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Resenha: V de Vingança

6.11.19
Sinopse: "Uma poderosa e aterradora história sobre a perda da liberdade e cidadania em um mundo totalitário bem possível, V de Vingança permanece como uma das maiores obras dos quadrinhos e o trabalho que revelou ao mundo seus criadores, Alan Moore e David Lloyd. Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo, esta arrebatadora história captura a natureza sufocante da vida em um estado policial autoritário e a força redentora do espírito humano que se rebela contra esta situação. Obra de surpreendente clareza e inteligência, V de Vingança traz inigualável profundidade de caracterizações e verossimilhança, em um audacioso conto de opressão e resistência."

Há quinze anos atrás tive o meu primeiro contato com V de Vingança, assisti ao filme estrelado por Natalie Portman, e desse dia em diante não me cansei de assistir a esse filme, para ser sincera, muito do que se passava naquela história formou meu caráter e tudo que acredito. Muitos anos depois aquela adolescente foi descobrir que o filme era uma adaptação de uma HQ, mas foi só esse ano que eu finalmente conseguir lê essa obra prima e a sensação que tive da primeira vez que vi o filme voltou com tudo.

V de Vingança se passa em uma Londres distópica, que depois da guerra é governada por um partido fascista, não há mais liberdade. E em meio a isso surge uma figura misteriosa, um homem que usa máscara de Guy Fawkes e se autonomeia como V, que por meio de uma vingança quer destruir todo esse sistema. 

A HQ é escrita pelo Alan Moore que é declaradamente anarquista, então dá para ter ideia de quais são os ideais pregados pelo V. Mas não é só sobre anarquia, é sobre liberdade e amor. Uma história que vai falar muito sobre o poder que o povo tem nas mãos e entrega para as autoridades, abrido mão de seus direitos, perdendo a noção das atrocidades que um governo cheio de poder pode fazer e o com contaminado e corrupto é o sistema. A HQ é uma aula de política e dos perigos em se confiar demais em figuras que prezam pela ordem e moral.

A história é muito bem contada, utilizando de diversos personagens para fazer isso, não é apenas através do olhar do V que tudo acontece. Apesar de termos histórias diversas acontecendo, todas elas em algum momento convergem finalizando muito bem a história. A obra é impecável, sem furos, muito bem escrita e belíssima. O traço é muito lindo e real, daquelas HQ's para se ter na coleção.

Se há tantos anos atrás terminei aquele filme de mais de duas horas encantada com a história do V, desta vez não foi diferente, mais uma vez o homem com a máscara de Guy Fawkes me ensinou muito.

Até o próximo post!

TBR de Abril 2019

8.4.19
Até o próximo post!

Resenha: Batman: A Piada Mortal

12.12.16

Sinopse: Um dia ruim.
É apenas isso que separa um homem são da loucura. Pelo menos segundo o Coringa, um dos maiores e mais conhecidos - se não o maior e mais conhecido - vilão do mundo dos quadrinhos. E ele quer provar o seu ponto de vista enlouquecendo ninguém menos que o principal aliado de seu maior inimigo: o Comissário Gordon. Cabe ao Cavaleiro das Trevas impedir.
O genial roteirista Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) e o artista Brian Bolland (Camelot 3000) mergulharam na mente do Palhaço Psicótico e presentearam os fãs da nona arte com uma das melhores histórias já escritas sobre a origem do Coringa, analisando de forma definitiva sua relação com o Cavaleiro das Trevas e Gotham.
Brian Bolland é o astro da edição. Além de escrever o posfácio e nos presentear com uma aventura de oito páginas e esboços, o artista britânico fez questão de recolorir toda a história - que antes tinha cores de John Higgins - trazendo uma nova dimensão à obra e recriando completamente a atmosfera da HQ. Esta edição de luxo traz a íntegra de Batman: A Piada Mortal e ainda republica, como extra, a primeira história do Coringa."

A primeira HQ a gente nunca esquece e quando ela é sobre um dos vilões mais incríveis e feita pelo gênio Alan Moore é memorável.Sim, comecei no universo das HQ pela famosa Piada Mortal, que é um clássico das histórias do Batman. Minha primeira vez não podia ser melhor, pena que seja tão curta a história.

"A Piada Mortal" vai ser narrada com dois tempos, temos a criação do Coringa e o vilão tentando provar que um dia ruim pode deixar um homem louco. O passado é em preto e branco e vamos encontrar alguns pontos de cor, enquanto o presente e todo colorido. Além das cores o maior contraste é do vilão, que no começo é apenas um comediante fracassado e depois um vilão maquiavélico.

O Batman não é o ponto forte da história, por mais que tenha um papel fundamental, o astro do enredo é o Coringa. E o tom da HQ é bem esse, de insanidade. Alan Moore como sempre, não teve medo de pesar a mão e temos momentos vem chocantes em uma história bem pesada.

Gostei muito de "A Piada Mortal" e no final fiquei com aquela sensação de que não sabia quem venceu, mas depois pensei melhor e entendi o que Alan Moore quis mostrar na sua história do Batman, que a insanidade está dentro de todos nós. Vale muito a pena ler essa HQ, que para mim merecia mais muitas páginas.

Até o próximo post!
Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana