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Resenha: Emma

8.2.19
Sinopse: “Emma Woodhouse é uma mulher rica e aparentemente esnobe, mas no fundo, sua maior ambição na vida é ver os outros felizes. Quando decide que tem o talento para formar novos casais, passa a trabalhar de cupido na pequena aldeia inglesa de Hartfield. Emma foca suas atenções em Harriet Smith e, em meio à busca de pretendentes para a amiga, se mete em diversas confusões, sempre resgatada pelo amigo, o cavalheiro sr. Knightley.”

Já adianto que “Emma” foi o pior livro da Jane Austen que eu já li. E tudo porque temos uma personagem principal, que é quem dá o nome ao livro, difícil de aturar. Como a própria autora comentou “Emma é o tipo de heroína que ninguém além dela própria iria gostar muito", e ela acertou em cheio, porque eu que sou uma grande fã de seus romances achei a leitura extremamente penosa e não consegui me envolver com a história.

O principal defeito do livro com toda certeza são os personagens, como já disse, Emma é difícil de aguentar, uma garota mimada, egoísta, invejosa e que se sente a mulher mais sábia e superior de todos os tempos, mas não é apenas ela, os demais personagens também não colaboram. Temos pessoas exageradas e que falam demais o tempo inteiro, me incomodaram com sua afetação e não me fez sentir empatia por nenhum deles.

Além de personagens muito afetados que não encantam, temos ainda uma história muito longa em que nada acontece. São páginas e páginas de apenas pensamentos e conversas vazias. O livro me entendiava tanto que chegava ao ponto de me dar sono.  

E aí chegamos ao Sr. Knightley, que ouvi por aí ser um dos melhores personagens masculinos da Jane Austen, mas pra mim ele não convenceu. Achei que tal como “Razão e Sensibilidade” ele é pouco explorado e que no final ganha alguma relevância para que se tornem um casal. Mas ele não é de todo ruim, sendo o melhor personagem de toda história, com seus sermões a Emma e uma declaração de amor muito bonita.

“Emma” é um livro cansativo, cheio de personagens fúteis e com um romance mal construído. Senti que ninguém evoluiu na história ou se arrependeu sinceramente das bobagens que fizeram ou disseram, apenas acreditaram que por serem tão grandiosos eram dignos do perdão dos outros. Pra mim o livro mais fraco da maravilhosa Jane Austen.

Até o próximo post!

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

9.5.16
Estou cansada de ser enganada pela fama de algum livro ou por uma capa e sinopse. Mais uma vez este ano me deparei com um livro que eu acreditava que ia ser fantástico, mas faltou capricho, o da vez foi "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares".


Sinopse: "Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em "O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” RICK RIORDAN, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos. “Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” JOHN GREEN, autor de A culpa é das estrelas. “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...” TIM BURTON"

Quando o "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares" começou a fazer sucesso eu não dei muita bola, mas depois que fiquei sabendo que iria ganhar uma adaptação cinematográfica do Tim Burton eu soube que precisava ler esse livro. Mas quando comecei a ler a estória não conseguia me pegar e eu achei as 100 primeira páginas muito arrastadas. Claro que entendo que livro de fantasia tendem a serem mais lentos no começo, mas esse começo foi longo demais.

O começo lento só não me fez desistir da leitura porque o autor escreve bem, ele tem uma imaginação incrível e um escrita fácil e leve. Claro, que as fotos utilizadas como elementos da estória ajudou na criação de todo universo e na facilidade em se imaginar tudo aquilo que ele contava. Gostei muito do tema, de as estórias do avô serem verdades e crianças com peculiaridades viverem em um local mágico.

Como disse a escrita do Rason Riggs é muito boa e ele soube criar bem seus personagens, gostei muito de Emma, que é uma adolescente, mas ao mesmo tempo uma senhora, você consegue enxergar essa dualidade em todas as crianças do orfanato. Jacob é o típico personagem de livros de fantasia, ele procura seu lugar, mas não encontra porque é especial.

O livro depois de seu começo arrastado não é ruim, pelo contrário, quando a ação começa ele fica bem interessantes, devorei as páginas finais. Porém acho que ele tem alguns problemas que problemas e algumas pontas soltas, que podem ser resolvidos nos próximos livros da série. Eu particularmente, não sei se vou continuar a ler, porque a estória não me pegou, mas acredito que o público juvenil que gosta de fantasia vai adorar.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana