Até o próximo post!
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“A Inquilina de Wildfell Hall” foi o segundo romance escrito por Anne Brontë, a caçula das irmãs Brontë, publicado em 1848, o livro foi um sucesso, mas também alvo de críticas, uma vez que a jovem Anne publicava sob um pseudônimo masculino e devido ao teor da história, os críticos afirmavam que o autor só poderia ser uma mulher, porque a maneira como os personagens masculinos eram representados era exagerada, isso porque, os personagens se mostram cruéis, viciados, libertinos, entre vários outras péssimas características.
O livro vai narrar a história de Helen Graham, uma jovem viúva que passa a viver em Wildfell Hall, apenas com o filho e uma empregada, e por ser misteriosa e ter um comportamento muito recluso acaba levantado suspeitas na vizinhança. Apesar dessas suspeitas, o jovem Gilbert Markham acaba se apaixonando pela jovem viúva. Após um mal-entendido, Helen resolve entregar seu diário para Gilbert para que ele saiba sua verdadeira história.
A partir do diário de Helen descobrimos que ela vivia um relacionamento abusivo com seu marido, Arthur Huntingdon, um homem que não respeita sua esposa, alcoólatra, libertino e que a tortura psicologicamente. A vida dela é um inferno, inferno esse que ela enfrenta por ser uma mulher muito religiosa, e claro, por saber que ela não tem nenhuma chance de se libertar daquele relacionamento.
Durante a narrativa de Helen temos contanto não apenas com o marido, mas com os amigos dele, uns que ao meu ver são até piores que ele. Esses personagens trazem um tom pesado a história, cenas de abuso são constantes e até mesmo violência doméstica é retratada. Para mim a grande dificuldade na leitura foi com tudo isso, era difícil ler por várias páginas mulheres sendo tratadas como posses, com o qual eles podem fazer o que quiserem.
Apesar do ponto dos abusos ter me incomodado, não consigo dizer que “A Inquilina de Wildfell Hall” é um livro ruim, pelo contrário, o livro é fantástico. Em 1848 Anne Brontë traz a tona o que há de pior na sociedade, expondo o quanto pode ser horrível para uma mulher ter feito a escolha errada na hora de se casar, não tendo como se separar do marido. A autora além disso, ainda cria uma heroína forte que mesmo passando por essa situação não abaixa a cabeça ou se corrompe, ela continua seguindo seus preceitos e enfrenta o marido. Por isso, muitos afirmam que o livro é um dos primeiros romances feministas, o que eu concordo. Me admira ver que Anne Bronte com seus 28 anos, em 1848, tenha escrito uma obra tão poderosa, um alerta as mulheres. O livro tem seus momentos pesados, mas a autora consegue ainda deixar com que um romance aconteça, com seu toque realista, porém ainda sim uma bela história de amor.
“A Inquilina de Wildfell Hall” é um livro incrível que merecia ser mais conhecido, tanto quanto “Jane Eyre” e “O Morro dos Ventos Uivantes”. Anne Brontë na minha opinião tem uma escrita mais poderosa que suas irmãs (e olha que eu acho que Charlotte e Emily são incríveis) por ter um tom mais real. Já quero ler “Agnes Grey”, seu primeiro livro, e aguardo que ele me encante tanto quanto esse.
Até o próximo post!
Um assassino sanguinário que mata mulheres já fez cinco vítimas e para tentar descobrir quem ele é a agente Clarice Starling, do FBI, vai ter a ajuda de Hannibal Lecter, um talentoso psiquiatra preso por assassinato e canibalismo.
“O Silêncio dos Inocentes” é um thriller muito envolvente que não dá para parar de ler. O autor coloca dois “serial killers”, com características totalmente diferentes e com papéis opostos na trama. Hannibal é muito inteligente, manipulador e ajuda na busca pelo assassino de mulheres, enquanto Buffalo Bill é insano e está no livro como o vilão da história. Gosto do autor ter colocado esses dois personagens opostos, porque dá uma visão mais ampla sobre os serial killers, mostrando que nem sempre ele é um monstro, estranho e louco, pode sim ser como o respeitável Dr. Lecter.
O livro apesar de ter como a trama central a caçada ao Buffalo Bill é muito mais que isso, ele vai mostrar muito do machismo que a Clarice sofre como agente, diversas vezes ela é menosprezada, assediada e humilhada pelo fato de ser uma mulher. São poucos os personagens masculinos que admiram ela, entre eles, o próprio Hannibal Lecter, que é fascinado pela jovem e sua inteligência.
A relação Clarice e Hannibal pra mim é o ponto forte do livro, gosto dos diálogos e interações entre eles. O que era para ser ser apenas um interrogatório se torna uma troca de confissões, experiências e análises. É genial!
Diferente de muitos livros de suspense, nesse o autor vai revelando aos poucos quem é o assassino e o que ele fez, não tem a dinâmica do leitor tentar descobrir o assassino, o próprio autor revela quem é logo na metade do livro. O foco aqui é a caçada, como a polícia vai chegar até ele e as informações dadas pelo Lecter.
Apesar de Hannibal Lecter está como coadjuvante na história, pra mim ele é o grande protagonista de Thomas Harris, o autor criou tão bem o psiquiatra sociopata, que tem grande poder de manipulação e também é muito carismático, que nós leitores também somos envolvidos por ele, desejando cada vez mais sua aparição na história. Um personagem bem construído que eu adoro (não resisto a um bom vilão).
Super recomendo a leitura de “O Silêncio dos Inocentes” um dos melhores thrillers que já li na vida, porém tenho uma ressalva, esse livro é o segundo livro de uma série e em diversos momentos temos informações do livro anterior, mas o problema é que não temos uma edição recém publicada do primeiro livro, a editora Record resolveu publicar o segundo livro antes, e caso você resolva ler na ordem de publicação pode prejudicar a leitura de o“Dragão Vermelho”, primeiro livro da série. Eu particularmente não me importei, mas acho bom avisar. Aguardemos a publicação dos demais livros da série.
Até o próximo post!
Hoje vim falar de mais um dorama disponível na Netflix, e o da vez é o "Cheese in the trap", que vai acompanhar Hong Seol, uma jovem dedicada ao trabalho e aos estudos que acaba se envolvendo com o cara mais popular da faculdade, Yoo Jung. Parece um enredo clichê, mas essa história tem alguns detalhes que fazem com que ela saia do óbvio, mas isso não quer dizer que é bom.
A protagonista do dorama, Seol, é daquelas pessoas que todos se aproveitam e Jung é uma figura muito misteriosa e até mesmo assustadora. Os dois no começo não se dão muito bem, porque Seol acaba se envolvendo em uma confusão que ela acredita ser culpa de Jung. Mesmo com esse começo tumultuado, aos poucos os dois vão se envolvendo e acabam se apaixonando, mas DEUSMELIVRE afirmar que esse relacionamento é saudável. Yoo Jung é um cara muito manipulador, muitas vezes cruel e frio, e o relacionamento dele e da Hong Seol é muito estranho, cheio de mal entendidos, falta de comunicação e muita dependência.
E em meio a esse relacionamento amoroso estranho, surge a terceira parte do triângulo amoroso, afinal, dorama que é dorama tem que ter. Baek Inho era amigo de infância de Jung e hoje nutre um ódio por ele, que nós só vamos entender o motivo lá pro final da história. Ele acaba se aproximando de Seol, primeiro como amigo, mas acaba se apaixonando por ela. A relação deles é muito bonitinha e Inho (diferente de Jung) é muito carinhoso e preocupado com ela.
Mas Inho não é o único que surge para atrapalhar o romance do casal principal, junto com ele surge sua irma Baek Inha, uma jovem que gosta de esbanjar, não trabalha ou estuda e é sustentada pelo pai de Jung. Nunca tinha visto essa atriz, mas achei ela muito engraçada, muito cheia de caras e bocas e meio doidinha.
Porém esse dorama não vai se focar só nos romances, pelo contrário, ele vai retratar temas muito pesados como abuso sexual, sociopatia, violência doméstica, obsessão e stalker. Sério, eram tantas pessoas horríveis que cruzavam o caminho da Seol e que queriam fazer mal pra ela, que assistir o dorama era muito difícil, por causa do clima pesado.
"Cheese in the trap" tem uma história pesada, que em muito momentos é cansativa, e um romance que me incomodou bastante, não conseguia torcer para o casal, ficava sempre pensando: "Seol, larga esse homem, ele é cilada". O final me incomodou bastante e particularmente não indico assistir, só assista se quiser conhecer um ator lindo, porque Inho é maravilhoso e foi a única coisa que eu gostei em toda essa história.
Até o próximo post!
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"Namorada Podre de Rica" é a continuação de "Asiáticos Podres de Ricos" do Kevin Kwan, e se passa dois anos após os acontecimentos do primeiro livro. Rachel e Nicholas estão prestes a se casar, quando o pai de Rachel, que ela nunca conheceu, aparece. Os dois são levados para um novo universo de podres de ricos, o dos chineses do continente, mais especificamente em Xangai.
O segundo livro saí um pouco de Cingapura e das famílias tradicionais chinesas, que buscam ser discretas, apesar de viverem uma vida luxuosa, em "Namorada Podre de Rica" os ricos querem se esbaldar e mostrar para todos quanto dinheiro eles possuem. É incrível ver a diferença entre esses dois tipos de pessoas, enquanto as família que moram em Cingapura são ricos há gerações e buscam manter suas identidades resguardadas, as famílias de Xangai são novos ricos que querem sempre aparecer nas revistas.
O livro acompanha a história de vários personagens, alguns antigos conhecidos do livro anterior, como Rachel, Nick, Astrid, Eleanor Young, Kitty Pong, Charlie Wu e Peik Lin. Mas também surgem novos personagens, que são peças importantes da história, como a blogueira Colette, Carlton Bao e Corinne, uma espécie de especialista em transformar novos ricos. São muitos personagens e histórias independentes, mas que aos poucos vão se entrelaçando.
A escrita de Kevin Kwan é deliciosa, é como se eu tivesse lendo uma revista de fofocas ou assistindo a uma série no estilo Gossip Girl, as suas notas de rodapé são hilárias e é impossível não se deliciar e se divertir com com todo o universo glamouroso apresentado por ele.
"Namorada Podre de Rica" deixa algumas pontas soltas, afinal, temos ainda mais um livro depois dele, que vai encerrar a trilogia, mas que ainda não foi lançado no Brasil. Eu espero que a Record não demore a lançar a continuação, afinal, estou ansiosa para saber o que irá acontecer depois dos acontecimentos finais desse livro.
Até o próximo post!
“Todos os Santos Malditos” é o mais recente livro da Maggie Stiefvater e eis algo que eu queria: um livro maravilhoso, eis algo que eu temia: o livro ser ruim, isso porque vi diversas polêmicas envolvendo o livro e muita gente comentando que o livro era meio louco e que não era tão bom. Mas o que eu queria aconteceu e, e foi maravilhoso.
O livro vai se passa em Bicho Raro, uma cidadezinha no meio do deserto, onde uma família de mexicanos vivem, os Soria. Mas essa cidade e os Soria não são comuns, eles tem um quê de fantástico. A cidade é destino de peregrinos que buscam por milagres, milagres esses que são realizados por Daniel Soria, o santo da cidade.
A mitologia criada pela autora é bem diferente, mas ao mesmo tempo me lembrou muito "Cem anos de solidão" do Gabriel Garcia Marquez. Uma cidade em que o ambiente tem vida, os animais entendem e se relacionam com as pessoas e os personagens com características fantásticas.
O livro é cheio de personagens e é difícil dizer quem é o personagem principal, esse livro não tem um protagonista. Todos tem suas histórias contada, sem dar mais foco a uma ou a outra. Acho que posso dizer que o foco aqui nessa história são os milagres e o poder deles.
A escrita da Maggie Stiefvater é uma delícia, te envolve e mesmo quando cria uma história mágica ela consegue que seja fácil de compreender. Com "Todos os Santos Malditos" não foi diferente, e mesmo ele sendo um livro doidão, eu consegui me encantar e envolver com a história.
Um livro bem diferentão, mas deliciosamente fantástico. Se você gosta da escrita da Maggie ou só de livros de fantasia vai adorar essa história.
Até o próximo post!
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Até o próximo post!
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A sinopse a grosso modo de Mrs. Dalloway é de que o livro acompanha um dia na vida de Clarissa Dalloway, mas eu tenho uma outra forma de descrever sobre o que é esta história. Mrs. Dalloway é um romance psicológico, mostrando os questionamentos e viagens ao passado dentro da cabeça dos personagens. O livro vai acompanhar a consciência de várias pessoas, pulando de um para o outro, sem aviso prévio, mostrando o que passa com cada um deles.
Mrs. Dalloway não é uma leitura fácil, primeiro pela maneira como é narrado e servindo porque é um livro sem grandes acontecimentos, é apenas um dia na vida daquelas pessoas, um dia normal. E juntando essas duas coisas a leitura de torna mais lenta, mas longe de ser um livro vazio ou ruim, Virginia Woolf utiliza da mente de seus personagens para fazer reflexões profundas e que a todo momento surgem para mexer com o leitor.
Apesar de acompanharmos vários personagens o destaque da história é sim para Clarissa, essa mulher racional e contida, que tem como contraponto Septimus, o homem traumatizado pela guerra que sede a loucura. Interessante ver esses dois personagens tão ambíguos dividirem a história, sem nem ao menos de conhecerem.
O livro é denso e foi muito difícil concluir essa leitura, mas terminei com a certeza de que é um clássico da literatura, extremamente atual e que nunca vai perder a relevância.
Até o próximo post!
Até o próximo post!
"Bom Dia, Verônica" foi escrito a quatro mãos por Raphael Montes e Ilana Casoy, ele um autor de thrillers nacionais de sucesso e ela uma criminóloga renomada. O livro vai acompanhar a história de Verônica, uma escrivã da polícia que começa a investigar por conta própria dois casos, o de uma mulher enganada por um vigarista na internet e de outra que diz que o marido mata mulheres.
Verônica é uma mulher que vive uma vidinha bem pacata, encostada na função de secretária e em um casamento já bem defasado. Quando ela se depara com os dois casos, acredita que seja o momento dela mudar de vida. No primeiro momento a impressão é de que ela é apenas uma mulher comum, porém ela tem vários segredos.
O livro é bem curtinho, tem mais de 200 páginas, mas a história é muito bem construída, sem deixar pontas soltas e com um enredo que desenrola muito bem. Devorei o livro em alguns dias, queria saber o que ia acontecer com todos os personagens e mesmo tendo diversas teorias não consegui adivinhar qual seria o desfecho da história, terminei o livro muito impactada.
O livro é um thriller maravilhoso, muito envolvente e que não deixa nada a desejar para os livros de mesmo gênero lá de fora. Raphael e Ilana mostraram que sabem como contar uma boa história com o conhecimento que possuem, fazendo com que ela seja verossímil e envolvente.
"Bom Dia, Verônica" foi lançado pela DarkSide Books com o pseudônimo de Andréa Killmore, que só foi revelado no ano passado, quando também foi anunciado que ele ganharia uma série na Netflix, que sai em 2020. Já estou ansiosa para assistir e ver como a história de Verônica ficará na tela.
Até o próximo post!
Até o próximo post!
“A Grande Rainha” é o segundo livro de “As Brumas de Avalon”. Nesse livro temos Morgana esperando o filho de Artur, concebido durante o Beltane por uma estratégia de Viviane. A sacerdotisa abandonou Avalon para viver com sua Tia Morgause, isso porque se sente usada pela Senhora do Lago. Nessa segunda parte também acompanhamos Gwenhwyfar, uma jovem católica, que se casa com Artur, mas nutre uma paixão por Lancelote.
Na segunda parte das Brumas a briga entre druidas e católicos começa a esquentar. Artur, após ter sido coroado para servir druidas e católicos, começa a ceder aos desejos de sua jovem esposa que cada dia que passa se torna uma devota fervorosa e que quer que o rei rompa com os pagões.
Além dos problemas com a religião, o rei ainda tem que lidar com o fato da esposa não conceber um filho, que seria seu sucessor no trono. Sem saber que seu herdeiro você com Morgause.
Esse livro é um pouco melhor que o primeiro, dando muito mais voz a Morgana e Gwenhwyfar, que simbolizam as duas crenças, Druida e Católica. E apesar desse embate de religiões Marion Zimmer Bradley não dá mais destaque a uma religião ou a outra, as duas tem pontos negativos, principalmente, na questão do papel da mulher, mas duas as mulheres são usadas para alcançar o que querem.
Apesar de ter gostado muito mais desse livro, não foi uma leitura fácil, isso porque no meio da história Morgana são de cena e vários capítulos são apenas sobre a grande rainha é meu Deus, é difícil ter empatia e gostar de Gwenhwyfar. Ela está cada vez mais beata, atacando os druidas e suspirando pelos cantos por Lancelote. Ela é imatura e muito hipócrita, o que tornou a leitura bem difícil. O que salvou o livro foi Morgana.
Mas apesar dos pesares gosto da série e estou curiosa para saber o que vai acontecer nos próximos livros.
Até o próximo post!
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"Helena" foi o terceiro romance escrito por Machado de Assis, considerado um dos romances menos machadianos do autor, por ter um tom mais folhetinesco que todos os outros escritos por ele. Aqui temos a protagonista Helena, que após a morte do Conselheiro do Vale se torna herdeira e membro de sua família. A família do Conselheiro é composta pelo filho Estácio e a irmã D. Úrsula, que recebem a jovem, em um primeiro momento desconfiam dela, mas acabam se encantando. Porém Helena guarda um segredo que pode mexer com a maneira com que sua nova família a enxerga.
Como já disse, esse livro é o livro mais diferente de Machado de Assis, a começar pela personagem feminina, Helena difere muito das demais, ela é uma moça frágil, muito correta, honesta e sem muitas camadas. Apesar do mistério que envolve suas saídas, a moça não faz nada que nos faça desconfiar ou tem um comportamento ambíguo, ela é preto no branco, ela não é complexa, ela é a típica mocinha dos novelões, que sofre muito, o que fez com que eu não me envolvesse tanto na história, não me identifico com essa persona.
Apesar de não ter me identificado e envolvido tanto com a trama, não consigo dizer que um livro do Machado é ruim, a escrita dele como sempre é impecável e mesmo não tendo um enredo que me interessa, o autor conseguiu me surpreender com certas revelações e o seu "quê" de polêmica também me chocou um pouco.
E mesmo não conseguido dizer que "Helena" é um livro ruim, esse é o livro que menos gostei do autor e tudo isso acontece porque a minha mente desconstruída de 2020 se incomodou com um ponto dessa história, estou falando do Estácio, o irmão de Helena. Estácio é o típico cara que se considera um partidão, um homem de posses, inteligente e de boa família, que julga as mulheres de cima de sua "superioridade", ele me irritou tanto com seus cometários a respeito da sua noiva Eugênia e até mesmo de Helena, em algum momento da história. Sei que era o pensamento da época, mas o seu comportamento machista me fez demorar a ler o livro.
"Helena" não é o melhor livro do Machado de Assis, e isso não é uma opinião só minha, mas de várias pessoas, porém, o autor consegue deixar sua escrita brilhar apesar do enredo não ser lá grandes coisas.
Até o próximo post!
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Recentemente falei sobre o livro Mulherzinhas da Louisa May Alcott, que voltou a ser sucesso devido a mais nova adaptação para o cinema, para ser mais exata a quarta adaptação. Mas um livro de 1868, clássico da literatura e com tantas adaptações ainda tem algo a dizer? E eu te digo que sim, porque Greta Gerwig trouxe uma nova visão da história das irmãs March’s que é extremamente necessária nos dias de hoje.
O filme (caso você não tenha lido a minha resenha de Mulherzinhas) vai acompanhar as 4 irmãs March, Meg, Jo, Amy e Beth, que vivem com a mãe enquanto o pai está na guerra. O filme acompanha o fim da "infância" e a vida adulta.
Diferente do livro o filme mescla passado e presente não seguindo um enredo linear, a história é contada paralelamente até se encontrar. Acredito que se a pessoa não leu o livro pode ficar perdida sobre a história, pelo menos no início, mas agora poucos fica fácil de compreender.
Greta utilizou dos acontecimentos e algumas lições presentes no livro, mas atualizou a discussão do papel da mulher, retirou momentos que nos dia de hoje não se encaixam mais e focou nos acontecimentos principais da trama, sem muita enrolação, como algumas pessoas acham no livro.
A diretora inseriu falas na história em que as mulheres questionam qual o valor delas em uma sociedade onde s´acham que elas servem para se casar e se apaixonar, criticando até mesmo os fãs da época do lançamento do livro que pressionavam a autora para que as jovens se cassassem.
Além de transformar a obra de Louisa May Alcott em uma obra muito mais feminista, a Greta Gerwig fez uma carta de amor a autora, ela utilizou da Jo (que dizem ser a personagem que a Louisa criou inspirada em si mesma) como sendo a autora e escrevendo Mulherzinhas, dando voz a ela dentro da história, mostrando que apesar das pressões da sociedade ela foi a dona de seu livro.
O elenco de "Adoráveis Mulheres" é incrível, com nomes fortes como Laura Dern e Meryl Streep, e trazendo os queridinhos do momento como Florence Pugh, Saoirse Rona e Timothé Chalamet. O elenco mais experiente como sempre arrasando com destaque especial para Meryl Streep que deu uma leveza e diversão a história. Do elenco jovem Florence e Saoirse estão maravilhosas o que justifica perfeitamente a indicação das duas ao Oscar, principalmente a primeira, que conseguiu criar duas Amy's com maestria.
Saí do cinema encantada ainda mais com a história de Louisa May Alcott e feliz por existirem mulheres tão incríveis como ela e até mesmo Greta Gerwig que deram voz a adoráveis mulheres de todo mundo.
Até o próximo post!
Sinopse: "O que pode acontecer quando o filho da presidenta dos Estados Unidos se apaixona pelo príncipe da Inglaterra?
Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja.
Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.
O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois.
Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?"
O livro tem como personagens principais o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex. e o príncipe da Inglaterra, Henry, que não se suportam, mas depois de uma confusão no casamento real são obrigados a se tornarem amigos, mas essa amizade acaba se tornando um romance.
História de casal que não se suporta, mas que na verdade o ódio é muita atração sexual retraída todo mundo já viu, mas entre um casal LBTQ+? Eu pelo menos nunca tinha lido um romance com essa história com um casal de pessoas do mesmo sexo. Então é um romance clichê, mas com um quê de novidade.
O livro é narrado pelo ponto de vista do Alex, filho da presidente, e temos também os e-mails e mensagens enviadas pelos dois. Adorei as trocas de mensagens e os e-mail fizeram meu coração explodir de amor.
O livro aborda muito pouco questões políticas, ficando muito mais focado no relacionamento do Alex e do Henry, e as dificuldades deles em se assumirem, se aceitarem e viver essa história de amor.
A escrita da Casey McQuinston é viciante e você não consegue parar, os personagens são muito cativantes e o romance é muito fofo. Mesmo tendo gostado muito da escrita da autora algumas coisas me incomodaram, como o fato dela fugir um pouco da realidade (membros da família real não podem ter redes sociais) em alguns momentos e o final do livro a história ficou um pouco lenta.
Eu adorei "Vermelho, Branco e Sangue Azul", me envolvi com os personagens, torci por eles, me apaixonei e terminei a leitura querendo mais livros da autora.
Até o próximo post!
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Hoje, pela terceira vez seguida, vim falar de dorama por aqui, e o de hoje também está disponível no Netflix. Em "Primeira Vez Amor" Yun Tae-o ganha uma casa quando completa 20 anos, mas quando ele menos espera essa vida de morar sozinho chega ao fim. quando três amigos se metem em encrenca e precisam ficar na casa dele.
"Primeira Vez Amor" é um dorama de duas temporada, na primeira vemos todos os personagens se acostumando a morarem juntos e seus relacionamentos amorosos. Já a segunda é muito mais sobre família, amor e amizade.
Nesse drama asiático temos como personagens principais dois melhores amigos desde a infância que sempre deram suporte um ao outro, mas que nunca se envolveram romanticamente, mas depois que ela vai morar na casa dele e começa a se envolver com outro rapaz as coisas começam a ficar estranhas. O plot não é muito original e ficarmos uma temporada inteira com a mocinha se envolvendo com o terceiro lado do triângulo para no final jogar tudo pro alto pra ficar com outro, não é a minha história preferida, mas...
Particularmente eu achei esse drama muito lento, as coisas demoram a acontecer e quando acontecem são tão mornas que o clima até se perde. Não só o romance principal é lento, como os personagens secundários não encantam e trazem pouco alívio cômico.
"Primeira Vez Amor" é de longe o dorama mais fraquinho que já assisti, que além de não me encantar, me deixou com vários questionamentos que não foram respondidos (será que teremos uma terceira temporada?). Daqueles dramas que você pode deixar passar.
Até o próximo post!
Sinopse: "Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã.
Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre."
Um dia, passeando pelo site da Amazon esbarrei em "Os Noivos do Inverno" e só pela sinopse já o coloquei na minha wishlist e por lá ele ficou um bom tempo, esse mês finalmente li a história de Christelle Dabos. Logo, preciso agradecer pelo algorítimo que me levou até esse livro, porque eu adorei.
"Os Noivos do Inverno" vai contar a história de Ophélie uma jovem com o poder de ler o passado dos objetos e atravessar espelhos, que vive uma vida tranquila até que é prometida em casamento à Thorn, um jovem que vive em um lugar onde é preciso tomar cuidado com todos a sua volta.
Christelle Dabos criou um universo totalmente mágico e diferente de tudo que eu já li. Seu livro se passa em arcas flutuantes, cada uma com seu costume e povos, cheias de magia e regida por espíritos familiares, que são seres misteriosos e belos. Mas mesmo criando um novo mundo a autora não se demora nos detalhes daquele lugar, aos poucos vamos entendendo como tudo funciona, a medida que o livro vai se desenrolando, sem ser cansativo, muito descritivo ou difícil de se imaginar.
Apesar e ser um livro de fantasia, não é uma literatura infantil ou juvenil, é uma história de fantasia adulta, cheia de jogos políticos, intrigas, mistérios e muita magia.
Enquanto lia a história me lembrei muito de "Corte de Espinhos e Rosas" e "O Castelo Animado", animação do Studio Ghibli. Não que seja parecido com essas duas histórias, mas o relacionamento de Ophélie e Thorn me lembrou um pouco o de Tamlin e Feyre (antes dele virar um abusivo) e o dia a dia do Polo (arca onde vive Thorn) me lembrou do filme do Hayao.
Apesar de ter gostado muito do livro senti falta de romance, a autora deixar no ar que aos poucos Thorn e Ophélie estão se interessando um pelo outro, mas faltou um contato maior entre os dois. Queria também que soubéssemos um pouco mais sobre Thorn e o que ele pensa. Aguardemos os próximos livros.
O livro é muito viciante, você quer saber o que vai acontecer com Ophélie naquele lugar em que todos querem se matar, o porquê desse casamento arranjado, quais são as verdadeiras intenções de Thorn e se esse casamento vai acontecer ou não. Terminei o livro já desejando a continuação e rezando para que os outros dois livros ainda não lançados por aqui sejam logo publicados.
Um dia, passeando pelo site da Amazon esbarrei em "Os Noivos do Inverno" e só pela sinopse já o coloquei na minha wishlist e por lá ele ficou um bom tempo, esse mês finalmente li a história de Christelle Dabos. Logo, preciso agradecer pelo algorítimo que me levou até esse livro, porque eu adorei.
"Os Noivos do Inverno" vai contar a história de Ophélie uma jovem com o poder de ler o passado dos objetos e atravessar espelhos, que vive uma vida tranquila até que é prometida em casamento à Thorn, um jovem que vive em um lugar onde é preciso tomar cuidado com todos a sua volta.
Christelle Dabos criou um universo totalmente mágico e diferente de tudo que eu já li. Seu livro se passa em arcas flutuantes, cada uma com seu costume e povos, cheias de magia e regida por espíritos familiares, que são seres misteriosos e belos. Mas mesmo criando um novo mundo a autora não se demora nos detalhes daquele lugar, aos poucos vamos entendendo como tudo funciona, a medida que o livro vai se desenrolando, sem ser cansativo, muito descritivo ou difícil de se imaginar.
Apesar e ser um livro de fantasia, não é uma literatura infantil ou juvenil, é uma história de fantasia adulta, cheia de jogos políticos, intrigas, mistérios e muita magia.
Enquanto lia a história me lembrei muito de "Corte de Espinhos e Rosas" e "O Castelo Animado", animação do Studio Ghibli. Não que seja parecido com essas duas histórias, mas o relacionamento de Ophélie e Thorn me lembrou um pouco o de Tamlin e Feyre (antes dele virar um abusivo) e o dia a dia do Polo (arca onde vive Thorn) me lembrou do filme do Hayao.
Apesar de ter gostado muito do livro senti falta de romance, a autora deixar no ar que aos poucos Thorn e Ophélie estão se interessando um pelo outro, mas faltou um contato maior entre os dois. Queria também que soubéssemos um pouco mais sobre Thorn e o que ele pensa. Aguardemos os próximos livros.
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