maneira como a Sarah Dessen escreve e fiquei emocionada com as relações familiares que ela criou nesse livro, porém senti falta de um romance mais bem construído, foram poucos momentos envolvendo o casal e no final a solução para ficarem juntos foi apressada e sem muito aprofundamento.

Fui esperando um livro da Sarah Dessen como "Só Escute" e recebi algo semelhante "Uma Canção de Ninar" um bom livro, mas que não conseguiu me encantar.

Até o próximo post!


Resenha: Todas as suas (Im)Perfeições

15.10.19
Sinopse: "Uma história de amor perfeita é suficiente para manter vivo o casamento entre duas pessoas imperfeitas?
O acaso uniu Quinn e Graham duas vezes. A primeira delas, no que consideraram o pior dia de suas vidas, quando ela descobriu às vésperas do casamento que estava sendo traída pelo noivo e ele, pela namorada que pretendia pedir em casamento. A segunda, meses depois, em meio a encontros ruins."

Se eu tivesse que escolher apenas um autor como o queridinho, com toda certeza diria Colleen Hoover, e se eu tivesse que escolher entre todos os seus livros qual o meu preferido, "Todas as suas imperfeições" seria o escolhido, porque MEUDEUS! o que foi essa história? Não sei se vou conseguir colocar em palavras o que senti fazendo essa leitura, mas vou tentar.

O livro ao meu ver é um dos mais adultos da autora, ela vai retratar um casamento desgastado por um sofrimento, o fato de não conseguirem ser pais. Apesar do casal, Quinn e Graham, sofrerem por não ter filhos, ela é a que mais está destruída e que tentando esconder sua dor está destruindo seu casamento.

A autora conta o livro em dois tempos, desde que o casal se conheceu e os dias de hoje, o que faz com que vejamos o quanto aquelas duas pessoas se amam e combinam, mas que estão se afastando cada vez mais. Todo o início do relacionamento é delicioso, como só a Colleen Hoover sabe fazer, é cheio de encontros do destino e com muita sedução e flerte, já os dias atuais é dolorido, triste, difícil, mas ainda sim romântico.

Além da história ser linda de morrer, ainda temos personagens deliciosos, principalmente, o Graham. Adoro Graham, o cara romântico, sexy e divertido, que desde o primeiro momento encanta, não só a Quinn, mas o leitores. Suspirei várias vezes durante a leitura e desenvolvi uma grande paixonite por ele, torci para que a Quinn conseguisse enxergar o companheiro que tinha ao seu lado.

Esse livro fala de relacionamentos, do ato de escolhermos alguém para vivermos a vida juntos e principalmente, das crises, dos problemas que veem quando decidimos passar o resto da vida com alguém. E Colleen fez isso tão verdadeiro, tão incrível, que é impossível não se envolver com o relacionamento daqueles personagens e torcer para que tudo der certo, mas Colleen mesmo em seus finais felizes consegue ser real e verdadeira, e nesse livro não é diferente.

Eu amo tudo que a Colleen escreve, mas particularmente essa história me tocou muito, porque sou uma pessoa que acredita no amor, que com ele você consegue sobreviver a qualquer coisa. Talvez para uma pessoa solteira essa história não tenha tanto impacto quanto teve para mim, um recém casada no auge do amor, ainda muito distante das crises, mas consciente de que isso um dia pode acontecer e se acontecer, vou me lembrar com carinho do livro da Colleen. 

Até o próximo post!

TBR de Outubro

6.10.19

Até o próximo post!

Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes

4.10.19

Sinopse: "Essa é uma história de amor e obsessão. E de crueza, devastação e purgação. No centro dos acontecimentos estão a irascível voluntariosa Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos afetos e modos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar, mas com Catherine desenvolve uma relação de paixão e simbiose, e também perversidade. Nada destruirá a essência desse laço, porém, quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta. Caro leitor, você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: a viagem valerá cada segundo. Com um olhar agudo e sensível, Emily Brontë fez de O Morro dos Ventos Uivantes um estudo da degradação humana provocada pelas armadilhas do destino e um retrato comovente. Acompanhando a excelente tradução, essa edição traz apresentação, cronologia de obras e vida da autora, mais de 90 notas e ainda dois textos de Charlotte Brontë, escritos para a reedição do livro organizada por ela após a morte da irmã."

“O Morro dos Ventos Uivantes” foi o único romance publicado pela Emily Brontë e mesmo assim o livro consegue ser brilhante. Um romance triste e muito sombrio, que fala principalmente sobre obsessão e vingança.

Os personagens principais da história são Heathcliff e Catherine Earnshaw, que se conhecem ainda crianças, quando o Earnshaw pai leva o jovem para viver em O Morro dos Ventos Uivantes, a casa deles. Os dois logo se encantam um pelo outro, porém Heathcliff não é bem aceito pelo irmão de Cathy e passa a sofrer nas mãos do jovem. Entretanto, essa não é uma história sobre esse tipo de sofrimento, porque Heathcliff desde sempre quer se vingar daqueles que lhe fazem mal.

Os personagens do romance não são exemplos de bondade, pelo contrário, a autora criou pessoas amargas, cheias de vontades, muitas vezes cruéis e orgulhosas. E mesmo assim é impossível não se envolver com todos eles e em alguns momentos até mesmo empatia por tudo aquilo pelo que passam.
O romance entre Cathy e Heathcliff não é lindo como a Bella de Crepúsculo nos fez imaginar, pelo contrário, é preciso pegar esse livro para ler ciente de que é um amor doentio e obsessivo entre os dois, que os destruiu e a todos a sua volta. E os dois também não são pessoas muito boas, ela é voluntariosa e mimada e ele vingativo e frio.

O livro vai narrar vários anos na história na propriedade e Morros dos Ventos Uivantes, e ao mesmo tempo em que vemos a degradação de cada um, a casa também vai se acabando como se fosse a alma sombria de cada um.

Emily Brontë além de criar uma história com romance, vinganças e muito sofrimento ainda dá um toque sobrenatural a história, que faz com que tudo fique ainda mais sombrio.
Essa não foi a minha primeira leitura dessa história, e da primeira vez foi muito bom, mas dessa segunda foi ainda melhor, eu absorvi toda história por completo e me delicie com todas as reviravoltas criadas pela autora e devorei o livro em alguns dias. Com certeza um dos melhores romances que já li na minha vida e mais do que recomendado.

Até o próximo post!

Resenha: Como Água para Chocolate

5.8.19

Sinopse: “É na cozinha que Tita, a protagonista, passa a maior parte do tempo. Sua vida está relacionada aos pratos que afetuosamente prepara. Este romance narra a história de Tita desde o seu nascimento em um rancho no norte do México, com destaque para sua juventude, o amor por Pedro, e a missão de cuidar da dominadora Mãe Elena. O tempero combina a revolução mexicana no início do século XX com o realismo fantástico marcante na literatura latino-americana. Uma obra para ser apreciada em todos os sentidos.”

“Como Água para Chocolate” se inicia com uma receita e o primeiro momento da história já é na cozinha, a culinária é o pano de fundo dessa história de amor, que se tornou proibida por uma tradição cruel da família de Tita. Porém, se o casal não poderia ficar junto, seu amor seria transmitido pelos pratos feitos por Tita, a jovem que nasceu na mesa da cozinha, quando a mãe picava cebolas.

Como protagonista da história, Tita, essa mulher maravilhosa, que consegue ser muito boa, mas não tem sangue de barata, tem momentos em que ela se revolta com tudo aquilo que lhe é imposto e em vários momentos a sua indignação sai em forma de maldição, e coitado daquele que for alvo dela.

O livro de realismo mágico dá sabor a história de amor com pitadas de fantástico, o bebê que chora dentro do ventre, os sentimentos que são passados para a comida e as aparições de fantasmas. Um prato cheio para os fãs do gênero, mas também para quem gosta de um bom romance. Afinal, o amor é o grande protagonista da história.

O romance tem uma delicadeza deliciosa, mas ao mesmo tempo um erotismo que permeia por toda história, a todo momento a atração entre Tita e Pedro está presente e mesmo que os dois não se toquem, aquele calor irradia dos seus encontros.

Além de todo o drama que envolve a história de amor proibido, o livro de Laura Esquivel é divertidíssimo, quase impossível não rir de alguns momentos na história, como no episódio do bolo de casamento ou até mesmo das codornas com pétalas de rosa.

O livro tem apenas um pequeno defeito, por ser curto, em alguns momentos a história não tem espaço para se desenvolver melhor, em um momento por exemplo, fiquei sem entender como tudo aconteceu e tive que retornar algumas páginas, para concluir que na verdade o caminho para aquele fim não foi muito bem explicado. Um pequeno incômodo em uma leitura que quase perfeita.

A adaptação cinematográfica de 1992 foi meu primeiro contato com a história de “Como Água para Chocolate” e eu já me vi encantada com toda aquela fantasia, com o livro não foi diferente, devorei suas 200 e poucas páginas, me refastelando nessa leitura saborosa e terminei satisfeita, mas querendo que o livro durasse um pouco mais.

Até o próximo post!

Resenha: Crônica da Casa Assassinada

31.7.19
Sinopse:"Crônica da casa assassinada" é a história de uma família em franca derrocada social e moral. Uma história que somente é conhecida pelo relato de seus próprios personagens, por meio de cartas, diários, memórias, confissões, depoimentos, e cujos temas centrais são o adultério e o incesto, a loucura e a decadência. Numa linguagem altamente metafórica, monta-se um esquema estruturalmente complexo, no qual verdade e mentira chegam aos limites do paroxismo.”

Há 9 anos atrás tive meu primeiro contato com “Crônica da Casa Assassinada”, livro do Lúcio Cardoso, publicado em 1959, quando prestei vestibular da UFMG pela primeira vez. Já naquela época, com os meus 19 anos, gostei do livro e de sua história cheia de intrigas, mentiras, ciúmes, inveja, rancores e traições. Porém só agora tive coragem de pegar o livro para reler, e grata foi a surpresa de que a história continuou me agradando, desta vez até mais que da primeira.

O livro narra através de cartas, diários e depoimentos a decadência e extinção da família Meneses, um tradicional família do interior de Minas Gerais. Todo o declínio da família começa quando Valdo, o filho do meio, se casa com Nina, uma jovem do Rio de Janeiro. Nina é totalmente diferentes de todos que vivem na chácara da família e como um furacão, chega para balançar aquele local.

O enredo não é linear, muitas vezes vai e volta no tempo, e apenas uma versão de um fato, uma vez que o narrador é personagem naquela história, e como bem sabemos, narrador personagem não é muito confiável. Só com a chegada do final da história é que todas as cartas são colocadas na mesa e que entendemos como aquela família chegou aquele ponto.

A história é muito boa, cheia de reviravoltas e mistérios, então é impossível não devorar o livro, pra vê até onde aquelas pessoas vão chegar. O livro, apesar de ser dos anos 50 é muito fácil de entender, por isso a leitura flui muito bem.

Um ponto forte deste livro são os personagens todos são muito bem construídos, cheio de camadas e complexos. Outra coisa interessante a respeito dos personagens é que ninguém ali são 100% bonzinhos, eles são muito reais, cheios de defeitos e com atitudes terríveis, mas mesmo assim é impossível não se interessar totalmente por eles.

Gosto de todos os personagens, mas digo isso, porque até mesmo aquele que mais odeio eu consigo ver a beleza na criação feita por Lúcio Cardoso e por isso mesmo consigo gostar daquele personagem. Gosto de Timóteo, o irmão que se esconde no quarto, com certeza meu personagem preferido, gosto de sentir pena de Valdo, o pobre irmão que só cometeu o erro de se apaixonar pela mulher errada, gosto do misterioso Demétrio, com sua raiva por Nina, gosto de detestar Ana, aquela mulher invejosa e rancorosa, gosto da intensidade do André, pobre pecador, e gosto desta vez um pouco menos de Nina, essa mulher cheia de vontades e um pouco cruel.

O livro é todo bom, mas em seus momentos finais alcança a perfeição, é angustiante, claustrofóbico e doentio a sucessão de acontecimentos que levam ao derradeiro fim da família Meneses. O autor conseguiu deixar a maior surpresa da história para o último capítulo, para ser mais exata em seus últimos parágrafos e é chocante ver o que o rancor foi capaz de causar.

“Crônica da Casa Assassinada” é um livrão, daqueles que merecem ser lidos, mesmo aquelas pessoas que viram a cara para literatura brasileira precisam conhecer essa história incrível. Com certeza entrou para a lista de melhores livros que eu já li na vida.

Até o próximo post!

Resenha: Pollyanna Moça

22.7.19
Sinopse: “Pollyanna agora é uma encantadora adolescente, amada por todos os que conviveram com ela e aprenderam o Jogo do Contente. Sua fama de pessoa especial ultrapassa os limites de Beldingsville. Quando recebe um convite para passar uma temporada em Boston, novas experiências vêm enriquecer sua vida. Ela passa a conviver com pessoas interessantes, faz amizades, ensina e aprende muito, e ajuda pessoas necessitadas que vai encontrando em seu caminho. É nesse livro, também, que Pollyanna descobre o amor e experimenta a inquietação, as dúvidas e as emoções pelas quais passam as pessoas apaixonadas.”

“Pollyanna Moça” é a continuação do livro “Pollyanna” e vai acompanhar a vida da jovem Pollyanna Whittier em dois momentos, um quando tem 12 anos e vai passar uma temporada em Boston e aos 18 anos depois de passar um tempo na Europa. Agora ela tem que lidar com novas realidades e com situações diferentes da que ela viveu na pequena Beldingsville.

O segundo livro é tão bom quanto primeiro, tudo isso porque Pollyanna continua sendo adorável e sempre conseguindo enxergar o lado positivo de tudo. Claro, que agora os temas abordados são bem mais densos até que no primeiro livro e a menina se vê cara a cara com a pobreza, algo que até pra ela que consegue ver o lado bom de tudo, é difícil de entender.

Novos personagens entram em cena, alguns tão encantadores quando a protagonista da história, deixando tudo ainda melhor. Além de uma nova ambientação e novos personagens, Pollyanna também tem que lidar com sentimentos que ela nunca vivenciou, o amor.

Apesar de ter gostado bastante do segundo livro e dos temas abordados, tenho algumas ressalvas com a história, acho que a passagem em Boston poderia ter acontecido com ela já mais velha, fiquei um pouco incomodada com essa “divisão” e ficou parecendo que duas histórias foram juntadas a esmo, apenas para ter uma continuação.

Mesmo tendo ficado incomodada com a estrutura do livro, gostei muito de “Pollyanna Moça” e super recomendo que seja lido, afinal, é sempre bom relembrar que em tudo podemos encontrar um motivo para ficar contente.

Até o próximo post!

Resenha: O Sabor do Pecado

20.7.19
Sinopse: "Da autora da Trilogia dos Príncipes que já vendeu mais de 30 mil exemplares no Brasil. 
Tudo que Jasper Renshaw precisa é se casar e gerar um herdeiro para o título de visconde de Vale. Ele espera encontrar uma dama bonita capaz de cumprir esse papel e, então, voltar para a vida de libertinagem que sempre levou ― uma vida que mantém afastadas as lembranças de um passado que ainda o assombra. No entanto, a sorte que Jasper tem para encontrar amantes não parece ajudar o visconde a mantê-las ao seu lado. Depois de ser abandonado pela segunda noiva em seis meses, ele recebe uma proposta irrecusável: Melisande Fleming se oferece para ser a futura viscondessa de Vale. Aos 28 anos e ainda morando com o irmão, Melisande busca a independência que só um casamento pode lhe proporcionar. Ou, pelo menos, é o que ela conta a Lorde Vale. Mas a dama tem um segredo: há anos, ama Jasper e está disposta a viver um casamento sem amor só para ficar ao lado dele. Afinal, ela já amou uma vez, há muito tempo, mas teve o coração partido e não pretende passar por isso novamente. Mas, para seu desespero, Jasper logo se vê atraído por ela ― recatada durante o dia, sedutora à noite ― e garante que vai descobrir seus segredos. Os dois têm um passado que querem esconder, mas nenhum deles está disposto a revelar esses mistérios um para o outro. Quando começam um jogo de sedução, porém, os segredos que tanto queriam guardar vêm à tona, ameaçando separá-los."

"O Sabor do Pecado" é  segundo livro da quadrilogia " A Lenda dos Quatro Soldados" da Elizabeth Hoyt, e vai contar a história do casal Jasper Renshaw e Melisande Fleming, que já apareceram no livro anterior "O Gosto da Tentação". Jasper é abandonado pela segunda noiva e Melisande resolve pedi-lo em casamento, uma vez que sempre teve uma paixão platônica por ele. Renshaw ainda tenta lidar com o ataque que seu regimento sofreu na guerra e descobrir quem foi que os traiu.

Como no livro anterior, este tem um romance, sem deixar de focar no mistério que envolve ao ataque que o regimento sofreu, mas diferente do outro, esse mistério não toma tanto espaço, deixando com que o romance se desenvolva melhor.

O que mais gostei do livro foi da personagem Melisande, ela tem os pés no chão e não se deixa levar por falsos elogios, ela tem consciência de quem é e sobre sua aparência. Gosto também do fato de ela ser muito mais livre sexualmente, do que a grande maioria das mocinhas dos romances de época, ela gosta de sexo e não esconde isso. Renshaw também não é um mal personagem, apesar de que achei que ele precisava ter sido mais bem desenvolvido, faltou focar mais em sua personalidade.

O mistério sobre o ataque ao regimento ganha novos detalhes, mas ainda é um mistério, acredito que só será solucionado no último livro da quadrilogia, isso me faz desejar a continuar ainda mais a série e descobrir de vez quem foi o traidor e porquê.

A história é mais um livro de romance de época de um casal que se casa por conveniência, mas que acaba percebendo que fizeram um "acordo" muito vantajoso, pois encontraram o verdadeiro amor. Daqueles livros que você lê em uma sentada, vi se divertir, mas que já vimos a história contada em vários outros livros.


Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana